ISLAM: O FEN�MENO MAL COMPREENDIDO� por Yusuf Islam (Cat Stevens)

O islam hoje � um fen�meno muito mal compreendido. Infelizmente, as pessoas est�o olhando para os mu�ulmanos em fun��o de alguns incidentes ocorridos no mundo atual, os quais s�o supostamente um reflexo do islam. Contudo, eles n�o s�o. Tais incidentes s�o reflexos de um mau comportamento de mu�ulmanos individualmente, o qual acaba sendo associado com toda comunidade isl�mica.

� claro que existem mu�ulmanos que s�o bons elementos e de boas pr�ticas, contudo normalmente estes n�o s�o notados. Usualmente a televis�o e a m�dia em geral apresenta apenas os elementos maus e sensacionalistas. A solu��o para isto � que as pessoas n�o olhem para o mu�ulmano, mas para o Islam.

Seria errado se algu�m julgasse um carro como sendo ruim, dizendo "esta carro � ruim", apenas porque o motorista est� b�bado e se acidentou com ele. Na realidade n�o tem nada a ser melhorado no carro. � preciso melhorar o motorista. Ent�o voc� deve olhar para o carro e ver que tipo de carro ele �, para perceber que n�o existe nada de errado com ele, mas sim com o motorista.

O Islam � uma orienta��o para todos seres humanos em suas vidas di�rias, em sua dimens�o espiritual, mental e f�sica. Mas � preciso encontrar a fonte desta orienta��o que est� primeiramente no Alcor�o e depois deste nos exemplos do profeta Muhammad (que a paz e a ben��o de Deus esteja com ele), o �ltimo profeta. Se chegarmos a estas duas origens, ent�o podemos ver o islam ideal.

Em Nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso

COMPREENDA O ISLAM E OS MU�ULMANOS� em

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O QUE � O ISLAM?

O Islam n�o � uma religi�o nova. Ela � a mesma verdade que Deus revelou por meio de seus profetas para toda a humanidade. Para um quinto da popula��o mundial, o Islam � uma religi�o e um sistema de vida completo. Os mu�ulmanos seguem uma religi�o de paz, miseric�rdia, perd�o, e a maioria nada tem a ver com os eventos extremamente graves que ficaram associados com sua f�.

 

 

 

 

 

Surata al Fatiha - Surata da Abertura

Em Nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso

Louvado seja Deus, Senhor do Universo

O Clemente, O Misericordioso

Senhor do Dia do Ju�zo

S� a Ti adoramos, e s� de Ti imploramos ajuda

Guia-nos � senda reta,

� senda dos que agraciastes,

n�o � dos abominados, e nem � dos extraviados

Esta surata de Abertura do Alcor�o � primordial na ora��o isl�mica. Ela cont�m a ess�ncia do Alcor�o e � recitada em todas ora��es.

 

QUEM S�O OS MU�ULMANOS?

Mais de um bilh�o de pessoas de uma vasta classe de ra�as, nacionalidades e culturas atrav�s do globo, desde as Filipinas at� a Nig�ria est�o unidas pela f� isl�mica. Aproximadamente 18% vivem no mundo �rabe; a maior comunidade isl�mica do mundo � a Indon�sia; partes substanciais da �sia e da maior parte da �frica s�o mu�ulmanas, enquanto a minoria significativas s�o encontradas na Uni�o Sovi�tica, China, Am�rica e na Europa.

 

EM QUE OS MU�ULMANOS CR�EM?

Os mu�ulmanos cr�em em um �nico e Incompar�vel Deus; nos anjos criados por Ele; nos profetas pelos quais Suas revela��es foram trazidas � humanidade; no dia do Ju�zo e na presta��o individual de contas pelas a��es praticadas; na autoridade total de Deus sobre o destino do homem e na vida ap�s a morte. Os mu�ulmanos cr�em na corrente dos profetas a partir de Ad�o, incluindo No�, Abra�o, Ismael, Isaac, Jac�, Jos�, J�, Mois�s, Ara�o, Davi, Salom�o, Elias, Jonas, Jo�o Batista e Jesus, que a paz esteja com eles. Mas a mensagem final de Deus para o homem, uma confirma��o da mensagem eterna e um resumo de tudo que acontecera anteriormente, foi revelada ao profeta Mohammad por interm�dio do anjo Gabriel.

 

COMO ALGU�M SE TORNA MU�ULMANO?

Simplesmente por proferir o Testemunho de que "n�o h� divindade al�m de Deus, e que Mohammad � o Mensageiro de Deus". Com esta declara��o o crente anuncia a sua f� em todos os mensageiros de Deus, e nas Escrituras que eles trouxeram.

 

 

O QUE O ISLAM SIGNIFICA?

A palavra �rabe "Islam" significa "submiss�o". � derivada de uma palavra que significa "paz". Num contexto religioso, significa total submiss�o � vontade de Deus. Maometano, portanto, � uma denomina��o errada, porque sugere que os mu�ulmanos adoram a Mohammad em vez de Deus. "Allah" � a palavra �rabe que significa Deus, usada pelos �rabes tanto mu�ulmanos como crist�o.

PORQUE O ISLAM PARECE ESTRANHO?

O Islam pode parecer ex�tico ou mesmo extremista no mundo moderno. Talvez isso acontece porque a religi�o n�o domina a vida do dia a dia no ocidente de hoje, enquanto os mu�ulmanos t�m a religi�o sempre presente em suas mentes, e n�o fazem distin��o entre o secular e o sagrado.

Acreditam que a Lei Divina, Shari�a, deve ser tomada seriamente. Por isso, assuntos relacionados com a religi�o continuam t�o importantes.

 

 

 

 

SER� QUE O ISLAM E O CRISTIANISMO T�M ORIGENS DIFERENTES?

N�o! Juntamente com o Juda�smo, eles remontam ao Profeta e Patriarca Abra�o. Seus tr�s profetas s�o descendentes diretos de seus filhos � Mohammad descende do primog�nito, Ismael, Mois�s e Jesus descendem de Isaac.

Abra�o estabeleceu as bases do que chamamos hoje a cidade de Meca, e construiu a Caaba, em dire��o da qual todos os mu�ulmanos se voltam quando oram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O QUE � CAABA?

A Caaba � o local de adora��o que Deus ordenou Abra�o e Ismael constru�rem h� aproximadamente 4000 anos atr�s. A constru��o foi feita de pedra, a qual, muitos acreditam, foi o local original de um santu�rio estabelecido por Ad�o.Deus ordenou a Abra�o a convocar toda a humanidade para visitar o local, e quando os peregrinos l� v�o, dizem "Eis - nos aqui, � Senhor!", em reposta � tal convoca��o.

 

QUEM � MOHAMMAD?

Mohammad nasceu em Meca no ano 570, em um per�odo em que o Cristianismo n�o tinha-se estabelecido completamente na Europa.

Uma vez que seu pai faleceu antes de seu nascimento, e sua m�e logo depois, ele foi cuidado pelo seu tio, pertencente � respeitada tribo dos coraixitas.

� medida que ia crescendo, tornou-se conhecido pela sua retid�o, generosidade e sinceridade, a tal ponto que era procurado pela sua capacidade de arbitrar nas disputas. Os historiadores descrevem-no como calmo e meditativo.

Mohammad possu�a uma natureza profundamente religiosa, e abominava a decad�ncia de sua sociedade. Ele adquiriu o h�bito de meditar na caverna de Hir�, perto do topo da Montanha da Luz (Jabal al-Nur) em Meca.

 

COMO ELE RECEBEU A REVELA��O?

Aos quarenta anos de idade, enquanto estava empenhado em um retiro meditativo, Mohammad recebeu sua primeira revela��o de Deus por interm�dio do anjo Gabriel. Essa revela��o, que prosseguiu por vinte e tr�s anos, � conhecida como Alcor�o.

T�o logo ele come�ou a recitar as palavras que ele ouviu de Gabriel, e a pregar a verdade que Deus havia lhe revelado, ele e seu pequeno grupo de seguidores sofreram persegui��es amargas, que se tornaram t�o violenta no ano de 622 que Deus lhes ordenou que emigrassem. Este evento, a H�gira (migra��o), na qual eles se mudaram de Meca para a cidade de Medina, cerca de 260 milhas ao norte, marca o in�cio do calend�rio mu�ulmano.

Depois de muitos anos, o profeta e seus seguidores retornaram a Meca, onde perdoaram seus inimigos e estabeleceram o Islam definitivamente. Antes que o profeta morresse, aos 63 anos de idade, a maior parte da Ar�bia j� era mu�ulmana, e um s�culo ap�s sua morte, o Islam tinha se difundido at� a Espanha no ocidente e at� a China no oriente.

COMO A DIFUS�O DO ISLAM

AFETOU O MUNDO?

Entre as raz�es da difus�o r�pida e pac�fica do Islam h� a simplicidade a simplicidade de sua doutrina � o Islam convoca para a cren�a no �nico Deus Merecedor de adora��o. O Islam tamb�m freq�entemente instrui o homem a usar seus poderes de intelig�ncia e observa��o.

Dentro de poucos anos, grandes civiliza��es e universidades floresceram, uma vez que, de acordo com o profeta: "Procurar o conhecimento � uma obriga��o de todo mu�ulmano e mu�ulmana".

 

A s�ntese das id�ias orientais e ocidentais e os pensamentos novos e antigos geraram grandes avan�os na medicina, matem�tica, f�sica, astronomia, geografia, arquitetura, arte, literatura e hist�ria, e tamb�m o conceito do zero(fundamental para o desenvolvimento da matem�tica), foram transmitidos � Europa medieval pelo Islam.

Foram desenvolvidos instrumentos sofisticados, que possibilitaram as viagens dos europeus de descobrimento, incluindo o astrol�bio, o quadrante e os bons mapas de navega��o.

QUE � O ALCOR�O?

O Alcor�o � um registro das palavras exatas reveladas por Deus por interm�dio do anjo Gabriel ao Profeta Mohammad. Foi memorizado por ele, e ent�o ditado aos seus companheiros, e registrado pelos seus escribas, que o conferiram durante sua vida. Nenhuma palavra de suas 114 suratas foi mudada ao longo dos s�culos. Assim, o Alcor�o �, em cada detalhe, o �nico e miraculoso texto que foi revelado a Mohammad quatorze s�culos atr�s.

DE QUE TRATA O ALCOR�O?

O Alcor�o, a derradeira palavra de Deus revelada, � a principal fonte da f� e da pr�tica de todo mu�ulmano. Ele trata de todos os assuntos relacionados conosco, como seres humanos: sabedoria, doutrina, rituais e lei, mas seu tema b�sico � o relacionamento entre Deus e Suas criaturas. Ao mesmo tempo ele proporciona orienta��o para uma sociedade justa, uma conduta decente e um sistema econ�mico eq�itativo.

 

H� OUTRAS FONTES SAGRADAS?

Sim, a Sunnah, a pr�tica e o exemplo do profeta � a segunda autoridade para os mu�ulmanos. Um hadith � a narra��o fiel transmitida a respeito do que o profeta disse, fez ou aprovou. Crer na sunnah faz parte da f� isl�mica.

 

EXEMPLOS DOS DITOS DO PROFETA

O profeta disse:

"Deus n�o tem miseric�rdia daquele que n�o tem miseric�rdia dos outros"

"Ningu�m de v�s cr� realmente antes de desejar ao seu irm�o o que deseja a si pr�prio"

"Aquele que se alimenta enquanto o seu vizinho est� passando fome n�o � crente"

"O comerciante honesto est� associado aos profetas, aos santos e aos m�rtires"

"O poderoso n�o � aquele que derruba os outros; o poderoso � aquele que controla e si pr�prio em um acesso de c�lera"

"Deus n�o vos julga baseado em vossos corpos e apar�ncias, mas perscruta vossos cora��es e examina vossas obras"

" �Um homem caminhava em uma estrada e sentiu muita sede. Encontrando um po�o, nele desceu e subiu. Ent�o viu um c�o arfando, tentando lamber a lama para amainar a sede. O homem percebeu que o c�o estava sentindo a mesma sede que ele sentira antes. Ent�o, ele desceu novamente no po�o e encheu o seu sapato com �gua e deu de beber para o c�o. Por isto Deus perdoou os pecados do homem.� Foi perguntado: �� Mensageiro de Deus, seremos acaso recompensados por nossa bondade para com os animais?� Ele respondeu: �H� recompensa pela bondade demonstrada por qualquer ser vivo�"

extra�dos das cole��es de hadith de Bukhairi, Muslim e Baihaqui.

QUAIS S�O OS CINCO PILARES DO ISLAM?

S�o a estrutura da vida do mu�ulmano: a f�, a ora��o, o interesse pelo necessitado (zakat), a auto-purifica��o (jejum) e a peregrina��o � Meca para quem tiver posses para tal.

 

 

 

1. A f�

chahada inscrita sobre a entrada do Pal�cio Osman Topkapi (o museu possui um manto usado pelo profeta, entre outros tesouros). Istambul

N�o h� outra divindade al�m de Deus e Mohammad � seu Mensageiro. Esta declara��o de f� � chamada Chahada , uma f�rmula simples que todo o crente pronuncia.

Em �rabe, a primeira parte �: la ilaha �lal-lah (n�o h� outra divindade al�m de Deus). Ilaha (divindade) pode se referir a qualquer coisa que podemos ser tentados a colocar no lugar de Deus: riqueza, poder e similares. Ent�o vem, illal-lah (al�m de Deus), a Fonte de toda cria��o.

A Segunda parte da Chahada � Mohammad Rasul lul-lah (Mohammad � o mensageiro de Deus). Uma mensagem de orienta��o que veio por interm�dio de um homem como n�s mesmos.

 

Mihrab persa, que indica a dire��o das ora��es. No in�cio os mu�ulmanos oravam em dire��o de Jerusal�m, mas durante a vida do profeta foi mudada para Meca. Do p�lpito o Imam que dirige as ora��es, faz o serm�o durante as ora��es congregacionais de sexta-feira

2. A Ora��o

Salat � o nome das ora��es obrigat�rias que s�o praticadas cinco vezes ao dia, e s�o um elo direto entre o adorador e Deus. N�o h� autoridade hier�rquica no Islam, nem padres, assim, as ora��es s�o dirigidas por uma pessoa com instru��o, que conhece o Alcor�o, escolhido pela comunidade. Essas cinco ora��es di�rias cont�m vers�culos do Alcor�o que s�o recitados em �rabe, a linguagem da Revela��o, ao passo que as s�plicas pessoais podem ser feitas no idioma de cada um. As ora��es s�o praticadas na alvorada, ao meio dia, no meio da tarde, ao crep�sculo e � noite, e assim determinam o ritmo do dia todo. Apesar de ser prefer�vel praticar a ora��o em conjunto, em uma mesquita, o mu�ulmano pode orar em qualquer lugar, tal como campo, escrit�rio, f�brica e universidade. Os visitantes do mundo isl�mico ficam impressionados com a domin�ncia das ora��es na vida cotidiana.

Tradu��o do Chamado � ora��o

Deus � Grandioso, Deus � Grandioso

Deus � Grandioso, Deus � Grandioso

Testemunho que n�o h� outra divindade al�m de Deus

Testemunho que n�o h� outra divindade al�m de Deus

Testemunho que Mohammad � o Mensageiro de Deus

Testemunho que Mohammad � o Mensageiro de Deus

Vinde � ora��o! Vinde � ora��o!

Vinde � salva��o! Vinde � salva��o!

Deus � Grandioso, Deus � Grandioso

N �o h� outra divindade al�m de Deus

 

3. Zakat

A pessoa piedosa deve tamb�m dar tanto quanto possa como caridade (sadaca), e faz�-lo preferivelmente em segredo. Apesar que esta palavra possa ser traduzida como "caridade volunt�ria", ela tem um significado mais amplo. O profeta disse:

"Mesmo o encontrar o seu irm�o com o rosto risonho � caridade"

O Profeta disse "A caridade � uma necessidade para todo mu�ulmano", foi-lhe perguntado: "e se a pessoa n�o tiver nada para dar?", o profeta respondeu: "Deve trabalhar com suas pr�prias m�os para o seu benef�cio e ent�o dar algo de tal ganho em caridade." Os companheiros perguntaram: " e se ele foi incapaz de trabalhar?" O profeta respondeu: "Ele deve ajudar os pobres e necessitados", perguntaram novamente: "e se n�o puder fazer isto?", o profeta respondeu: "deve incitar as pessoas a praticarem o bem" e os companheiros perguntaram ainda "e se tamb�m n�o puder fazer isto?" O profeta respondeu "Deve se afastar da pr�tica do mal, que isto tamb�m � caridade."

Zakat promove fluxo do dinheiro na sociedade. Cairo.

 

4. O Jejum

Todo ano, durante o m�s de Ramadan, todos os mu�ulmanos jejuam desde a alvorada at� o por do sol, abstendo-se da comida, da bebida e das rela��es sexuais. Quem estiver doente, for idoso, ou em viagem, e mulher gr�vida ou amamentando � permitido quebrar o jejum e jejuar o mesmo n�mero de dias em outra �poca do ano. Se houver incapacidade f�sica para faz�-lo, devem alimentar uma pessoa necessitada para cada dia n�o jejuado. As crian�as come�am a jejuar (e praticar as ora��es) a partir da puberdade, apesar de muitos come�arem mais cedo.

Apesar do jejum ser muito ben�fico para a sa�de, � considerado um m�todo de purifica��o pessoal. Ao privar-se dos confortos mundanos, mesmo por um per�odo curto, o jejuador adquire verdadeira simpatia por aqueles que sofrem fome, ao mesmo tempo desenvolve a sua vida espiritual.

Tendas de Peregrinos

5. O Hajj

A peregrina��o anual a Meca (hajj) � uma obriga��o somente para aqueles que s�o f�sica e financeiramente capazes de empreend�-la. Portanto, dois milh�es de pessoas aproximadamente v�o a Meca cada ano, de toda parte do Globo, oferecendo uma �nica oportunidade para os provenientes de na��es diferentes a se encontrarem. Apesar de Meca estar sempre cheia de visitantes, o hajj anual come�a no d�cimo segundo m�s do calend�rio isl�mico (que � lunar, n�o solar, assim o hajj no ver�o, outras no inverno). Os peregrinos vestem roupas especiais: vestimentas simples que eliminam as distin��es de classes e cultura, assim todos ficam iguais perante Deus.

Os rituais do hajj foram substitu�das por Abra�o, incluindo o circundar a Caaba por 7 vezes, e o percorrer 7 vezes a dist�ncia entre os montes Safa e Marwa, como fez Hagar durante a sua procura de �gua. Ent�o os peregrinos se p�em em p� no vasto vale de Arafat e se juntam em ora��o para pedir o perd�o a Deus. Pensa-se que esta cena � uma vis�o do Dia do Ju�zo Final.

Nos s�culos passados, o hajj era um empreendimento �rduo. Hoje, por�m, a Ar�bia Saudita fornece �gua, transporte moderno e as mais modernas facilidades de atendimento m�dico a milh�es de pessoas.

O encerramento da peregrina��o � marcado por um festival, Eid-Al-Adha, celebrado com ora��es e troca de presentes entre as comunidades isl�micas. Este Eid e o Eid-al-Fith, uma festa comemorando o final de Ramadan, s�o as principais festas do calend�rio isl�mico.

 

PORQUE A FAM�LIA � T�O IMPORTANTE PARA OS MU�ULMANOS?

A fam�lia � a base da sociedade isl�mica. A paz e a seguran�a oferecidas por uma unidade familiar est�vel � muito valorizada e vista como essencial para o desenvolvimento espiritual de seus membros. Uma harmoniosa ordem social � criada pela exist�ncia de fam�lias numerosas; os filhos s�o muito apreciados, e raramente deixam suas casas antes de casarem.

QUAL O PAPEL DA MULHER NO ISLAM?

O Islam v� a mulher, quer solteira ou casada, como uma pessoa com seu pr�prio direito, com o direito de possuir e dispor de sua propriedade e ganhos. O dote � dado pelo noivo � sua noiva para seu pr�prio uso pessoal e ela conserva o seu nome de fam�lia em vez de adotar o nome do marido.

Espera-se que ambos, homens e mulheres, usem roupas modestas e dignificantes. As roupas tradicionais da mulher vistas em alguns pa�ses mu�ulmanos s�o sempre a express�o de costumes locais.

O Mensageiro de Deus disse: "O melhor dentre v�s � aquele que melhor trata sua esposa, e eu sou o melhor que trata a esposa"

 

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A RELIGI�O DO ISLAM

Sharifa Carlo

Desde nossa cria��o, os homens t�m ponderado a respeito dos mist�rios existenciais da vida. As mesmas quest�es t�m nos perseguido atrav�s dos s�culos, "De onde eu vim?", "Por que estou aqui?", "O que � esperado de mim?", "Para onde vou?" e "Isto � tudo que existe?" Alguns de n�s gastam toda uma vida perseguindo as respostas para tais quest�es, outros de n�s parecem se contentar aceitando as respostas providas pelas nossas religi�es e culturas individuais, ao passo que outros decidem ignorar este instinto b�sico de encontrar respostas, mesmo que inconscientemente. Os mu�ulmanos tem uma tradi��o muito forte de procurar conhecimento, e o mais fundamental � aquele que nos levar� a respostas para estas quest�es.

Sabemos que a forma de alcan�ar a verdade plenamente � analisar objetivamente todas as evid�ncias dispon�veis, formular uma tese, pesquisar cuidadosamente cada parte da evid�ncia e finalmente obter nossa conclus�o.

Pesquisar respostas para nossos dilemas individuais deveria receber tanta aten��o quanto a pesquisa de uma teoria liter�ria perfeita, quanto o chip de computador mais r�pido, ou quanto a �ltima descoberta cient�fica. Na realidade, tais respostas s�o mais importantes e essenciais para n�s humanos que qualquer outro tipo pesquisa.

O Islam, como todas as religi�es, tem respostas para aquelas quest�es, mas diferentemente das outras religi�es, estas respostas n�o satisfazem apenas o cora��o ou ao esp�rito, mas tamb�m a mente, e esta � a chave para obter a satisfa��o genu�na que a verdade tem sido finalmente alcan�ada.

De onde eu vim?

Como resultado da an�lise das evid�ncias dispon�veis, o mu�ulmano sabe que existe um Criador, que n�s somos criados por um Deus Onipotente e Am�vel. Consequentemente, este ser racional pode ver a gl�ria e a maravilha do mundo ao seu redor e concluir que isto era um acidente providencial. Imagine um estudante que se dirigiu ao seu professor � mostrou-lhe a cadeira e disse "Isto foi criado pelo atrito do vento na �rvore; depois de s�culos de atrito em v�rias dire��es, este objeto emergiu como este produto final". O professor provavelmente iria rir, mas nunca ser convencido. Da mesma forma, as teorias puramente cient�ficas falham ao explicar completamente como este mundo poderia ter tal perfei��o na intera��o dos ecossistemas, sistemas biol�gicos, sistemas filos�ficos, sistemas geol�gicos, e sistemas astrol�gicos. Todos estes sistemas s�o interdependentes.

At� o momento ainda n�o existe nenhuma teoria que n�o leve a um conhecimento desconhecido � a for�a origin�ria.

Quem � este Criador?

Saber que existe um Criador n�o � suficiente. N�s precisamos saber quem � este Criador. A melhor forma de definir isto � definir os atributos necess�rios de um criador. Desde que reconhecemos que nossas habilidades como humanos s�o limitadas � n�s somos incapazes de iniciar uma cria��o a partir do v�cuo � n�s sabemos que o Criador n�o pode ser humano. Este ponto essencial nos ajuda a descartar muitas teorias religiosas baseadas nesta premissa. Ent�o n�s sabemos que nada menos que um humano, como um animal que tem menos intelectualidade que n�s ou como a natureza que n�o tem intelecto, n�o podem ser nossos criadores. Se o homem em sua mentalidade superior n�o � o criador, ent�o isto seria imposs�vel para qualquer outra criatura com mentalidade inferior. Tamb�m sabemos que este criador nos deixaria algumas evid�ncias para levar-nos a conhec�-lo. Estas evid�ncias nos provaria em muito n�veis � intelectualmente, cientificamente, emocionalmente e logicamente � que elas s�o verdadeiras. O Alcor�o t�m estas evid�ncias. Ent�o quando a l�gica razo�vel do indiv�duo analisa o Alcor�o, ele se torna mu�ulmano, concluindo que existe um Sapient�ssimo Criador Todo Poderoso, Deus.

Por que estou aqui?

Uma vez que a pessoa aceita que ele foi criado por um �nico e Verdadeiro Deus, Al�, ele cai na pr�xima quest�o "Por que estou aqui?" "Qual a proposta para a qual fui criado?". O Alcor�o responde que nossa proposta de vida � adorar Al�. Al� nos criou neste lugar como um grau de teste para n�s, para vermos se n�s somos merecedores do pr�mio final, o para�so. Mas, como concluir isto? F�cil. Olhemos em volta para circunst�ncias de nossa vida. Ume exame cuidadoso mostra que todo evento em nossa vida tem correla��o direta ou indireta com outros eventos. Por exemplo, alguns eventos do passado nos prepararam para enfrentar uma crise atual. Nossas vidas s�o configuradas como um teste que nos fortalece e nos prepara para um pr�ximo n�vel. � �bvio que vamos sendo lentamente refinados e purificados, tanto que podemos cultivar a for�a necess�ria para enfrentar os desafios finais.

O que � esperado de mim?

Uma vez que o mu�ulmano tem alcan�ado esta compreens�o, � necess�rio saber o que � esperado dele, em termos de adora��o. Para fazer isto, ele deve se orientar �s fontes enviadas por Al�.; Nenhum Criador Misericordioso deixaria Sua cria��o sem orienta��o. Esta orienta��o vem do exemplo dos profetas enviados ao longo dos tempos para mostrar � humanidade o caminho do Para�so.

