ISLAM: O FEN�MENO MAL
COMPREENDIDO� por Yusuf Islam (Cat Stevens)
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O islam hoje � um fen�meno muito mal compreendido.
Infelizmente, as pessoas est�o olhando para os mu�ulmanos em fun��o de alguns
incidentes ocorridos no mundo atual, os quais s�o supostamente um reflexo do
islam. Contudo, eles n�o s�o. Tais incidentes s�o reflexos de um mau
comportamento de mu�ulmanos individualmente, o qual acaba sendo associado com
toda comunidade isl�mica.
� claro que existem mu�ulmanos que s�o bons elementos e
de boas pr�ticas, contudo normalmente estes n�o s�o notados. Usualmente a
televis�o e a m�dia em geral apresenta apenas os elementos maus e
sensacionalistas. A solu��o para isto � que as pessoas n�o olhem para o
mu�ulmano, mas para o Islam.
Seria errado se algu�m julgasse um carro como sendo ruim,
dizendo "esta carro � ruim", apenas porque o motorista est� b�bado e
se acidentou com ele. Na realidade n�o tem nada a ser melhorado no carro. �
preciso melhorar o motorista. Ent�o voc� deve olhar para o carro e ver que tipo
de carro ele �, para perceber que n�o existe nada de errado com ele, mas sim
com o motorista.
O Islam � uma orienta��o para todos seres humanos em suas
vidas di�rias, em sua dimens�o espiritual, mental e f�sica. Mas � preciso
encontrar a fonte desta orienta��o que est� primeiramente no Alcor�o e depois
deste nos exemplos do profeta Muhammad (que a paz e a ben��o de Deus esteja com
ele), o �ltimo profeta. Se chegarmos a estas duas origens, ent�o podemos ver o
islam ideal.
Em Nome de Deus, O Clemente, O
Misericordioso
COMPREENDA O ISLAM E OS MU�ULMANOS� em
O QUE � O ISLAM?
O Islam n�o � uma religi�o nova. Ela � a mesma verdade
que Deus revelou por meio de seus profetas para toda a humanidade. Para um
quinto da popula��o mundial, o Islam � uma religi�o e um sistema de vida
completo. Os mu�ulmanos seguem uma religi�o de paz, miseric�rdia, perd�o, e a
maioria nada tem a ver com os eventos extremamente graves que ficaram
associados com sua f�.
Surata al Fatiha - Surata da
Abertura
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Em Nome de
Deus, O Clemente, O Misericordioso Louvado seja Deus, Senhor do
Universo O Clemente, O Misericordioso Senhor do Dia do Ju�zo S� a Ti adoramos, e s� de Ti
imploramos ajuda Guia-nos � senda reta, � senda dos que agraciastes, n�o � dos abominados, e nem
� dos extraviados |
Esta surata de Abertura do Alcor�o � primordial na ora��o
isl�mica. Ela cont�m a ess�ncia do Alcor�o e � recitada em todas ora��es.
QUEM S�O OS MU�ULMANOS?
Mais de um bilh�o de pessoas de uma vasta classe de
ra�as, nacionalidades e culturas atrav�s do globo, desde as Filipinas at� a
Nig�ria est�o unidas pela f� isl�mica. Aproximadamente 18% vivem no mundo
�rabe; a maior comunidade isl�mica do mundo � a Indon�sia; partes substanciais
da �sia e da maior parte da �frica s�o mu�ulmanas, enquanto a minoria
significativas s�o encontradas na Uni�o Sovi�tica, China, Am�rica e na Europa.
EM QUE OS MU�ULMANOS
CR�EM?
Os mu�ulmanos cr�em em um �nico e Incompar�vel Deus; nos
anjos criados por Ele; nos profetas pelos quais Suas revela��es foram trazidas
� humanidade; no dia do Ju�zo e na presta��o individual de contas pelas a��es
praticadas; na autoridade total de Deus sobre o destino do homem e na vida ap�s
a morte. Os mu�ulmanos cr�em na corrente dos profetas a partir de Ad�o,
incluindo No�, Abra�o, Ismael, Isaac, Jac�, Jos�, J�, Mois�s, Ara�o, Davi,
Salom�o, Elias, Jonas, Jo�o Batista e Jesus, que a paz esteja com eles. Mas a
mensagem final de Deus para o homem, uma confirma��o da mensagem eterna e um
resumo de tudo que acontecera anteriormente, foi revelada ao profeta Mohammad
por interm�dio do anjo Gabriel.
COMO ALGU�M SE TORNA
MU�ULMANO?
Simplesmente por proferir o Testemunho de que "n�o
h� divindade al�m de Deus, e que Mohammad � o Mensageiro de Deus". Com
esta declara��o o crente anuncia a sua f� em todos os mensageiros de Deus, e nas
Escrituras que eles trouxeram.
O QUE O ISLAM
SIGNIFICA?
A palavra �rabe "Islam" significa
"submiss�o". � derivada de uma palavra que significa "paz".
Num contexto religioso, significa total submiss�o � vontade de Deus. Maometano,
portanto, � uma denomina��o errada, porque sugere que os mu�ulmanos adoram a
Mohammad em vez de Deus. "Allah" � a palavra �rabe que significa
Deus, usada pelos �rabes tanto mu�ulmanos como crist�o.
PORQUE O ISLAM PARECE
ESTRANHO?
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O
Islam pode parecer ex�tico ou mesmo extremista no mundo moderno. Talvez isso
acontece porque a religi�o n�o domina a vida do dia a dia no ocidente de
hoje, enquanto os mu�ulmanos t�m a religi�o sempre presente em suas mentes, e
n�o fazem distin��o entre o secular e o sagrado. |
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Acreditam
que a Lei Divina, Shari�a, deve ser tomada seriamente. Por isso, assuntos
relacionados com a religi�o continuam t�o importantes. |
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SER� QUE O ISLAM E O CRISTIANISMO T�M ORIGENS
DIFERENTES? |
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N�o!
Juntamente com o Juda�smo, eles remontam ao Profeta e Patriarca Abra�o. Seus
tr�s profetas s�o descendentes diretos de seus filhos � Mohammad descende do
primog�nito, Ismael, Mois�s e Jesus descendem de Isaac. |
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Abra�o
estabeleceu as bases do que chamamos hoje a cidade de Meca, e construiu a
Caaba, em dire��o da qual todos os mu�ulmanos se voltam quando oram. |
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O QUE � CAABA?
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A
Caaba � o local de adora��o que Deus ordenou Abra�o e Ismael constru�rem h�
aproximadamente 4000 anos atr�s. A constru��o foi feita de pedra, a qual,
muitos acreditam, foi o local original de um santu�rio estabelecido por
Ad�o.Deus ordenou a Abra�o a convocar toda a humanidade para visitar o local,
e quando os peregrinos l� v�o, dizem "Eis - nos aqui, � Senhor!",
em reposta � tal convoca��o. |
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QUEM � MOHAMMAD?
Mohammad nasceu em Meca no ano 570, em um per�odo em que
o Cristianismo n�o tinha-se estabelecido completamente na Europa.
Uma vez que seu pai faleceu antes de seu nascimento, e
sua m�e logo depois, ele foi cuidado pelo seu tio, pertencente � respeitada
tribo dos coraixitas.
� medida que ia crescendo, tornou-se conhecido pela sua
retid�o, generosidade e sinceridade, a tal ponto que era procurado pela sua
capacidade de arbitrar nas disputas. Os historiadores descrevem-no como calmo e
meditativo.
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Mohammad
possu�a uma natureza profundamente religiosa, e abominava a decad�ncia de sua
sociedade. Ele adquiriu o h�bito de meditar na caverna de Hir�, perto do topo
da Montanha da Luz (Jabal al-Nur) em Meca. |
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COMO ELE RECEBEU A
REVELA��O?
Aos quarenta anos de idade, enquanto estava empenhado em
um retiro meditativo, Mohammad recebeu sua primeira revela��o de Deus por
interm�dio do anjo Gabriel. Essa revela��o, que prosseguiu por vinte e tr�s
anos, � conhecida como Alcor�o.
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T�o
logo ele come�ou a recitar as palavras que ele ouviu de Gabriel, e a pregar a
verdade que Deus havia lhe revelado, ele e seu pequeno grupo de seguidores
sofreram persegui��es amargas, que se tornaram t�o violenta no ano de 622 que
Deus lhes ordenou que emigrassem. Este evento, a H�gira (migra��o), na qual
eles se mudaram de Meca para a cidade de Medina, cerca de 260 milhas ao
norte, marca o in�cio do calend�rio mu�ulmano. |
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Depois
de muitos anos, o profeta e seus seguidores retornaram a Meca, onde perdoaram
seus inimigos e estabeleceram o Islam definitivamente. Antes que o profeta
morresse, aos 63 anos de idade, a maior parte da Ar�bia j� era mu�ulmana, e
um s�culo ap�s sua morte, o Islam tinha se difundido at� a Espanha no
ocidente e at� a China no oriente. |
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COMO A DIFUS�O DO ISLAM
AFETOU O MUNDO?
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Entre as raz�es da difus�o r�pida e pac�fica do Islam h� a simplicidade a
simplicidade de sua doutrina � o Islam convoca para a cren�a no �nico Deus
Merecedor de adora��o. O Islam tamb�m freq�entemente instrui o homem a usar
seus poderes de intelig�ncia e observa��o.
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Dentro de poucos anos, grandes civiliza��es e
universidades floresceram, uma vez que, de acordo com o profeta:
"Procurar o conhecimento � uma obriga��o de todo mu�ulmano e
mu�ulmana". |
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A s�ntese das id�ias orientais e ocidentais e os
pensamentos novos e antigos geraram grandes avan�os na medicina, matem�tica,
f�sica, astronomia, geografia, arquitetura, arte, literatura e hist�ria, e
tamb�m o conceito do zero(fundamental para o desenvolvimento da matem�tica),
foram transmitidos � Europa medieval pelo Islam. Foram desenvolvidos instrumentos sofisticados,
que possibilitaram as viagens dos europeus de descobrimento, incluindo o
astrol�bio, o quadrante e os bons mapas de navega��o. |
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QUE � O ALCOR�O?
O Alcor�o � um registro das palavras exatas reveladas por
Deus por interm�dio do anjo Gabriel ao Profeta Mohammad. Foi memorizado por
ele, e ent�o ditado aos seus companheiros, e registrado pelos seus escribas,
que o conferiram durante sua vida. Nenhuma palavra de suas 114 suratas foi
mudada ao longo dos s�culos. Assim, o Alcor�o �, em cada detalhe, o �nico e
miraculoso texto que foi revelado a Mohammad quatorze s�culos atr�s.

DE QUE TRATA O ALCOR�O?
O Alcor�o, a derradeira palavra de Deus revelada, � a
principal fonte da f� e da pr�tica de todo mu�ulmano. Ele trata de todos os
assuntos relacionados conosco, como seres humanos: sabedoria, doutrina, rituais
e lei, mas seu tema b�sico � o relacionamento entre Deus e Suas criaturas. Ao
mesmo tempo ele proporciona orienta��o para uma sociedade justa, uma conduta
decente e um sistema econ�mico eq�itativo.
H� OUTRAS FONTES
SAGRADAS?
Sim, a Sunnah, a pr�tica e o exemplo do profeta � a
segunda autoridade para os mu�ulmanos. Um hadith � a narra��o fiel transmitida
a respeito do que o profeta disse, fez ou aprovou. Crer na sunnah faz parte da
f� isl�mica.