Estes profetas, como Ad�o, No�, Abra�o, Mois�s, Jesus e Mohammad (paz e ben��o estejam sobre todos eles), vieram com a mesma mensagem: adorar apenas aO �nico Deus e n�o atribuir-Lhe parceiros. Eles tamb�m nos legaram ordens pr�ticas para nos ajudar em nossa exist�ncia nesta terra. Freq�entemente, tais ordens eram pela conduta dos nossos amados profetas e s�o hoje valores comportamentais que nos ajudam a viver com paz e contentamento nesta vida, preparando-nos para a pr�xima. Tais valores s�o como rejeitar subst�ncias e comportamentos prejudiciais e incentivar padr�es de comportamento que nos beneficiam tanto enquanto indiv�duos como quanto membros de uma sociedade em geral.

Para onde vou?

Uma vez que temos completado nossa miss�o nesta terra, o que n�s devemos esperar? O mu�ulmano, nesta altura alcan�a a compreens�o de que ele tem tudo o que ele p�de agradar seu Criador, e espera uma recompensa por esta a��o. A recompensa � o Para�so. Ele sabe esta � a verdade assim como o pesquisador sabe que mesmo n�o enxergando al�m de um certo ponto no universo, mais espa�o existe. A evid�ncia � conclusivamente provada pela circunst�ncia. N�s sabemos que existe um Criador, que este Criador � Al�, e Ele tem nos mandado profetas e tem nos prometido o Para�so como recompensa de nossas vidas bem vividas. N�s tamb�m sabemos que assim como para esta vida existe puni��o para o mau, na pr�xima vida seremos punidos pela desobedi�ncia. Temos j� visto que esta vida � meramente um teste, e como todos os testes, � meramente preparat�ria.

 

Isto � tudo o que existe?

Al�m de tudo, a conclus�o � que isto n�o � tudo o que existe, pois � inconceb�vel que este mundo limitado criado � nosso �nico dom�nio. Deus nos prometeu uma vida futuram, paz, serenidade, amor, contentamento e prazer para aqueles que O adoram e O obedecem. Ele nos prometeu um pr�mio para a��es positivas. Por outro lado, Ele prometeu uma puni��o para aqueles que O desobedecem e persistem em suas m�s a��es. Para prepararmo-nos a aceitar esta premissa, Ele criou para n�s um teste que enfatiza estes valores. Por enquanto, n�s sabemos que se um indiv�duo trabalha e estuda seriamente, ele ir� obter um bom trabalho e viver mais confortavelmente que um que n�o o faz. Esta � a regra, que funciona na maioria dos casos. Na pior das hip�teses, ele ter� o benef�cio do pr�prio conhecimento. Uma a��o positiva produz uma recompensa positiva. N�s tamb�m sabemos que se um indiv�duo comete um ato mau, provavelmente ser� punido, se n�o pela sociedade ent�o por si pr�prio. Ent�o uma a��o negativa produz um efeito negativo.

Conclus�o

Definitivamente n�o existe nenhuma forma para provar a exist�ncia de Deus. Ningu�m pode apontar para Ele e dizer "Olhe pare Ele. L� est� Ele". Mas n�s podemos observar Suas obras, Sua cria��o e saber que n�o pode existir cria��o sem um criador. N�s n�o olhamos para a cadeira e dizemos que ela foi criada por ela mesma. N�s sabemos que algum ser a tem criado. Para saber quem � este criador, n�s temos que seguir os ind�cios que Ele nos deixou. N�s temos que definir o que n�s consideramos ser um Deus, e definir suas caracter�sticas. Como mu�ulmanos, n�s encorajamos e convidamos a voc� estudar o Alcor�o, para analis�-lo e compar�-lo com outras fontes de sabedoria existencial, e n�s desafiamos voc� a encontrar a verdade em qualquer outra fonte. Voc� n�o encontrar�.

 

 

 

PROFECIA, PROFETAS E AP�STOLOS DE DEUS

Assume import�ncia capital entender o significado destes voc�bulos para os mu�ulmanos. Para fazer chegar � humanidade SUAS MENSAGENS, Deus escolheu HOMENS especiais, dentre os homens, para cumprirem essa tarefa. Todavia: Profeta, Ap�stolo, Mensageiro ou Enviado, n�o significam a mesma coisa, n�o s�o sin�nimos.

Profecia, na nomenclatura isl�mica, n�o significa vaticinar sobre o futuro, ou adivinhar, ou predizer o porvir, como o voc�bulo possa indicar, no �mbito filol�gico. Profecia, no contexto isl�mico, significa a- ilumina��o de Deus para um homem de bem, de virtudes, a fim de servir, esse homem-Profeta, com a sabedoria recebida de Deus, de Guia-Orientador para sua gente e para seu tempo. J� o Ap�stolo ou Enviado ou Mensageiro de Deus, �, necessariamente, um Profeta a quem Deus confia um Livro Sagrado, pelo processo da REVELA��O, que contenha uma doutrina, um c�digo, uma lei. Assim, fica claro que todo Enviado de Deus � um Profeta, mas nem todo profeta � enviado de Deus, porque o Profeta pode n�o ter a miss�o de pregar uma nova doutrina, e apenas revigorar e fortalecer uma doutrina j� existente, por�m esquecida parcialmente, ou deturpada em alguns princ�pios.

Para simplificar, dizemos:

- PROFETA: � um homem que tem como incumb�ncia (por parte de Deus) revigorar, fortalecer e reesclarecer urna doutrina religiosa j� existente.

- AP�STOLO, MENSAGEIRO ou ENVIADO DE DEUS: � um homem a quem Deus REVELA uma Mensagem, ou um LIVRO SAGRADO, contendo uma Nova Doutrina e uma Lei Divina e Completa.

Ent�o, dizemos que Muhammad S.A.A.W.S. (Maom�) � um ProfetaAp�stolo (Enviado) de Deus, cuja Mensagem Divina � o Alcor�o Sagrado, a ele revelado por Deus atrav�s do Arcanjo GABRIEL.

Os mu�ulmanos cr�em em todos os Profetas-Ap�stolos de Deus, porque assim os ordena o Sagrado Alcor�o, Palavra Aut�ntica de Deus, que ordena a todos os mu�ulmanos:

 

"Dizei: Cremos em Deus, e cremos no que foi revelado a n�s e no que foi revelado a Abra�o e a Ismael e a Isaac e a Jac� e �s tribos (filhos de Jac�), e cremos no que foi dado a Mois�s (Tor�) e a Jesus (Evangelho), e no que foi dado aos profetas pelo Senhor deles. N�o fazemos distin��o entre eles, e a Ele (Deus) somos mu�ulmanos."

Alcor�o 2:136 7

Eis, portanto, a grande UNI�O entre todas as mensagens reveladas, e entre todos os mensageiros (Enviados de Deus). Esta UNI�O constitui a base s�lida da concep��o isl�mica. E a cren�a dos mu�ulmanos em todas as Mensagens, e em todos os Mensageiros de Deus, obriga-nos a n�o discriminar entre os Enviados de Deus, pois se um mu�ulmano descrer de algum Profeta-Ap�stolo, ter� comprometido TODA a sua f�, conforme diz o Alcor�o:

 

"Aqueles que descr�em de Deus e de Seus Ap�stolos, querendo negar as liga��es entre Deus e Seus Ap�stolos e dizem: "Cremos em alguns Ap�stolos e descremos de outros", e pretendem nisto uma sa�da, esses s�o verdadeiramente descrentes. Aos descrentes Deus reservou uma puni��o degradante. Mas aqueles que cr�em em Deus e em Seus Ap�stolos e n�o discriminam nenhum dentre os Ap�stolos (de Deus), Deus lhes dar� Suas Recompensas, porque Deus � Indulgente e Misericordioso."

Alcor�o 4:150,151,152 8

A cren�a na UNICIDADE de Deus demanda a unidade da religi�o que Ele, Deus, enviou � humanidade, e a unidade de Seus Ap�stolos que transmitiram Sua Mensagem � fam�lia humana.

Portanto, toda descren�a quanto � unidade dos Ap�stolos de Deus, e da Mensagem Divina � descrer, na realidade, da unidade (unicidade) de Deus.

A f� � uma unidade indiv�svel. A f� em Deus � a f� na Sua UNICIDADE. E Sua Unicidade demanda a unidade da Religi�o que Ele quiz para os homens.

 

Mu�ulmanos, portanto, s�o os que sua cren�a abrange a f� em Deus e em Seus Ap�stolos TODOS, sem nenhuma discrimina��o, pois a totalidade dos Ap�stolos merece, dos mu�ulmanos, o respeito e a credibilidade. E todas as religi�es celestiais s�o verdadeiras para os mu�ulmanos, desde que n�o tenham, as religi�es, sofrido modifica��es e altera��es.

A FAM�LIA DA VIRGEM MARIA

N�o se pode biografar Jesus Cristo sem enfocar a m�e dele: a Virgem Maria, e suas origens.

Ficar�o, certamente, surpresos todos aqueles que souberem que a Virgem Maria ocupa, no Alcor�o Sagrado, um espa�o e um lugar singulares!

Nenhuma mulher, entre todas, � citada pelo nome, no Livro Sagrado dos mu�ulmanos, exceto Maria, m�e de Jesus! Nem a m�e de Maom�, nem a esposa ou as filhas dele, s�o nominadas no Alcor�o, e entretanto, a m�e de Jesus Cristo � citada mais de trinta (30) vezes!

Ali�s, nem a B�blia Sagrada dos crist�os dedica � m�e de Jesus, o espa�o, a venera��o e a exalta��o a ela dedicados pelo Livro dos mu�ulmanos!

Os pr�prios crist�os, se quiserem conhecer melhor a genealogia da Virgem Maria, necessitar�o recorrer � leitura do Alcor�o, onde encontrar�o detalhes e min�cias, absolutamente �nicas, que n�o constam do NOVO TESTAMENTO.

0 terceiro cap�tulo do Sagrado Alcor�o, que � a segunda mais extensa das Suratas, tem por t�tulo o nome da fam�lia da Virgem Maria: AL IMR�N.

IMR�N � o pai de Maria, o av� materno de Jesus Cristo. E o d�cimonono cap�tulo (Surata) do Alcor�o tem por t�tulo o nome da Virgem: Surata de MARIAM .25 A Surata de Mariam cont�m o relato da concep��o e da gravidez de Maria, e o nascimento de Jesus, todos acontecimentos e fatos miraculosos. Mas, afinal, quem foi Maria? 0 Sagrado Alcor�o responde:

 

"A mulher de lmr�n (pai de Maria) disse (a Deus): "Senhor Meu, consagrarei a Ti, totalmente, o que tenho no ventre (estava gr�vida). Aceita-o de mim, porque �s Oniouvinte, Onisciente". Quando deu � luz (Maria) ela disse: "Senhor meu, dei � luz uma menina". Deus j� o sabia. "E var�o n�o � como virago, e dei-lhe o nome de Maria, e ponho-a e sua descend�ncia sob Tua Prote��o para livr�-la do maldito satan�s". Deus aceitou-a e f�-la crescer magnificamente, e designou Zacarias para tutel�-la. Sempre que Zacarias entrava no orat�rio, para v�-Ia, encontrava-a provida de v�veres (frutas n�o da temporada) e perguntava: Maria, como o obtiveste? Ela dizia: � da parte de Deus, pois Deus prov�, fartamente, a quem Ele quizer."

Alcor�o 3:35,36,37 26

Estes vers�culos resumem a hist�ria do nascimento de Maria, a qual n�o � contada, assim, pela B�blia.

IMR�N, o pai de Maria, era sacerdote israelense, em NAZAR�, e descendia de DAVI e de RUTE, de cuja descend�ncia, conforme a PROFECIA, viria o Messias.

A mulher de IMR�N, quando se viu gr�vida, e pensando que daria � luz um menino, fez voto de do�-lo (consagr�-lo) ao TEMPLO, porque somente homens serviam aos santu�rios.

A m�e de Maria prometeu a Deus o que lhe era mais caro: o filho que trazia em suas entranhas. Prometeu-o totalmente a Deus. Somente para Deus. Essa confid�ncia para com Deus, por parte da m�e de Maria, indica a confian�a, a proximidade, a intimidade mesmo, que havia entre a criatura... e 0 CRIADOR. Nenhum bem lhe parecia maior do que sua filha - Maria estivesse na Potestade de Deus.

Mas IMR�N, pai de Maria, falece antes do nascimento da filha. A m�e dela levou-a para os guardi�es do TEMPLO de Jerusal�m, para decidirem sobre o destino da menina que, por voto da m�e, f�ra consagrada ao servi�o do templo.

Os guardi�es do Templo de Jerusal�m recorreram ao sorteio, para ver quem ficaria com a guarda (tutela) de Maria. 0 contemplado foi Zacarias, esposo da tia de Maria, Elizabete, irm� da m�e dela. Este fato � relatado, assim, pelo Alcor�o:

 

"Esses s�o fatos do (mundo) transcendental que te revelamos (� Muhammad), pois n�o estavas presente quando eles sacerdotes de Jerusal�m), por sorteio, decidiram quem tutelar� Maria, nem estavas presente quando se desentenderam."

Alcor�o 3:44 27

LEMBRETE: Maom� (Muhammad S.A.A.W.S. recebe revela��o de Deus a respeito de Maria - e de Jesus -, no meio de um povo que rejeitava a Maom� e � sua religi�o. Se ele n�o fosse, verdadeiramente, Enviado de Deus, n�o teria tornado p�blico esses dizeres que n�o constavam em quaisquer Escrituras Sagradas, anteriores ao Alcor�o.

E Maria foi crescendo em Jerusal�m, no Templo, e foi recebendo a visita dos anjos que lhe anunciavam que Deus a exaltara e a escolhera - dentre todas as mulheres - e a purificara. Isto � contado no Alcor�o:

 

"Os anjos disseram: 0 Maria, Deus elegeu-te e purificou-te e elevou-te sobre as mulheres do mundo. � Maria, consagra-te a Teu Senhor, inclina-te e prostra-te com os orantes."

Alcor�o 3:42,43 23

A express�o "Purificou-te", aqui, refere-se ao que, no futuro, ir� cercar a concei��o e a gravidez de Maria e o nascimento de Jesus, de d�vidas e achaques que os judeus vir�o a lan�ar sobre Maria, a Pura, a Imaculada!

Ainda "Purificou- te", que est� no vers�culo cor�nico, refere-se � n�o-menstrua��o de Maria, que jamais menstruou-se.

Passado algum tempo, a m�e de Maria veio de Nazar� a Jerusal�m. Ao regressar, levou a filha para passar alguns dias com ela. Em Nazar�, pediu Maria, em casamento, o Jos�, filho de Jac�, um parente dela, e descendente de Davi. Maria ficou triste com o noivado, pois sempre ouvira no Templo de Jerusal�m, que o Messias nasceria de uma virgem da genealogia de Davi, e sonhava ser - como sonhavam as virgens de Israel - ela a m�e do Messias.

0 noivado de Maria e Jos� foi anunciado. Maria voltou a Jerusal�m, enquanto Jos� permanecia em Nazar�, trabalhando para obter o necess�rio, a fim de constituir o novo lar.

Em Jerusal�m, no Templo, Maria orava a Deus, e rezava fervorosamente. Numa certa noite, pareceu-lhe que havia algu�m em seu aposento. Assustada, ela com voz baixa e tr�mula:

- H� algu�m aqui?

Eis que uma voz suave responde, sem que algu�m fosse visto:

- Sou Enviado de Deus para voc�, Maria.

Maria f�ra eleita por Deus para uma miss�o fant�stica.

Uma luz celestial invade o aposento de Maria, e os anjos se fazem presentes diante dela, e um sentimento indescrit�vel mexe com seu peito, e toma conta de todo seu ser. 0 Alcor�o Sagrado assim descreve esse momento:

 

"E os anjos disseram: 0 Maria, Deus anuncia a ti uma Palavra (verbo) d'Ele, cujo nome � o Messias, Jesus, Filho de Maria, not�vel neste mundo e no mundo do al�m, e � dos �ntimos de Deus. E falar� ao povo ao nascer, e quando velho ser� dos virtuosos. Disse (Maria): Senhor meu, como poderei ter um filho se humano algum me tocou? Disse-lhe (o anjo): Deus cria o que deseja, e quando Ele decide algo, simplesmente diz-lhe: S�! E Ser�."

Alcor�o 3:45,46,47

Sobre Maria, interessa-nos da vida dela o que est� ligado a Jesus, o tema central deste livro. Ent�o ficamos sabendo, gra�as ao Alcor�o Sagrado, que Maria descendia de uma fam�lia religiosa, e o pai dela era sacerdote no Templo de Nazar�, cuja ascend�ncia geneal�gica remonta ao Profeta (e rei) DAVI. E Maria j� estava destinada em voto pela m�e dela, para servir o Templo. Mas estava destinada por Deus, para uma miss�o muit�ssimo maior, e para um feito singular:

Ser a m�e VIRGEM de Jesus, 0 Cristo!

 

JESUS CRISTO

0 Alcor�o Sagrado � Livro Divino, e o mu�ulmano que duvidar disto, deixa de ser mu�ulmano. Este Alcor�o cont�m um cap�tulo (Surata) intitulado: Maria, onde est� registrado como aconteceu a CONCEI��O da Virgem, sua gravidez e o nascimento de Jesus.

Eis a tradu��o do texto do Alcor�o:

 

"E menciona, no Livro (Alcor�o), Maria, quando afastou-se de sua fam�lia para um lugar ao leste. E N�s (Deus) enviamos a ela um esp�rito Nosso apresentando-se a ela na forma perfeita de um humano. Maria disse a ele: "Pe�o a Deus, 0 Clemente, que me livre de ti. Espero que sejas piedoso". Disse-lhe o anjo): "Sou enviado do Teu Senhor (Deus) para agraciar-te um menino santo". Disse Maria: "Como poderei ter um menino, se humano algum jamais me tocou, e nunca fui impura?" Disse (o anjo) � Maria: "Assim ser�, disse Teu Senhor, porque Me � f�cil, e faremos dele (de Jesus) um Sinal para a humanidade e Uma Gra�a Divina". E a quest�o consumou-se. (Maria) Concebeu-o e retirou-se para um lugar distante. As dores do parto levaram-na at� o tronco de uma tamareira. Disse (Maria): Prefiro ter morrido antes disto, e ca�do no esquecimento total. E, eis que uma voz, vinda de baixo, chamou-a: N�o fiques triste, porque Teu Senhor (Deus) fez correr um riacho a teus p�s. Sacode o tronco da tamareira, e cair�o para ti frutos maduros e frescos. Come e bebe e acalma-te. E quando encontrardes alguma pessoa, dize: "Fiz um voto de sil�ncio ao Clemente (Deus), e hoje n�o conversarei com ningu�m." E voltou � sua gente carregando-o (ao filho). Disseram a ela: "� Maria, tu cometeste um ato imoral. � irm� de Aar�o, teu -pai n�o era um homem mau, nem tua m�e uma prevaricadora". Maria, ent�o, apontou para o menino. Eles (perplexos) indagaram: "Como falarmos com um rec�m-nascido?" Ele (o beb� Jesus) falou-lhes: "Eu sou um servo de Deus, deu-me o Livro, e me fez Profeta. E fez me aben�oado onde eu estiver, e recomendou-me orar e fazer caridade enquanto eu estiver vivo. E ser sempre bom filho para minha m�e, e jamais me tornar malfeitor, d�spota. E (Deus) me deu paz no dia que nasci, no dia quando morrer, e no dia que eu for ressuscitado". Assim � (a hist�ria) Jesus, Filho de Maria, o relato verdadeiro no qual ainda divergem (e duvidam). N�o � cab�vel que Deus tenha um filho (pr�prio), Glorificado seja! Se (Deus) quizer algo, basta-lhe dizer: "S�" para acontecer. Deus � Meu Senhor e Vosso Senhor. Adorai-0. Eis a senda reta."

Alcor�o 20: 19 a 36 3

Nestes dezoito (18) vers�culos da Surata de MARIAM (Maria), Deus conta toda a hist�ria de Jesus. Uma hist�ria de relato suscinto, por�m extraordinariamente rica! Significativa! Convincente! Completa! Cabal!

N�s vamos agora tentar, a nosso modo - e dentro da nossa capacidade e imagina��o -, analis�-la e s�mplific�-la, sem, contudo, alterar-lhe nenhum detalhe, ou modificar-lhe qualquer aspecto.

Se n�s excluirmos o fato da cria��o do primeiro homem, e sua modela��o na sua forma atual, iremos constatar que o fen�meno do nascimento de Jesus, Filho de Maria, � - talvez -, o mais extraordin�rio que a humanidade conheceu, em toda sua hist�ria. �, portanto, um acontecimento SINGULAR, INIGUAL�VEL, IRREPETIDO!

A humanidade, na realidade, n�o testemunhou a sua pr�pria cria��o. 0 fato mais milagroso e gigantesco de sua exist�ncia, ou seja: a cria��o do primeiro homem, AD�O, sem pai e sem m�e.

Quis, por�m, a Provid�ncia Divina, mostrar-nos o segundo fato, milagrosamente gigantesco: o nascimento de Jesus sem genitor (pai f�sico) para ser testemunhado pela humanidade, e para perpetuar-se no registro da vida dos homens como acontecimento �mpar e INIGUAL�VEL, e servir de PROVA para todas as gera��es.

Uma jovem, virgem e santa, de quem jamais algu�m soube, sen�o: a pureza, a castidade e a pudic�cia, e de cuja fam�lia nada se sabe, exceto: a bondade e a virtuosidade - desde a antig�idade -, uma jovem nascida - praticamente - no Templo, em Nazar�, e criada no Templo, em Jerusal�m. Essa jovem se isola, por alguma raz�o pessoal, e na sua solid�o, certa ela de que est� s�... surpreende-se de modo violent�ssimo! Um homem... sim, um homem, n�o se sabe de onde, nem como, veio at� o aposento dela, um quarto fechado, isolado e chaveado, no andar superior do Templo mais sagrado e mais bem guardado e protegido... o Santu�rio de Jerusal�m!

A jovem recorre a Deus. Pede Seu Socorro. Pede que a livre daquele estranho, estranh�ssimo!

E o anjo anuncia � jovem, que veio para presente�-la com um filho virtuoso! "Como poderei ter um filho, se jamais me tocou homem algum? Jamais pensei em imoralidade."

Diz-lhe o anjo:

"Sou mensageiro do Teu Senhor. E Teu Senhor disse que isto (dar-te um filho sem relacionar-te com homem), � fac�limo para Ele (Deus) quem diz: "Faremos dele (do menino) um Sinal para a humanidade e Uma Gra�a Divina."

Assim encerrou-se o di�logo entre o "Esp�rito Santo" e a Virgem Maria!

A seq��ncia da Surata Cor�nica n�o especifica COMO Maria ficou gr�vida de Jesus, nem por quantos meses.

Mas... eis que Maria come�a a sentir as dores f�sicas (juntamente) com as dores psicol�gicas, decorrentes do ultraje que ter� de enfrentar diante de sua gente. Ter� que enfrentar tudo... e todos: sozinha, absolutamente s�!

 

Maria concebeu Jesus com sopro Divino! Assim o diz o Sagrado Alcor�o:

. Maria, filha de lmr�n, era pura (casta), N�s (Deus) sopramos nela de Nosso Esp�rito..."

Alcor�o 66:12 32

Ent�o, claro est� que Deus infundiu em Maria um alento de Seu Esp�rito.

Maria tinha certeza de que concebera 0 MESSIAS. Sua gravidez foi se acentuando. Os cochichos come�aram. Tornaram-se coment�rios. Chegaram at� Nazar�! Jos�, o noivo de Maria, ficou deprimido, arrasado. Os outros, dele debochavam. Ficou muito triste. Por�m, n�o acreditou que Maria pudesse cometer deslizes. Ele sabia que ela era muito religiosa, piedosa, pura e honesta. Resolveu, Jos�, viajar de Nazar� a Jerusal�m. Ao chegar e se encontrar com Maria, perguntou-lhe:

- H� alguma planta que brota sem semente?

- Sim, respondeu-lhe Maria.

- As �rvores nascem sem a �gua da chuva? Perguntou Jos�.

- Sim, respondeu-lhe Maria.

Ent�o, Jos� foi direto:

- Pode haver gravidez sem a participa��o do macho?

Maria disse a ele:

- Sim. N�o sabes, Jos�, de que Deus quando criou a primeira planta, criou-a sem semente alguma? N�o sabes que a primeira �rvore que Deus fez brotar, brotou sem chuva? Dirias tu, que Deus n�o p�de criar �rvores sem recorrer � �gua?

Jos� respondeu:

- Eu n�o digo semelhante coisa. Digo, sim: que Deus tudo pode. Ele � o TODO-PODEROSO.

Voltou Maria a dizer-lhe:

- Tu n�o sabes de que Deus criou AD�O e EVA sem macho nem f�mea?

- Sei, claro que sei. - Respondeu Jos�.

Ent�o, Maria revelou a ele:

- Jos�, Deus me anunciou que terei o MESSIAS.

 

"Os anjos disseram: � Maria, Deus anuncia a ti uma Palavra (verbo) d'Ele, cujo nome � o Messias.

Alcor�o 3:45 33

Jos�, que era, um homem de muita f�, acreditava que Deus enviar� o

Messias aos judeus. Um Messias da descend�ncia de Davi, e que ter� por m�e UMA VIRGEM, e Maria descende de Davi. Jos� compreendeu! Quando foi dormir, recebeu a visita de um anjo que lhe anunciou:

- "Jos�, o que Maria tem no ventre � de Deus. E Deus te escolheu para zelar por Seu Ap�stolo. Jos�, - prosseguiu o anjo - os sacerdotes pretendem julgar Maria por estar gr�vida sem ser casada, e a Lei de Mois�s estabelece a pena de apedrejamento para a mulher que se engrav�da sem estar casada. Jos�, - aconselhou o anjo - leva Maria daqui e j�".

No sil�ncio da noite, Jos� e Maria deixaram Jerusal�m. Ao atingirem o caminho que leva a BEL�M, naquela noite muito fria, Maria come�a a sentir as contra��es do parto. Somente havia ela e Jos�, e mais ningu�m!

Jos�, inexperiente e envergonhado, nada podia fazer para ajudar Maria.

Ela, surpreendida pelas dores do parto, encostou-se a uma tamareira, enquanto Jos� permanecia distante. Passou pela cabe�a de Maria uma id�ia: que dir�o dela, seus parentes, em Nazar�? Uma tristeza enorme apossou-se dela, e pensou: "Antes tivesse morrido, e ca�do no esquecimento."

E o menino nasceu!

Eis que a noite fria transforma-se numa noite esplendorosa, como as noites de primavera! E veio dos c�us UMA LUZ fant�stica iluminando todo o lugar! Luz t�o forte que acordou os pastores que, naquela hora, dormiam!

Ao tocar o ch�o, o menino rec�m-nascido, Jesus, 0 Messias, chamou a m�e e disse-lhe:

 

"Eis que uma voz vinda de baixo, chamou-a: N�o fiques triste, porque Teu Senhor fez correr um riacho a teus p�s. Sacode o tronco da tamareira, e cair�o para ti frutos frescos e maduros. Come e bebe e acalma-te. Quando encontrares alguma pessoa, dize: fiz um voto de sil�ncio ao Clemente (Deus), e hoje n�o conversarei com ningu�m."

Alcor�o 19:24,25,26 34

Santo Deus! Um menino que acaba de nascer, chama pela m�e! Fala com a m�e, para acalm�-la, e tranq�ilizar o seu cora��o, naquele momento duplamente dif�cil e doloroso para ela! Conversa com a m�e para lig�-la a Seu Deus, 0 Clemente, e ainda explica para a m�e como beber e alimentar-se, al�m de indicar-lhe como apresentar a defesa dela, o �libi!

Imaginemos o espanto e a perplexidade da sociedade nazarena, especialmente os familiares de Maria, ao verem a filha deles, aquela menina pura, virgem e solteira, que f�ra consagrada ao Templo, que vivia permanentemente orando, e apenas se dedicava � adora��o de Deus... volta agora. . Carregando um beb� seu! Indignados... revoltados, gritam com ela:

- Teu pai n�o era dissoluto, nem tua m�e imoral!

Maria mant�m-se calada! Nada diz. Eles insistem. Maria aponta para o beb�! Indica-lhes; para indagarem do rec�m-nascido sobre esse mist�rio. Eles, mais revoltados ainda, pois entendem que Maria est� zombando deles, lhe dizem:

 

"Como falarmos com um rec�m-nascido?"

Alcor�o 19:29

C�us! Eis que outro milagre acontece! 0 beb� fala! 0 beb� dirige-lhes a palavra! E declara, como primeiro item, de que � um servo de Deus. Ele n�o se diz "FILHO DE DEUS", nem se diz "DEUS", ou "parte de Deus". Diz, sim, que Deus o fez PROFETA. E aben�oou-o. E recomendou-lhe a pr�tica permanente da ora��o e da caridade (ZAKAT), e ordenou-o tratar sempre, e sempre, com respeito e amor a m�e dele, Maria. E com humildade tratar � sua gente.

 

IMPORTANTE: 0 Sagrado Alcor�o, Palavra Aut�ntica de Deus e n�o de humanos, nos diz que Jesus falou, por duas vezes, no primeiro dia (ou primeiros dias) do seu nascimento. Este relato milagroso n�o consta em nenhuma outra Escritura Sagrada, nem mesmo no NOVO TESTAMENTO, sen�o. no Alcor�o.

Prosseguindo o rec�m-nascido, Jesus beb�, diz � gente de Nazar� que ter�, ele, uma vida limitada, com dura��o pr�-estabelecida por Deus. E ele morrer�! E ser� ressuscitado. E Deus aben�oou-o, com paz e seguran�a, no dia de seu nascimento, no dia de seu passamento. e no dia em que ser� ressuscitado:

"Ele (o beb� Jesus) falou-lhes: Eu sou um servo de Deus, deu-me o Livro (Evangelho) e me fez Profeta. E fez-me aben�oado onde eu estiver, e recomendou-me orar e fazer caridade (ZAKAT) enquanto eu estiver vivo. E ser sempre bom filho para minha m�e, e jamais me tornar malfeitor, d�spota. E (Deus) me deu paz no dia que nasci, no dia quando eu morrer, e no dia que for ressuscitado."

Alcor�o 19:30,31,32,33 35

0 texto cor�nico, aqui, � clar�ssimo quanto � morte de Jesus e sua ressurrei��o, e repete-se em muitas outras passagens do Alcor�o Sagrado. N�o cabendo, pois, discuss�es, d�vidas ou quaisquer interpreta��es em contr�rio. Assim � Jesus, Filho de Maria, no contexto cor�nico, tocante a ele e � sua exist�ncia.

Filhos... t�m-nos os mortais, para se perpetuarem! T�m-nos os fracos, para apoiarem-se! Mas Deus � ETERNO, PERP�TUO, e jamais desaparecer�. Deus � TODO-PODEROSO, n�o precisa de aux�lio! Diz o Alcor�o:

 

"Assim � (a hist�ria) de Jesus, Filho de Maria, o relato verdadeiro no qual ainda divergem. N�o � cab�vel que Deus tenha um filho (pr�prio). Glorificado seja! Se (Deus) quisesse algo baste-lhe dizer

"S�", para acontecer."

Alcor�o 19:34,35, 36

 

JESUS: PREGADOR RELIGIOSO

Depois de lan�armos uma r�pida olhada sobre o nascimento de Jesus, conforme est� sintetizado no Sagrado Alcor�o, passamos a analisar o modo como ele � enfocado, no tocante a seu aspecto principal: Jesus pregador religioso. Diz Deus no Alcor�o:

"E Deus ensinar� a ele (Jesus) o Livro e a sabedoria e a Tor� e o Evangelho. E (o enviar�) Ap�stolo aos filhos de Israel (para dizer-lhes): Trago-vos um milagre de Vosso Senhor. Plasmarei do barro uma figura de ave, e quando eu nela soprar, ser� ave verdadeira (viva) pela ordem de Deus. Ainda curarei o cego e o leproso. E ressuscitarei os mortos com a permiss�o de Deus. E profetizarei sobre o que consum�s e guardais em vossas casas. Nisso tudo h� sinais para v�s se sois crentes (se tendes f�). E confirmo (o conte�do) da Tor�, e liberarei para v�s parte do que vos foi vedado. Eu vim da parte de Vosso Senhor com um sinal, remei a Deus, pois, e obedecei-me. Deus � Meu Senhor e � Vosso Senhor, adorai-O! Porque esta � a senda reta." 1

Alcor�o 3:48,49,50,5137

N�s j� dissemos que a segunda mais extensa das Suratas do Alcor�o, a de AL IMR�N, tem por t�tulo o nome do pai da Virgem Maria, e a Surata � intitulada: MARIAM, ou seja: Maria, o nome da m�e de Jesus, acrescentamos que a 5a Surata do Alcor�o, em �rabe: AL MAIDAH, ou seja: a mesa servida, refere-se ao milagre de Jesus na ocasi�o da multiplica��o dos p�es, relatada nos evangelhos. Pois bem, nessa Surata do Alcor�o, Deus diz

 

---No dia em que Deus convocar� Seus Ap�stolos (Profetas), e lhes perguntar�: Como fostes recebidos? Dir�o: N�s n�o sabemos, mas V�S � Onisciente. Ent�o Deus dir�: 0 Jesus, Filho de Maria, lembra-te da Minha Gra�a sobre ti e sobre tua m�e. te fortaleci com o Esp�rito Santo, te ensejei falar �s gentes tanto quando ainda eras beb�. como na tua velhice, e ensinei-te o Livro (ou a escrita) e a sabedoria e a Tor� e o Evangelho. De quando com minha permiss�o modelaste - de barro - uma forma de ave, e sopraste nela, transformou-se uma ave com vida, com minha ajuda. E curaste o cego e o leproso com minha permiss�o. E ressuscitaste os mortos com minha permiss�o. E te protegi dos filhos de Israel, quando apresentaste aos mesmos os SINAIS, e os incr�dulos dentre eles disseram que aquilo que realizaste era pura magia. Ainda (Deus) disse aos disc�pulos: Crede em MIM e em Meu Enviado (Jesus). E os disc�pulos disseram: N�s cremos. Testemunha pois (o Deus) que somos mu�ulmanos.

Alcor�o 5:109,1 10,11138

Esta seq��ncia de vers�culos cor�nicos, primeiro. da Surata AL IMR�N (3:48, 49,50,51), e depois da Surata AL M�IDAH (5109,110,111), nos definem, amplamente, aquilo que o Sagrado Alcor�o confere a Jesus Cristo, de car�ter religioso.

1o- Deus ensinou a Jesus o Livro (ou ler e escrever).

2o- Deus ensinou a Jesus a Sabedoria

3o- Deus ensinou a Jesus a Tor� e o Evangelho.

4o- Deus enviou Jesus como Ap�stolo para os filhos de Israel.

5o- Deus propiciou a Jesus a realiza��o de milagres, com a ajuda de Deus, tais como. alentar formas de aves, curar enfermos da cegueira e da lepra, etc ressuscitar mortos, e adivinhar o que os filhos de Israel armazenavam - e comiam -- em suas moradias,

6o- Deus reunir� todos os Profetas-Ap�stolos para saber deles como desempenharam suas miss�es, inclusive Deus perguntar� - especialmente a Jesus Cristo, depois de enumerar Suas Gra�as a ele e � m�e dele: Maria.

7o- Deus fortaleceu Jesus com o Esp�rito Santo

8o- Deus ensejou a Jesus falar �s gentes - milagrosamente � quando nasceu, e quando idoso, 92 - Deus permitiu a Jesus realizar SINAIS miraculosos. Os disc�pulos de Jesus invocaram o testemunho de Deus de que acreditaram em Jesus e que eram fi�is a Deus (mu�ulmanos).

Estes dez pontos constantes do Sagrado Alcor�o, e que qualificam a miss�o apost�lica de Jesus Cristo e a natureza de sua prega��o religiosa e as circunst�ncias que marcaram suas atividades... Estes pontos fazem parte integrante da f� dos mu�ulmanos.

Como o nosso objetivo, neste livro, � demonstrar os pontos comuns, as converg�ncias entre o Islamismo e o Cristianismo, a partir das bases Sagradas de ambos, vamos verificar se os pontos constantes no Alcor�o Sagrado coincidem com o NOVO TESTAMENTO, parte integrante da B�blia Sagrada, na qual acreditam os crist�os.

12 - 0 Alcor�o diz que Deus ensinou a Jesus a escrita.

Jo�o 7:14 -Os judeus diziam de Jesus: Como sabe este letras, sem ter estudado ?

0 Evangelho segundo S�o Jo�o 7:14

22 - 0 Alcor�o diz que Deus ensinou a Sabedoria a Jesus.

Jo�o 7:15 ---Respondeu-lhes Jesus: o meu ensino n�o � meu, e, sim, daquele que me enviou.

0 Evangelho, segundo S�o Jo�o, 7:15

Jo�o 8:28---Nadafa�o por mim mesmo, mas falo como o Pai me ensinou.-

32 - 0 Alcor�o diz que Deus ensinou a Jesus a Tor� e o Evangelho.

Mateus 5:17---N�openseis que vim revogar a lei (da Tor�) ou os profetas: n�o vim para revogar, vim para cumprir.-

0 Evangelho, segundo S�o Mateus 5:17

42 -0 Alcor�o diz que Deus enviou Jesus como Mensageiro para os filhos de Israel. Que diz a B�blia?

A - Jesus diz em Mateus 15:24

---N�o fui enviado sen�o �s ovelhas perdidas da Casa de Israel.-

0 Evangelho, segundo S�o Mateus 15:24

B - Em Mateus 10:6, Jesus orienta seus disc�pulos:

---... procurai as ovelhas perdidas da Casa de Israel---.

 

C - Nos atos dos ap�stolos 11: 19 ---... n�o anunciando a ningu�m a palavra, sen�o somente aos judeus.

5o- - 0 Alcor�o confirma que Deus propiciou a Jesus operar v�rios milagres, ressaltando que os operava com a permiss�o (ajuda) de Deus. Que diz a B�blia Sagrada sobre isto?

A - 0 pr�prio Jesus diz, conforme o evangelho de S�o Jo�o 5:30

---Eu nada posso fazer de mim mesmo... n�o procuro a minha pr�pria vontade, e, sim, a daquele que me enviou.

B - E Jesus diz, em Mateus 12:28

'... Eu expulso os dem�nios, pelo Esp�rito de Deus.

C - E Jesus diz, em Lucas 11:20

---Se, por�m, eu expulso os dem�nios pelo dedo de Deus.

Depois de comprovarmos, com textos do NOVO TESTAMENTO, que Jesus sempre atribuiu a Deus os milagres por ele realizados, vamos comprovar, do mesmo modo, alguns milagres especificados:

A - 0 Alcor�o diz que Jesus fazia viver aves de barro.

Este milagre realizado por Jesus, n�o consta no NOVO TESTAMENTO por um motivo important�ssimo: os quatro evangelhos registram APENAS os fatos havidos posteriormente a esse feito milagroso de Jesus. Mais adiante, abordaremos, especificamente a quest�o: Evangelho.

B - 0 Alcor�o diz que Jesus curou cegos. E a B�blia?

No Evangelho, segundo S�o Mateus, 20:34 ---Condo�do, Jesus tocou-lhes os olhos e imediatamente recuperaram a vista.

No Evangelho, segundo S�o Marcos, 10:52 -Jesus diz ao cego mendigo, Bartimeu: vai, a tua f� te salvou. E imediatamente tornou a ver.--C - 0 Alcor�o Sagrado assinala que Jesus, com a ajuda de Deus, ressuscitou mortos. Que diz a B�blia Sagrada?

No Evangelho, segundo S�o Jo�o 11:43-44 ---E, tendo dito isto, clamou com grande voz: L�zaro, vem para fora. E o defunto saiu, tendo as m�os e os p�s ligados, e o seu rosto envolto num len�o Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.-"

 

IMPORTANTE: N�o apenas Jesus dissera que fazia os milagres com a ajuda de Deus, mas os ap�stolos (dele) tamb�m acreditavam que Deus permitiu a Jesus a opera��o de milagres:

-Var�es israelitas, atendei a estas palavras.- Jesus, o Nazareno, var�o aprovado por Deus diante de v�s, com milagres, prod�gios e sinais, os quais o pr�prio Deus realizou por interm�dio dele entre v�s.

Atos dos ap�stolos 2:22

7o- 0 Alcor�o diz que Deus fortaleceu Jesus Cristo com o Esp�rito Santo. Que diz a B�blia a este respeito?

No Evangelho, segundo S�o Lucas 4:1 -Jesus, cheio do Esp�rito Santo, voltou do Jord�o, e foi guiado pelo mesmo Esp�rito Santo, no deserto.-

IMPORTANTE: Temos uma vis�o interessante sobre a figura - e o termo ESP�RITO SANTO constante do NOVO TESTAMENTO. Iremos detalh�-la mais adiante.

8o- 0 Alcor�o diz que Jesus falou ao nascer, para inocentar a m�e dele. Este milagre propiciado por Deus a Jesus, n�o consta da B�blia Sagrada dos crist�os, a exemplo do milagre de vivificar as aves, realizado por Jesus. S�o, portanto, dois portentosos feitos de Jesus que somente o Alcor�o documenta!

Nesta quest�o de Jesus falar �s gentes, h� um detalhe que chama a aten��o: o Alcor�o diz que Deus ensejou a Jesus falar �s gentes "Quando no ber�o, e na velhice". Historicamente, diz-se que Jesus viveu 33 anos. Que diz a B�blia sobre isto?

A - No Evangelho de S�o Lucas 3:23

---Tinha Jesus cerca de trinta anos ao come�ar o seu minist�rio.

B - J� no Evangelho de S�o Jo�o 8:57, disseram a Jesus:

---Ainda n�o tens cinq�enta anos, e viste a Abra�o?-

Observa-se que entre 33 e 50 anos, h� uma grande diferen�a de anos!

9o- 0 Alcor�o diz que Deus permitiu a Jesus a realiza��o de SINAIS miraculosos -al�m dos milagres j� enfocados -, como a vinda de alimentos dos c�us, fato que o Novo Testamento denominado como "multiplica��o dos p�es". Ainda a B�blia registra v�rios outros sinais realizados por Jesus, como caminhar sobre as �guas, por exemplo.

Diz o Alcor�o Sagrado (Palavra de Deus) no cap�tulo 19:30,31,32,33:

"Ele (o beb� Jesus) falou: Eu sou um servo de Deus, deu-me o Livro, e me fez Profeta. E fez-me aben�oado onde eu estiver, e recomendou-me orar e fazer caridade enquanto estiver vivo. E ser sempre bom filho para minha m�e, e jamais me tomar malfeitor, d�spota. E (Deus) me deu paz no dia que nasci, no dia em que eu morrer, e no dia que for ressuscitado."

Alcor�o 19:30,31,32,3339

Portanto, v�rias qualifica��es est�o no Alcor�o sobre Jesus Cristo. Vamos comparar o que diz o Alcor�o com o que diz a B�blia.

1o- Jesus, no Alcor�o, � qualificado como SERVO DE DEUS, e na B�blia Sagrada?

Vamos transcrever 4 passagens:

A - No Evangelho de S�o Mateus 12:18

---Eis aqui o meu servo, que escolhi o meu amado.

B - No evangelho de S�o Marcos 10:45

---Pois o pr�prio Filho do homem n�o veio para ser servido, mas para servir. . .--

C - Pedro disse aos israelitas; em ATOS DOS AP�STOLOS 3:13

---0 Deus de Abra�o, de Isaque e de Jac�... Glorificou a seu servo Jesus. . .--

D - Os disc�pulos de Jesus disseram em Atos 4:27

---... o teu Santo servo Jesus.

22 - 0 Alcor�o diz que Deus deu um Livro a Jesus. Que diz sobre isto a B�blia Sagrada?

A - Marcos 1:14

---Depois de Jo�o ter sido preso, foi Jesus para a Galil�ia, pregando o Evangelho de Deus.

B - Romanos 1:1

, 'Separado para o evangelho de Deus.

C - Apocalipse 14:6

"Tendo um evangelho eterno para pregar.

 

3o- 0 Alcor�o Sagrado diz que Jesus foi feito Profeta pela vontade de Deus. Diria, a B�blia Sagrada, o mesmo? Vejamos:

A - No Evangelho de S�o Marcos 6:15

---Outros diziam: � Elias; ainda outros: � profeta como um dos profetas.-

B - No Evangelho de S�o Lucas 7:16

---Todos ficaram possu�dos de temor, e glorificaram a Deus dizendo: Grande Profeta se levantou entre n�s. . .-

C - Dois dos disc�pulos de Jesus dizem, conforme o Evangelho de S�o Lucas 24:19 e explicaram o que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era var�o profeta.

D - A mulher samaritana tamb�m o diz, conforme o Evangelho de S�o Jo�o 4:19

---Senhor, disse-lhe a mulher: Vejo que tu �s profeta.

E - 0 pr�prio Jesus se diz profeta. Isto est� nos evangelhos de S�o Mateus, S�o Lucas e S�o Jo�o.

S�o Lucas 4:24

---E prosseguiu: De fato vos afirmo que nenhum profeta � bem recebido na sua pr�pria terra.

S�o Mateus 13:57

... Jesus, por�m, lhes disse: N�o h� profeta sem honra sen�o na sua terra e na sua casa.-

S�o Jo�o 5:46

---Porque se de fato cr�sseis em Mois�s, tamb�m crer�eis em mim. Aqui , Jesus compara a si pr�prio com Mois�s, que foi profeta.

42 -0 Alcor�o diz que Deus aben�oou Jesus para sempre. E a B�blia, que diz?

No Evangelho de S�o Mateus 21:9

-Bendito aquele que vem em nome do Senhor.

Por isto, soa estranha... estranh�ssima uma passagem do NOVO TESTAMENTO, mais precisamente na ep�stola de Paulo aos G�latas 3:13 -Cristo nos resgatou da maldi��o da lei, fazendo-se ele pr�prio maldi��o em nosso lugar, porque est� escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeira. -Para n�s, mu�ulmanos, � inaceit�vel dizer que Jesus � maldi��o, ou estaria ele inclu�do na maldi��o de todos que forem pendurados em madeiro!

D E U S

Toda concep��o religiosa. toda cren�a, toda f�, toda doutrina, toda religi�o, enfim, come�a a partir de Deus. N�o acreditar em Deus, significa n�o religiosidade.

Partindo deste racioc�nio, vamos saber como Deus � concebido pelas tr�s religi�es: a Mu�ulmana, a Judaica e a Crist�. Isto se acreditarmos que o VELHO TESTAMENTO expressa os postulados judaicos, e o NOVO TESTAMENTO expressa os postulados crist�os, e o Alcor�o expressa os postulados isl�micos. E � pesquisando estas Escrituras Sagradas que chegaremos ao entendimento de judeus, crist�os e mu�ulmanos a respeito de Deus.

12 - Nossa norma ser� citar, por primeiro, o conceito cor�nico sobre Deus (e Seus Atributos), em segundo lugar, o conceito do Velho Testamento, e em terceiro lugar, o conceito do Novo Testamento.

0 Alcor�o Sagrado, por ser a Palavra de Deus, d� - somente em tr�s voc�bulos - a mais ampla defini��o de Deus:

 

"Nada � igual a Ele (Deus). .

Alcor�o 42:11 41

Em �rabe: "LAI�A CAMI�LIH� CHAIF Em outras palavras: "Nada do que existe nos cosmos, nada do que conhecemos, nada do que todos os seres s�o, ou possam saber, pode ser comparado a Deus."

Se nada - nem ningu�m - se iguala (ou se compara) a Deus, ent�o conclu�mos que Deus, al�m de ser 0 CRIADOR de tudo, �: ETERNO (imortal), IMATERIAL (incorp�reo), Invis�vel, IMUT�VEL, INFAL�VEL, ONIVIDENTE, ONISCIENTE, ONIPOTENTE, ONIOUVINTE, TODO-PODEROSO, etc...

Para completar o conceito isl�mico sobre Deus, trazemos este vers�culo cor�nico:

 

"A vis�o n�o 0 alcan�a, mas Ele (Deus) alcan�a a vis�o (tudo v�). Ele (Deus) � Invis�vel, Onisciente."

Alcor�o 6:103 42

22 - Agora, vamos ao Velho Testamento, parte integrante da B�blia Sagrada, que encerra as cren�as judaicas:

A - No Livro de DEUTERON�MIO 4:12

---Ent�o o Senhor vos falou do meio do fogo, a voz das palavras ouvistes, por�m, al�m da voz, n�o vistes apar�ncia nenhuma Conclus�o: Deus � Invis�vel, por ser incorp�reo

13 - No Livro de PROV�RBIOS 15:3

-Os olhos do Senhor est�o em todo lugar, contemplando os maus e os bons. -- Conclus�o: Deus � Onividente, Onipresente.

C - No Livro de 11 CR�NICAS 16:9

---Porque , quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a term.

D - No Livro de MALAQUIAS 3:6, Deus � quem diz:

---Porque eu, 0 Senhor, Pi�o mudo. Conclus�o: Deus � ETERNO, IMUT�VEL.

E - No Livro de n�meros 23:19

---Deus n�o � homem, para que minta, nem filho do homem, para que se arrependa.-- Conclus�o: Deus n�o � de natureza humana, n�o mente (� Infal�vel), e n�o se arrepende (� ONISCIENTE).

3o- NO NOVO TESTAMENTO:

A - No Evangelho de S�o Jo�o 1: 18

-Ningu�m jamais viu a Deus. Tamb�m na 1a- Ep�stola de Jo�o 4:12 Conclus�o: Deus � INVIS�VEL, portanto: Incorp�reo.

B - No Evangelho de S�o Jo�o 5:37, Jesus diz:

---0 Pai que me enviou, esse mesmo � que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma.-- Conclus�es: Deus � IMATERIAL, INCORP�REO. E Jesus foi ENVIADO por Deus.

 

C - No Evangelho de S�o Jo�o 4:24, Jesus diz:

-Deus � esp�rito, e importa que seus adoradores 0 adorem em espirito e em verdade.--

Conclus�es: Deus n�o � MAT�RIA, e a Ele deve-se ADORAR.

D - Em 1 Tim�teo 6:16

---0�nico que possui imortalidade, que habita em luz inacess�vel, a quem homem algum jamais viu, nem � capaz de ver. Conclus�es: unicamente Deus � IMORTAL, INACESS�VEL.

E - Em 1 Tim�teo 1: 17

-Assim, ao Rei eterno, imortal, invis�vel, Deus �nico, honra e gl�ria...

Conclus�o: repetem-se os Atributos de Deus: ETERNO, IMORTAL, INVIS�VEL, al�m de um dado novo: Deus �nico!