EXEMPLOS DOS DITOS DO
PROFETA
O profeta disse:
"Deus n�o tem miseric�rdia daquele que n�o tem
miseric�rdia dos outros"
"Ningu�m de v�s cr� realmente antes de desejar ao
seu irm�o o que deseja a si pr�prio"
"Aquele que se alimenta enquanto o seu vizinho est�
passando fome n�o � crente"
"O comerciante honesto est� associado aos profetas,
aos santos e aos m�rtires"
"O poderoso n�o � aquele que derruba os outros; o
poderoso � aquele que controla e si pr�prio em um acesso de c�lera"
"Deus n�o vos julga baseado em vossos corpos e
apar�ncias, mas perscruta vossos cora��es e examina vossas obras"
" �Um homem caminhava em uma estrada e sentiu muita
sede. Encontrando um po�o, nele desceu e subiu. Ent�o viu um c�o arfando,
tentando lamber a lama para amainar a sede. O homem percebeu que o c�o estava
sentindo a mesma sede que ele sentira antes. Ent�o, ele desceu novamente no
po�o e encheu o seu sapato com �gua e deu de beber para o c�o. Por isto Deus
perdoou os pecados do homem.� Foi perguntado: �� Mensageiro de Deus, seremos
acaso recompensados por nossa bondade para com os animais?� Ele respondeu: �H�
recompensa pela bondade demonstrada por qualquer ser vivo�"
extra�dos das cole��es de hadith de Bukhairi, Muslim e Baihaqui.
QUAIS S�O OS CINCO
PILARES DO ISLAM?
S�o a estrutura da vida do mu�ulmano: a f�, a
ora��o, o interesse pelo necessitado (zakat), a auto-purifica��o (jejum) e a
peregrina��o � Meca para quem tiver posses para tal.
1. A f�
chahada inscrita sobre a entrada do Pal�cio Osman
Topkapi (o museu possui um manto usado pelo profeta, entre outros tesouros).
Istambul
N�o h� outra divindade al�m de Deus e Mohammad �
seu Mensageiro.
Esta declara��o de f� � chamada Chahada , uma f�rmula simples que todo o crente
pronuncia.
Em �rabe, a primeira parte �: la ilaha �lal-lah (n�o h�
outra divindade al�m de Deus). Ilaha (divindade) pode se referir a qualquer coisa
que podemos ser tentados a colocar no lugar de Deus: riqueza, poder e
similares. Ent�o vem, illal-lah (al�m de Deus), a Fonte de toda cria��o.
A Segunda parte da Chahada � Mohammad Rasul lul-lah
(Mohammad � o mensageiro de Deus). Uma mensagem de orienta��o que veio por
interm�dio de um homem como n�s mesmos.
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2. A Ora��o Salat � o nome das
ora��es obrigat�rias que s�o praticadas cinco vezes ao dia, e s�o um elo
direto entre o adorador e Deus. N�o h� autoridade hier�rquica no Islam, nem
padres, assim, as ora��es s�o dirigidas por uma pessoa com instru��o, que
conhece o Alcor�o, escolhido pela comunidade. Essas cinco ora��es di�rias
cont�m vers�culos do Alcor�o que s�o recitados em �rabe, a linguagem da
Revela��o, ao passo que as s�plicas pessoais podem ser feitas no idioma de
cada um. As ora��es s�o praticadas na alvorada, ao meio dia, no meio da
tarde, ao crep�sculo e � noite, e assim determinam o ritmo do dia todo. Apesar
de ser prefer�vel praticar a ora��o em conjunto, em uma mesquita, o mu�ulmano
pode orar em qualquer lugar, tal como campo, escrit�rio, f�brica e
universidade. Os visitantes do mundo isl�mico ficam impressionados com a
domin�ncia das ora��es na vida cotidiana. |
Tradu��o do Chamado �
ora��o Deus �
Grandioso, Deus � Grandioso Deus �
Grandioso, Deus � Grandioso Testemunho
que n�o h� outra divindade al�m de Deus Testemunho
que n�o h� outra divindade al�m de Deus Testemunho
que Mohammad � o Mensageiro de Deus Testemunho
que Mohammad � o Mensageiro de Deus Vinde �
ora��o! Vinde � ora��o! Vinde �
salva��o! Vinde � salva��o! Deus �
Grandioso, Deus � Grandioso N �o h�
outra divindade al�m de Deus |
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3.
Zakat A pessoa piedosa deve
tamb�m dar tanto quanto possa como caridade (sadaca), e faz�-lo
preferivelmente em segredo. Apesar que esta palavra possa ser traduzida como
"caridade volunt�ria", ela tem um significado mais amplo. O profeta
disse: "Mesmo o
encontrar o seu irm�o com o rosto risonho � caridade" O Profeta disse "A
caridade � uma necessidade para todo mu�ulmano", foi-lhe perguntado:
"e se a pessoa n�o tiver nada para dar?", o profeta
respondeu: "Deve trabalhar com suas pr�prias m�os para o seu
benef�cio e ent�o dar algo de tal ganho em caridade." Os
companheiros perguntaram: " e se ele foi incapaz de trabalhar?"
O profeta respondeu: "Ele deve ajudar os pobres e necessitados",
perguntaram novamente: "e se n�o puder fazer isto?", o
profeta respondeu: "deve incitar as pessoas a praticarem o bem"
e os companheiros perguntaram ainda "e se tamb�m n�o puder fazer
isto?" O profeta respondeu "Deve se afastar da pr�tica do
mal, que isto tamb�m � caridade." |
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4. O Jejum
Todo ano, durante o m�s de Ramadan, todos os mu�ulmanos jejuam
desde a alvorada at� o por do sol, abstendo-se da comida, da bebida e das
rela��es sexuais. Quem estiver doente, for idoso, ou em viagem, e mulher
gr�vida ou amamentando � permitido quebrar o jejum e jejuar o mesmo n�mero de
dias em outra �poca do ano. Se houver incapacidade f�sica para faz�-lo, devem
alimentar uma pessoa necessitada para cada dia n�o jejuado. As crian�as come�am
a jejuar (e praticar as ora��es) a partir da puberdade, apesar de muitos
come�arem mais cedo.
Apesar do jejum ser muito ben�fico para a sa�de, �
considerado um m�todo de purifica��o pessoal. Ao privar-se dos confortos
mundanos, mesmo por um per�odo curto, o jejuador adquire verdadeira simpatia
por aqueles que sofrem fome, ao mesmo tempo desenvolve a sua vida espiritual.
Tendas de Peregrinos
5. O Hajj
A peregrina��o anual a Meca (hajj) � uma obriga��o
somente para aqueles que s�o f�sica e financeiramente capazes de empreend�-la.
Portanto, dois milh�es de pessoas aproximadamente v�o a Meca cada ano, de toda
parte do Globo, oferecendo uma �nica oportunidade para os provenientes de
na��es diferentes a se encontrarem. Apesar de Meca estar sempre cheia de
visitantes, o hajj anual come�a no d�cimo segundo m�s do calend�rio isl�mico
(que � lunar, n�o solar, assim o hajj no ver�o, outras no inverno). Os
peregrinos vestem roupas especiais: vestimentas simples que eliminam as
distin��es de classes e cultura, assim todos ficam iguais perante Deus.
Os rituais do hajj foram substitu�das por Abra�o,
incluindo o circundar a Caaba por 7 vezes, e o percorrer 7 vezes a dist�ncia
entre os montes Safa e Marwa, como fez Hagar durante a sua procura de �gua.
Ent�o os peregrinos se p�em em p� no vasto vale de Arafat e se juntam em ora��o
para pedir o perd�o a Deus. Pensa-se que esta cena � uma vis�o do Dia do Ju�zo
Final.
Nos s�culos passados, o hajj era um empreendimento �rduo.
Hoje, por�m, a Ar�bia Saudita fornece �gua, transporte moderno e as mais
modernas facilidades de atendimento m�dico a milh�es de pessoas.
O encerramento da peregrina��o � marcado por um festival,
Eid-Al-Adha, celebrado com ora��es e troca de presentes entre as comunidades
isl�micas. Este Eid e o Eid-al-Fith, uma festa comemorando o final de Ramadan,
s�o as principais festas do calend�rio isl�mico.
PORQUE A FAM�LIA � T�O
IMPORTANTE PARA OS MU�ULMANOS?
A fam�lia � a base da sociedade isl�mica. A paz e a
seguran�a oferecidas por uma unidade familiar est�vel � muito valorizada e
vista como essencial para o desenvolvimento espiritual de seus membros. Uma
harmoniosa ordem social � criada pela exist�ncia de fam�lias numerosas; os
filhos s�o muito apreciados, e raramente deixam suas casas antes de casarem.
QUAL O PAPEL DA MULHER
NO ISLAM?
O Islam v� a mulher, quer solteira ou casada, como uma
pessoa com seu pr�prio direito, com o direito de possuir e dispor de sua
propriedade e ganhos. O dote � dado pelo noivo � sua noiva para seu pr�prio uso
pessoal e ela conserva o seu nome de fam�lia em vez de adotar o nome do marido.
Espera-se que ambos, homens e mulheres, usem roupas
modestas e dignificantes. As roupas tradicionais da mulher vistas em alguns
pa�ses mu�ulmanos s�o sempre a express�o de costumes locais.
O Mensageiro de Deus disse: "O melhor dentre v�s �
aquele que melhor trata sua esposa, e eu sou o melhor que trata a esposa"
�
A RELIGI�O DO ISLAM
Sharifa Carlo
Desde nossa cria��o, os homens
t�m ponderado a respeito dos mist�rios existenciais da vida. As mesmas quest�es
t�m nos perseguido atrav�s dos s�culos, "De onde eu vim?", "Por
que estou aqui?", "O que � esperado de mim?", "Para onde
vou?" e "Isto � tudo que existe?" Alguns de n�s gastam toda uma
vida perseguindo as respostas para tais quest�es, outros de n�s parecem se
contentar aceitando as respostas providas pelas nossas religi�es e culturas
individuais, ao passo que outros decidem ignorar este instinto b�sico de
encontrar respostas, mesmo que inconscientemente. Os mu�ulmanos tem uma
tradi��o muito forte de procurar conhecimento, e o mais fundamental � aquele
que nos levar� a respostas para estas quest�es.
Sabemos que a forma de alcan�ar a
verdade plenamente � analisar objetivamente todas as evid�ncias dispon�veis,
formular uma tese, pesquisar cuidadosamente cada parte da evid�ncia e
finalmente obter nossa conclus�o.
Pesquisar respostas para nossos
dilemas individuais deveria receber tanta aten��o quanto a pesquisa de uma
teoria liter�ria perfeita, quanto o chip de computador mais r�pido, ou quanto a
�ltima descoberta cient�fica. Na realidade, tais respostas s�o mais importantes
e essenciais para n�s humanos que qualquer outro tipo pesquisa.
O Islam, como todas as religi�es,
tem respostas para aquelas quest�es, mas diferentemente das outras religi�es,
estas respostas n�o satisfazem apenas o cora��o ou ao esp�rito, mas tamb�m a
mente, e esta � a chave para obter a satisfa��o genu�na que a verdade tem sido
finalmente alcan�ada.
De onde eu vim?
Como resultado da an�lise das
evid�ncias dispon�veis, o mu�ulmano sabe que existe um Criador, que n�s somos
criados por um Deus Onipotente e Am�vel. Consequentemente, este ser racional
pode ver a gl�ria e a maravilha do mundo ao seu redor e concluir que isto era
um acidente providencial. Imagine um estudante que se dirigiu ao seu professor
� mostrou-lhe a cadeira e disse "Isto foi criado pelo atrito do vento na
�rvore; depois de s�culos de atrito em v�rias dire��es, este objeto emergiu
como este produto final". O professor provavelmente iria rir, mas nunca
ser convencido. Da mesma forma, as teorias puramente cient�ficas falham ao
explicar completamente como este mundo poderia ter tal perfei��o na intera��o
dos ecossistemas, sistemas biol�gicos, sistemas filos�ficos, sistemas
geol�gicos, e sistemas astrol�gicos. Todos estes sistemas s�o interdependentes.
At� o momento ainda n�o existe
nenhuma teoria que n�o leve a um conhecimento desconhecido � a for�a
origin�ria.
Quem � este Criador?
Saber que existe um Criador n�o �
suficiente. N�s precisamos saber quem � este Criador. A melhor forma de definir
isto � definir os atributos necess�rios de um criador. Desde que reconhecemos
que nossas habilidades como humanos s�o limitadas � n�s somos incapazes de
iniciar uma cria��o a partir do v�cuo � n�s sabemos que o Criador n�o pode ser
humano. Este ponto essencial nos ajuda a descartar muitas teorias religiosas
baseadas nesta premissa. Ent�o n�s sabemos que nada menos que um humano, como
um animal que tem menos intelectualidade que n�s ou como a natureza que n�o tem
intelecto, n�o podem ser nossos criadores. Se o homem em sua mentalidade
superior n�o � o criador, ent�o isto seria imposs�vel para qualquer outra
criatura com mentalidade inferior. Tamb�m sabemos que este criador nos deixaria
algumas evid�ncias para levar-nos a conhec�-lo. Estas evid�ncias nos provaria
em muito n�veis � intelectualmente, cientificamente, emocionalmente e
logicamente � que elas s�o verdadeiras. O Alcor�o t�m estas evid�ncias. Ent�o
quando a l�gica razo�vel do indiv�duo analisa o Alcor�o, ele se torna
mu�ulmano, concluindo que existe um Sapient�ssimo Criador Todo Poderoso, Deus.
Por que estou aqui?
Uma vez que a pessoa aceita que
ele foi criado por um �nico e Verdadeiro Deus, Al�, ele cai na pr�xima quest�o
"Por que estou aqui?" "Qual a proposta para a qual fui
criado?". O Alcor�o responde que nossa proposta de vida � adorar Al�. Al�
nos criou neste lugar como um grau de teste para n�s, para vermos se n�s somos
merecedores do pr�mio final, o para�so. Mas, como concluir isto? F�cil. Olhemos
em volta para circunst�ncias de nossa vida. Ume exame cuidadoso mostra que todo
evento em nossa vida tem correla��o direta ou indireta com outros eventos. Por
exemplo, alguns eventos do passado nos prepararam para enfrentar uma crise
atual. Nossas vidas s�o configuradas como um teste que nos fortalece e nos
prepara para um pr�ximo n�vel. � �bvio que vamos sendo lentamente refinados e
purificados, tanto que podemos cultivar a for�a necess�ria para enfrentar os
desafios finais.
O que � esperado de mim?
Uma vez que o mu�ulmano tem
alcan�ado esta compreens�o, � necess�rio saber o que � esperado dele, em termos
de adora��o. Para fazer isto, ele deve se orientar �s fontes enviadas por Al�.;
Nenhum Criador Misericordioso deixaria Sua cria��o sem orienta��o. Esta
orienta��o vem do exemplo dos profetas enviados ao longo dos tempos para mostrar
� humanidade o caminho do Para�so.
Estes profetas, como Ad�o, No�,
Abra�o, Mois�s, Jesus e Mohammad (paz e ben��o estejam sobre todos eles),
vieram com a mesma mensagem: adorar apenas aO �nico Deus e n�o atribuir-Lhe
parceiros. Eles tamb�m nos legaram ordens pr�ticas para nos ajudar em nossa
exist�ncia nesta terra. Freq�entemente, tais ordens eram pela conduta dos
nossos amados profetas e s�o hoje valores comportamentais que nos ajudam a
viver com paz e contentamento nesta vida, preparando-nos para a pr�xima. Tais
valores s�o como rejeitar subst�ncias e comportamentos prejudiciais e
incentivar padr�es de comportamento que nos beneficiam tanto enquanto
indiv�duos como quanto membros de uma sociedade em geral.
Para onde vou?
Uma vez que temos completado nossa
miss�o nesta terra, o que n�s devemos esperar? O mu�ulmano, nesta altura
alcan�a a compreens�o de que ele tem tudo o que ele p�de agradar seu Criador, e
espera uma recompensa por esta a��o. A recompensa � o Para�so. Ele sabe esta �
a verdade assim como o pesquisador sabe que mesmo n�o enxergando al�m de um
certo ponto no universo, mais espa�o existe. A evid�ncia � conclusivamente
provada pela circunst�ncia. N�s sabemos que existe um Criador, que este Criador
� Al�, e Ele tem nos mandado profetas e tem nos prometido o Para�so como
recompensa de nossas vidas bem vividas. N�s tamb�m sabemos que assim como para
esta vida existe puni��o para o mau, na pr�xima vida seremos punidos pela
desobedi�ncia. Temos j� visto que esta vida � meramente um teste, e como todos
os testes, � meramente preparat�ria.
Isto � tudo o que existe?
Al�m de tudo, a conclus�o � que
isto n�o � tudo o que existe, pois � inconceb�vel que este mundo limitado
criado � nosso �nico dom�nio. Deus nos prometeu uma vida futuram, paz,
serenidade, amor, contentamento e prazer para aqueles que O adoram e O
obedecem. Ele nos prometeu um pr�mio para a��es positivas. Por outro lado, Ele
prometeu uma puni��o para aqueles que O desobedecem e persistem em suas m�s
a��es. Para prepararmo-nos a aceitar esta premissa, Ele criou para n�s um teste
que enfatiza estes valores. Por enquanto, n�s sabemos que se um indiv�duo
trabalha e estuda seriamente, ele ir� obter um bom trabalho e viver mais
confortavelmente que um que n�o o faz. Esta � a regra, que funciona na maioria
dos casos. Na pior das hip�teses, ele ter� o benef�cio do pr�prio conhecimento.
Uma a��o positiva produz uma recompensa positiva. N�s tamb�m sabemos que se um
indiv�duo comete um ato mau, provavelmente ser� punido, se n�o pela sociedade
ent�o por si pr�prio. Ent�o uma a��o negativa produz um efeito negativo.
Conclus�o
Definitivamente n�o existe
nenhuma forma para provar a exist�ncia de Deus. Ningu�m pode apontar para Ele e
dizer "Olhe pare Ele. L� est� Ele". Mas n�s podemos observar Suas
obras, Sua cria��o e saber que n�o pode existir cria��o sem um criador. N�s n�o
olhamos para a cadeira e dizemos que ela foi criada por ela mesma. N�s sabemos
que algum ser a tem criado. Para saber quem � este criador, n�s temos que
seguir os ind�cios que Ele nos deixou. N�s temos que definir o que n�s
consideramos ser um Deus, e definir suas caracter�sticas. Como mu�ulmanos, n�s
encorajamos e convidamos a voc� estudar o Alcor�o, para analis�-lo e compar�-lo
com outras fontes de sabedoria existencial, e n�s desafiamos voc� a encontrar a
verdade em qualquer outra fonte. Voc� n�o encontrar�.
PROFECIA, PROFETAS E AP�STOLOS DE DEUS
Assume import�ncia capital entender o significado
destes voc�bulos para os mu�ulmanos. Para fazer chegar � humanidade SUAS
MENSAGENS, Deus escolheu HOMENS especiais, dentre os homens, para cumprirem
essa tarefa. Todavia: Profeta, Ap�stolo, Mensageiro ou Enviado, n�o significam
a mesma coisa, n�o s�o sin�nimos.
Profecia, na nomenclatura isl�mica, n�o significa
vaticinar sobre o futuro, ou adivinhar, ou predizer o porvir, como o voc�bulo
possa indicar, no �mbito filol�gico. Profecia, no contexto isl�mico, significa
a- ilumina��o de Deus para um homem de bem, de virtudes, a fim de servir, esse
homem-Profeta, com a sabedoria recebida de Deus, de Guia-Orientador para sua
gente e para seu tempo. J� o Ap�stolo ou Enviado ou Mensageiro de Deus, �,
necessariamente, um Profeta a quem Deus confia um Livro Sagrado, pelo processo
da REVELA��O, que contenha uma doutrina, um c�digo, uma lei. Assim, fica claro
que todo Enviado de Deus � um Profeta, mas nem todo profeta � enviado de Deus,
porque o Profeta pode n�o ter a miss�o de pregar uma nova doutrina, e apenas
revigorar e fortalecer uma doutrina j� existente, por�m esquecida parcialmente,
ou deturpada em alguns princ�pios.
Para simplificar, dizemos:
- PROFETA: � um homem que tem como incumb�ncia
(por parte de Deus) revigorar, fortalecer e reesclarecer urna doutrina
religiosa j� existente.
- AP�STOLO, MENSAGEIRO ou ENVIADO DE DEUS: � um
homem a quem Deus REVELA uma Mensagem, ou um LIVRO SAGRADO, contendo uma Nova
Doutrina e uma Lei Divina e Completa.
Ent�o, dizemos que Muhammad S.A.A.W.S. (Maom�) �
um ProfetaAp�stolo (Enviado) de Deus, cuja Mensagem Divina � o Alcor�o Sagrado,
a ele revelado por Deus atrav�s do Arcanjo GABRIEL.
Os mu�ulmanos cr�em em todos os Profetas-Ap�stolos
de Deus, porque assim os ordena o Sagrado Alcor�o, Palavra Aut�ntica de Deus,
que ordena a todos os mu�ulmanos:
"Dizei: Cremos em Deus, e cremos no que foi
revelado a n�s e no que foi revelado a Abra�o e a Ismael e a Isaac e a Jac� e
�s tribos (filhos de Jac�), e cremos no que foi dado a Mois�s (Tor�)
e a Jesus (Evangelho), e no que foi dado aos profetas pelo Senhor
deles. N�o fazemos distin��o entre eles, e a Ele (Deus) somos mu�ulmanos."
Alcor�o
2:136 7
Eis, portanto, a grande UNI�O entre todas as
mensagens reveladas, e entre todos os mensageiros (Enviados de Deus). Esta
UNI�O constitui a base s�lida da concep��o isl�mica. E a cren�a dos mu�ulmanos
em todas as Mensagens, e em todos os Mensageiros de Deus, obriga-nos a n�o
discriminar entre os Enviados de Deus, pois se um mu�ulmano descrer de algum
Profeta-Ap�stolo, ter� comprometido TODA a sua f�, conforme diz o Alcor�o:
"Aqueles que descr�em de Deus e de Seus
Ap�stolos, querendo negar as liga��es entre Deus e Seus Ap�stolos e dizem:
"Cremos em alguns Ap�stolos e descremos de outros", e pretendem nisto
uma sa�da, esses s�o verdadeiramente descrentes. Aos descrentes Deus reservou
uma puni��o degradante. Mas aqueles que cr�em em Deus e em Seus Ap�stolos e n�o
discriminam nenhum dentre os Ap�stolos (de Deus), Deus lhes dar�
Suas Recompensas, porque Deus � Indulgente e Misericordioso."
Alcor�o
4:150,151,152 8
A cren�a na UNICIDADE de Deus demanda a unidade da
religi�o que Ele, Deus, enviou � humanidade, e a unidade de Seus Ap�stolos que
transmitiram Sua Mensagem � fam�lia humana.
Portanto, toda descren�a quanto � unidade dos
Ap�stolos de Deus, e da Mensagem Divina � descrer, na realidade, da unidade
(unicidade) de Deus.
A f� � uma unidade indiv�svel. A f� em Deus � a f�
na Sua UNICIDADE. E Sua Unicidade demanda a unidade da Religi�o que Ele quiz
para os homens.
Mu�ulmanos, portanto, s�o os que sua
cren�a abrange a f� em Deus e em Seus Ap�stolos TODOS, sem nenhuma
discrimina��o, pois a totalidade dos Ap�stolos merece, dos mu�ulmanos, o
respeito e a credibilidade. E todas as religi�es celestiais s�o verdadeiras
para os mu�ulmanos, desde que n�o tenham, as religi�es, sofrido modifica��es e
altera��es.