Recapitulando os textos b�blicos: do VELHO TESTAMENTO e do NOVO TESTAMENTO, que os crist�os t�m como PALAVRA de Deus, encontramos os seguintes conceitos - e defini��es - sobre Deus: INCORP�REO, IMUT�VEL, INFAL�VEL, INVIS�VEL, ETERNO, IMORTAL, ONISCIENTE, ONIVIDENTE, ONIOUVINTE, ONIPRESENTE, ONIPOTENTE, INACESS�VEL, IMATERIALIZADO, TODO-PODEROSO, CRIADOR DE TUDO, etc. 43

Haveria humano algum - ou outrem - com semelhantes atributos e qualifica��es?

A UNICIDADE DE DEUS

Na Religi�o Mu�ulmana, o ponto mais importante, o primeiro pilar, a base firme e insubstitu�vel �: A UNICIDADE DE DEUS.

N�o h� outro ador�vel... sen�o Deus!

L� IL�HA ILLAL L�H.

0 Alcor�o Sagrado, o Livro do Islamismo, atesta, em muitos vers�culos, que Deus � UM, �nico!

 

"Deus � o �nico ador�vel, � o Senhor sempre VIVO, sempre Presente (Onipresente).

Alcor�o 2:255 44

"Na verdade, Deus � UNO (�nico ador�vel). Glorificado seja. . ."

Alcor�o 4:1714,5

Mais do que isso: o Alcor�o Sagrado afirma que todos os Profetas - Enviados por Deus, pregaram a UNICIADE de Deus:

 

"A todos os Ap�stolos (que Deus enviou) antes de ti (� Muhammad) revelamos: n�o h� outro deus sen�o Ele (Deus), adorai-me , pois."

Alcor�o 21:5 46

Desnecess�rio n�s nos estendermos mais quanto � �nfase que o islamismo confere � f� em Deus �nico e UNO, pois � sobejamente conhecida. Basta dizermos que o Alcor�o Sagrado diz que a condi��o primeira, priorit�ria e eliminat�ria, para a salva��o do g�nero humano, � EXATAMENTE, a f� num Deus �nico e Uno:

 

"Deus n�o perdoa (jamais) que se adorem outros junto a Ele, e perdoa todo o mais aqu�m disso, para quem Ele quizer. .."

Alcor�o 4:48 47

Por ser este ponto controverso, especialmente entre crist�os e mu�ulmanos, pesquisamos na B�blia Sagrada, o Livro seguido pelos crist�os, sobre a UNIDADE e a UNICIDADE de Deus. Eis o que encontramos:

A - NO VELHO TESTAMENTO:

1o- No Livro de DEUTERON�MIO 4:35

---A ti foi mostrado para que soubesses que 0 SENHOR � Deus, nenhum outro h� sen�o Ele. . .

2o- - No Livro de DEUTERON�MIO 4:39

-Por isso hoje saber�s, e refletir�s no teu cora��o, que s� o Senhor � Deus em cima no c�u, e em baixo na terra, nenhum outro h�.' 48

3o- - No Livro de DEUTERON�MIO 6:4

-Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus � o �nico Senhor.

4o- - lsa�as 44:6

-Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, 0 Senhor dos ex�rcitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o �ltimo, e al�m de mim n�o h� Deus.- 49

5o- - lsa�as 45:5

-Eu sou o Senhor, e n�o h� outro, al�m de mim n�o h� Deus.

6o- - Isa�as 46:9

-Lembrai-vos das cousas passadas da antig�idade; que eu sou Deus e t�o h� outro, eu sou Deus e n�o h� outro semelhante a Mim .,, 50

Portanto, provado est�, cabal e i insofismavelmente, que a B�blia Sagrada dos crist�os (VELHO TESTAMENTO) coincide totalmente com o Alcor�o Sagrado dos mu�ulmanos que prega a exist�ncia - e a adora��o - de um s� Deus, �nico e Uno!

NO NOVO TESTAMENTO:

1o- No Evangelho, segundo S�o Mateus, 23:9 (Jesus diz �s multid�es):

---A ningu�m sobre a terra chameis vosso pai; porque s� um � vosso pai, aquele que est� no c�u. -

2o- - No Evangelho, segundo S�o Marcos, trava-se um di�logo entre Jesus e um escriba, cap. 12:28,29,30,31,32

"Qual o primeiro de todos os mandamentos? Respondeu jesus : 0 principal �: ---"Ouve � Israel, o Senhor nosso Deus � o �nico Senhor. N�o h� outro mandamento maior do que este , Disse-lhe o escriba: ---Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que Ele � o �nico, e n�o h� outro sen�o Ele.

3o- - 1 Tim�teo 1:17

"Assim ao Rei eterno, imortal, invis�vel, Deus �nico, honra e gl�ria pelos s�culos dos s�culos. Am�m.

4o- - Judas 1:25

---Ao �nico Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo... antes de todas as eras.

5o- - Romanos 3:30

---Visto que Deus � um s�.

6o- - 1 Cor�ntios 8:6

'Para n�s h� um s� Deus, o Pai. -

7o- - G�latas 3:20

mas, Deus � um.-

8o- - Ef�sios 4:6

---Um s� Deus, e Pai de todos.

Limitamo-nos a transcrever estas oito passagens do NOVO TESTAMENTO, pois h� muitas outras, tanto no NOVO como no VELHO TESTAMENTO, as quais comprovam que a B�blia Sagrada dos crist�os anuncia, apresenta e prega UM DEUS C�NICO, exatamente igual ao que prega o Sagrado Alcor�o dos mu�ulmanos.

 

 

41. Surata de AL CH�RA.

42. Surata de AL AN'�M.

43 Conceitos iguais aos dos esp�ritas, seguidores de ALLAN KARDEC.

44. Surata de AL BACARAH

45. Surata de AL NI��E Outras passagens cor�nicas sobre a unicidade de Deus 3:64,79 / 4 116,125 / 21:25,

46. Surata dos Profetas, 47 Surata de AL NI��E

48. Semelhante sentido cont�m os vers�culos cor�nicos: 6:3 43:84. 49. Semelhante sentido cont�m o vers�culo cor�nico 57:3. 50. Sentido id�ntico ao do vers�culo cor�nico 42:11.

 

JESUS CRISTO: SERIA DEUS, OU ENVIADO DE DEUS?

 

0 Sagrado Alcor�o n�o deixa quaisquer d�vidas de que Jesus n�o � Deus, e sim: Enviado de Deus:

 

"� adeptos do Livro (Evangelho): n�o vos fanatizeis em vossa religi�o, e n�o dizeis sobre Deus sen�o a verdade. 0 Messias, Filho de Maria, n�o � mais do que um Enviado de Deus e Sua Palavra (Verbo, Logos) que lan�ou � Maria..."

 Alcor�o 4:17151

 "0 Messias, Filho de Maria, n�o � mais que um Enviado de Deus (Ap�stolo), como os Ap�stolos que o antecederam. A m�e dele (Maria) era Beata. Contudo, ambos (Jesus e Maria) ingeriam alimentos. .

 Alcor�o 5:75 52

 Assim, e de modo CATEG�RICO, Deus (que � o autor do Alcor�o) define que Jesus foi: 12 - Enviado de Deus. 2o- - Palavra Divina (VERBO) lan�ada � Maria 39 - Igual aos demais Profetas-Ap�stolos de Deus. 4-0 - Ingeria alimentos.

 N�s vamos apresentar vers�culos da B�blia Sagrada - dos crist�os mais precisamente do NOVO TESTAMENTO, que comprovam - e corroboram - as afirma��es do Sagrado Alcor�o.

 51. Surata de AL NI��E. 52. Surata de AL MAIDAH.

 

A - No Evangelho, segundo S�o Mateus, Jesus diz aos disc�pulos 10:40

 

---Quemvos recebe, a mim me recebe, e quem me recebe recebe aquele que me enviou.�

 

Conclus�o: o pr�prio Jesus se diz: ENVIADO.

 

B -Jesus, igualmente diz - e reitera - que � ENVIADO, isto est� no Evangelho de S�o Marcos 9:37

 

---... e qualquer que a mim me recebe, n�o recebe a mim, mas ao que me enviou."

 

C - Jesus diz a seus disc�pulos, segundo o Evangelho de S�o Lucas 10:16

 

---Quemvos der ouvidos, ouve-me a mim; e, quem vos rejeitar, a mim me rejeita; quem, por�m, me rejeitar, rejeita aquele que me enviou.

 

D -- Jesus diz, conforme o Evangelho de S�o Jo�o 17:3

 

---Ea vida eterna � esta: que te conhe�am a ti, o �nico Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.-�

 

Clar�ssimo est�, nestes vers�culos b�blicos, transcritos dos quatro evangelhos do NOVO TESTAMENTO, que Jesus Cristo foi ENVIADO de Deus, como o diz o Alcor�o Sagrado, e chamamos a aten��o para o fato de que Ele pr�prio, Jesus, quem o diz!

 

Se Jesus � ENVIADO de Deus, conforme coincidem o Alcor�o e a B�blia, ele n�o pode ser Deus, pois seria o Enviado dele pr�prio!

 

Vamos, portanto, demonstrar, fartamente, que Jesus n�o � Deus. Jamais apresentou-se como Deus. Nem disse que 0 era. Nem seus disc�pulos 0 chamaram de Deus. Nem seus ap�stolos e seguidores pr�ximos 0 consideravam Deus.

 

O ALCOR�O NEGA A DIVINDADE DE JESUS

 

Deus, cuja Palavra � o Alcor�o Sagrado, nega, CATEGORICAMENTE, a divindade de Jesus:

 "Incorrem em blasf�mia aqueles que disseram que: "Deus � o Messias, Filho de Maria". Dize (� Muhammad): Quem poderia fazer algo se Deus quisesse aniquilar o Messias, Filho de Maria, e a m�e dele (inclusive) e todos os sares da terra? Unicamente a Deus pertence o reino dos c�us e da terra, e tudo quanto h� entre ambos. Deus cria o que Lhe apraz, e � Todo�Poderoso."

Alcor�o 5: 1753

 E Deus reitera isto, em outra passagem do Alcor�o:

 "Blasfemaram aqueles que disseram que Deus � o Messias, Filho de Maria. 0 pr�prio Messias dissera: "� filhos de Israel, adora! a Deus que � Meu Senhor e Vosso Senhor". Quem cr� em semelhantes a Deus (quem for polite�sta), Deus lhe impedir�, para sempre, o acesso ao para�so, e sua morada � o inferno. 0 Messias, Filho de Maria, n�o � mais que um Ap�stolo (de Deus) como os Ap�stolos que o antecederam, e a m�e dele era uma Beata, contudo, ambos (Jesus e Maria) ingeriam alimentos.. ."

 Alcor�o 5:7251 

Estes vers�culos cor�nicos n�o deixam quaisquer d�vidas quanto � natureza humana de Jesus Cristo, e, conseq�entemente, considera-se blasf�mia endeus�-lo.

Repetimos: o Alcor�o � Palavra textual e Sagrada de Deus, revelada a Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.) portanto, n�o � afirma��o de nenhum ser humano. Os mu�ulmanos acreditam - piamente - na proced�ncia divina do Alcor�o. 

N�s fomos procurar na B�blia Sagrada dos crist�os, para constatarmos se havia -nela - alguma prova de que Jesus era homem, e n�o Deus. Eis o que encontramos:

1 - No Novo Testamento, Jesus jamais diz que � Deus. Ao contr�rio: sempre falou - e ressaltou - de que era diferente - e menor - de Deus, e que ele, Jesus, pronunciava o que Deus lhe determinava, e fazia o que Deus lhe ordenava. Exemplos:

 A - No Evangelho de S�o Jo�o 20:17

 --Recomendou-lhes Jesus: N�o r~ detenhas; porque ainda n�o subi para meu Pai, mas vai ter com os Pneus irm�os e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso Deus.-�

53. Surata de AL M�IDAH. 54. Surata de AL M�IDAH.

 Chamamos a aten��o para tr�s considera��es, neste vers�culo:

 1a- - Jesus declara estar num n�vel diferente daquele do Pai (Deus), quando diz: SUBO.

 2a- - Jesus iguala a si mesmo com os demais humanos, chamando-os "meus irm�os".

 3a- - Exatamente como no vers�culo cor�nico (5:17), Jesus diz: meu Deus e vosso Deus".

 B - Jesus diz, segundo o Evangelho de S�o Mateus 23:9 

---Aningu�m sobre a terra chameis vosso Pai, porque s� um � vosso Pai, aquele que est� no c�u.

 

Nota-se que Jesus exclui a si pr�prio quando diz: "a ningu�m sobre a terra", e ele, quando falava, estava sobre a terra. Al�m de que, Jesus afirma sem nenhum equ�voco, de que Deus �: "s� um. . aquele que est� no c�u".

 C - No Evangelho de S�o Marcos 10: 18

 ---Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ningu�m � bom sen�o um s�, que � Deus.-� 

Clar�ssimo est�, cristalino, que Jesus questiona aquele que insinua algo, e afirma que ele, Jesus, n�o � Deus, e ainda reafirma que Deus � um s�.

 D - Jesus diz, conforme o Evangelho de S�o Jo�o 14:28

������������������ ---� pois o Pai � maior do que eu. ---�

Aqui, Jesus estabelece a diferen�a DIMENSIONAL entre ele e o Pai (Deus), que � MAIOR que ele, e ainda o reafirma no mesmo Evangelho de Jo�o 13:16.

 11... nem o enviado � maior do que aquele que o enviou.

Ainda faz distin��o entre ele (enviado) e Deus (que o enviou).

 E - Jesus negou que ele possu�sse o poder (e a compet�ncia) que pertencem a Deus, de acordo com o evangelho de S�o Mateus 20:23

 ---Ent�olhes disse: Bebereis o meu c�lice; mas o assentar-se � minha direita, e � minha esquerda n�o me compete faz�-lo; �, por�m, para aqueles a que est� preparado, por meu Pai.-�

 F - No Evangelho de S�o Lucas 8:21

 ---Ele,por�m, lhes respondeu: Minha m�e e meus irm�os s�o aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam."

 Important�ssimo: Jesus n�o disse "minha palavra".

 G - No Evangelho de S�o Jo�o 5:19

 ---Ent�olhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho do homem (ele pr�prio) nada pode fazer de si mesmo, sen�o somente aquilo que vir fazer o Pai. . .-�

 Eis uma declara��o CONTUNDENTE de Jesus quanto � sua pr�pria incapacidade em rela��o � ABSOLUTA capacidade do Pai, que � Deus.

 H - 0 Pr�prio Jesus � quem diz, segundo Marcos 13:32

 ---Masa respeito daquele dia ou da hora ni . ngu�m sabe, nem os anjos do c�u, nem o Filho, sen�o somente o Pai.--�

 � desnecess�rio qualquer coment�rio a respeito da diferen�a entre o saber (limitado) de Jesus, e o Saber (ilimitado) do Pai (Deus).

 11 - 0 Alcor�o Sagrado, Livro dos mu�ulmanos, apresenta um argumento fort�ssimo sobre a impossibilidade de Jesus ser DEUS, ou seja: Que Jesus e sua m�e ingeriam alimentos.

 Ingerir alimentos foi um fato real, e ineg�vel, na vida de Jesus, de acordo com o Evangelho de S�o Mateus 11 19. 

Veio o filho do homen, que com e bebe assim como na vida da m�e dele, a Virgem Maria. E ingerir alimentos � uma necessidade corp�rea e fisiol�gica, e a B�bli� Sagrada dos crist�os diz, como j� o demonstramos na p�gina 40 deste livro, que Deus � INCORP�REO, IMATERIALIZADO. N�o seria Deus quem necessitasse de alimentar-se para sobreviver, porque Deus � AUTO-VIVENTE.

 Jesus e a m�e dele viviam como todos os humanos. Ingeriam alimentos como todos os seres vivos, pois eram de carne e osso. Quem necessita de alimenta��o para viver - e sobreviver - obriga~se a urinar e evacuar-se, a fim de eliminar os res�duos alimentares, e isto � INCOMPAT�VEL com a natureza divina. Jesus dormia, cansava e descansava, aborrecia-se, etc. Enfim, tinha, Jesus, todos os sentimentos e as rea��es comuns a todos os humanos.

 111 - Uma vez mais, vamos procurar na B�blia Sagrada, o Livro dos crist�os, as provas que corroboram o conte�do do Sagrado Alcor�o que diz: Deus n�o � Jesus, e Jesus n�o � Deus.

 A - No VELHO TESTAMENTO, Livro de Isa�as 40:28

 ---N�osabes, n�o ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos confins da terra, nem se cansa nem se fatiga?"

 Mas Jesus se cansava! (E Jesus n�o � CRIADOR da terra!). Isto est� no Evangelho de S�o Jo�o 4:6

 ---... cansado da viagem, assentara-se Jesus junto � fonte

 B - No Velho Testamento, Livro N�meros 23:19 "Deus n�o � honrem, para que minta; nem filho do honrem, para que se arrependa.

 N�o cabe qualquer vacila��o diante deste versiculo b�blico. Ele nega, CATEGORICAMENTE, ser Deus homem ou filho de homem! Contudo, Jesus Cristo sempre se apresentou como: FILHO DO HOMEM. E isso est� repetido, no Novo Testamento, por mais de oitenta (80) vezes! Assim como em muitas passagens, o Novo Testamento refere-se a Jesus como: HOMEM ou VAR�O. Exemplos:

 12 - Romanos 5:15 

---0dom pela gra�a de um s� homem, Jesus Cristo.

 2o- - Evangelho de S�o Lucas 24:19 -. ��e explicaram o que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era var�o profeta.-� 39 - Tim�teo 2:5

 -Porquanto h� um s� Deus, e um s� Mediador entre Deus e os homens: Cristo Jesus homem .-�

 C - A B�blia Sagrada dos crist�os, quer no Novo Testamento, quer no Velho Testamento, ensina que Deus n�o pode ser visto pois n�o tem forma, e � esp�rito e n�o carne. Exemplos: 

12 - �xodo 33:20 "E (Deus) acrescentou (a Mois�s): t�o me poder�s ver a face, porquanto homem nenhum ver� a minha face, e viver�.

 2o- - No Evangelho de S�o Jo�o 5:37, Jesus diz:

 ---O Pai que me enviou, esse mesmo � que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma --�

 Quanto a Jesus, foi visto por muitos e muitos, foi ouvida a voz dele, tinha corpo e forma, inclusive crescia quando menino, segundo o Evangelho de S�o Lucas 2:52

 ---Ecrescia Jesus em sabedoria, estatura e gra�a diante de Deus e dos homens.-�

 IV - O pr�prio Jesus disse que Deus � esp�rito, e n�o carne: A - Evangelho de S�o Jo�o 4:24 ---Deus� esp�rito. 

B -Evangelho de S�oJo�o 1:18 "Ningu�m jamais viu a Deus�

 C - Evangelho de S�o Jo�o 3:6 "0 que � nascido da carne � carne; e o que � nascido do esp�rito � esp�rito.

 Ningu�m questiona que Jesus nasceu da virgem Maria, e ela era de carne!

N�o restando quaisquer d�vidas quanto � natureza HUMANA de Jesus, a partir de vast�ssimos exemplos, textos, vers�culos e conceitos da pr�pria B�bl�a Sagrada, o Livro dos crist�os, considerada por eles: a Palavra de Deus, vamos conhecer o que a B�blia Sagrada sentencia a respeito do homem de carne:

 A - Romanos 1:23

 ---Emudaram a gl�ria de Deus incorruptivel em semelhan�a do homem corrupt�vel.

 13 - 1 Pedro 3:18

 ---Poistamb�m Cristo morreu, uma �nica vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto sim, na carne, mas vivificado no esp�rito.

 OBSERVA��ES: Este texto do Novo Testamento bastaria por si s�, e s� por si, para provar que Jesus n�o � Deus, e que Deus n�o � Jesus. Vejamos:

 19 - Afirma que "Cristo morreu". E a B�blia diz que Deus n�o morre jamais, pois � Eterno, Imortal (Tim�teo 1:17).

 22 - Afirma que "Cristo morreu... para conduzir-vos a Deus". Ent�o Deus � outro!

 32 - Afirma (pela segunda vez) a morte de Cristo "morto sim" e acrescenta: "na carne". E Deus n�o � de carne, � apenas ESP�RITO, conforme o diz o pr�prio Jesus Cristo (Jo�o 4:24)

 42 - N�o deixa - o texto b�blico - qualquer d�vida de que Jesus � humano, por ser composto de carne (mat�ria) e de esp�rito, como todos os humanos!

SERIA, JESUS, FILHO DE DEUS?

 

Nenhuma frase criou tamanha controv�rsia, ao longo dos s�culos, como a frase composta de tr�s palavras apenas, ou seja: "FILHO DE DEUS".

O Alcor�o Sagrado, Palavra textual de Deus, nega, CATEGORICAMENTE, que Jesus tenha sido Filho de Deus, no sentido que os humanos entendem serem os filhos em rela��o a seus pais-genitores. Para o Alcor�o, Deus n�o necessita de filhos, como necessitam os homens - mortais, finitos e fracos, porque Deus �: IMORTAL, INFINITO e ONIPOTENTE!

 Outra hip�tese rejeitada, veementemente, pelo Alcor�o, � a de que Deus - para ter filho -- necessita de uma esposa.

 Jesus nasceu de uma mulher: a Virgem Mana- Nasceu de uma m�e, como todos os seres humanos nascem de uma m�e. A diferen�a, portanto, entre Jesus e os demais humanos, reside no fato de COMO ele foi concebido pela Virgem Maria. Enquanto todos os homens foram - e s�o - concebidos a partir da fertiliza��o de um �vulo feminino por um espermatoz�ide masculino, Jesus foi concebido pela Virgem Maria, sem a contribui��o de um genitor masculino. Ali�s, todos... n�o. H� uma exce��o: AD�O! Ad�o n�o nasceu do processo universal da uni�o, entre um homem e uma mulher- Ad�o, ali�s, foi uma obra (cria��o) mais portentosa do que a de Jesus. Enquanto Jesus nasceu, milagrosamente, sem um pai (genitor f�sico), Ad�o nasceu sem pai e sem m�e, inclusive! Mas nem por isso, Ad�o adquire natureza divina. Este aspecto, contudo, ser� por n�s analisado no Cap�tulo: TRINDADE ou UNIDADE?

 Deus diz, no Alcor�o Sagrado, que no tocante � sua cria��o (ou gera��o) miraculosa, Jesus assemelha-se a Ad�o:

 "O caso de Jesus, perante Deus, � igual ao caso de Ad�o: criou-o de barro, e disse-lhe: S�". E fez-se!"

 Alcor�o 3:5957

 Mas voltemos ao tema: FILHO DE DEUS.

 Ningu�m em s� consci�ncia acredita - ou imagina - que Jesus � filho de Deus, como eu e voc�s, leitores, somos filhos de nossos pais. Nossos progenitores casaram-se com nossas m�es, e ent�o nascemos n�s. A virgem Maria n�o foi esposada por Deus. Portanto, Deus n�o � Pai f�sico (carnal, material) de Jesus. �, sim, Pai-Criador. E neste caso, Deus � o Pai-Criador de todos os seres humanos, como todos os seres humanos s�o, pela CRIA��O, filhos de Deus.

 57 Surata de AL IMR�N.

 Assim sendo, a qualifica��o de Jesus como: "Filho de Deus" n�o o credencia para ser divino, nem para ser Deus, nem para fazer parte da divindade, porque a B�blia Sagrada confere a outros, al�m de Jesus, a qualifica��o de "Filho de Deus", e nem por isso tornaram-se divinos, nem foram chamados "Deus" e nem foram considerados "parte de Deus". Exemplos:

 19 - O Novo Testamento diz que Ad�o � filho de Deus:

 "Cain�, filho de Enos, Enos, filho de Sete, e este filho de Ad�o, filho de Deus.

 Lucas 3:38

 20- ----Ospacificadores s�o chamados filhos de Deus.--Mateus 5:9

 30- -�������������������������� -V�s fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe eles.- N�s n�o somos bastardos: temos um pai que � Deus.

 Jo�o 8:41

 40- - "Pois todos que s�o guiados pelo Esp�rito de Deus s�o filhos de Deus.--�

����������������������������������� Romanos 8:14 58

 

Leonardo Boff, conhecido te�logo cat�lico. diz em seu livro "Trindade, Sociedade e Liberta��o", 2a- edi��o, p�gina 220:

 "Os evangelhos sin�ticos nunca colocam na boca de Jesus a express�o filho de Deus.-�"

 Igualmente, o VELHO TESTAMENTO, que abrange tempos anteriores ao nascimento de Jesus Cristo, cont�m refer�ncias interessantes ao termo 'Filho de Deus' Exemplos:

 10- Deuteron�mio 32:19 . 'Viu isto 0 Senhor, e os desprezou, por causa da provoca��o de seus filhos e suas filhas. Portanto: homens e mulheres s�o filhos e filhas de Deus!

 29 - lsa�as 1:2 

-Ouvi, � C�us, e d� ouvidos, � terra, porque 0 SENHOR � quem fala: criei filhos, e os engrandeci. 

39 - J� 38:7 

-Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus.-�

 42 - Outros homens, al�m de Jesus, tiveram por parte de Deus o tratamento individual de "Filho de Deus", como Salom�o, e nem por isto Salom�o � considerado Deus, ou parte de Deus:

 ---Eulhe serei por pai, e ele (Salorn�o) me ser� porfilho.