A FAM�LIA DA VIRGEM MARIA
N�o se pode biografar Jesus Cristo sem enfocar a
m�e dele: a Virgem Maria, e suas origens.
Ficar�o, certamente, surpresos todos aqueles que
souberem que a Virgem Maria ocupa, no Alcor�o Sagrado, um espa�o e um lugar
singulares!
Nenhuma mulher, entre todas, � citada pelo nome,
no Livro Sagrado dos mu�ulmanos, exceto Maria, m�e de Jesus! Nem a m�e de
Maom�, nem a esposa ou as filhas dele, s�o nominadas no Alcor�o, e entretanto,
a m�e de Jesus Cristo � citada mais de trinta (30) vezes!
Ali�s, nem a B�blia Sagrada dos crist�os dedica �
m�e de Jesus, o espa�o, a venera��o e a exalta��o a ela dedicados pelo Livro
dos mu�ulmanos!
Os pr�prios crist�os, se quiserem conhecer melhor
a genealogia da Virgem Maria, necessitar�o recorrer � leitura do Alcor�o, onde
encontrar�o detalhes e min�cias, absolutamente �nicas, que n�o constam do NOVO
TESTAMENTO.
0 terceiro cap�tulo do Sagrado Alcor�o, que � a
segunda mais extensa das Suratas, tem por t�tulo o nome da fam�lia da Virgem
Maria: AL IMR�N.
IMR�N � o pai de Maria, o av� materno de Jesus Cristo.
E o d�cimonono cap�tulo (Surata) do Alcor�o tem por t�tulo o nome da Virgem:
Surata de MARIAM .25 A Surata de Mariam cont�m o relato da concep��o e da
gravidez de Maria, e o nascimento de Jesus, todos acontecimentos e fatos
miraculosos. Mas, afinal, quem foi Maria? 0 Sagrado Alcor�o responde:
"A mulher de lmr�n (pai de Maria) disse (a
Deus): "Senhor Meu, consagrarei a Ti, totalmente, o que tenho no ventre
(estava gr�vida). Aceita-o de mim, porque �s Oniouvinte, Onisciente".
Quando deu � luz (Maria) ela disse: "Senhor meu, dei � luz uma
menina". Deus j� o sabia. "E var�o n�o � como virago, e dei-lhe o
nome de Maria, e ponho-a e sua descend�ncia sob Tua Prote��o para livr�-la do
maldito satan�s". Deus aceitou-a e f�-la crescer magnificamente, e designou
Zacarias para tutel�-la. Sempre que Zacarias entrava no orat�rio, para v�-Ia,
encontrava-a provida de v�veres (frutas n�o da temporada) e perguntava: Maria,
como o obtiveste? Ela dizia: � da parte de Deus, pois Deus prov�, fartamente, a
quem Ele quizer."
Alcor�o
3:35,36,37 26
Estes vers�culos resumem a hist�ria do nascimento
de Maria, a qual n�o � contada, assim, pela B�blia.
IMR�N, o pai de Maria, era sacerdote israelense,
em NAZAR�, e descendia de DAVI e de RUTE, de cuja descend�ncia, conforme a
PROFECIA, viria o Messias.
A mulher de IMR�N, quando se viu gr�vida, e
pensando que daria � luz um menino, fez voto de do�-lo (consagr�-lo) ao TEMPLO,
porque somente homens serviam aos santu�rios.
A m�e de Maria prometeu a Deus o que lhe era mais
caro: o filho que trazia em suas entranhas. Prometeu-o totalmente a Deus.
Somente para Deus. Essa confid�ncia para com Deus, por parte da m�e de Maria,
indica a confian�a, a proximidade, a intimidade mesmo, que havia entre a
criatura... e 0 CRIADOR. Nenhum bem lhe parecia maior do que sua filha - Maria
estivesse na Potestade de Deus.
Mas IMR�N, pai de Maria, falece antes do
nascimento da filha. A m�e dela levou-a para os guardi�es do TEMPLO de
Jerusal�m, para decidirem sobre o destino da menina que, por voto da m�e, f�ra
consagrada ao servi�o do templo.
Os guardi�es do Templo de Jerusal�m recorreram ao
sorteio, para ver quem ficaria com a guarda (tutela) de Maria. 0 contemplado
foi Zacarias, esposo da tia de Maria, Elizabete, irm� da m�e dela. Este fato �
relatado, assim, pelo Alcor�o:
"Esses s�o fatos do (mundo) transcendental
que te revelamos (� Muhammad), pois n�o estavas presente quando eles sacerdotes
de Jerusal�m), por sorteio, decidiram quem tutelar� Maria, nem estavas presente
quando se desentenderam."
Alcor�o
3:44 27
LEMBRETE: Maom� (Muhammad S.A.A.W.S. recebe
revela��o de Deus a respeito de Maria - e de Jesus -, no meio de um povo que
rejeitava a Maom� e � sua religi�o. Se ele n�o fosse, verdadeiramente, Enviado
de Deus, n�o teria tornado p�blico esses dizeres que n�o constavam em quaisquer
Escrituras Sagradas, anteriores ao Alcor�o.
E Maria foi crescendo em Jerusal�m, no Templo, e
foi recebendo a visita dos anjos que lhe anunciavam que Deus a exaltara e a
escolhera - dentre todas as mulheres - e a purificara. Isto � contado no
Alcor�o:
"Os anjos disseram: 0 Maria,
Deus elegeu-te e purificou-te e elevou-te sobre as mulheres do mundo. � Maria,
consagra-te a Teu Senhor, inclina-te e prostra-te com os orantes."
Alcor�o
3:42,43 23
A express�o "Purificou-te", aqui, refere-se
ao que, no futuro, ir� cercar a concei��o e a gravidez de Maria e o nascimento
de Jesus, de d�vidas e achaques que os judeus vir�o a lan�ar sobre Maria, a
Pura, a Imaculada!
Ainda "Purificou- te", que est� no
vers�culo cor�nico, refere-se � n�o-menstrua��o de Maria, que jamais
menstruou-se.
Passado algum tempo, a m�e de Maria veio de Nazar�
a Jerusal�m. Ao regressar, levou a filha para passar alguns dias com ela. Em
Nazar�, pediu Maria, em casamento, o Jos�, filho de Jac�, um parente dela, e
descendente de Davi. Maria ficou triste com o noivado, pois sempre ouvira no
Templo de Jerusal�m, que o Messias nasceria de uma virgem da genealogia de
Davi, e sonhava ser - como sonhavam as virgens de Israel - ela a m�e do
Messias.
0 noivado de Maria e Jos� foi anunciado. Maria
voltou a Jerusal�m, enquanto Jos� permanecia em Nazar�, trabalhando para obter
o necess�rio, a fim de constituir o novo lar.
Em Jerusal�m, no Templo, Maria orava a Deus, e
rezava fervorosamente. Numa certa noite, pareceu-lhe que havia algu�m em seu
aposento. Assustada, ela com voz baixa e tr�mula:
- H� algu�m aqui?
Eis que uma voz suave responde, sem que algu�m
fosse visto:
- Sou Enviado de Deus para voc�, Maria.
Maria f�ra eleita por Deus para uma miss�o
fant�stica.
Uma luz celestial invade o aposento de Maria, e os
anjos se fazem presentes diante dela, e um sentimento indescrit�vel mexe com
seu peito, e toma conta de todo seu ser. 0 Alcor�o Sagrado assim descreve esse
momento:
"E os anjos disseram: 0 Maria,
Deus anuncia a ti uma Palavra (verbo) d'Ele, cujo nome � o Messias, Jesus,
Filho de Maria, not�vel neste mundo e no mundo do al�m, e � dos �ntimos de
Deus. E falar� ao povo ao nascer, e quando velho ser� dos virtuosos. Disse
(Maria): Senhor meu, como poderei ter um filho se humano algum me tocou?
Disse-lhe (o anjo): Deus cria o que deseja, e quando Ele decide algo,
simplesmente diz-lhe: S�! E Ser�."
Alcor�o
3:45,46,47
Sobre Maria, interessa-nos da vida dela o que est�
ligado a Jesus, o tema central deste livro. Ent�o ficamos sabendo, gra�as ao
Alcor�o Sagrado, que Maria descendia de uma fam�lia religiosa, e o pai dela era
sacerdote no Templo de Nazar�, cuja ascend�ncia geneal�gica remonta ao Profeta
(e rei) DAVI. E Maria j� estava destinada em voto pela m�e dela, para servir o
Templo. Mas estava destinada por Deus, para uma miss�o muit�ssimo maior, e para
um feito singular:
Ser a m�e VIRGEM de Jesus, 0 Cristo!
JESUS
CRISTO
0 Alcor�o Sagrado � Livro Divino, e o mu�ulmano
que duvidar disto, deixa de ser mu�ulmano. Este Alcor�o cont�m um cap�tulo
(Surata) intitulado: Maria, onde est� registrado como aconteceu a CONCEI��O da
Virgem, sua gravidez e o nascimento de Jesus.
Eis a tradu��o do texto do Alcor�o:
"E menciona, no Livro (Alcor�o), Maria,
quando afastou-se de sua fam�lia para um lugar ao leste. E N�s (Deus) enviamos a ela um
esp�rito Nosso apresentando-se a ela na forma perfeita de um humano. Maria
disse a ele: "Pe�o a Deus, 0 Clemente, que me livre de ti. Espero que
sejas piedoso". Disse-lhe o anjo): "Sou enviado do Teu Senhor (Deus)
para agraciar-te um menino santo". Disse Maria: "Como poderei ter um
menino, se humano algum jamais me tocou, e nunca fui impura?" Disse (o
anjo) � Maria: "Assim ser�, disse Teu Senhor, porque Me � f�cil, e faremos
dele (de Jesus) um Sinal para a humanidade e Uma Gra�a Divina". E a
quest�o consumou-se. (Maria) Concebeu-o e retirou-se para um lugar distante. As
dores do parto levaram-na at� o tronco de uma tamareira. Disse (Maria): Prefiro
ter morrido antes disto, e ca�do no esquecimento total. E, eis que uma voz,
vinda de baixo, chamou-a: N�o fiques triste, porque Teu Senhor (Deus) fez
correr um riacho a teus p�s. Sacode o tronco da tamareira, e cair�o para ti
frutos maduros e frescos. Come e bebe e acalma-te. E quando encontrardes alguma
pessoa, dize: "Fiz um voto de sil�ncio ao Clemente (Deus), e hoje n�o
conversarei com ningu�m." E voltou � sua gente carregando-o (ao filho).
Disseram a ela: "� Maria, tu cometeste um ato imoral. � irm� de Aar�o, teu
-pai n�o era um homem mau, nem tua m�e uma prevaricadora". Maria, ent�o,
apontou para o menino. Eles (perplexos) indagaram: "Como falarmos com um
rec�m-nascido?" Ele (o beb� Jesus) falou-lhes: "Eu sou um servo de
Deus, deu-me o Livro, e me fez Profeta. E fez me aben�oado onde eu estiver, e
recomendou-me orar e fazer caridade enquanto eu estiver vivo. E ser sempre bom
filho para minha m�e, e jamais me tornar malfeitor, d�spota. E (Deus) me deu
paz no dia que nasci, no dia quando morrer, e no dia que eu for
ressuscitado". Assim � (a hist�ria) Jesus, Filho de Maria, o relato
verdadeiro no qual ainda divergem (e duvidam). N�o � cab�vel que Deus tenha um
filho (pr�prio), Glorificado seja! Se (Deus) quizer algo, basta-lhe dizer:
"S�" para acontecer. Deus � Meu Senhor e Vosso Senhor. Adorai-0. Eis
a senda reta."
Alcor�o
20: 19 a 36 3
Nestes dezoito (18) vers�culos da Surata de MARIAM
(Maria), Deus conta toda a hist�ria de Jesus. Uma hist�ria de relato suscinto,
por�m extraordinariamente rica! Significativa! Convincente! Completa! Cabal!
N�s vamos agora tentar, a nosso modo - e dentro da
nossa capacidade e imagina��o -, analis�-la e s�mplific�-la, sem, contudo,
alterar-lhe nenhum detalhe, ou modificar-lhe qualquer aspecto.
Se n�s excluirmos o fato da cria��o do primeiro
homem, e sua modela��o na sua forma atual, iremos constatar que o fen�meno do
nascimento de Jesus, Filho de Maria, � - talvez -, o mais extraordin�rio que a
humanidade conheceu, em toda sua hist�ria. �, portanto, um acontecimento
SINGULAR, INIGUAL�VEL, IRREPETIDO!
A humanidade, na realidade, n�o testemunhou a sua
pr�pria cria��o. 0 fato mais milagroso e gigantesco de sua exist�ncia, ou seja:
a cria��o do primeiro homem, AD�O, sem pai e sem m�e.
Quis, por�m, a Provid�ncia Divina, mostrar-nos o
segundo fato, milagrosamente gigantesco: o nascimento de Jesus sem genitor (pai
f�sico) para ser testemunhado pela humanidade, e para perpetuar-se no registro
da vida dos homens como acontecimento �mpar e INIGUAL�VEL, e servir de PROVA
para todas as gera��es.
Uma jovem, virgem e santa, de quem jamais algu�m
soube, sen�o: a pureza, a castidade e a pudic�cia, e de cuja fam�lia nada se
sabe, exceto: a bondade e a virtuosidade - desde a antig�idade -, uma jovem
nascida - praticamente - no Templo, em Nazar�, e criada no Templo, em
Jerusal�m. Essa jovem se isola, por alguma raz�o pessoal, e na sua solid�o,
certa ela de que est� s�... surpreende-se de modo violent�ssimo! Um homem...
sim, um homem, n�o se sabe de onde, nem como, veio at� o aposento dela, um
quarto fechado, isolado e chaveado, no andar superior do Templo mais sagrado e
mais bem guardado e protegido... o Santu�rio de Jerusal�m!
A jovem recorre a Deus. Pede Seu Socorro. Pede que
a livre daquele estranho, estranh�ssimo!
E o anjo anuncia � jovem, que veio para
presente�-la com um filho virtuoso! "Como poderei ter um filho, se jamais
me tocou homem algum? Jamais pensei em imoralidade."
Diz-lhe o anjo:
"Sou mensageiro do Teu Senhor. E Teu Senhor
disse que isto (dar-te um filho sem relacionar-te com homem), � fac�limo para
Ele (Deus) quem diz: "Faremos dele (do menino) um Sinal para a humanidade
e Uma Gra�a Divina."
Assim encerrou-se o di�logo entre o "Esp�rito
Santo" e a Virgem Maria!
A seq��ncia da Surata Cor�nica n�o especifica COMO
Maria ficou gr�vida de Jesus, nem por quantos meses.
Mas... eis que Maria come�a a sentir as dores
f�sicas (juntamente) com as dores psicol�gicas, decorrentes do ultraje que ter�
de enfrentar diante de sua gente. Ter� que enfrentar tudo... e todos: sozinha,
absolutamente s�!
Maria concebeu Jesus com sopro Divino! Assim o diz o Sagrado Alcor�o:
. Maria, filha de lmr�n, era pura (casta), N�s (Deus) sopramos nela de
Nosso Esp�rito..."
Alcor�o 66:12 32
Ent�o, claro est� que Deus infundiu em Maria um alento de Seu Esp�rito.
Maria tinha certeza de que concebera 0 MESSIAS. Sua gravidez foi se
acentuando. Os cochichos come�aram. Tornaram-se coment�rios. Chegaram at�
Nazar�! Jos�, o noivo de Maria, ficou deprimido, arrasado. Os outros, dele
debochavam. Ficou muito triste. Por�m, n�o acreditou que Maria pudesse cometer
deslizes. Ele sabia que ela era muito religiosa, piedosa, pura e honesta.
Resolveu, Jos�, viajar de Nazar� a Jerusal�m. Ao chegar e se encontrar com
Maria, perguntou-lhe:
- H� alguma planta que brota sem semente?
- Sim, respondeu-lhe Maria.
- As �rvores nascem sem a �gua da chuva? Perguntou Jos�.
- Sim, respondeu-lhe Maria.
Ent�o, Jos� foi direto:
- Pode haver gravidez sem a participa��o do macho?
Maria disse a ele:
- Sim. N�o sabes, Jos�, de que Deus quando criou a primeira planta, criou-a
sem semente alguma? N�o sabes que a primeira �rvore que Deus fez brotar, brotou
sem chuva? Dirias tu, que Deus n�o p�de criar �rvores sem recorrer � �gua?
Jos� respondeu:
- Eu n�o digo semelhante coisa. Digo, sim: que Deus tudo pode. Ele � o
TODO-PODEROSO.
Voltou Maria a dizer-lhe:
- Tu n�o sabes de que Deus criou AD�O e EVA sem macho nem f�mea?
- Sei, claro que sei. - Respondeu Jos�.
Ent�o, Maria revelou a ele:
- Jos�, Deus me anunciou que terei o MESSIAS.
"Os anjos disseram: � Maria, Deus anuncia a ti uma Palavra (verbo)
d'Ele, cujo nome � o Messias.
Alcor�o 3:45 33
Jos�, que era, um homem de muita f�, acreditava
que Deus enviar� o
Messias aos judeus. Um Messias da descend�ncia de
Davi, e que ter� por m�e UMA VIRGEM, e Maria descende de Davi. Jos�
compreendeu! Quando foi dormir, recebeu a visita de um anjo que lhe anunciou:
- "Jos�, o que Maria tem no ventre � de Deus.
E Deus te escolheu para zelar por Seu Ap�stolo. Jos�, - prosseguiu o anjo - os
sacerdotes pretendem julgar Maria por estar gr�vida sem ser casada, e a Lei de
Mois�s estabelece a pena de apedrejamento para a mulher que se engrav�da sem
estar casada. Jos�, - aconselhou o anjo - leva Maria daqui e j�".
No sil�ncio da noite, Jos� e Maria deixaram
Jerusal�m. Ao atingirem o caminho que leva a BEL�M, naquela noite muito fria,
Maria come�a a sentir as contra��es do parto. Somente havia ela e Jos�, e mais
ningu�m!
Jos�, inexperiente e envergonhado, nada podia
fazer para ajudar Maria.
Ela, surpreendida pelas dores do parto,
encostou-se a uma tamareira, enquanto Jos� permanecia distante. Passou pela
cabe�a de Maria uma id�ia: que dir�o dela, seus parentes, em Nazar�? Uma
tristeza enorme apossou-se dela, e pensou: "Antes tivesse morrido, e ca�do
no esquecimento."
E o menino nasceu!
Eis que a noite fria transforma-se numa noite
esplendorosa, como as noites de primavera! E veio dos c�us UMA LUZ fant�stica
iluminando todo o lugar! Luz t�o forte que acordou os pastores que, naquela
hora, dormiam!
Ao tocar o ch�o, o menino rec�m-nascido, Jesus, 0
Messias, chamou a m�e e disse-lhe:
"Eis que uma voz vinda de baixo, chamou-a:
N�o fiques triste, porque Teu Senhor fez correr um riacho a teus p�s. Sacode o
tronco da tamareira, e cair�o para ti frutos frescos e maduros. Come e bebe e
acalma-te. Quando encontrares alguma pessoa, dize: fiz um voto de sil�ncio ao
Clemente (Deus), e hoje n�o conversarei com ningu�m."
Alcor�o
19:24,25,26 34
Santo Deus! Um menino que acaba de nascer, chama
pela m�e! Fala com a m�e, para acalm�-la, e tranq�ilizar o seu cora��o, naquele
momento duplamente dif�cil e doloroso para ela! Conversa com a m�e para lig�-la
a Seu Deus, 0 Clemente, e ainda explica para a m�e como beber e alimentar-se,
al�m de indicar-lhe como apresentar a defesa dela, o �libi!
Imaginemos o espanto e a
perplexidade da sociedade nazarena, especialmente os familiares de Maria, ao
verem a filha deles, aquela menina pura, virgem e solteira, que f�ra consagrada
ao Templo, que vivia permanentemente orando, e apenas se dedicava � adora��o de
Deus... volta agora. . Carregando um beb� seu! Indignados... revoltados, gritam
com ela:
- Teu pai n�o era dissoluto, nem tua m�e imoral!
Maria mant�m-se calada! Nada diz. Eles insistem.
Maria aponta para o beb�! Indica-lhes; para indagarem do rec�m-nascido sobre
esse mist�rio. Eles, mais revoltados ainda, pois entendem que Maria est�
zombando deles, lhe dizem:
"Como falarmos com um rec�m-nascido?"
Alcor�o
19:29
C�us! Eis que outro milagre acontece! 0 beb� fala!
0 beb� dirige-lhes a palavra! E declara, como primeiro item, de que � um servo
de Deus. Ele n�o se diz "FILHO DE DEUS", nem se diz "DEUS",
ou "parte de Deus". Diz, sim, que Deus o fez PROFETA. E aben�oou-o. E
recomendou-lhe a pr�tica permanente da ora��o e da caridade (ZAKAT), e
ordenou-o tratar sempre, e sempre, com respeito e amor a m�e dele, Maria. E com
humildade tratar � sua gente.
IMPORTANTE: 0 Sagrado Alcor�o, Palavra Aut�ntica
de Deus e n�o de humanos, nos diz que Jesus falou, por duas vezes, no primeiro
dia (ou primeiros dias) do seu nascimento. Este relato milagroso n�o consta em
nenhuma outra Escritura Sagrada, nem mesmo no NOVO TESTAMENTO, sen�o. no
Alcor�o.
Prosseguindo o rec�m-nascido, Jesus beb�, diz �
gente de Nazar� que ter�, ele, uma vida limitada, com dura��o pr�-estabelecida
por Deus. E ele morrer�! E ser� ressuscitado. E Deus aben�oou-o, com paz e
seguran�a, no dia de seu nascimento, no dia de seu passamento. e no dia em que
ser� ressuscitado:
"Ele (o beb� Jesus) falou-lhes: Eu sou um
servo de Deus, deu-me o Livro (Evangelho) e me fez Profeta. E fez-me aben�oado
onde eu estiver, e recomendou-me orar e fazer caridade (ZAKAT) enquanto eu
estiver vivo. E ser sempre bom filho para minha m�e, e jamais me tornar
malfeitor, d�spota. E (Deus) me deu paz no dia que nasci, no dia quando eu
morrer, e no dia que for ressuscitado."
Alcor�o
19:30,31,32,33 35
0 texto cor�nico, aqui, � clar�ssimo quanto �
morte de Jesus e sua ressurrei��o, e repete-se em muitas outras passagens do
Alcor�o Sagrado. N�o cabendo, pois, discuss�es, d�vidas ou quaisquer
interpreta��es em contr�rio. Assim � Jesus, Filho de Maria, no contexto
cor�nico, tocante a ele e � sua exist�ncia.
Filhos... t�m-nos os mortais, para se perpetuarem!
T�m-nos os fracos, para apoiarem-se! Mas Deus � ETERNO, PERP�TUO, e jamais
desaparecer�. Deus � TODO-PODEROSO, n�o precisa de aux�lio! Diz o Alcor�o:
"Assim � (a hist�ria) de Jesus, Filho de
Maria, o relato verdadeiro no qual ainda divergem. N�o � cab�vel que Deus tenha
um filho (pr�prio). Glorificado seja! Se (Deus) quisesse algo baste-lhe dizer
"S�", para acontecer."