 11 Samuel 7:14

 59 - Alguns chamam a Jesus, como para diferenci�-lo, de "Filho Primog�nito ou Unig�nito de Deus". No Velho Testamento, bem antes do nascimento de Jesus, Deus j� designara assim a outros, e nem por isso mereceram a DIVINDADE, ou parte dela:

 ---Vir�ocom choro, e com s�plicas os levarei, gui�-los-ei aos ribeiros de �guas, por caminho reto em que n�o trope�ar�o,- porque sou pai . para Israel, e EFRAIM � o meu primog�nito.-�

 Jeremias 31:9 

---Ele(Davi) me invocar� dizendo: Tu �s meu pai... Fa-lo-ei por isso meu primog�nito.--

Salmos 89:26,27

 ---Eacontecer� que no lugar onde se lhes dizia: v�s n�o sois meu povo, se lhes dir�: v�s soisfilhos do Deus vivo.-�

Os�ias 1: 10

REFLEX�O: Se o uso do termo "Filho de Deus" ou do termo "Filho Primog�nito de Deus" ou "Unig�nito", ou o fato de referir-se a Deus como "Pai" ou "Pai Celeste" justificasse, comprovasse ou credenciasse Jesus para a divindade, ou para parte da divindade, seriam: Israel, Efraim, Davi e Salom�o individualmente - com mais direito a tal, por serem anteriores, historicamente, a Jesus! Ali�s, nesta linha de racioc�nio , seria Ad�o o mais credenciado, pois al�m de ser o primeiro entre todos, e dele descendem, teria a seu favor o fato de n�o ter nascido (e n�o ser gerado) nem de pai humano e nem de m�e!

 E por �ltimo, todos os seres humanos teriam este direito, pois s�o chamados na B�blia Sagrada, e em centenas de vers�culos, de:

 FILHOS DE DEUS.

 Seria, ent�o, aceit�vel, quer l�gica quer religiosamente, que os filhos de Deus, TODOS, inclusive Jesus, Filho de Maria, fossem o pr�prio Deus? ou que fizessem parte de Deus?.

 

Al�m da constata��o do Frei Leonardo Boff de que: -Os evangelhos sin�ticos nunca colocam na boca de Jesus a express�o Filho de Deus-, h�, ainda, a desautoriza��o do pr�prio Jesus, EXPRESSA, para que n�o o chamassem de Filho de Deus, mas sim, que o chamassem "0 Cristo". Isto est� no Evangelho de S�o Lucas 4:41

---Tamb�mde muitos sa�am dem�nios gritando e dizendo: Tu �s o Filho de Deus! Ele (Jesus) por�m os repreendia para que n�o falassem, pois sabiam ser ele o Cristo.-�

 E para encerrarmos este cap�tulo, 59 transcrevemos este texto b�blico, significativamente importante:

 -Ora, se somos filhos (de Deus), somos tamb�m herdeiros, herdeiros de Deus, co-herdeiros com Cristo.-�

 Romanos 8:17 

Este texto b�blico iguala todos os humanos a Jesus Cristo, na condi��o de "CO-HERDEIROS" de Deus com o pr�prio Cristo. Ainda o texto define duas partes.- quem herda e quem se herda. De quem se herda � Deus, somente! E quem herdam s�o OS FILHOS, inclusive Jesus, pois todos s�o HERDEIROS de DEUS!

 

TRINDADE? ou UNIDADE? Deus: Seria TRINO, ou � UNO?

 

N�s, mu�ulmanos, acreditamos plenamente - e j� o dissemos repetidas vezes, neste livro - que o Alcor�o Sagrado � Palavra textual de Deus, portanto, todas as assertivas cor�nicas, para n�s, s�o verdadeiras e definitivas. 

E o Alcor�o nos diz que DEUS � �nico, UNO. E no Cap�tulo anterior provamos, com base no Alcor�o e na B�blia Sagrada, que Jesus Cristo � - e foi - de natureza HUMANA.

 Resta analisarmos a figura do "Esp�rito Santo", para concluirmos se Deus seria TRINO, ou � UNO.

 ESP�RITO SANTO

O Sagrado Alcor�o adjetiva de "Esp�rito Santo" ao arcanjo GABRIEL, o anjo da revela��o, isto �: o intermedi�rio entre Deus e os Profetas-Ap�stolos, a quem trazia da parte de Deus As Mensagens como o Alcor�o, o Tor�, o Evangelho, etc...

 "Dize (� Muhammad): Foi (o Alcor�o) trazido (como revela��o) pelo Esp�rito Santo, da parte de Seu Senhor, verdadeiramente, para fortalecer os que creram, e � (o Alcor�o) Guia e Alv�ssara para os mu�ulmanos."

Alcor�o 16:102 60

Ent�o, claro est�, que, o Esp�rito Santo - conforme o texto cor�nico - � um ANJO (GABRIEL) que trazia, diretamente de Deus, as revela��es a Muhammad, e antes as trazia aos outros Profetas.

Haveria algum texto semelhante na B�blia Sagrada? Sim. H� v�rios.

 1 - Na 2a- Ep�stola de S�o Pedro 1:21

 ---Porquejamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto, homensfialaram da parte de Deus, movidos pelo Esp�rito Santo.-�

 11 Pedro 1:21 

IMPRESSIONANTE: Este vers�culo da 2a- Ep�stola de S�o Pedro coincide, inteiramente, com o entendimento isl�mico quanto � revela��o divina, a saber:

 1 - As profecias n�o se d�o por vontade humana, mas de Deus.

 2 - Os profetas (todos) s�o homens (inclusive Jesus).

 3 - Os profetas falaram o que Deus lhes ordenou, e n�o o que eles quiseram. 

4 - O mais importante: 0 Esp�rito Santo lhes traz a mensagem. 

Deste modo, temos tr�s partes distintas: A - Deus: quem revela. B - 0 Profeta: a quem destina-se a revela��o. C - O Esp�rito Santo: o intermedi�rio entre Deus e os profetas.

 Seriam, estas tr�s partes, uma UNIDADE?

 11 - No Evangelho, segundo S�o Lucas 1: 19

 --Respondeu-lhe (a Jesus) o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus.-�

 Lucas 1: 19 

IMPRESSIONANTE (2): Aqui, no Evangelho de S�o Lucas, o anjo � citado pelo nome: GABRIEL!

Por�m, a minha leitura da B�blia Sagrada dos crist�os, especialmente o Novo Testamento, revelou-me que o termo 'Esp�rito Santo" indica mais que uma significa��o, isto �: refere-se a mais de uma entidade. Veremos:

 1�������������������������������� O Esp�rito Santo seria um anjo, como entende-se do Vers�culo 18 do Cap�tulo 1 do Evangelho de S�o Mateus:

 ---Achou-se(Maria) gr�vida pelo Esp�rito Santo.-�

 Mateus 1:18 

22 - H�, no Novo Testamento, passagens interessantes a respeito do Esp�rito Santo, pois o mesmo n�o revelava APENAS a Jesus, conforme o Evangelho de S�o Lucas 1:15

 ---Poisele (Jo�o Batista) ser� grande diante do Senhor, n�o beber� vinho, nem bebida forte, ser� cheio do Esp�rito Santo.-�

 Lucas 1: 15 

Atentemos: o que significa nesta passagem de S�o Lucas, EXATAMENTE, o termo: Esp�rito Santo?

 Poderia ser, este Esp�rito Santo, o mesmo referido antes (em Mateus 1:18), por quem Maria achou-se gr�vida? Poderia ser o Esp�rito Santo referido neste vers�culo. . . o mesmo que revelara a SIM�O:

 -Revelara-lhe (a Sim�o) 0 Esp�rito Santo que n�o passaria pela morte antes de ver 0 Cristo do Senhor.

 Lucas 2:6

 E seria o Esp�rito Santo que Maria, por meio dele, achou-se gr�vida, e Jo�o Batista "cheio" do mesmo, e SIM�O avisado por ele "cle que n�o morreria sem ver antes 0 Cristo do Senhor", e que Jesus o viu descendo como pomba vindo sobre ele (Mateus 3:16) e levou-O ao deserto, seria esse Esp�rito Santo o mesmo a quem referem-se Marcos 3:29 e Lucas 12:10

 ---Todoaquele que proferir uma palavra contra o filho do homem (Jesus), isso lhe ser� perdoado; mas para o que blasfemar contra o Esp�rito Santo, n�o haver� perd�o.

 Lucas 12:10 

-Aquele que blasfemar contra o Esp�rito Santo, n�o tem perd�o para sempre, visto que � r�u de pecado eterno.-� 

Marcos 3:29

REFLEX�ES: Estes dois �ltimos vers�culos do Novo Testamento merecem uma leitura mais detida e ATENTA, pois apresentam um Esp�rito Santo DIFERENTE daquele dos vers�culos dos itens V e 29. Por qu�?

 Porque Este Esp�rito Santo � bem MAIOR - e mais importante - do que o filho do homem (Jesus), uma vez que blasfemar contra Jesus teria perd�o, contudo blasfemar contra o Esp�rito Santo n�o teria perd�o para sempre, e quem o cometer � considerado: R�U DE PECADO ETERNO. Ora, na escala dos tr�s componentes da TRINDADE Crist�, 0 Filho (que � Jesus) � maior do que o Esp�rito Santo, e vem antes dele, mas nos vers�culos do Novo Testamento (Lucas 1210 e Marcos 3:29) o Esp�rito Santo � INFINITAMENTE maior do que o Filho do homem (Jesus). 

Ali�s, estes dois vers�culos evang�licos nos fazem entender que o termo ESP�RITO SANTO - na verdade - refere-se ao pr�prio Deus- que � MAIOR do que Jesus, e maior de tudo. e de todos. E lembram-nos do vers�culo do Sagrado Alcor�o:

 "Deus n�o perdoa quem lhe atribuam semelhantes, e perdoa tudo, menos para quem Ele quiser. . .�

����������������������������������� ALCOR�O 4:48,11 61

 

Mas voltemos �s nossas considera��es sobre o EXATO significado do termo: Esp�rito Santo.

 Leonardo Boff, te�logo cat�lico, assim o define em seu livro: "Trindade, Sociedade e Liberta��o", 2a- edi��o, p�gina 63:

 "Esp�rito Santo (= filologicamente significa vento ou sopro)"

 3o- No Evangelho, segundo S�o Jo�o 14:26

 ---Maso Consolador, o Esp�rito Santo a quem o Pai enviar� em meu nome, esse vos ensinar� todas as coisas e vosfiar� lembrar de tudo o que vos tenho dito.-�

 Jo�o 14:26

 Aqui temos uma nova - e diferente - conceitua��o do Esp�rito Santo: Consolador, que poder� ser HUMANO!

 49 - S�o Paulo, na 1a- ep�stola aos Cor�ntios, d� uma outra conceitua��o ao Esp�rito Santo:

 61 Surata de AL NI��E.

  ---Acaso,n�o sabeis que o vosso corpo � santu�rio do Esp�rito Santo, que est� em v�s, o qual tendes da parte de Deus. . .-�

 1 Cor�ntios 6:19

 50- - S�o Lucas, em seu Evangelho, d� uma interessante conceitua��o ao Esp�rito Santo:

 -Ora, se v�s que sois maus, sabeis dar boas d�divas aos vossos filhos, quanto mais o Pai Celestial dar� o Esp�rito Santo �queles que lhos pedirem.

 Lucas 11:13

 Como essas diferentes conceitua��es do Esp�rito Santo nos revelam que este termo n�o se limita � designa��o de uma �nica entidade, na B�blia Sagrada, revelam tamb�m, juntamente com outros ( Jo�o 4:2) (1 Pedro 1:12) uma quest�o grav�ssima, ou seja: a quest�o da TRADU�AO das Escrituras Sagradas, cujo tema ser� alvo de um cap�tulo espec�fico, no fim deste livro .

 Depois de tecermos estas considera��es a respeito do terceiro termo da Trindade - o Esp�rito Santo - retomamos o tema principal:

 Deus, seria Trino? ou Uno?

 A divindade seria: TRINDADE? ou UNIDADE?

 O Sagrado Alcor�o, assim fala, sobre a Trindade:

 "� adeptos do Livro: n�o vos fanatizeis em vossa religi�o e n�o dizeis sobre Deus sen�o a verdade. 0 Messias, Jesus, Filho de Maria, � Enviado de Deus, e Sua Palavra (Verbo, Logos) que lan�ou � Maria, � um Esp�rito D'Ele (Deus). Acreditai, pois, em Deus, e em seus Ap�stolos (Enviados), e n�o dizeis: "TRINDADE", abstendevos disso, ser� melhor para v�s, porque Deus � UNO (�nico), Ador�vel, glorificado seja, imposs�vel que tenha Ele (Deus) um filho (no sentido de gerar, procriar). Pertence a Ele tudo quanto h� nos c�us e na terra.

 Alcor�o 4:171 62

 Neste �nico vers�culo, o Alcor�o Sagrado diz tudo sobre a natureza de Deus, sobre a natureza de Jesus, e sobre a Trindade.

 12 - Diz que Jesus � ENVIADO de Deus. E a B�blia Sagrada coincide com o

 Alcor�o sobre isto, nas palavras do pr�prio Jesus:

 ---Quem me recebe, recebe aquele que me enviou.

 Mateus 10:40

 62. Surata de AL NI��E.

---Esle., por�m, lhes disse: � necess�rio que eu anuncie o evangelho do reino de Deus... pois para isso � que.fui enviado.-�

Lucas 4:43

 ---Equalquer que a mim me recebe, Pi�o recebe a mim, mas ao que me enviou

 Marcos 9:37

 ---Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em.fazer a vontade daquele que me enviou.

 Jo�o 4:34

 Portanto, nos quatro evangelhos, aceitos pelos crist�os como parte da B�blia Sagrada, o pr�prio Jesus afirma que � ENVIADO de Deus. Poderia ser, ele, o enviado, e quem envia, SIMULTANEAMENTE?

 20- 0 vers�culo cor�nico diz que Jesus �: ESP�RITO DE DEUS. Este conceito poderia causar alguma d�vida �s pessoas. Mas Deus diz na B�blia Sagrada dos Crist�os:

 ---Poreiem v�s (em todos, portanto) o Meu Esp�rito, e vivereis.

 Ezequiel 37:14

 39 -J� o dissemos, antes, que a express�o Cor�nica: "Filho de Maria" indica a natureza humana de Jesus, como o indica a express�o evang�lica: "Filho do homem". Inclusive v�rios textos evang�licos n�o deixam d�vida alguma quanto �s rea��es humanas de Jesus, como: ter fome, ter sono, dormir, despertar, cansar e sentar-se, amar, chorar, comer, beber, sentir alegria, tristeza, medo, etc...

 A - teve fome Mateus 21:18, Marcos 1112

B ----... Despertando-se Jesus---. Lucas 8:24 (Deus n�o dorme).

 C - -Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto � fonte Jo�o 4:6 (Deus n�o se cansa, nem se fatiga, segundo a B�blia Sagrada Isa�as 40:28). D - -Ora, amava Jesus Marta. . "� Jo�o 11: 5

 E - "Jesus chorou (por L�zaro). . ." Jo�o 11:35 (Deus n�o chora),

 49 - Pelo texto do Alcor�o, Deus manda que n�o se diga TRINDADE, e sim: que Deus � UM S�, �NICO ador�vel, Deus UNO: Unidade!

 Vejamos o que diz o Novo Testamento:

 ---MasJesus lhe respondeu: Ao Senhor teu Deus adorar�s, e s� a Ele dar�s culto.

 Lucas 4:8

 ---Ea vida eterna � esta: que te conhe�am a ti o �nico Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.

 Jo�o 17:13

 Resta alguma d�vida, depois de ler este texto do Evangelho de S�o Jo�o, de que Deus � �nico, a quem se dedicam culto e adora��o, e que Jesus � o enviado dele?

N�o � EXATAMENTE isto que afirma o Alcor�o?

 50- - H� um texto evang�lico que dirime qualquer d�vida, ou seja: fala textualmente em UNIDADE e n�o em TRINDADE: 

---Sejais aperfei�oados na Unidade. . .- (Jo�o 17:23)

 IMPORTANTE: A nossa leitura do Novo Testamento n�o nos permitiu ver em nenhum dos quatro evangelhos, em nenhuma ep�stola dos ap�stolos, qualquer refer�ncia sobre Deus TRINO. Ao contr�rio: somente, apenas e unicamente vimos que TODO o Novo Testamento - al�m do Velho Testamento -- quando refere-se a Deus, qualifica-o de: Deus �nico, UNO, UM S�.

 Fomos procurar num livro da autoria de um te�logo crist�o, cat�lico, cujo t�tulo � EXATAMENTE: "Trindade, a Sociedade e a Liberta��o", 2a- edi��o, cujo autor � o famoso e respeitado padre Frei Leonardo Boff.

 Lemos o referido livro para entendermos a tem�tica "TRINDADE" a partir da cren�a crist�, pois a cren�a isl�mica � clara, muito clara, a respeito.

 Na p�gina 52, diz Leonardo Boff:

 "No Novo Testamento n�o existe ainda uma doutrina trinit�ria." Portanto, confere com o que dissemos h� pouco!"

 Na p�gina 194, diz Boff:

 "N�o devemos nunca esquecer que o Novo Testamento jamais usa as express�es: trindade de pessoas e unidade de natureza."

 Na p�gina 195, diz Leonardo Boff: "Trindade foi consagrada no fim do s�culo 11 por Te�filo de Anti�quia e por Tertuliano."

 OBSERVEMOS: Leonardo Boff confirma que a concep��o trinit�ria n�o consta dos evangelhos do Novo Testamento, e nem foi professada pelos ap�stolos de Jesus Cristo, nem pelos crist�os nos dois primeiros s�culos. Nasceu, portanto, de acordo com um padre crist�o e cat�lico, 200 anos depois de Cristo!

 Transcrevemos este trecho do livro do padre Leonardo Boff, p�gina 197:

"A Trindade � um mist�rio estrito, pois escapa � raz�o humana compreender como tr�s pessoas distintas possam estar de tal forma umas nas outras que constituam um �NICO DEUS-, � incompreens�vel � raz�o humana a absoluta igualdade das pessoas (da Trindade), dado o fato de que o Filho "procede" do Pai e o Esp�rito Santo do pai e do/ mediante o Filho' foge � raz�o humana o combinar a radical simplicidade de Deus com a trindade de pessoas." 

As linhas que acabamos de transcrever s�o de autoria de Leonardo Boff, o grifo, contudo, � nosso.

O Frei Boff, na sua referida obra, p�gina 48, diz:

 "O Pai possui uma anterioridade ao filho, o Pai d� origem ao filho."

 N�s dizemos:

 Deus � o CRIADOR, e tem ANTERIORIDADE.

 Jesus � CRIADO (ou gerado), e � POSTERIOR a Deus, e �, Jesus como humano -da g�nese do barro.

 O Esp�rito Santo � CRIADO (ou espirado), e tem anterioridade em rela��o ao Filho, por�m � posterior ao Pai (Deus), al�m de ser da g�nese da luz, por ser anjo.

 Formariam, assim mesmo, uma UNIDADE?

 "Santo Hil�rio de Poitier escreve: "A gera��o � o segredo do pai e do filho. Se algu�m acusar a fraqueza da intelig�ncia pelo fato de n�o conseguir compreender este mist�rio, embora compreenda separadamente as palavras Pai e Filho, certamente ficar� ainda mais acabrunhado ao saber que eu tamb�m estou na mesma ignor�ncia. Sim, tamb �rn eu n�o sei, e desisto de saber embora me console, pois os arcanjos o ignoram, os anjos n�o possuem a intelig�ncia deste mist�rio, os s�culos n�o o podem compreender, o profeta n�o o entende, o Ap�stolo n�o o indagou e o pr�prio Filho n�o nos disse nada acerca disto. Deixemos, pois, de lamentar-nos."

����������������������������������� Preferimos nada comentar acerca destes dizeres de um santo crist�o sobre a TRINDADE. Entretanto, antes de encerrarmos este Cap�tulo, n�o podemos deixar de assinalar a dificuldade - ali�s, reconheci d �ssi ma por Santo Hil�rio - de entender a unidade de Deus na trindade das pessoas, al�m da gravidade de estender a diviniza��o a outras pessoas. Basta transcrever alguns trechos do livro de Leonardo Boff, "Trindade":

 Maria por for�a do Esp�rito Santo, � elevada � altura divina, para que sua maternidade fosse divina e ela, verdadeiramente, sem figura ou met�fora, fosse a m�e de Deus" (p�gina 256). "Maria: morada de Deus" (p�gina 256).

... que o feminino ter� na eternidade bem como o masculino uma suma participa��o na comunh�o trinit�ria" (p�gina 257).

 Maria seria, ent�o... n�o apenas o templo de Deus, mas o pr�prio Deus no templo, isto �, o Deus que mora em Maria e que faz nela o templo vivo e verdadeiro" (p�gina 258).

 A partir deste racioc�nio nosso, avaliamos bem o gesto de reprova��o do Papa Jo�o Paulo li, quando da sua �ltima visita ao Brasil, e de sua passagem pela capital ga�cha, Porto Alegre, quando a multid�o dissera-lhe:

 "VOC� � JESUS CRISTO!"

 O Papa, com o gesto caracter�stico que fez com o dedo, e na pr�pria voz alta, de manifesta contrariedade, respondeu � multid�o: "N�o, n�o".

� que o Papa, mais do que ningu�m, sabe que aquela multid�o tem, em Jesus Cristo, o pr�prio Deus, e se chama o Papa de "Jesus Cristo", facilmente pode associ�-lo (o Papa) a Deus, tamb�m!

A PALAVRA "SENHOR", NA B�BLIA SAGRADA

 A exemplo do termo: "Esp�rito Santo", que na B�blia designa mais de uma entidade -como j� vimos -, e emprega-se para significar mais de um sentido, o voc�bulo SENHOR � usado na B�blia Sagrada (vers�o portuguesa) para designar diferentes pessoas. Tanto neste caso, como no outro, o motivo a nosso ver, est� no �mbito da tradu��o das Escrituras Sagradas para diferentes idiomas. Para n�o nos estendermos, transcrevemos, a seguir, alguns exemplos, apenas:

 12 - Onde o voc�bulo SENHOR designa Jesus:

 A - -V�s me chamais o Mestre e o Senhor, e dizeis bem; porque eu o sou.-�

 Mateus 20:30

 13 - -Sabendo que aquele que ressuscitou ao Senhor Jesus, tamb�m nos ressuscitar� com Jesus.

 11 Cor�ntios 4:14 Aqui, o voc�bulo SENHOR est� designando Jesus, mas o texto � inequ�voco de que Jesus foi ressuscitado por um outro, e n�o por ele pr�prio. Como, pois, � poss�vel que algu�m ressuscite a si mesmo e aos outros com ele, se � mortal, e Deus � IMORTAL, Eterno?

 22 - Onde o voc�bulo SENHOR designa Deus:

 A ----Poisele (Jo�o Batista) ser� grande diante do Senhor... E a m�o do Senhor estava com ele.

 Lucas 1: 15 Senhor, aqui, n�o se refere � pessoa de Jesus!

 B - -�nico soberano, o Rei dos reis, e Senhor dos senhores.

 Tim�teo 6:15 Tamb�m, SENHOR, aqui, n�o se refere � pessoa de Jesus!

 C - -Tendes ouvido da paci�ncia de J�, e vistes que fim o Senhor lhe deu.

 Tiago 5:11 Jesus n�o havia nascido ainda quando J� sofreu com paci�ncia!

 32 - Onde o voc�bulo SENHOR n�o se refere, de modo algum, � pessoa de Jesus, e onde fica indubit�vel que Jesus n�o � Deus, e que Deus n�o � Jesus.

 A ----Revelara-lheo Esp�rito Santo que n�o passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.�

 A palavra SENHOR, neste vers�culo, n�o poderia - de modo algum - estar designando JESUS, e sim: designa DEUS, uma vez que o termo: "Cristo do Senhor' n�o deixa nenhum equ�voco quanto a Cristo pertencer a Deus (o Senhor), e assim, s�o duas entidades distintas.

 13 - "Bendito o que vem em nome do SENHOR.-�

 Mateus 21:9 / Marcos 11:9

 SENHOR, neste vers�culo constando nos dois evangelhos, jamais pode estar designando a JESUS, e sim: a Deus. E deixa evidente que Deus � um, e Jesus � outro, pois n�o poderia Jesus vir em seu pr�prio nome, diante da reda��o do vers�culo que n�o deixa margem para tal.

A HUMANIDADE DOS ENVIADOS DE DEUS

 O Alcor�o Sagrado estabelece, de modo inequ�voco, que todos os Profetas-Ap�stolos (Enviados de Deus) foram humanos, inclusive Jesus e Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.

 "N�o enviamos (N�s: Deus) antes de ti (� Muhammad) sen�o homens, aos quais revel�vamos. Indaga! aqueles que t�m Mensagem (Divina) se o desconheceis. N�o os fizemos de natureza que prescindam de alimentar-se, e nem eram imortais."

Alcor�o 21:7,8 63

 Estes dois vers�culos cor�nicos nos informam de que Deus, dirigindo-se a Maom�, disse-lhe que nenhum enviado de Deus era de outra natureza, n�ohumana, evidente est� que Jesus inclui-se nisto, uma vez que, historicamente, � anterior a Maom�. 

Como humanos, os enviados de Deus foram CRIADOS (ou gerados). Logo, n�o poderiam caracterizar-se pela Eternidade (IMORTALIDADE). A isso, refere-se, o Sagrado Alcor�o:

 "Nenhum humano anterior a ti (� Muhammad) teve a imortalidade. Se tu �s mortal, como seriam os outros imorredouros?"

 Alcor�o 21:3464

 Portanto, expressa o Alcor�o, de modo expl�cito, que nenhum ser humano possui a imortalidade, nem mesmo os Profetas (Mois�s, Abra�o, Jesus, Maom�, etc. ..).