Alcor�o
19:34,35, 36
JESUS: PREGADOR RELIGIOSO
Depois de lan�armos uma r�pida olhada sobre o
nascimento de Jesus, conforme est� sintetizado no Sagrado Alcor�o, passamos a
analisar o modo como ele � enfocado, no tocante a seu aspecto principal: Jesus
pregador religioso. Diz Deus no Alcor�o:
"E Deus ensinar� a ele (Jesus)
o Livro e a sabedoria e a Tor� e o Evangelho. E (o enviar�) Ap�stolo
aos filhos de Israel (para dizer-lhes): Trago-vos um milagre de Vosso
Senhor. Plasmarei do barro uma figura de ave, e quando eu nela soprar, ser� ave
verdadeira (viva) pela ordem de Deus. Ainda curarei o cego e o leproso. E
ressuscitarei os mortos com a permiss�o de Deus. E profetizarei sobre o que
consum�s e guardais em vossas casas. Nisso tudo h� sinais para v�s se sois
crentes (se tendes f�). E confirmo (o conte�do) da Tor�, e
liberarei para v�s parte do que vos foi vedado. Eu vim da parte de Vosso Senhor
com um sinal, remei a Deus, pois, e obedecei-me. Deus � Meu Senhor e � Vosso
Senhor, adorai-O! Porque esta � a senda reta." 1
Alcor�o
3:48,49,50,5137
N�s j� dissemos que a segunda mais extensa das
Suratas do Alcor�o, a de AL IMR�N, tem por t�tulo o nome do pai da Virgem
Maria, e a Surata � intitulada: MARIAM, ou seja: Maria, o nome da m�e de Jesus,
acrescentamos que a 5a Surata do Alcor�o, em �rabe: AL MAIDAH, ou seja: a mesa
servida, refere-se ao milagre de Jesus na ocasi�o da multiplica��o dos p�es,
relatada nos evangelhos. Pois bem, nessa Surata do Alcor�o, Deus diz
---No dia em que Deus convocar� Seus Ap�stolos (Profetas),
e lhes perguntar�: Como fostes recebidos? Dir�o: N�s n�o sabemos, mas V�S �
Onisciente. Ent�o Deus dir�: 0 Jesus, Filho de Maria, lembra-te da Minha Gra�a
sobre ti e sobre tua m�e. te fortaleci com o Esp�rito Santo, te ensejei falar
�s gentes tanto quando ainda eras beb�. como na tua velhice, e ensinei-te o
Livro (ou a escrita) e a sabedoria e a Tor� e o Evangelho.
De quando com minha permiss�o modelaste - de barro - uma forma de ave, e
sopraste nela, transformou-se uma ave com vida, com minha ajuda. E curaste o
cego e o leproso com minha permiss�o. E ressuscitaste os mortos com minha
permiss�o. E te protegi dos filhos de Israel, quando apresentaste aos mesmos os
SINAIS, e os incr�dulos dentre eles disseram que aquilo que realizaste era pura
magia. Ainda (Deus) disse aos disc�pulos: Crede em MIM e em Meu Enviado (Jesus).
E os disc�pulos disseram: N�s cremos. Testemunha pois (o Deus) que
somos mu�ulmanos.
Alcor�o
5:109,1 10,11138
Esta seq��ncia de vers�culos cor�nicos, primeiro.
da Surata AL IMR�N (3:48, 49,50,51), e depois da Surata AL M�IDAH
(5109,110,111), nos definem, amplamente, aquilo que o Sagrado Alcor�o confere a
Jesus Cristo, de car�ter religioso.
1o- Deus ensinou a Jesus o Livro (ou
ler e escrever).
2o- Deus ensinou a Jesus a Sabedoria
3o- Deus ensinou a Jesus a Tor� e o
Evangelho.
4o- Deus enviou Jesus como Ap�stolo
para os filhos de Israel.
5o- Deus propiciou a Jesus a realiza��o
de milagres, com a ajuda de Deus, tais como. alentar formas de aves, curar
enfermos da cegueira e da lepra, etc ressuscitar mortos, e adivinhar o que os
filhos de Israel armazenavam - e comiam -- em suas moradias,
6o- Deus reunir� todos os
Profetas-Ap�stolos para saber deles como desempenharam suas miss�es, inclusive
Deus perguntar� - especialmente a Jesus Cristo, depois de enumerar Suas Gra�as
a ele e � m�e dele: Maria.
7o- Deus fortaleceu Jesus com o
Esp�rito Santo
8o- Deus ensejou a Jesus falar �s
gentes - milagrosamente � quando nasceu, e quando idoso, 92 - Deus permitiu a
Jesus realizar SINAIS miraculosos. Os disc�pulos de Jesus invocaram o
testemunho de Deus de que acreditaram em Jesus e que eram fi�is a Deus
(mu�ulmanos).
Estes dez pontos constantes do Sagrado Alcor�o, e
que qualificam a miss�o apost�lica de Jesus Cristo e a natureza de sua prega��o
religiosa e as circunst�ncias que marcaram suas atividades... Estes pontos
fazem parte integrante da f� dos mu�ulmanos.
Como o nosso objetivo, neste livro, � demonstrar
os pontos comuns, as converg�ncias entre o Islamismo e o Cristianismo, a partir
das bases Sagradas de ambos, vamos verificar se os pontos constantes no Alcor�o
Sagrado coincidem com o NOVO TESTAMENTO, parte integrante da B�blia Sagrada, na
qual acreditam os crist�os.
12 - 0 Alcor�o diz que Deus ensinou a Jesus a
escrita.
Jo�o 7:14 -Os judeus diziam de Jesus: Como sabe
este letras, sem ter estudado ?
0 Evangelho segundo S�o Jo�o 7:14
22 - 0 Alcor�o diz que Deus ensinou a Sabedoria a
Jesus.
Jo�o 7:15 ---Respondeu-lhes Jesus: o meu ensino
n�o � meu, e, sim, daquele que me enviou.
0 Evangelho, segundo S�o Jo�o, 7:15
Jo�o 8:28---Nadafa�o por mim mesmo, mas falo como
o Pai me ensinou.-
32 - 0 Alcor�o diz que Deus ensinou a Jesus a Tor�
e o Evangelho.
Mateus 5:17---N�openseis que vim revogar a lei (da
Tor�) ou os profetas: n�o vim para revogar, vim para cumprir.-
0 Evangelho, segundo S�o Mateus 5:17
42 -0 Alcor�o diz que Deus enviou Jesus como
Mensageiro para os filhos de Israel. Que diz a B�blia?
A - Jesus diz em Mateus 15:24
---N�o fui enviado sen�o �s ovelhas perdidas da
Casa de Israel.-
0 Evangelho, segundo S�o Mateus 15:24
B - Em Mateus 10:6, Jesus orienta seus disc�pulos:
---... procurai as ovelhas perdidas da Casa de
Israel---.
C - Nos atos dos ap�stolos 11: 19 ---... n�o anunciando
a ningu�m a palavra, sen�o somente aos judeus.
5o- - 0 Alcor�o confirma que Deus
propiciou a Jesus operar v�rios milagres, ressaltando que os operava com a
permiss�o (ajuda) de Deus. Que diz a B�blia Sagrada sobre isto?
A - 0 pr�prio Jesus diz, conforme o evangelho de
S�o Jo�o 5:30
---Eu nada posso fazer de mim mesmo... n�o procuro
a minha pr�pria vontade, e, sim, a daquele que me enviou.
B - E Jesus diz, em Mateus 12:28
'... Eu expulso os dem�nios, pelo Esp�rito de
Deus.
C - E Jesus diz, em Lucas 11:20
---Se, por�m, eu expulso os dem�nios pelo dedo de
Deus.
Depois de comprovarmos, com textos do NOVO
TESTAMENTO, que Jesus sempre atribuiu a Deus os milagres por ele realizados,
vamos comprovar, do mesmo modo, alguns milagres especificados:
A - 0 Alcor�o diz que Jesus fazia viver aves de
barro.
Este milagre realizado por Jesus, n�o consta no
NOVO TESTAMENTO por um motivo important�ssimo: os quatro evangelhos registram
APENAS os fatos havidos posteriormente a esse feito milagroso de Jesus. Mais
adiante, abordaremos, especificamente a quest�o: Evangelho.
B - 0 Alcor�o diz que Jesus curou cegos. E a
B�blia?
No Evangelho, segundo S�o Mateus, 20:34 ---Condo�do,
Jesus tocou-lhes os olhos e imediatamente recuperaram a vista.
No Evangelho, segundo S�o Marcos, 10:52 -Jesus
diz ao cego mendigo, Bartimeu: vai, a tua f� te salvou. E imediatamente tornou a ver.--C - 0
Alcor�o Sagrado assinala que Jesus, com a ajuda de Deus, ressuscitou mortos.
Que diz a B�blia Sagrada?
No Evangelho, segundo S�o Jo�o 11:43-44 ---E,
tendo dito isto, clamou com grande voz: L�zaro, vem para fora. E o defunto
saiu, tendo as m�os e os p�s ligados, e o seu rosto envolto num len�o
Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.-"
IMPORTANTE: N�o apenas Jesus dissera
que fazia os milagres com a ajuda de Deus, mas os ap�stolos (dele) tamb�m
acreditavam que Deus permitiu a Jesus a opera��o de milagres:
-Var�es israelitas, atendei a estas palavras.-
Jesus, o Nazareno, var�o aprovado por Deus diante de v�s, com milagres,
prod�gios e sinais, os quais o pr�prio Deus realizou por interm�dio dele entre
v�s.
Atos
dos ap�stolos 2:22
7o- 0 Alcor�o diz que Deus fortaleceu
Jesus Cristo com o Esp�rito Santo. Que diz a B�blia a este respeito?
No Evangelho, segundo S�o Lucas 4:1 -Jesus,
cheio do Esp�rito Santo, voltou do Jord�o, e foi guiado pelo mesmo Esp�rito
Santo, no deserto.-
IMPORTANTE: Temos uma vis�o
interessante sobre a figura - e o termo ESP�RITO SANTO constante do NOVO
TESTAMENTO. Iremos detalh�-la mais adiante.
8o- 0 Alcor�o diz que Jesus falou ao
nascer, para inocentar a m�e dele. Este milagre propiciado por Deus a Jesus,
n�o consta da B�blia Sagrada dos crist�os, a exemplo do milagre de vivificar as
aves, realizado por Jesus. S�o, portanto, dois portentosos feitos de Jesus que
somente o Alcor�o documenta!
Nesta quest�o de Jesus falar �s gentes, h� um
detalhe que chama a aten��o: o Alcor�o diz que Deus ensejou a Jesus falar �s
gentes "Quando no ber�o, e na velhice". Historicamente, diz-se que
Jesus viveu 33 anos. Que diz a B�blia sobre isto?
A - No Evangelho de S�o Lucas 3:23
---Tinha Jesus cerca de trinta anos ao come�ar o
seu minist�rio.
B - J� no Evangelho de S�o Jo�o 8:57, disseram a
Jesus:
---Ainda n�o tens cinq�enta anos, e viste a
Abra�o?-
Observa-se que entre 33 e 50 anos, h� uma grande
diferen�a de anos!
9o- 0 Alcor�o diz que Deus permitiu a
Jesus a realiza��o de SINAIS miraculosos -al�m dos milagres j� enfocados -,
como a vinda de alimentos dos c�us, fato que o Novo Testamento denominado como
"multiplica��o dos p�es". Ainda a B�blia registra v�rios outros
sinais realizados por Jesus, como caminhar sobre as �guas, por exemplo.