 Vamos � B�blia Sagrada dos crist�os, para verificar que conceito tem a mesma, a respeito da humanidade dos Enviados de Deus:

 A - 11 Pedro 1:21

 ---Porquenunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto, homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Esp�rito Santo.-�

 13 - Tim�teo 2:5 (humanidade de Jesus).

 ---Porquantoh� um s� Deus, e um s� mediador entre Deus e os homens: Cristo Jesus homem.--.  

C - Vejamos a diferen�a entre: HOMEM e Deus:

---Emudaram a gl�ria de Deus incorrupt�vel em semelhan�a da imagem do homem corrupt�vel. �� Romanos1:23

D - Atentemos BEM para estes dizeres de Jesus Cristo, no Evangelho de S�o Jo�o 3:6

 ---O que � nascido da carne � carne; e o que � nascido do Esp�rito � esp�rito.-�

 Jesus nasceu, ou n�o, da Virgem Maria? Maria era, ou n�o, de carne?

 63. Surata dos Profetas. 64. Surata dos Profetas. 

Logo: Jesus � carne (nascido de carne), � humano, portanto!

 E - Romanos 5:15

 ---O dom pela gra�a de um s� homem, Jesus Cristo.

 F - E, finalmente, vejamos este texto b�blico, do Novo Testamento, que encerra palavras de S�o Paulo:

 ---Dadescend�ncia deste (Davi) conforme a promessa, trouxe Deus a Israel, o salvador, que � Jesus.

 Atos 13:23

 Portanto, na palavra do Novo Testamento, parte integrante da B�blia Sagrada dos crist�os, e pela boca de S�o Paulo, Jesus � da descend�ncia de Davi: Homem descendendo de homens!

 A HUMANIDADE DE MUHAMMAD (S.A.A.W.S.)

 

Dentro do cap�tulo destinado a provar a humanidade (natureza humana) de todos os Profetas-Ap�stolos (Enviados de Deus) n�o podemos esquecer de abordar a condi��o humana do Profeta Maom�, do mesmo modo que abordamos a humanidade de Jesus.

 Maom� (Muhammad S.A.A.W.S. sempre foi considerado pelos mu�ulmanos: UM SER HUMANO, jamais o consideraram - e nunca o considerar�o - como divino, ou como parte da divindade. Para n�s, mu�ulmanos, Maom� � CRIATURA de Deus, � SERVO de Deus, � ENVIADO de Deus.

 Esta cren�a dos mu�ulmanos tem profundo significado e alcance: consolida a UNICIDADE de Deus, que n�o tem parceiros, nem semelhantes, nem componentes e nem partes.

 Jamais um verdadeiro mu�ulmano pensou - tampouco tempensar� em todos os tempos, e em todos os lugares do universo, em elevar Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.) a n�vel da divindade. N�s, mu�ulmanos, obedecemos - e seguimos - a Maom� - porque tudo que ele disse, transmitiu e pregou, era por ele recebido, em revela��o, vinda da parte de Deus! Deus que nos ordenou obedecer a Maom�. Esta cren�a na natureza humana de Maom� est� baseada, total e firmemente, no Sagrado Alcor�o:

 "Muhammad n�o � sen�o um Enviado de Deus, que f�ra precedido por outros Ap�stolos (enviados). Se, acaso ele morrer ou for morto, retrocedereis? Quem retroceder (na f�) em nada prejudicar� a Deus. E Deus recompensa os que Lhe s�o agraciados."

 Alcor�o 3:14465

 65. Surata de AL IMR�N.

 "Dize (� Muhammad): "Eu sou humano como v�s recebo revela��o de que vosso Deus � um Deus �nico."

 Alcor�o 18:11066

 Estes vers�culos cor�nicos (mais 21:45 e 6:50) afirmam categoricamente, que Maom� (Muhammad) � APENAS um ser humano, como todos os demais seres humanos; n�o tem - ele - o conhecimento do futuro que a Deus pertence, n�o possui a eternidade, � um ser humano, MORTAL, como os outros homens, POR�M, com uma diferen�a.. . enorme, b�sica e divis�ria: 

JESUS ANUNCIA A VINDA DE MAOM�

 

Como j� o dissemos muitas vezes neste livro, n�s, mu�ulmanos, cremos que o Alcor�o Sagrado � Palavra de Deus, e assim, � TODO Verdadeiro e anuncia unicamente VERDADES.

 OAlcor�o nos diz na Surata 61, Versiculo 6, que Jesus Cristo ANUNCIOU a vinda de Maom� (Muhammad S.A.Affi.S.) como Enviado de Deus:

 "E quando Jesus, Filho de Maria, disse: "� filhos de Israel, eu sou o Enviado de Deus para v�s, confirmo o que ainda h� (autenticamente) da Tor�, e anuncio a vinda de um Ap�stolo (de Deus), depois de mim, e chamar-se-� Ahmad (Muhammad)."

 Alcor�o 61:6

Neste vers�culo cor�nico, temos afirma��es claras, indubit�veis e nominais: Jesus diz aos israelenses de seu tempo que ele � "Enviado de Deus" para eles (e n�o diz que � Deus). Diz, Jesus, que veio para confirmar a Tor�. E diz que vir�, depois dele, um NOVO Enviado de Deus, cujo nome ser� AHMAD (sin�nimo de Muhammad -Maom�).

 Para n�s, mu�ulmanos, isto � CABAL. Por�m, vamos ao Novo Testamento, Escritura Sagrada para os crist�os, para verificarmos se existe algum registro que coincida com o texto do Alcor�o, referente � ANUNCIA��O feita por Jesus sobre a vinda de Maom�.

 No Evangelho, segundo S�o Jo�o, h� estes textos:

 66. Surata de AL KAHF. 

---Eeu (Jesus) rogarei ao Pai, e Ele vos dar� outro Consolador.

 Jo�o 14:16

 ---Masaquele Consolador, o Esp�rito Santo, que o Pai enviar� em meu nome, esse vos ensinar� todas as coisas, e vos far� lembrar de tudo quanto vos tenho dito.-�

 Jo�o 14:26

 --- J� n�o falarei muito convosco: porque se aproxima o pr�ncipe deste mundo. ---

 Jo�o 14:30

 ---Mas,quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Esp�rito de verdade que procede do Pai, ele testificar� de mim.-�

 Jo�o 15:26

 -Todavia digo-vos a verdade, que vos conv�m que eu v�; porque se eu n�o for, o Consolador n�o vir� a v�s... E quando ele vier, convencer� o mundo do pecado e da justi�a e do ju�zo.

 Mas, quando vier aquele Esp�rito de verdade, ele vos guiar� em toda a verdade; porque n�o falar� de si mesmo, mas dir� tudo o que tiver ouvido, e vos anunciar� o que h� de vir.-�

 Jo�o 16:7,8,13

 Terminaram os textos evang�licos de S�o Jo�o.

 Antes de mais nada, conv�m esclarecer aos leitores que o Evangelho de S�o Jo�o -conforme o dizem os pr�prios crist�os -, foi escrito originalmente em GREGO, e do grego foi traduzido para outros idiomas, inclusive o portugu�s. Pois bem, o voc�bulo grego que se traduziu: CONSOLADOR, �: PERIOLYTOS, cuja tradu��o fiei e correta seria: o mais c�lebre, o ilustre, o glorioso, e n�o CONSOLADOR, que em grego corresponde a PARACALON.

 AHMAD, ou MUHAMMAD, em �rabe, significa exatamente o que significa em grego o voc�bulo PERULYTOS.

 A �nica dificuldade aqui reside em sabermos o termo SEMITA usado por Jesus, que se expressava em ARAMAICO e em HEBRAICO.

 Novamente, seremos for�ados a nos referirmos � TRADU��O das Escrituras Sagradas para outros idiomas, fato respons�vel por muitos equ�vocos, contradi��es e confus�es at�!

 Mas o nosso objetivo priorit�rio, neste cap�tulo, � comprovarmos, baseado na B�blia Sagrada, de que Jesus Cristo ANUNCIOU a vinda, depois dele, de um outro Enviado de Deus, cujo nome ser� MUHAMMAD (Ahmad), exatamente como o diz o Alcor�o (61:6).

O Velho Testamento cont�m, igualmente, v�rias anuncia��es sobre a vinda de Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.), um Profeta das terras da AR�BIA (terra de Tema), descendente de QUEDAR, filho de lsmael 67.

 Em Deuteron�m�o 18:18,19

 ---Suscitar-lhes-ei um Profeta do meio de seus irm�os, semelhante a ti (� Mois�s), em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falar� tudo o que eu lhes ordenar. ' '

 Sabe-se que os irm�os dos israelitas (filhos de lsaac) s�o os �rabes (filhos de lsmael). E como se sabe que Maom� n�o sabia ler, ent�o Deus p�s na sua boca (de Muhammad) as palavras divinas (por revela��o). E � interessante RELER as palavras de Jesus:

 ---Porque n�o falar� de si mesmo, nus dir� tudo o que tiver ouvido.

 Jo�o 16:13

 � interessante, igualmente, ressaltarmos outros pontos j� abordados por n�s, em outros cap�tulos deste livro:

 12 - 0 texto cor�nico (61:6) afirma que Jesus foi enviado por Deus aos filhos de Israel. E a B�blia Sagrada confirma isto, nas palavras do pr�prio Jesus: ---N�ofui enviado sen�o �s ovelhas perdidas da casa de Israel.-�

 Mateus 15:24

 E isto repete-se em: Mateus 10:6 / 15:31 e Atos 11:19.

 20- - 0 texto cor�nico (61:6 diz que Jesus afirmara que veio para confirmar a Tor�. A B�blia Sagrada coincide com o Alcor�o sobre isto. Jesus diz: ---N�openseis que vim revogar a lei (Tor�) ou os profetas.- n�o vim para revogar, vim para cumprir.--�

����������������������������������� Mateus 5:17

 

39 - Os textos evang�licos, segundo S�o Jo�o, 14:26 / 14:30 1 15:26 1 16:13 trazem, como referentes � mesma pessoa (portanto sin�nimos), as seguintes denomina��es:

 - Consolador

- Esp�rito Santo

- Esp�rito da verdade - Pr�ncipe do mundo. A n�s, interessa sobremaneira, dentre as quatro denomina��es a: "Esp�rito Santo", pois j� dedicamos � mesma um cap�tulo pr�prio, onde demonstramos que esta designa��o refere-se - na B�blia Sagrada dos crist�os - a diferentes pessoas, e usa-se para qualificar mais de uma entidade, pessoa ou significa��o. Nosso entendimento � que tal fato, que causa v�rias, e diversificadas concep��es sobre a figura do Esp�rito Santo, decorre da TRADU��O das Escrituras Sagradas, cujo tema mereceu um capitulo pr�prio neste livro.

O MODO DE JESUS ORAR

 

Como este livro objetiva demonstrar, sobretudo, pontos de semelhan�as - e de converg�ncia - entre islamismo e cristianismo, achamos por bem fazer um paralelo entre o modo dos mu�ulmanos orarem (rituais) e o modo de Cristo orar, conforme o descreve o Novo Testamento.

 Impressionou-nos a semelhan�a.

 1 - Mostramos abaixo a posi��o de prostra��o, obrigat�ria, nas ora��es (SALAT) dos mu�ulmanos:

 2 - Vejamos estes textos b�blicos que nos relatam - com detalhes - como Jesus orava:

 A - Mateus 26:39 ---Adiantando-se um pouco, (Jesus) prostrou-se sobre o seu rosto, orando.

 B - Marcos 14:35

 Prostrou-se (Jesus) em terra, e orava.

 C - 1 Cor�ntios 14:25

 -Prostrando-se com a face na terra, adorar�s a Deus.-�

 D - Apocalipse 7:11

 ---E,ante o trono se prostraram sobre os seus rostos e adoraram a Deus.-�

 

---E,ante o trono se prostraram sobre os seus rostos e adoraram a Deus.-�

 

O EVANGELHO, ou OS EVANGELHOS?

0 Alcor�o Sagrado diz, em muitos vers�culos, que Deus revelou a Jesus Cristo, Filho de Maria, por interm�dio do arcanjo Gabriel - o Esp�rito Santo um Livro Celestial chamado: AL INJ�L (evangelho), o qual cont�m os preceitos de Deus dados a Jesus para os transmitir e ensinar aos homens, especialmente ao povo daquela �poca. Diz Deus:

 

"Depois enviamos Jesus, Filho de Maria, confirmando o que havia na Tor�, e lhe concedemos o Evangelho contendo guiamento e luz e confirma��o � Tor�, anterior a ele, e com orienta��es e exorta��es para os piedosos. Que os adeptos do Evangelho julguem conforme as leis de Deus (reveladas no pr�prio Evangelho). Os que n�o julgam com base na revela��o divina, considerar-se-�o prevaricadores."

Alcor�o 5:46,4768

Temos, destarte, neste texto cor�nico, inequ�vocas e clar�ssimas afirma��es ditas por Deus, a saber:

12 -Jesus foi enviado por Deus. Isto o confirma a B�blia Sagrada dos crist�os em mais de cem (100) passagens do Novo Testamento, como esta: ---E quem me recebe (diz Jesus), recebe aquele que me enviou.

Mateus 10:40

22 - Jesus veio para confirmar a Tor�, diz o Alcor�o. Isto, tamb�m, confirma-o a B�blia, na palavra de Jesus:

---N�o penseis que vim revogar a lei (Tor�) ou os profetas: n�o vim para revogar, vim para cumprir.-

Mateus 5:17

68. Surata de AL MADAH,

3o- -0 Alcor�o diz que Deus concedeu a Jesus: o Evangelho (no singular), sendo este o tema deste cap�tulo. A B�blia Sagrada dos crist�os coincide, plenamente, com o Sagrado Alcor�o quanto ao Evangelho ser origin�rio de Deus:

---Depois de Jo�o ter sido preso, foi Jesus para a Galil�ia, pregando o evangelho de Deus

Marcos 1:14

Portanto, temos neste texto de S�o Marcos a confirma��o de duas afirmativas cor�nicas: de que o evangelho � um s� (no singular), e de que o evangelho � de Deus.

4o- 0 Sagrado Alcor�o diz que o Evangelho cont�m guiamento e luz. A B�blia, tamb�m:

---Porque de ti (Bel�m) sair� o guia. (Mateus 2:6)

Cabe, aqui, uma observa��o: Jesus � GUIA, e n�o Deus!

-Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregam a palavra de Deus.

Hebreus 13:7

Cabe, outra vez, a mesma observa��o: os guias pregam (inclusive Jesus) a palavra de Deus, e n�o a deles!

5o- - 0 Alcor�o Sagrado conclama os crist�os, na qualidade de Adeptos do Evangelho, para julgarem de conformidade com o mesmo. Isto constitui uma prova indubit�vel de que o Alcor�o reconhece o Evangelho (no singular) como: LEI DIVINA!

Depois destas cinco (5) observa��es � luz do texto cor�nico (5:46,47) retomemos o nosso tema: � o Evangelho? ou seriam: os evangelhos?

0 Sagrado Alcor�o jamais cita o Evangelho no plural! Sempre refere-se ao Evangelho no singular. Isto �: para os mu�ulmanos, h�, houve e deveria haver APENAS UM EVANGELHO, o Evangelho revelado por Deus a Jesus Cristo. Isto para n�s mu�ulmanos, � parte da nossa f�, uma vez que o Alcor�o � Palavra de Deus!

Vamos acompanhar o que a B�blia Sagrada dos crist�os nos diz a respeito do Evangelho:

1 Nossa leitura do Novo Testamento comprovou de que em nenhum texto do mesmo fala-se em EVANGELHOS, no plural, mas sempre, e sempre em: o Evangelho (no singular). Basta ler os seguintes exemplos:

Marcos 1: 1 / 1: 14 / 1:15 18:35 / 10:29 / 13:10 / 14:9 / 16:15

Mateus 4:23 / 9:35 / 11:5 / 24:14 / 26:13

Lucas 7:22 / 8:1 / 9:6 / 16:16

Atos 11 :20 / 14:7 / 20:24 / 14:21 15:7 / 1610

Romanos 1:1 / 2:16 / 10:16 1:9 1:15 / 1:16 / 15:16 / 15:19 / 16:25 1 Cor�ntios 9:12 / 1:17 4:15 9:14 11 Cor�ntios 2:2 12:12 10:14 11:7 Ainda em: G�latas, Filipenses, 1 Tessalonicenses, Tim�teo, 1 Pedro e Apocalipse.

Portanto, em mais de 55 vezes, o Novo Testamento fala em UM S� EVANGELHO, e em nenhuma vez fala em evangelhos (no plural). Isto coincide com o Alcor�o:

A - Marcos 10:29

---Por amor a mim e por amor do evangelho.-

B - Lucas 8:1

---Andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho.

2 - Nossa leitura do Novo Testamento comprovou que a B�blia Sagrada diz, tamb�m, que: o Evangelho � de Deus, exatamente como o diz o Alcor�o Sagrado:

A - Marcos 1:14 ---Depois de Jo�o ter sido preso, foi Jesus para a Galil�ia, pregando o evangelho de Deus.-

B - Romanos 1 : 1

-Separado para o evangelho de Deus.

C - Romanos 15:16

---No sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus.-

D - 11 Cor�ntios 11:7

---Visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus.

E - 1 Pedro 4:17

-Qual ser� o fim daqueles que n�o obedecem o evangelho de Deus ?-

Assim, depois destes exemplos, n�o resta qualquer d�vida de que tanto Jesus, como seus disc�pulos, pregaram - e sabiam que pregavam - um s� evangelho: o evangelho de Deus. � isto que diz o Alcor�o!

32 - Em outros textos do Novo Testamento, aparece a designa��o: "o Evangelho de Cristo". N�o constitui isto - a nosso ver - qualquer contradi��o, pois Jesus recebeu de Deus a miss�o de pregar, anunciar e divulgar o Evangelho. Ent�o pode-se dizer que o evangelho - que foi revelado por Deus a Jesus - � de Cristo, uma vez que Deus lhe deu aquele Livro para anunciar. 0 importante � que o Novo Testamento fala em UM S� EVANGELHO (no singular), que � de origem divina, dado a Cristo para ser pregado. Eis alguns textos b�blicos falando em "Evangelho de Cristo":

A - Marcos 1:1

---Princ�pio do evangelho de Jesus Cristo.

13 - Atos 11:20

---Anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus.

C - 11 Cor�ntios 2:2

---Para pregar o evangelho de Cristo.

Disto que dissemos at� aqui, baseado no Novo Testamento, conclu�mos que havia um s� Evangelho, o qual foi pregado por Jesus Cristo por seus disc�pulos, e depois, por seus ap�stolos. Esse evangelho, ora designado "Evangelho de Deus", ora designado "Evangelho de Jesus Cristo", � reconhecido pelo Sagrado Alcor�o, o Livro Divino no qual baseia-se a f� isl�mica.

Mas qual � a realidade de hoje?

Os crist�os t�m, atualmente, quatro evangelhos, ou quatro vers�es do Evangelho, a saber:

- 0 Evangelho de Mateus, ou segundo S�o Mateus;

- 0 Evangelho de Marcos, ou segundo S�o Marcos;

- 0 Evangelho de Lucas, ou segundo S�o Lucas;

- 0 Evangelho de Jo�o, ou segundo S�o Jo�o.

Se havia um s� Evangelho: o de Jesus Cristo, revelado a ele por Deus, por que existem, hoje, quatro vers�es, com v�rias diferen�as entre si, e inclusive, com algumas contradi��es?

E o mais importante: o Evangelho - a exemplo da Tor� e do Alcor�o � de origem divina, � revela��o de Deus, e por isto, tem - ou teria que ter - o car�ter da imutabilidade, da uniformidade, da inalterabilidade. Em outras palavras: o texto divino do Evangelho - como Palavra de Deus - � Escritura Sagrada, � de autoria de Deus, e a nenhum humano, seja quem for ele, � dada a autoridade, ou o direito, ou o credencial para modificar, alterar ou revogar as Palavras de Deus.

Pois bem. N�o pretendemos enveredar pelo caminho da an�lise mais minuciosa dos quatro evangelhos, porque tememos que isto possa ser interpretado como agressivo de nossa parte. E n�s, de modo algum, intentamos agredir, porque o nosso objetivo � APROXIMAR (com compreens�o) e n�o afastar, e muito menos acirrar �nimos ou provocar pol�micas. Todavia, n�o podemos deixar de registrar, a bem da verdade, que buscamos algumas evid�ncias, com o �nico prop�sito de ajudar, na busca da pr�pria verdade.

Isto posto, dizemos que a TRADU��O das Escrituras Sagradas, muitas vezes, � respons�vel por altera��es nas mesmas, por modifica��es dos textos, e �s vezes do sentido. Ali�s, neste livro h� um cap�tulo espec�fico onde abordamos a tem�tica da tradu��o dos Livros Sagrados.

Voltando � unidade do Evangelho, � singularida de O Evangelho , dizemos que o Novo Testamento - parte integrante da B�blia dos crist�os - nos informa que houveram outros evangelhos al�m dos quatro existentes hoje em dia. Exemplos:

1 10- - 0 Ap�stolo Paulo (ex-Saulo) tinha um evangelho, ao qual se refere: "meu evangelho", em mais de uma ep�stola.

A - Romanos 2:16

---No dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens de conformidade com meu evangelho.-

Aproveitamos este texto para chamar a aten��o dos leitores mais uma vez, sobre a compreens�o de S�o Paulo quanto � diferen�a entre Deus e Jesus.

B - E o ap�stolo Paulo, em sua ep�stola aos Romanos, reafirma que tinha um evangelho dele:

---Para vos confirmar segundo o meu evangelho.-

Romanos 16:25

C - Numa terceira vez, j� em sua segunda ep�stola aos Tessalonicenses, o ap�stolo Paulo fala de um evangelho dele com o ap�stolo Barnab�:

---Vos chamou mediante o nosso evangelho.

11 Tessalonicenses 2:14

(A prop�sito: existe um evangelho n�o reconhecido - ap�crifo - de autoria do ap�stolo Barnab�, em �rabe pronuncia-se: BARN�BA.)

22 -A leitura atenta do Novo Testamento revela que nos primeiros anos do cristianismo, houve quem apresentasse outro evangelho, diverso daquele de Cristo. Isto confirma-o a palavra abalizada do ap�stolo Paulo, em sua ep�stola aos G�latas:

---Admira-me que estejais passando t�o depressa daquele que vos chamou na gra�a de Cristo para outro evangelho. 0 qual n�o � outro sen�o que h� alguns que vos perturbaram e querem perverter o evangelho de Cristo.-

G�latas 1:6,7

Reiteramos, portanto, que da leitura atenta destes vers�culos do Novo Testamento, aceito pelos crist�os como Livro Sagrado, conclui-se:

A - Havia na �poca dos ap�stolos de Jesus UM evangelho que chamava-se: 0 EVANGELHO DE CRISTO.

B - Que na mesma �poca houvera OUTRO EVANGELHO.

C - Os "Perturbadores" de ent�o empenharam-se em perverter (falsificar) o Evangelho de Cristo.

D - Que o ap�stolo Paulo (S�o Paulo) recebeu em revela��o (ou inspira��o?) um evangelho.

Onde estaria - agora - o evangelho de S�o Paulo?

32 - No Apocalipse 14:6, l�-se:

---... tendo um evangelho eterno para pregar.

Pois bem.- "um evangelho eterno" faz entender que, al�m de singular, � ETERNO, isto �: IMUT�VEL, INALTER�VEL, Infal�vel, DIVINO. Eterno, como o entendem - e acreditam - os mu�ulmanos, pois se � Palavra de Deus, n�o pode sofrer varia��es, nem esteja sujeito a modifica��es, exatamente como entendem os mu�ulmanos e acreditam ser o Alcor�o Sagrado: desde a sua revela��o a Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.) por Deus, e at� hoje, e at� sempre, �, e ser�, o mesmo texto, sem tirar nem p�r uma palavra, uma letra sequer!

N�o obstante, constata-se no Evangelho, segundo S�o Lucas 1:1,2,3

---Visto que muitos houve que empreenderam uma narra��o coordenada dos fatos que entre n�s se realizaram... Igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investiga��o de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelent�ssimo TE�FILO, uma exposi��o em ordem.-

Destarte, v�-se que S�o Lucas escreveu sua vers�o do Evangelho, depois dele constatar de que muitos outros empreenderam igual trabalho (escrever vers�es dos fatos). E S�o Lucas o fez depois de muito investigar... a fim de d�-lo a um excelent�ssimo TE�FILO.

Outro ponto important�ssimo a considerar, �: o relato de S�o Lucas (sua vers�o dos fatos) abrange a fase posterior � morte de Jesus Cristo, enquanto a REVELA��O de Deus (o Evangelho de Deus) foi feita a Jesus APENAS. Deste modo, h� incorporado � narra��o de S�o Lucas, algo que n�o � dito por Jesus, portanto de autoria humana!

49 - No Evangelho, segundo S�o Jo�o 21:24, l�-se:

---Este � o disc�pulo que d� testemunho a respeito destas cousas, e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho � verdadeiro.

H� neste texto do Evangelho de S�o Jo�o tr�s coisas importantes a destacar

A - 0 Evangelho � apresentado como escrito por Jo�o (disc�pulo).

B - Afirma-se que � "seu testemunho", portanto a 3a- pessoa do singular (de quem est� se falando) e n�o na 1a- pessoa.

C - 0 verbo "sabemos" est� na 3a- pessoa do plural!

Conclus�o: teria sido o disc�pulo Jo�o o autor real deste evangelho? Teria o escrito sozinho? Sabendo-se que o 42 evangelho f�ra escrito em grego, e Jesus Cristo falava hebraico e aramaico?!

Lembramos de dois vers�culos do Velho Testamento, do Livro de Jeremias: (23:36) e (8:8).

 

DIFEREN�AS ENTRE OS QUATRO EVANGELHOS.

A partir da constata��o irrefut�vel de que Jesus Cristo, seguido por seus disc�pulos enquanto com eles, e por seus ap�stolos, depois dele, pregou UM EVANGELHO que o Novo Testamento designa "Evangelho de Deus", e �s vezes: "Evangelho de Jesus Cristo", e outras vezes � designado: "Evangelho eterno" (no Apocalipse 14:6).

A partir disto, conclui-se que este evangelho no singular, tem um texto uniforme e coerente, pois as Palavras de Deus s�o IMUT�VEIS e INALTER�VEIS, e nisto, o Sagrado Alcor�o concorda plenamente.

T�m - ou teriam - estas caracter�sticas (da unidade do texto) os quatro evangelhos reconhecidos como sagrados?

Para a resposta, vamos transcrever textos dos evangelhos de S�o Mateus, S�o Marcos, S�o Lucas e S�o Jo�o, falando todos do mesmo assunto:

12 - Quem carregou, efetivamente, a cruz de Jesus?

A - S�o Jo�o 19:17

---Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele pr�prio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calv�rio.--

Assim, S�o Jo�o afirma, CATEGORICAMENTE, que Jesus carregou a pr�pria cruz.

B - Todavia, no Evangelho de S�o Mateus 27:32, lemos:

---Ao sairem, encontraram um Cirineu, chamado Sim�o, a quem obrigaram a carregar-lhe a cruz.

C - No que concorda S�o Marcos 15:21

---E obrigaram a Sim�o Cirineu que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz.

PERGUNTA-SE: Quem, realmente, carregou a cruz de Jesus, ele ou Sim�o?

22 - Qual foi, efetivamente, a hora da crucifica��o de Jesus?

A - No Evangelho de S�o Marcos 15:25

---Era a hora terceira quando o crucificaram.

B - Mas no Evangelho de S�o Jo�o 19:14

---E era a parasceve pascal, cerca da hora sexta.-

C - J� no Evangelho de S�o Mateus 27:46

---Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

PERGUNTA-SE: Qual foi, precisamente, a hora? 3a- 6a- ou 9a- PERGUNTA-SE (2): Como Jesus � Deus, e chama a outro: Deus meu, Deus meu?

32 -Os evangelhos de S�o Mateus e de S�o Marcos relatam o milagre da cura da cegueira, operado por Jesus.

A - No Evangelho de S�o Marcos:

--- ... Bartimeu, cego mendigo... diz a Jesus: -Jesus, Filho de Davi, tem compaix�o de mim... e Jesus lhe diz: -vai, a tua f� te salvou - . E imediatamente tornou a ver. -

Marcos 10:46,47,52

B - No Evangelho de S�o Mateus, dois cegos dizem a Jesus:

1 'Senhor, que se nos abram os olhos. . .---Condo�do, Jesus tocou-lhes os olhos, e imediatamente recuperaram a vista.

Mateus 20:30,33,34

PERGUNTA-SE: Eram dois cegos, ou um cego somente?

42 - Sabe-se que Jesus Cristo entrou em Jerusal�m, no domingo de ramos, montado. Eis como os quatro evangelistas relatam esse epis�dio:

A - Mateus 21:2 a 7

---Ide � aldeia que ai est� diante de v�s e logo achareis presa uma jumenta, e com ela um jumentinho. Desprendei-a e trazei-mos. . . Trouxeram a jumenta e o jumentinho. e sobre eles Jesus montou. -

Mateus 21:2 a 7

B - Marcos 11:2

---E disse-lhes: ide � aldeia que a� est� diante de v�s e, logo ao entrar, achareis preso um jumentinho no qual ainda ningu�m montou: desprendei-o e trazei-o.

Marcos 11:2

C - Lucas 19:30

---Dizendo-lhes: Ide � aldeia fronteira, e ali, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que jamais homem algum montou; soltei-o e trazei-o. -

Lucas 19:30

D - Jo�o 12:14

---E Jesus, tendo conseguido um jumentinho, montou nele.

Jo�o 12:14

PERGUNTA-SE:

1 - Eram dois, ou um jumentinho apenas?

11 - Era jumenta, ou jumento?

111 - Como pode algu�m montar sobre dois jumentos, simultaneamente?

IV - Como poderiam (os disc�pulos) trazer os jumentos (ou o) sem o consentimento do dono?

V -0 texto de S�o Jo�o difere dos demais, pois n�o faz entender qualquer 11 profecia".

52 - Os evangelistas narram um feito milagroso de Jesus, ocorrido na terra dos GADARENOS. Vejamos:

A ----... Vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados.

Mateus 8:28

13 ----Ao desembarcar, logo veio ao seu encontro um homem possesso.

Marcos 5:2

C - -Logo ao desembarcar, veio... ao seu encontro um homem possesso...

Lucas 8:27

PERGUNTA-SE: Vieram dois, ou um s�?

62 -Jesus, segundo os evangelistas S�o Mateus, S�o Marcos e S�o Lucas, fez a seus disc�pulos recomenda��es de austeridade. Vejamos:

A ----Nem de alforje para o caminho, nem de duas t�nicas, nem de sand�lias, nem de bord�o, porque digno � o trabalhador do seu alimento. -

Mateus 10:10

13 - -Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto apenas um bord�o. .

Marcos 6:81C C ----E disse-lhes: Nada leveis para o caminho, nem bord�o, nem alforje nem p�o, nem dinheiro.

Lucas 9:3

PERGUNTA-SE: Jesus recomendou - ou n�o - o bord�o?

7o- - Este ponto, a nosso ver, al�m de importante, �, tamb�m, de extrema gravidade, pois trata da genealogia de Jesus:

A - -Jess� gerou ao Rei Davi; e o Rei Davi, a Salom�o.--- Mateus 1:6

B - Men� filho de Matat�, este filho de Nat�, filho de Davi .--

Lucas 3:31 PERGUNTA-SE: A qual dos dois filhos de Davi remonta a genealogia de Jesus Cristo: a Nat�? ou a Salom�o?

C ----Jac� gerou a Jos�, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se

chama o Cristo.--- Mateus 1:16

D ----Era, como se cuidava, filho de Jos�, filho de Heli Lucas 3:23

PERGUNTA-SE: Quem gerou Jos�: Jac� ou Heli? PERGUNTA-SE (2): E o mais grave, Jesus considera-se da genealogia de Jos�? ou apenas da de Maria?

82 - No mesmo evangelho - o de S�o Jo�o - depara-se com dois pronunciamentos de Jesus, aparentemente contradit�rios, a saber:

A ----Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho n�o �

verdadeiro.--- Jo�o 5:31

B - -Respondeu Jesus e disse-lhes: Posto que eu testifico de mim mesmo, e meu testemunho � verdadeiro, porque sei donde vim e para onde VOU.

Jo�o 8:14

PERGUNTA-SE: Seria - esta contradi��o - conseq��ncia de m� tradu��o? Ou � de outra natureza?

 

C E L I B A T 0

Um dos pontos em que divergem, ATUALMENTE, algumas igrejas crist�s e a religi�o mu�ulmana, � o CELIBATO dos religiosos dos dois sexos. Dissemos "algumas igrejas crist�s" porque v�rias seitas crist�s permitem o casamento a seus prelados. Ent�o a diverg�ncia, neste ponto, existe entre crist�os e crist�os, inclusive.

Nosso objetivo, todavia, � enfocar os princ�pios cor�nicos e seus correspondentes b�blicos, concementes a este tema, uma vez que o Islamismo baseia-se no Alcor�o Sagrado, e todas as correntes crist�s se baseiam na B�blia Sagrada.

No tocante � vida mon�stica, hoje vigente em algumas igrejas crist�s, e preceituada a religiosos e religiosas como condi��o para o exerc�cio do Sacerd�cio, devemos dizer que a religi�o mu�ulmana n�o imp�e o celibato a seus religiosos; ao contr�rio: recomenda e incentiva que os religiosos mu�ulmanos sejam CASADOS.

No que concede � vida mon�stica, no �mbito do cristianismo, o Alcor�o Sagrado diz:

"... E enviamos (Deus enviou) Jesus, Filho de Maria, a quem concedemos o Evangelho, e dotamos o cora��o dos que o seguiram de compaix�o e miseric�rdia. Estes institu�ram (para si mesmos) a vida mon�stica (celibato) com o objetivo de agradarem (mais) a Deus. E eles, contudo, n�o a observaram como deveriam."

Alcor�o 57:27

Este texto cor�nico nos diz que Deus concedeu o Evangelho a Jesus, depois de envi�-lo Ap�stolo, e Deus dotou os cora��es dos crist�os (seguidores fi�is de Jesus) de compaix�o, miseric�rdia e bondade, portanto, altos elogios do Alcor�o para os bons crist�os. Entretanto, o que mais nos interessa neste cap�tulo � o que o texto cor�nico diz a respeito de um tema crucial, e sempre palpitante: o celibato dos religiosos de algumas correntes crist�s.

Seria isto. (o celibato) da ESS�NCIA da religi�o pregada por Jesus Cristo? Seria, o celibato, uma ordem de Deus transmitida por Jesus Cristo? 0 Alcor�o Sagrado nos diz que n�o!

Diz, o Alcor�o Sagrado, que a vida mon�stica foi institu�da por seguidores de Jesus, para si mesmos institu�ram-na, com objetivos nobres: agradar mais a Deus! Todavia, essa vida mon�stica n�o foi observada, como deveria ser, pelos que a institu�ram. Isto �: foi, por alguns (ou por muitos), em diferentes �pocas, DESVIRTUADA!

Isto posto, fomos procurar na B�blia Sagrada, mais precisamente no Novo Testamento, se havia algum texto sagrado dito por Jesus, ou por seus disc�pulos, ou ainda pelos ap�stolos que se encarregaram de divulgar a doutrina de Cristo, posteriormente... se havia algum texto evang�lico que DETERMINASSE a vida mon�stica (celibato) aos religiosos crist�os. Eis o que encontramos:

1o- - Na primeira ep�stola de S�o Paulo aos Cor�ntios:

A ----... � melhor casar do que viver abrasado.--- 1 Cor�ntios 7:9

 

B ----E tamb�m o de fazer-nos acompanhar de esposa crente, como fazem os

demais ap�stolos. . .--- 1 Cor�ntios 9:5

22 - Na primeira ep�stola de S�o Paulo a Tim�teo:

A - -� necess�rio, portanto, que o bispo seja irrepreens�vel, esposo de unia

s� mulher. . .--- 1 Tim�teo 3:2

 

B ----E que (o bispo) governe bem a sua pr�pria casa, criando os filhos, sob disciplina com respeito. Pois se algu�m n�o sabe governar a pr�pria casa, como cuidar� da igreja de Deus.?

1 Tim�teo 3:4,5

 

C ----0 di�cono seja marido de uma s� mulher, e governe bem seus filhos e sua pr�pria casa.

1 Tim�teo 3:12

32 - Vamos agora trazer dois textos do Novo Testamento, extraordinariamente significativos, no tocante � vida mon�stica:

A ----Digno de honra entre todos seja o matrim�nio, bem como o leito sem m�cula; porque Deus julgar� os impuros e os ad�lteros

Hebreus 13:4

 

B - Solicita-se muita ATEN��O na leitura do texto que segue: -Ora, o Esp�rito afirma expressamente que, nos �ltimos tempos alguns apostatar�o do f�, por obedecerem a esp�ritos enganadores e a ensinos de dem�nios. Pela hipocrisia dos que falam mentiras, e que t�m cauterizada a pr�pria consci�ncia. Que pro�bem o casamento, exigem abstin�ncia de alimentos, que Deus criou para serem recebidos com a��es de gra�a, pelos fi�is e por quantos conhecem plenamente a verdade. Pois tudo que Deus criou � bom. . .-

1 Tim�teo 4:1,2,3,4

REFLEX�ES SOBRE ESTES TEXTOS B�LICOS:

Nos itens 12, 22 e 3o- transcrevemos vers�culos do Novo Testamento, que � a Escritura Sagrada referente a Jesus, e ao per�odo p�s-Jesus.

E o que conclui-se da leitura atenta dos mesmos?

1 - Conclui-se, mui especificamente, que o Livro Sagrado dos crist�os NADA cont�m de favor�vel ao celibato, muito AO CONTR�RIO: recomenda que � melhor CASAR-SE. (1 Cor�ntios 7:9)

11 - Conclui-se que os ap�stolos de Jesus faziam-se acompanhar de suas esposas. (1 Cor�ntios 9:5)

111 - Conclui-se que ser o bispo CASADO fazia-se necess�rio. (1 Tim�teo 3:2)

IV - Conclui-se que o bispo que n�o sabia cuidar bem dos pr�prios filhos, da esposa e da pr�pria casa (e fam�lia) n�o era habilitado para cuidar da igreja de Deus! (1 Tim�teo 3:4,5)

V - Conclui-se que o di�cono (religioso, evidentemente) deveria ser marido e pai de filhos. E, a exemplo do bispo, deveria cuidar bem dos filhos e da pr�pria casa. (1 Tim�teo 3:12)

Vi - Que o matrim�nio seja honrado ENTRE TODOS (sem excluir ningu�m e nenhuma categoria). E que Deus julgar� os ad�lteros (casados infi�is) e os impuros (n�o-casados que fornicam). (Hebreus 13:4)

Vil - Important�ssimo observar nos vers�culos 1,2,3,4 do cap�tulo 4 da 1 ep�stola de S�o Paulo a Tim�teo, que ele, S�o Paulo, chama de Ap�statas, de mentirosos e de hip�critas, aqueles que PROIBIR�O - entre outras coisas - 0 CASAMENTO!

Fica, deste modo, mais do que comprovada a veracidade do texto do Sagrado Alcor�o (57:27) que diz n�o ter sido Deus quem instituiu, aos crist�os, a vida mon�stica (o celibato), mas foram eles que a si mesmos a institu�ram, muito depois do tempo de Jesus Cristo, e muito depois do tempo dos ap�stolos dele, S�o Paulo, S�o Jo�o, S�o Pedro e outros.

E a outra constata��o que comprova a veracidade do texto cor�nico que diz: 11 os crist�os n�o observaram a vida mon�stica como deveriam", est� no fato de que no BRASIL h� uma associa��o de ex-padres (atualmente casados) que congrega alguns milhares de ex-sacerdotes crist�os que abandonaram o celibato e se casaram, e hoje t�m esposas, filhos e lares, como os bispos e os di�conos do tempo do ap�stolo S�o Paulo. S� que no tempo de S�o Paulo, bispos e di�conos casavam-se e continuavam padres (religiosos). Todavia, nos tempos presentes, os prelados que se casam s�o for�ados a renunciar sua condi��o de religiosos.

E por �ltimo, fazemos uma observa��o: o texto de 1 Tim�teo 3:5, diz: a igreja de Deus".

SALVA��O

Todos os homens que acreditam na imortalidade da alma, e que cr�em na ressurrei��o ap�s a morte, e que cr�em no julgamento de Deus no Juizo Final, sonham com a salva��o, porque depois do julgamento de Deus, cada qual ter� sido sentenciado conforme seus pr�prios atos e comportamento na vida terrena. Deste racioc�nio decorre a cren�a na Justi�a de Deus, e mais do que isso: o reconhecimento da soberania e da autoridade de Deus sobre tudo e sobre todos. A partir disto, indaga-se: como salvar-se? E mais: quem salva? As duas indaga��es conduzem a uma resposta quase �nica: salva-se seguindo os mandamentos de Deus, porque Ele - Deus - e apenas ELE � quem salva!

 

E quais s�o os mandamentos de Deus?

 

Quase todas as religi�es coincidem quanto aos mandamentos de Deus: resumem�-se na f� em Deus �nico, UNO, e no cumprimento de tudo que Deus preceituou como deveres religiosos, como: ORAR, JEJUAR, FAZER CARIDADE, e como deveres e regras de conv�vio e relacionamento familiares e sociais: amar e honrar pai e m�e, amar e educar filhas e filhos, amar os semelhantes e respeitar os direitos deles.

 

Evidentemente que nem todos conseguem, por raz�es e motivos v�rios, cumprir todos os mandamentos de Deus. Destarte, TODOS necessitam do perd�o de Deus para salvar-se. Deste modo, chegamos a um dado prec�puo:

 

Todos dependem do perd�o de Deus para se salvar. Por qu�?

 

Porque Deus � a Autoridade M�xima, o Juiz-Mor, o Soberano Absoluto, a Derradeira inst�ncia! E isto est� registrado de modo indubit�vel, tanto no Sagrado Alcor�o, quanto na B�blia Sagrada. Por�m, o Alcor�o nos informa de que h� um �nico pecado, se cometido, para o qual n�o h� perd�o. Qual �?

 

"Deus n�o perdoa que sejam adorados outros juntamente com Ele, e perdoa todo o mais para quem Ele quizer. quem cr� em algo(ou algu�m)al�m de Deus, comete grandioso pecado."

 

Alcor�o 4:48 70

Vamos explicitar este vers�culo cor�nico: Deus, que � Bondade, Amor e Miseric�rdia, perdoa as faltas menores das criaturas, porque Ele - Deus sabe que as criaturas -por- Ele mesmo criadas - s�o fracas, fr�geis e fal�veis. Por�m, h� uma falta, por ser de natureza sumamente grave, Deus n�o a perdoa: � a falta que algum ser humano comete quando dedica adora��o - e cultos � alguma entidafr associando-a a Deus. Estende-se este conceito � pr�tica do polite�smo, da idolatria e do ate�smo.;

 

Ser� que a B�blia Sagrada, o Livro dos crist�os, coincide com o Alcor�o Sagrado dos mu�ulmanos, neste ponto? Vejamos:

 

A - No Evangelho de S�o Marcos, encontramos:

 

-Qual o principal de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: 0 principal �: Ouve � Israel, o Senhor nosso Deus � o �nico Senhor.

 

Marcos 12:28,29,30

 

13 - No Evangelho de S�o Lucas:

 

---Mas Jesus lhe respondeu: ---Ao Senhor teu Deus adorar�s, e s� a Ele dar�s culto.

 

C No Evangelho de S�o Lucas:

 

����������������������������������� 'lodo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do homem, is�

����������������������������������� so lhe ser� perdoado,- mas, para o que blasfemar contra o Esp�rito

Santo, n�o haver� perd�o ---- ������ Lucas 12:10

 

OBS.. Nosso entendimento que o termo "Esp�rito Santo", neste vers�culo (e no vers�culo 3:29 Marcos) refere-se a DEUS!

 

E no Evangelho de S�o Marcos 3:29, a senten�a � mais categ�rica:

 

---Aquele que blasfemar contra o Esp�rito Santo n�o tem perd�o para sempre, visto que � r�u de pecado eterno�

 

V�-se, claramente, que o texto dos evangelhos coincide com o texto do Alcor�o, conforme os exemplos transcritos antes, os quais querem dizer o seguinte:

 

1 - Jesus diz que Deus � o �nico Senhor.

 

11 -Jesus diz que somente a Deus dever� ser dado culto.

 

III - Jesus diz que blasfemar contra o Esp�rito Santo (na nossa opini�o designando Deus) n�o tem perd�o para sempre, e o classifica de pecado eterno.

 

Contudo, algu�m poder� alegar que a express�o "Esp�rito Santo", nos textos evang�licos, n�o se refere a Deus. N�s concordamos. Todavia, entendemos que o termo "Esp�rito Santo" usado no texto b�blico em quest�o: (Marcos 3:29) e (Lucas 12:10), n�o se refere ao anjo GABRIEL, e sim ao pr�prio Deus, e entendemos que esse uso (talvez inadequado) � decorrente da tradu��o. Com que l�gica? � f�cil: na ordem que os crist�os colocam as pessoas da TRINDADE, o Esp�rito Santo vem em �ltimo lugar, sendo pela ordem:

 

1o- - 0 Pai;

 

22 - 0 Filho;

 

32 - 0 Esp�rito Santo.

 

� Pai � o Maior! � o Criador!

 

� Filho � posterior ao Pai e "procede" do Pai. � criado.

 

0 Esp�rito Santo "procede" do Pai e do Filho, ou mediante o Filho, portanto � tamb�m criado, e menor que o Pai e o Filho. Inclusive, houve um bom lapso de tempo (no s�culo IV) em que o Esp�rito Santo n�o fez parte da DIVINDADE dos crist�os, a qual -a DIVINDADE - restringiu-se ao Pai e ao Filho.

 

Pois bem. 0 texto em quest�o (Marcos 3:29 e Lucas 12:10) faz entender que o Esp�rito Santo (referido) � maior, BEM MAIOR que o Filho do homem (que � Jesus), pois enquanto blasfemar contra o FILHO � perdoado, n�o haver� perd�o para quem blasfemar contra o Esp�rito Santo, porque constitui pecado eterno. Como o texto b�blico, em quest�o, omite qualquer considera��o � pessoa do Pai, entendemos que o anjo n�o poderia ser maior que o Filho e o Pai!

 

Isto posto, voltamos � salva��o. Para uma pessoa que Cr� em Deus �nico e UNO, e a Ele somente dedica cultos e adora��o, a salva��o � poss�vel, desde que se procure, honestamente, agir de acordo com os mandamentos deste Deus. Em outras palavras: salva-se quem acredita, verdadeiramente, em Deus, o Verdadeiro. E esta cren�a, esta f� traduz-se em a��es. Provavelmente a esta f� referia-se Jesus quando dizia:

 

                                ---A tua f� te Salvou 9:22)

E isto est� registrado, tanto no Alcor�o, quanto na B�blia

 

A - No Alcor�o: "Os que cr�em (em Deus) e praticam boas a��es, ter�o o para�so como moradia."

 

Alcor�o 18:107

 B - No Novo Testamento: -Meus irm�os, qual o proveito, se algu�m disser que tem f� mas n�o tiver obras? Pode, acaso, semelhante f� salv�-lo?

 

--A f�. se n�o tiver obras, por si s� est� morta.

Tiago 2:14

 

Para aprofundar-se mais no conceito: SALVA��O, recomendamos a leitura dos seguintes textos b�blicos: Mateus 7:24 / Marcos 16:15 / Lucas 19:9 / Romanos 1: 16 1 M ateus 9:22,29.

A TRADU��O DAS ESCRITURAS SAGRADAS

 

Deixamos este cap�tulo para o final do nosso livro, porque n�s nos referimos muito ao tema ao longo de quase todos os outros cap�tulos. A quest�o da tradu��o das Escrituras Sagradas � importante, e mais ou menos controversa e perigosa em todas as religi�es.

 

Para a unanimidade dos te�logos mu�ulmanos (ULEM�S), a tradu��o do Sagrado Alcor�o para qualquer idioma n�o se considera Alcor�o, e sim: Tradu��o dos significados (sentido) dos vers�culos cor�nicos.

 

Por qu�?

 

Antes de respondermos, queremos evitar equ�vocos. Deve-se traduzir os

significados do Alcor�o para todas as l�nguas faladas - e que venham a ser -

no mundo, pois a Mensagem Cor�nica � UNIVERSALISTA, e como tal, deve

chegar a todos os homens, em todos os lugares e em todos os tempos. Isto �

extensivo a todas as Mensagens Divinas! Por�m, com uma ressalva impor�

tant�ssima:

 

Deve, a Mensagem de Deus, chegar a todos: genu�na, aut�ntica, pura, fiei, verdadeira! E isto nem sempre � poss�vel. A� reside a reserva em n�o considerar a TRADU��O como se fosse a PR�PRIA Escritura Sagrada. Pois quem realiza a tradu��o pode n�o conhecer plenamente o idioma original da Revela��o Divina, esta � a primeira raz�o.

 

A segunda raz�o: Certamente o tradutor n�o alcan�a todo o objetivo de Deus, contido nos vers�culos sagrados, pois ao passar dos anos e dos s�culos, as Palavras Divinas v�m revelando novos significados, � luz da EVOLU��O. A terceira raz�o � que o tradutor pode n�o dominar TOTALMENTE o idioma para o qual verte as Escrituras Sagradas, e, ent�o, recorre-se a sin�nimos e composi��es que, nem sempre expressam fielmente o conte�do do original.

 

Fazemos esta breve introdu��o para demonstrarmos a eventualidade da ocorr�ncia de deturpa��es n�o intencionais, e de distor��es, quando traduzem-se textos Sagrados. Isto sem falar em distor��es e deturpa��es INTENCIONAIS, fruto de interpreta��es casu�sticas, as quais ocorrem - e ocorreram - em maior ou menor profundidade em todas as religi�es.

 

Para ilustrarmos a primeira hip�tese, isto �: da tradu��o deturpada sem m�s inten��es, transcrevemos a seguir duas vers�es do mesmo vers�culo cor�nico, para a l�ngua portuguesa, constantes nas �nicas duas tradu��es efetuadas no Brasil.

Exemplo: Vers�culo 48 da Surata 3, assim traduzido por Samir Hayek:

 

"Ele lhe ensinar� a escrita, a sabedoria, a Tor� e o Evangelho."

 

Agora o mesmo vers�culo, traduzido por Mansour Challita:

 

"E Deus ensinar-lhe-� as Escrituras e a sabedoria e a Tor� e o Evangelho."

 

OBSERVA��ES:

Um tradutor usou: "Ele", o outro usou: "Deus".

 

Um tradutor usou o voc�bulo "a escrita", o outro usou:"as Escrituras". S�o duas diferen�as decorrentes de diferentes entendimentos, numa linha apenas do texto cor�nico, sendo uma das diferen�as bem significativa:

 

� a escrita... ou: as Escrituras?

Pois, convenhamos, n�o s�o sin�nimos.