Diz o Alcor�o Sagrado (Palavra de Deus) no
cap�tulo 19:30,31,32,33:
"Ele (o beb� Jesus) falou: Eu sou um servo
de Deus, deu-me o Livro, e me fez Profeta. E fez-me aben�oado onde eu estiver,
e recomendou-me orar e fazer caridade enquanto estiver vivo. E ser sempre bom
filho para minha m�e, e jamais me tomar malfeitor, d�spota. E (Deus) me
deu paz no dia que nasci, no dia em que eu morrer, e no dia que for
ressuscitado."
Alcor�o
19:30,31,32,3339
Portanto, v�rias qualifica��es est�o no Alcor�o
sobre Jesus Cristo. Vamos comparar o que diz o Alcor�o com o que diz a B�blia.
1o- Jesus, no Alcor�o, � qualificado
como SERVO DE DEUS, e na B�blia Sagrada?
Vamos transcrever 4 passagens:
A - No Evangelho de S�o Mateus 12:18
---Eis aqui o meu servo, que escolhi o meu amado.
B - No evangelho de S�o Marcos 10:45
---Pois o pr�prio Filho do homem n�o veio para ser
servido, mas para servir. . .--
C - Pedro disse aos israelitas; em ATOS DOS
AP�STOLOS 3:13
---0 Deus de Abra�o, de Isaque e de Jac�...
Glorificou a seu servo Jesus. . .--
D - Os disc�pulos de Jesus disseram em Atos 4:27
---... o teu Santo servo Jesus.
22 - 0 Alcor�o diz que Deus deu um Livro a Jesus.
Que diz sobre isto a B�blia Sagrada?
A - Marcos 1:14
---Depois de Jo�o ter sido preso, foi Jesus
para a Galil�ia, pregando o Evangelho de Deus.
B - Romanos 1:1
, 'Separado para o evangelho de Deus.
C - Apocalipse 14:6
"Tendo um evangelho eterno para pregar.
3o- 0 Alcor�o Sagrado diz que Jesus foi
feito Profeta pela vontade de Deus. Diria, a B�blia Sagrada, o mesmo? Vejamos:
A - No Evangelho de S�o Marcos 6:15
---Outros diziam: � Elias; ainda outros: � profeta
como um dos profetas.-
B - No Evangelho de S�o Lucas 7:16
---Todos ficaram possu�dos de temor, e
glorificaram a Deus dizendo: Grande Profeta se levantou entre n�s. . .-
C - Dois dos disc�pulos de Jesus dizem, conforme o
Evangelho de S�o Lucas 24:19 e explicaram o que aconteceu a Jesus, o Nazareno,
que era var�o profeta.
D - A mulher samaritana tamb�m o diz, conforme o
Evangelho de S�o Jo�o 4:19
---Senhor, disse-lhe a mulher: Vejo que tu �s
profeta.
E - 0 pr�prio Jesus se diz profeta. Isto est� nos
evangelhos de S�o Mateus, S�o Lucas e S�o Jo�o.
S�o Lucas 4:24
---E prosseguiu: De fato vos afirmo que nenhum
profeta � bem recebido na sua pr�pria terra.
S�o Mateus 13:57
... Jesus, por�m, lhes disse: N�o h� profeta sem
honra sen�o na sua terra e na sua casa.-
S�o Jo�o 5:46
---Porque se de fato cr�sseis em Mois�s, tamb�m
crer�eis em mim. Aqui , Jesus compara a si pr�prio com Mois�s, que foi
profeta.
42 -0 Alcor�o diz que Deus aben�oou Jesus para
sempre. E a B�blia, que diz?
No Evangelho de S�o Mateus 21:9
-Bendito aquele que vem em nome do Senhor.
Por isto, soa estranha... estranh�ssima uma
passagem do NOVO TESTAMENTO, mais precisamente na ep�stola de Paulo aos G�latas
3:13 -Cristo nos resgatou da maldi��o da lei, fazendo-se ele pr�prio maldi��o em
nosso lugar, porque est� escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em
madeira. -Para n�s, mu�ulmanos, � inaceit�vel dizer que Jesus �
maldi��o, ou estaria ele inclu�do na maldi��o de todos que forem pendurados em
madeiro!
D E U S
Toda concep��o religiosa. toda cren�a, toda f�,
toda doutrina, toda religi�o, enfim, come�a a partir de Deus. N�o acreditar em
Deus, significa n�o religiosidade.
Partindo deste racioc�nio, vamos saber como Deus �
concebido pelas tr�s religi�es: a Mu�ulmana, a Judaica e a Crist�. Isto se
acreditarmos que o VELHO TESTAMENTO expressa os postulados judaicos, e o NOVO
TESTAMENTO expressa os postulados crist�os, e o Alcor�o expressa os postulados
isl�micos. E � pesquisando estas Escrituras Sagradas que chegaremos ao entendimento
de judeus, crist�os e mu�ulmanos a respeito de Deus.
12 - Nossa norma ser� citar, por primeiro, o
conceito cor�nico sobre Deus (e Seus Atributos), em segundo lugar, o conceito
do Velho Testamento, e em terceiro lugar, o conceito do Novo Testamento.
0 Alcor�o Sagrado, por ser a Palavra de Deus, d� -
somente em tr�s voc�bulos - a mais ampla defini��o de Deus:
"Nada
� igual a Ele (Deus). .
Alcor�o
42:11 41
Em �rabe: "LAI�A CAMI�LIH� CHAIF Em outras
palavras: "Nada do que existe nos cosmos, nada do que conhecemos, nada do
que todos os seres s�o, ou possam saber, pode ser comparado a Deus."
Se nada - nem ningu�m - se iguala (ou se compara)
a Deus, ent�o conclu�mos que Deus, al�m de ser 0 CRIADOR de tudo, �: ETERNO
(imortal), IMATERIAL (incorp�reo), Invis�vel, IMUT�VEL, INFAL�VEL, ONIVIDENTE,
ONISCIENTE, ONIPOTENTE, ONIOUVINTE, TODO-PODEROSO, etc...
Para completar o conceito isl�mico sobre Deus,
trazemos este vers�culo cor�nico:
"A vis�o n�o 0 alcan�a, mas Ele (Deus)
alcan�a a vis�o (tudo v�). Ele (Deus) � Invis�vel, Onisciente."
Alcor�o
6:103 42
22 - Agora, vamos ao Velho Testamento, parte
integrante da B�blia Sagrada, que encerra as cren�as judaicas:
A - No Livro de DEUTERON�MIO 4:12
---Ent�o o Senhor vos falou do meio do fogo, a voz das palavras ouvistes,
por�m, al�m da voz, n�o vistes apar�ncia nenhuma Conclus�o: Deus �
Invis�vel, por ser incorp�reo
13 - No Livro de PROV�RBIOS 15:3
-Os olhos do Senhor est�o em todo lugar, contemplando os maus e os bons. --
Conclus�o: Deus � Onividente, Onipresente.
C - No Livro de 11 CR�NICAS 16:9
---Porque , quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a term.
D - No Livro de MALAQUIAS 3:6, Deus � quem diz:
---Porque eu, 0 Senhor, Pi�o mudo. Conclus�o: Deus � ETERNO,
IMUT�VEL.
E - No Livro de n�meros 23:19
---Deus n�o � homem, para que minta, nem filho do homem, para que se
arrependa.-- Conclus�o: Deus n�o � de natureza humana, n�o mente (�
Infal�vel), e n�o se arrepende (� ONISCIENTE).
3o- NO NOVO TESTAMENTO:
A - No Evangelho de S�o Jo�o 1: 18
-Ningu�m jamais viu a Deus. Tamb�m na 1a- Ep�stola de Jo�o
4:12 Conclus�o: Deus � INVIS�VEL, portanto: Incorp�reo.
B - No Evangelho de S�o Jo�o 5:37, Jesus diz:
---0 Pai que me enviou, esse mesmo � que tem dado testemunho de mim. Jamais
tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma.-- Conclus�es:
Deus � IMATERIAL, INCORP�REO. E Jesus foi ENVIADO por Deus.
C - No Evangelho de S�o Jo�o 4:24, Jesus diz:
-Deus � esp�rito, e importa que seus adoradores 0 adorem em espirito e em
verdade.--
Conclus�es: Deus n�o � MAT�RIA, e a Ele deve-se
ADORAR.
D - Em 1 Tim�teo 6:16
---0�nico que possui imortalidade, que habita em luz inacess�vel, a quem
homem algum jamais viu, nem � capaz de ver. Conclus�es: unicamente Deus � IMORTAL, INACESS�VEL.
E - Em 1 Tim�teo 1: 17
-Assim, ao Rei eterno, imortal, invis�vel, Deus �nico, honra e gl�ria...
Conclus�o: repetem-se os Atributos de Deus:
ETERNO, IMORTAL, INVIS�VEL, al�m de um dado novo: Deus �nico!
Recapitulando os textos b�blicos: do VELHO
TESTAMENTO e do NOVO TESTAMENTO, que os crist�os t�m como PALAVRA de Deus,
encontramos os seguintes conceitos - e defini��es - sobre Deus: INCORP�REO,
IMUT�VEL, INFAL�VEL, INVIS�VEL, ETERNO, IMORTAL, ONISCIENTE, ONIVIDENTE,
ONIOUVINTE, ONIPRESENTE, ONIPOTENTE, INACESS�VEL, IMATERIALIZADO,
TODO-PODEROSO, CRIADOR DE TUDO, etc. 43
Haveria humano algum - ou outrem - com semelhantes
atributos e qualifica��es?
A UNICIDADE DE DEUS
Na Religi�o Mu�ulmana, o ponto mais importante, o
primeiro pilar, a base firme e insubstitu�vel �: A UNICIDADE DE DEUS.
N�o h� outro ador�vel... sen�o Deus!
L� IL�HA ILLAL L�H.
0 Alcor�o Sagrado, o Livro do Islamismo, atesta,
em muitos vers�culos, que Deus � UM, �nico!
"Deus � o �nico ador�vel, � o Senhor sempre
VIVO, sempre Presente (Onipresente).
Alcor�o
2:255 44
"Na verdade, Deus � UNO (�nico
ador�vel). Glorificado seja. . ."
Alcor�o
4:1714,5
Mais do que isso: o Alcor�o Sagrado afirma que
todos os Profetas - Enviados por Deus, pregaram a UNICIADE de Deus:
"A todos os Ap�stolos (que
Deus enviou) antes de ti (� Muhammad) revelamos: n�o h� outro deus
sen�o Ele (Deus), adorai-me , pois."
Alcor�o
21:5 46
Desnecess�rio n�s nos estendermos mais quanto �
�nfase que o islamismo confere � f� em Deus �nico e UNO, pois � sobejamente
conhecida. Basta dizermos que o Alcor�o Sagrado diz que a condi��o primeira,
priorit�ria e eliminat�ria, para a salva��o do g�nero humano, � EXATAMENTE, a
f� num Deus �nico e Uno:
"Deus n�o perdoa (jamais)
que se adorem outros junto a Ele, e perdoa todo o mais aqu�m disso, para
quem Ele quizer. .."
Alcor�o
4:48 47
Por ser este ponto controverso, especialmente
entre crist�os e mu�ulmanos, pesquisamos na B�blia Sagrada, o Livro seguido
pelos crist�os, sobre a UNIDADE e a UNICIDADE de Deus. Eis o que encontramos:
A - NO VELHO TESTAMENTO:
1o- No Livro de DEUTERON�MIO 4:35
---A ti foi mostrado
para que soubesses que 0 SENHOR � Deus, nenhum outro h� sen�o Ele. . .
2o- - No Livro de DEUTERON�MIO 4:39
-Por isso hoje saber�s, e refletir�s no teu
cora��o, que s� o Senhor � Deus em cima no c�u, e em baixo na terra, nenhum
outro h�.' 48
3o- - No Livro de DEUTERON�MIO 6:4
-Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus � o �nico
Senhor.