 

22

Exemplo: Vers�culo 55, Surata 3, tradu��o de Samir Hayek: "E quando Deus disse: � Jesus, por certo que porei termo � tua estada na terra; ascender-te-ei at� Mim e salvar-te-ei dos incr�dulos.

 

Agora o mesmo vers�culo, na tradu��o de Mansour Challita:

 

"E quando Deus disse: "� Jesus, matar-te-ei e elevar-te-ei at� Mim, e purificar-te �ei dos que descr�em. . ."

 

Deus! Quantas diferen�as num �nico vers�culo!

 

OBSERVA��ES:

 

� ascender-te-ei... ou: elevar-te-ei? � salvar-te-ei... ou: purificar-te-ei?

 

�: dos que descr�em... ou: dos incr�dulos?

 

E estas diferen�as, n�o s�o t�o graves, embora d�em a quem n�o conhece o original �rabe id�ias diversificadas, por�m a gravidade est� no que Deus disse a Jesus:

 

Teria dito: "Por certo porei termo � tua estada na terra"? ou: "Matar- te-ei"?

 

0 voc�bulo constante no original em �rabe � UMA �nica PALAVRA, assim transliterada: "MUTAUAFFICA", e nada mais! MUTAUAFFICA, deriva-se de UAFAT que se traduz por MORTE. 0 �nico voc�bulo em quest�o poderia ser traduzido por um outro voc�bulo apenas: MORRER�S!

 

Entretanto, um tradutor usou nove (9) palavras para verter SOMENTE UM voc�bulo ao portugu�s, e o outro tradutor n�o foi bem sucedido, uma vez que traduziu-o por "Matar-te-e�", absolutamente incorreto!

 

Bastam, a nosso ver, estes dois exemplos para ilustrarmos a nossa tese, e ressalt�-�la, embora tenhamos encontrado deturpa��es, distor��es,

 

acr�scimos e omiss�es (exclus�es) nas duas tradu��es aludidas do Alcor�o. Por�m, acrescentamos outro exemplo:

 

Alguns exegetas do Alcor�o, em s�culos passados, entenderam o voc�bulo �rabe: "ZARRAH", que indica tamanho bem diminuto, entenderam traduzi-lo por FORMIGA, uma vez que naqueles tempos n�o havia sido descoberto, ainda, 0 �TOMO, tradu��o correta de ZARRAH, e hoje ainda, encontramos em l�ngua portuguesa a palavra ZARRAH traduzida como FORMIGA!

 

Mas o nosso objetivo, neste cap�tulo, n�o � tanto comentarmos a tradu��o do Alcor�o, pois ele, felizmente, conserva-se no original �rabe, num texto UNO, UNIFORME, IGUAL, desde a sua Revela��o, e qualquer erro, � imediatamente detectado e facilmente corrigido.

 

Nosso objetivo principal � a tradu��o da B�blia Sagrada, mais precisamente: o EVANGELHO, o qual foi revelado por Deus a Jesus em HEBRAICO (ou em ARAMAICO, segundo outros), e os estudiosos da B�blia, que s�o crist�os, sabem que o Evangelho de S�o Jo�o - por exemplo - foi traduzido de um original GREGO, n�o hebraico, nem aramaico.

 

A partir disso, sabe-se que o Novo Testamento foi traduzido - ou parte dele - de uma outra tradu��o, e n�o do original, da l�ngua na qual foi revelado a Jesus. Disso decorrem muitas diferen�as de um evangelho - dos quatro - para outro, embora refiram-se � mesma senten�a dita por Jesus. E decorre, tamb�m, o fato de constar, de algum dos quatro evangelhos, algum epis�dio, �s vezes important�ssimo, e o mesmo n�o constar dos outros. Como exemplo apenas, citamos o fato de n�o constar no Evangelho de S�o Jo�o o epis�dio da Santa Ceia, um dos pontos angulares da f� crist�.

 

Mas para exemplificar sobre a asser��o que desenvolv�amos, transcrevemos estes textos evang�licos:

 

1 - Evangelho de S�o Jo�o 5:2

 

-Ora, existe ali junto � porta das ovelhas, um tanque chamado em Hebraico, BETESDA. . .

 

Logo: Este texto j� � uma tradu��o de outra tradu��o, portanto n�o se encontrava no idioma original.

 

11 - Evangelho de S�o Jo�o 20:16

����� ---Ela lhe disse, em hebraico, RAB�M; que quer dizer mestre.

 

Ali�s, nos quatro evangelhos encontram-se v�rios voc�bulos traduzidos - todos - por: MESTRE, como: RABBI, RABI, RABONA, RAB�M, RABINA, etc.

 

111 - No Evangelho de S�o Jo�o 9:7

---No tanque de SILO� que quer dizer Enviado.

��� No Evangelho de S�o Lucas 13:14

 

-Desabou a torre de SILO�... PERGUNTA-SE: SILO� era torre, ou tanque?

 

JESUS CRISTO NA VIS�O DE UM MU�ULMANO

 

Como os exemplos citados 71 comprovam, cabalmente, a nossa tese, vamos, em seguida, transcrever alguns textos - e epis�dios - do Novo Testamento que, al�m de refor�ar a tese, comprovam sua gravidade:

 

1 - Texto de 1 Cor�ntios 1:25

 

---Porque a loucura de Deus � mais s�bia que os homens; e a fraqueza de Deus � mais forte do que os homens.-�

 

� simplesmente inaceit�vel atribuir a Deus fraqueza, quanto mais loucura!!! E o pior: em outras tradu��es, para outros idiomas, a express�o: "loucura de Deus" aparece como: "estupidez de Deus" ou "ignor�ncia de Deus". Simplesmente LAMENT�VEL!

 

11 - Texto de G�latas 3:13

 

---Cristo nos resgatou da maldi��o da lei, fazendo-se ele pr�prio maldi��o em nosso lugar, porque est� escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro.

 

Para n�s, mu�ulmanos, Jesus � BENDITO, � ABEN�OADO, por Deus (onde quer que Jesus esteja) conforme diz o Alcor�o 19:33. E nos evangelhos encontramos:

 

-Bendito quem vem em nome do Senhor.-�

 

Portanto, � absolutamente dif�cil - e imposs�vel - associar "Maldi��o" e "Maldito" � pessoa de Jesus Cristo!

 

111 - Quem conhece BEM o Novo Testamento, sabe da import�ncia do disc�pulo' PEDRO, tanto para Jesus, quanto para o cristianismo como um todo. Mas no Evangelho de S�o Mateus 16:23, lemos:

 

-Jesus disse a Pedro: Arreda! SATAN�S! Tu �s para mim pedra de trope�o, porque n�o cogitas das cousas de Deus. . . "

 

� dif�cil aceitar que Jesus tenha chamado PEDRO de Satan�s e de pedra de trope�o, quando em outro texto Jesus diz que sobre Pedro edificar� sua igreja!

 

Mais dif�cil ainda de aceitar, � o texto do Evangelho de S�o Marcos 8:32

 

71.������������������������� Para um conhecimento mais amplo sobre isto, recomendamos verificar os seguintes textos b�blicos, entre outros: Marcos 5:41 / 7:34 / 14:45; Jo�o 1:38 / 1:41 / 1:42 / 19:13 / 19:171 Atos 9:36

 

26:14; Apocalipse 9:11.

 

---Mas Pedro, chamando-o � parte (a Jesus), come�ou a reprov�-lo.-�

 

Como, e com que autoridade, pode Pedro reprovar Jesus? S� pode ser erro de tradu��o!

 

IV - Jesus � quem teria dito, segundo S�o Mateus 19:24

 

---E ainda vos digo que � mais dif�cil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.-�

 

Um camelo jamais vai passar pelo fundo de uma agulha, logo: um rico jamais vai entrar no reino de Deus!

 

� DIF�CIL crer que Jesus tenha dito isto, assim t�o genericamente. Salvo... qualquer equ�voco, ou supress�o, em rela��o ao texto original. Pois Jesus � bondoso, � justo, e al�m de tudo, falava as palavras que o Pai (Deus) lhe transmitia, e o Pai (Deus) n�o barrar� a entrada de todos os ricos a Seu Reino, porque existem ricos bons, caridosos, honestos, retos, bondosos, benfeitores e cumpridores de seus deveres. E embora possam ser poucos, ser� que Deus impediria a entrada deles para Seu reino, somente por serem ricos? Jesus n�o teve seguidores e simpatizantes ricos?

 

S� podemos atribuir isto � tradu��o equivocada.

 

V - Neste contexto tamb�m, inclu�mos o di�logo havido entre Jesus e a mulher canan�ia segundo o Evangelho de S�o Mateus 15:24,25,26

 

-Jesus respondeu (� mulher): N�o fui enviado sen�o �s ovelhas perdidas da casa de Israel. Ent�o, ele (Jesus), respondendo � mulher), disse: N�o � bom tornar os p�es dos filhos e lan��-los aos cachorrinhos�

 

Mateus 15:24-26

 

Neste caso, s� admite-se ter havido confus�o na tradu��o, pois custa nos acreditar que Jesus, que � todo bondade, ternura, e gentileza, al�m de ser SALVADOR, tenha comparado a mulher canan�ia aos cachorrinhos. No m�nimo, seria inusitado, pois denota viol�ncia, rudeza e discrimina��o, nada compat�veis com a miss�o humanizante e igualit�ria de Cristo, al�m de aspereza com uma MULHER, comparando-a a cachorrinhos.

 

Inegavelmente, para n�s, � um caso de equ�voco na tradu��o. Ali�s, esse caso suscita outra estranheza: se a miss�o de Jesus � UNIVERSALISTA, como seria coerente compatibiliz�-la com estes dizeres atribu�dos a Jesus:

 

---N�o fui enviado sen�o �s ovelhas perdidas da casa de Israel.---?

 

Vi - Para finalizarmos este cap�tulo, dedicado � tradu��o de Escrituras S�

 

gradas, com eventuais distor��es, deturpa��es e equ�vocos, transcrevemos do Evangelho de S�o Marcos o seguinte relato:

 

---No dia seguinte, quando sa�ram de Bet�nia, (Jesus) teve fome. E, vendo de longe unia figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma cousa. Aproximando-se dela, nada achou sen�o folhas; porque n�o era tempo de figo.

 

Ent�o lhe disse Jesus: Nunca mais coma algu�m fruto de ti. E seus disc�pulos ouviram isto.

 

Marcos 11:12,13,14

 

A nosso ver, este relato deve estar prejudicado pela tradu��o de um idioma para outro. Porque se fosse aut�ntico, nos obrigaria a considerar:

 

A -Se n�o era tempo de figo, como exigir-se de uma figueira contrariar a pr�pria natureza?

 

B - Como acreditar que Jesus Cristo, todo AMOR e COMPREENS�O, amaldi�oaria uma figueira, secando-a, se a mesma n�o. era respons�vel pela falta de seus frutos?

 

C - A figueira n�o era propriedade de Jesus. Como admitir que ele causaria danos ao propriet�rio da figueira, inutilizando-a para sempre?

 

Neste contexto sobre equ�vocos provocados pela tradu��o, lembramos a abordagem dos m�ltiplos sentidos dos termos: "Esp�rito Santo" e "Senhor', por n�s detalhados neste livro, e outros coment�rios nossos, ao longo de toda a mat�ria do mesmo.

 

E para fechar, citamos uma not�cia interessante, veiculada por �rg�os da imprensa escrita do Brasil, em maio deste ano de 1989 72 vinda dos E.U.A., informando de que a B�blia est� sendo submetida a uma revis�o que modificar� o texto da mesma, texto esse editado em 1952. Essa revis�o inclui altera��es que incorporam descobertas hist�ricas e reduzem discrimina��es de sexo e a confus�o de linguagem, de acordo com declara��es de autoridades eclesi�sticas do Conselho Nacional de Igrejas dos E.U.A.

 

"Teremos uma b�blia adequada aos nossos tempos", declarou o Secret�rio Geral adjunto do referido Conselho.

 

A not�cia diz que "A revis�o elimina o uso da palavra homem nas passagens b�blicas em� que o texto se refere a homens e a mulheres em geral". E foi citado como exemplo, um texto do Evangelho de S�o Mateus onde se l� "Nem s� de p�o vive o homem", o qual passar� a ter, na nova edi��o, este texto: "Nem s� de p�o se vive". Outra modifica��o citada pela autoridade crist�, prende-se a um texto do C�ntico de Salom�o (V.T.) onde se l�: "Sou negro, por�m belo", o qual passar� a ter outra reda��o, ou seja: "Sou negro e belo". Fim da not�cia do jornal.

 

Apenas dizemos que, not�cias como esta, refor�am nossa reserva em rela��o �s tradu��es de "Escrituras Sagradas", porque alteram, pela vontade dos homens, as Palavras de Deus que s�o INALTER�VEIS.

 

 

 

"Fundamentalismo"

como entendido no ocidente,

� um conceito estranho ao Islam

Abdullah bin Ali al-�Ulayyan

escritor e jornalista de Oman

Em um mundo repleto de tens�es, envolvimentos em conflitos, padr�es duplos e julgamentos apressados, fica dif�cil propor crit�rios espec�ficos com rela��o aos v�rios problemas intelectuais que ocorrem e estud�-los cuidadosa e imparcialmente. Um termo problem�tico, por exemplo, � "fundamentalismo" isl�mico (ou mu�ulmano), uma palavra que carrega em si, conota��es crist�s e uma associa��o com o conflito entre a Igreja e outras filosofias durante o s�culo XVII. O objetivo deste conflito, existente h� longo tempo, foi vencer o argumento intelectual e religioso daquele tempo e assentar o violento choque entre o poder temporal e religioso na Europa. O resultado foi o triunfo do poder temporal e a limita��o e redu��o do papel e influ�ncia da Igreja.

Para a mente ocidental, fundamentalismo significa uma rejei��o � moderniza��o e ao novo, acoplado a uma mentalidade dogm�tica. Mais comumente, representa uma atitude psicol�gica e mental oposta � ci�ncia e � reforma. Esta impress�o surgiu quando o fundamentalismo crist�o era visto como se opondo � ci�ncia e � inova��o e perseguindo cientistas e intelectuais, com base em acusa��es fr�geis, argumentos falsos e princ�pios dogm�ticos irracionais. A Igreja imp�s um regime intelectual brutal que incapacitava a mente e todo o esfor�o intelectual e cient�fico. A Religi�o se tornou monop�lio da Igreja, elevando o clero

humano � condi��o divina e for�ando homens a um sistema desumano de celibato, advogando id�ias e opini�es sem base na l�gica e no senso comum. A Igreja interferia em todos os assuntos cient�ficos, concedia indulg�ncia aos pecadores e instituiu e conduziu a Inquisi��o. A expans�o deste estilo ocidental de "fundamentalismo" levou ao surgimento de filosofias e movimentos contra a Igreja, tais como a Reforma e o Iluminismo. Ao se opor � pesquisa cient�fica e � inven��o, e perseguir cientistas e intelectuais, a Igreja distorceu e minou os verdadeiros fundamentos da religi�o, relegando-a a um monte de dogmas e mitos. Esta forte rea��o contra a Igreja, contribuiu para o alargamento do fosso entre a religi�o e a ci�ncia, n�o somente por raz�es meramente cient�ficas, mas, tamb�m, psicol�gicas e filos�ficas. A Igreja, de sua parte, procurou representar todas as religi�es e isto levou a uma distor��o das no��es religiosas independentemente de seu conte�do, id�ias ou princ�pios.

Contudo, apesar das diferen�as m�nimas no significado do termo "fundamentalismo", no Ocidente e no Islam, o pensamento ocidental permanece prisioneiro de sua experi�ncia hist�rica e de seu longo conflito com o fundamentalismo crist�o. � esta vis�o paroquial que o Ocidente est� tentando, agora, aplicar ao Islam, admitindo uma atitude da Igreja com rela��o ao poder temporal no Ocidente. Isto, � claro, n�o tem base na verdade ou na realidade, porque o "fundamentalismo", de acordo com o Islam, � o exato oposto ao daquele existente no Ocidente. Muitos pensadores ocidentais est�o, na verdade, conscientes disto, mas eles escolheram ignorar o fato por muitas raz�es, inclusive por causa da profunda hostilidade ao Islam e da sua imagem distorcida, promovida por orientalistas de v�rias gera��es e, mais recentemente, em raz�o das alega��es de que, com a queda do comunismo, o Islam emergiu como um novo inimigo. Os escritos de Samuel Huntington s�o t�picos desta tend�ncia.

Consequentemente, o Ocidente tem muito da responsabilidade por fortalecer o entendimento do "fundamentalismo isl�mico" como nos mesmos moldes do fundamentalismo crist�o do s�culo XVIII. O orientalista alem�o, Redolf Peters, escreve:

"� necess�rio criticar nossa imprensa porque ela vai longe para vender um falso conceito, repetindo o entusiasmo excessivo visto durante a Guerra Fria, em rela��o ao inimigo presumido. A imprensa usa o fundamentalismo para atrair leitores porque, por um lado adota a viol�ncia e o terrorismo e, por outro, discorda. No conflito com o Ocidente os jornalistas podem ter boas inten��es, mas, n�o podemos nos esquecer de que aqueles mais pr�ximos dos c�rculos pol�ticos t�m um capital investido na manipula��o e condu��o da opini�o p�blica.

"Mesmo jornalistas objetivos, encaram obst�culos profissionais quando cobrem assuntos isl�micos. Os editores est�o depois das not�cias e, qualquer esclarecimento ou coment�rio moderado, n�o s�o considerados not�cia e n�o atrai leitores!"

Este �, sem d�vida, um problema de abordagem e uma "crise de objetividade" que est� acontecendo no Ocidente, o qual, solidamente democr�tico e liberal como o �, deve permitir considera��es mais leves e vis�o mais realista de tal fen�meno. � claro que toda experi�ncia humana tem seu passado, suas ra�zes e suas causas, e deve, portanto, ser tratada em profundidade; caso contr�rio, todo o problema se transforma em crise, sem solu��o sob qualquer �ngulo.

Este recuo do "impasse da objetividade", como Borhan Ghalioun chama, refletiu-se no trabalho do orientalista franc�s, Maxime Rodinson, intitulado "A Fascina��o do Islam", no qual ele aponta como, a partir do s�culo XVII, o Islam, diferentemente do cristianismo, foi visto no Ocidente como o ep�tome da toler�ncia e raz�o. O Ocidente ficou fascinado pela �nfase do Islam no equil�brio entre a adora��o e as necessidades da vida, e entre a necessidades morais e �ticas e as necessidades corporais, e entre o respeito ao indiv�duo e a �nfase sobre o bem-estar social.

Em seu confronto com o cristianismo, intelectuais ocidentais salientaram o papel reformista do Islam e a racionalidade de suas cren�as religiosas. Mas, como Dr. Ghalioun diz, foi somente a partir da segunda metade do s�culo XIX, que os europeus come�aram a olhar para o cristianismo como uma for�a de progresso e conquista na Europa e para o Islam como uma causa de estagna��o e retrocesso no mundo ar�bico-isl�mico. Em lugar de usar o Islam como um modelo para uma religi�o civilizada e racional em sua luta contra o cristianismo "b�rbaro e fan�tico", o panorama modificou-se completamente para projetar o Islam como um ep�tome de barbarismo que amea�ava o Ocidente. A impress�o que cresceu � que a Europa � o ber�o da civiliza��o e que qualquer um que se oponha a ela � hostil � civiliza��o e que o Islam, como uma cultura, civiliza��o e uma sociedade � o principal, mas n�o o �nico, obst�culo que impede a expans�o do Ocidente em dire��o ao sul e a outros continentes e culturas. L� emergiu uma necessidade por uma ideologia que galvanizasse a hostilidade em rela��o ao Islam e que a justificasse para os europeus e o mundo como um todo.

Deste entendimento r�gido, veio o "fundamentalismo secularista" no Ocidente, que aceita somente suas pr�prias proposi��es e id�ias. Deve-se dizer que, quando o Ocidente se voltou contra a Igreja, ele a despiu de todo seu autoritarismo e desalojou-a da posi��o proeminente que ocupava na sociedade. No entanto, n�o abandonou completamente as aspira��es papais e a disputa de que a Europa central seja o cora��o da civiliza��o humana e da hist�ria. Nem abandonou o desejo de eliminar "o outro", ou marginaliz�-lo intelectual e culturalmente, e criar uma mem�ria hist�rica mais recente, baseada no "ego" e na distin��o do Ocidente sobre o resto; mental, cultural e etnicamente. Esta mentalidade persistiu, mesmo ap�s a queda do poder papal e a emerg�ncia do secularismo.

Diz o Dr. Muhammad Abid al-Jabiri: "Cometer�amos um erro se pens�ssemos que o Ocidente est� completamente livre de sua bagagem cultural e religiosa, racional e pragm�tica, porque se esta atitude est� ainda ativa nas mentes fan�ticas e na Igreja, por toda a Europa e Am�rica, ela � evidente nos elementos . . . seculares e liberais. Esta heran�a cultural e religiosa continua a influenciar os jornalistas locais e os pol�ticos que se encontram entre os liberas e secularistas." (A Quest�o da Identidade)

Em sua rivalidade com a Igreja, sobre a influ�ncia e o status social na sociedade europ�ia, o secularismo tem buscado reviver a autoridade do clero, pela distin��o e domina��o, atrav�s da reivindica��o da "globaliza��o" e da singularidade do Ocidente, como tamb�m do ponto de vista dos pr�prios fil�sofos. Eles estimularam o colonialismo. Este padr�o duplo sobre parte do secularismo no Ocidente, tem, na mente de alguns, minado a credibilidade de suas alega��es com rela��o � liberdade, toler�ncia e pluralismo democr�tico dos outros. Contudo, isto ainda n�o foi materializado de uma forma adequada.

N�o � coincid�ncia, mas antes conformidade intelectual, como Roger Garaudy se refere, que o maior campe�o desta escola secularista, Julies Ferry, tenha sido tamb�m o maior incentivador da invas�o colonialista de Madagascar, Tun�sia e Vietnam. Ele era o te�rico franc�s mais ardente do colonialismo, da mesma forma que John Stuart Mill o era na Inglaterra, e um estudante do positivismo de Auguste Comte. Em seu discurso no Parlamento, em 27.07.1885, ele declarou: "Na verdade, n�s sustentamos a pol�tica de expans�o colonial, baseada em um sistema que consiste em tr�s pilares: econ�mico, humano e pol�tico." Ele tamb�m disse: "Eu n�o devo hesitar em declarar que isto n�o � nem pol�tica nem hist�ria, mas metaf�sica pol�tica. Deve ser dito, em voz alta e com a maior franqueza, que as ra�as mais elevadas t�m um direito pr�tico sobre as ra�as inferiores. (Fundamentalismos Contempor�neos)

Este "secularismo" seletivo produziu um tend�ncia filos�fica conhecida como "globalismo", baseada no monop�lio da ci�ncia e civiliza��o e no isolamento dos outros que se oponham a seus dogmas ou, como o Professor Robert Solomons coloca, "a cultura da domina��o". Isto induziu o cientista ingl�s, Richard Webster a imaginar se � um processo retr�grado com v�nculo coletivo, atrav�s do qual uma cultura velha espera reviver um pouco de sua inf�ncia; ou se � uma condi��o que permitiu ao secularismo deixar cair sua m�scara de racionalidade, a fim de revelar sua verdadeira identidade, a qual, no fundo do cora��o, � uma identidade religiosa. Webster acrescenta: "Uma vez compreendida melhor nossa heran�a religiosa, come�amos a duvidar se o secularismo, apesar da frustra��o da heran�a judaico-crist�, provou, de fato, sua superioridade. O que eu imaginaria � que se os valores religiosos n�o desempenham um papel importante na sociedade secular, isto n�o significa que ela os tenha abandonado ou marginalizado, mas seria a prova de sua penetra��o na mente do indiv�duo e em nossa identidade secular, a um grau que n�o temos necessidade de mostrar externamente"!! (Semin�rio sobre "Secularismo" - Londres, 1994)

O problema �, portanto, mais do que uma vis�o ing�nua superficial ou emocional, e a proposi��o dupla em rela��o ao Islam estanca um passado, determinando que o estudante perca os crit�rios de exatid�o e credibilidade. Quando vem o "fundamentalismo", apesar das claras diferen�as de entendimento do termo, o Ocidente continua a insistir em descrever o Islam como um fundamentalista e ligando a express�o ao velho conceito eclesi�stico crist�o. Fundamentalismo no Islam, significa ades�o ao modo de comportamento e aos valores de sua primeira gera��o, como compreendido e definido pelos primeiros mu�ulmanos atrav�s da ijtihad e da an�lise de suas regras e ensinamentos. No Ocidente, contudo, fundamentalismo denota rigidez dogm�tica, oposto � ci�ncia, inova��es e moderniza��o, uma atitude que � denunciada pelo Islam.

O Ocidente tamb�m tenta ligar o fen�meno contempor�neo da viol�ncia, do extremismo e do terrorismo com as origens do Islam e sua natureza interior, o que n�o � correto. O Islam e seus m�todos legislativos rejeitam a viol�ncia, o terrorismo e o extremismo, independentemente das raz�es que estejam por tr�s deles. N�o � exagero dizer que o fen�meno moderno da viol�ncia � parcialmente devido � injusti�a no Ocidente e aos padr�es duplos, porque justi�a e imparcialidade s�o os primeiros requisitos para a erradica��o da viol�ncia e do extremismo. O Alcor�o diz: "N�o permita que seu �dio �s pessoas o torne injusto. Seja am�vel; � o mais pr�ximo de ser verdadeiramente consciente de Deus". Do contr�rio, como Dom Quixote, ser�amos encaminhados para os moinhos de vento.

 

 

 

 

 

 

Compilado no dia 22 de Outubro de 2001� por� Yacub A Latif.