4o- - lsa�as 44:6
-Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor,
0 Senhor dos ex�rcitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o �ltimo, e al�m de mim n�o
h� Deus.- 49
5o- - lsa�as 45:5
-Eu sou o Senhor, e n�o h� outro, al�m de mim n�o
h� Deus.
6o- - Isa�as 46:9
-Lembrai-vos das cousas passadas da antig�idade;
que eu sou Deus e t�o h� outro, eu sou Deus e n�o h� outro semelhante a Mim .,,
50
Portanto, provado est�, cabal e i insofismavelmente,
que a B�blia Sagrada dos crist�os (VELHO TESTAMENTO) coincide totalmente com o
Alcor�o Sagrado dos mu�ulmanos que prega a exist�ncia - e a adora��o - de um s�
Deus, �nico e Uno!
NO NOVO TESTAMENTO:
1o- No Evangelho, segundo S�o Mateus, 23:9
(Jesus diz �s multid�es):
---A ningu�m sobre a terra chameis vosso pai;
porque s� um � vosso pai, aquele que est� no c�u. -
2o- - No Evangelho, segundo S�o Marcos,
trava-se um di�logo entre Jesus e um escriba, cap. 12:28,29,30,31,32
"Qual o primeiro de todos os mandamentos?
Respondeu jesus : 0 principal �: ---"Ouve � Israel, o Senhor nosso Deus �
o �nico Senhor. N�o h� outro mandamento maior do que este , Disse-lhe o
escriba: ---Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que Ele � o �nico, e n�o
h� outro sen�o Ele.
3o- - 1 Tim�teo 1:17
"Assim ao Rei eterno, imortal, invis�vel,
Deus �nico, honra e gl�ria pelos s�culos dos s�culos. Am�m.
4o- - Judas 1:25
---Ao �nico Deus, nosso Salvador, mediante Jesus
Cristo... antes de todas as eras.
5o- - Romanos 3:30
---Visto que Deus � um s�.
6o- - 1 Cor�ntios 8:6
'Para n�s h� um s� Deus, o Pai. -
7o- - G�latas 3:20
mas, Deus � um.-
8o- - Ef�sios 4:6
---Um s� Deus, e Pai de todos.
Limitamo-nos a transcrever estas oito passagens do
NOVO TESTAMENTO, pois h� muitas outras, tanto no NOVO como no VELHO TESTAMENTO,
as quais comprovam que a B�blia Sagrada dos crist�os anuncia, apresenta e prega
UM DEUS C�NICO, exatamente igual ao que prega o Sagrado Alcor�o dos mu�ulmanos.
41. Surata de AL CH�RA.
42. Surata de AL AN'�M.
43 Conceitos iguais aos dos esp�ritas, seguidores
de ALLAN KARDEC.
44. Surata de AL BACARAH
45. Surata de AL NI��E Outras passagens cor�nicas
sobre a unicidade de Deus 3:64,79 / 4 116,125 / 21:25,
46. Surata dos Profetas, 47 Surata de AL NI��E
48. Semelhante sentido cont�m os vers�culos
cor�nicos: 6:3 43:84. 49. Semelhante sentido cont�m o vers�culo cor�nico 57:3.
50. Sentido id�ntico ao do vers�culo cor�nico 42:11.
JESUS CRISTO: SERIA DEUS, OU
ENVIADO DE DEUS?
0 Sagrado Alcor�o n�o deixa quaisquer d�vidas de que
Jesus n�o � Deus, e sim: Enviado de Deus:
"� adeptos do Livro
(Evangelho): n�o vos fanatizeis em vossa religi�o, e n�o dizeis sobre Deus
sen�o a verdade. 0 Messias, Filho de Maria, n�o � mais do que um Enviado de
Deus e Sua Palavra (Verbo, Logos) que lan�ou � Maria..."
Alcor�o 4:17151
"0 Messias, Filho de Maria, n�o � mais
que um Enviado de Deus (Ap�stolo), como os Ap�stolos que o antecederam. A m�e
dele (Maria) era Beata. Contudo, ambos (Jesus e Maria) ingeriam alimentos. .
Alcor�o 5:75 52
Assim, e de modo CATEG�RICO,
Deus (que � o autor do Alcor�o) define que Jesus foi: 12 - Enviado de Deus. 2o-
- Palavra Divina (VERBO) lan�ada � Maria 39 - Igual aos demais
Profetas-Ap�stolos de Deus. 4-0 - Ingeria alimentos.
N�s vamos apresentar vers�culos da B�blia Sagrada -
dos crist�os mais precisamente do NOVO TESTAMENTO, que comprovam - e corroboram
- as afirma��es do Sagrado Alcor�o.
51. Surata de AL
NI��E. 52. Surata de AL MAIDAH.
A - No Evangelho, segundo S�o Mateus, Jesus diz
aos disc�pulos 10:40
---Quemvos
recebe, a mim me recebe, e quem me recebe recebe aquele que me enviou.�
Conclus�o: o pr�prio Jesus se diz: ENVIADO.
B -Jesus, igualmente diz - e reitera - que �
ENVIADO, isto est� no Evangelho de S�o Marcos 9:37
---...
e qualquer que a mim me recebe, n�o recebe a mim, mas ao que me enviou."
C - Jesus diz a seus disc�pulos, segundo o Evangelho de
S�o Lucas 10:16
---Quemvos
der ouvidos, ouve-me a mim; e, quem vos rejeitar, a mim me rejeita; quem,
por�m, me rejeitar, rejeita aquele que me enviou.
D -- Jesus diz, conforme o Evangelho de S�o Jo�o 17:3
---Ea
vida eterna � esta: que te conhe�am a ti, o �nico Deus verdadeiro, e a Jesus
Cristo, a quem enviaste.-�
Clar�ssimo est�, nestes vers�culos b�blicos,
transcritos dos quatro evangelhos do NOVO TESTAMENTO, que Jesus Cristo foi
ENVIADO de Deus, como o diz o Alcor�o Sagrado, e chamamos a aten��o para o fato
de que Ele pr�prio, Jesus, quem o diz!
Se Jesus � ENVIADO de Deus, conforme coincidem o
Alcor�o e a B�blia, ele n�o pode ser Deus, pois seria o Enviado dele pr�prio!
Vamos, portanto, demonstrar, fartamente, que Jesus
n�o � Deus. Jamais apresentou-se como Deus. Nem disse que 0 era. Nem seus
disc�pulos 0 chamaram de Deus. Nem seus ap�stolos e seguidores pr�ximos 0
consideravam Deus.
O
ALCOR�O NEGA A DIVINDADE DE JESUS
Deus, cuja Palavra � o Alcor�o Sagrado, nega,
CATEGORICAMENTE, a divindade de Jesus:
"Incorrem em blasf�mia aqueles que disseram
que: "Deus � o Messias, Filho de Maria". Dize (� Muhammad): Quem
poderia fazer algo se Deus quisesse aniquilar o Messias, Filho de Maria, e a
m�e dele (inclusive) e todos os sares da terra? Unicamente a Deus pertence o
reino dos c�us e da terra, e tudo quanto h� entre ambos. Deus cria o que Lhe
apraz, e � Todo�Poderoso."
Alcor�o 5: 1753
E Deus reitera isto, em outra passagem do Alcor�o:
"Blasfemaram aqueles que disseram que Deus � o
Messias, Filho de Maria. 0 pr�prio Messias dissera: "� filhos de Israel,
adora! a Deus que � Meu Senhor e Vosso Senhor". Quem cr� em semelhantes a
Deus (quem for polite�sta), Deus lhe impedir�, para sempre, o acesso ao
para�so, e sua morada � o inferno. 0 Messias, Filho de Maria, n�o � mais que um
Ap�stolo (de Deus) como os Ap�stolos que o antecederam, e a m�e dele era uma
Beata, contudo, ambos (Jesus e Maria) ingeriam alimentos.. ."
Alcor�o 5:7251
Estes vers�culos cor�nicos n�o deixam quaisquer
d�vidas quanto � natureza humana de Jesus Cristo, e, conseq�entemente,
considera-se blasf�mia endeus�-lo.
Repetimos: o Alcor�o � Palavra textual e Sagrada de Deus,
revelada a Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.) portanto, n�o � afirma��o de nenhum ser
humano. Os mu�ulmanos acreditam - piamente - na proced�ncia divina do Alcor�o.
N�s fomos procurar na B�blia Sagrada dos crist�os,
para constatarmos se havia -nela - alguma prova de que Jesus era homem, e n�o
Deus. Eis o que encontramos:
1 - No Novo Testamento, Jesus jamais diz que �
Deus. Ao contr�rio: sempre falou - e ressaltou - de que era diferente - e menor
- de Deus, e que ele, Jesus, pronunciava o que Deus lhe determinava, e fazia o
que Deus lhe ordenava. Exemplos:
A - No Evangelho de S�o Jo�o 20:17
--Recomendou-lhes
Jesus: N�o r~ detenhas; porque ainda n�o subi para meu Pai, mas vai ter com os
Pneus irm�os e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso
Deus.-�
53. Surata de AL M�IDAH. 54. Surata de AL
M�IDAH.
Chamamos a aten��o para tr�s
considera��es, neste vers�culo:
1a- - Jesus declara estar num n�vel diferente
daquele do Pai (Deus), quando diz: SUBO.
2a- - Jesus iguala a si mesmo com os demais humanos,
chamando-os "meus irm�os".
3a- - Exatamente como no vers�culo cor�nico (5:17),
Jesus diz: meu Deus e vosso Deus".
B - Jesus diz, segundo o Evangelho de S�o Mateus
23:9
---Aningu�m
sobre a terra chameis vosso Pai, porque s� um � vosso Pai, aquele que est� no
c�u.
Nota-se que Jesus exclui a si pr�prio quando diz:
"a ningu�m sobre a terra", e ele, quando falava, estava sobre a
terra. Al�m de que, Jesus afirma sem nenhum equ�voco, de que Deus �: "s�
um. . aquele que est� no c�u".
C - No Evangelho de S�o Marcos
10: 18
---Respondeu-lhe
Jesus: Por que me chamas bom? Ningu�m � bom sen�o um s�, que � Deus.-�
Clar�ssimo est�, cristalino, que Jesus questiona
aquele que insinua algo, e afirma que ele, Jesus, n�o � Deus, e ainda reafirma
que Deus � um s�.
D - Jesus diz, conforme o Evangelho de S�o Jo�o
14:28
������������������ ---� pois o Pai � maior do que
eu. ---�
Aqui, Jesus estabelece a
diferen�a DIMENSIONAL entre ele e o Pai (Deus), que � MAIOR que ele, e ainda o
reafirma no mesmo Evangelho de Jo�o 13:16.
11... nem o enviado � maior do que aquele que o
enviou.
Ainda faz distin��o entre ele (enviado) e Deus
(que o enviou).
E - Jesus negou que ele possu�sse o poder (e a
compet�ncia) que pertencem a Deus, de acordo com o evangelho de S�o Mateus 20:23
---Ent�olhes
disse: Bebereis o meu c�lice; mas o assentar-se � minha direita, e � minha
esquerda n�o me compete faz�-lo; �, por�m, para aqueles a que est� preparado,
por meu Pai.-�
F - No Evangelho de S�o Lucas 8:21
---Ele,por�m,
lhes respondeu: Minha m�e e meus irm�os s�o aqueles que ouvem a palavra de Deus
e a praticam."
Important�ssimo: Jesus n�o
disse "minha palavra".
G - No Evangelho de S�o Jo�o 5:19
---Ent�olhes
falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho do homem (ele
pr�prio) nada pode fazer de si mesmo, sen�o
somente aquilo que vir fazer o Pai. . .-�
Eis uma declara��o CONTUNDENTE de Jesus quanto �
sua pr�pria incapacidade em rela��o � ABSOLUTA capacidade do Pai, que � Deus.
H - 0 Pr�prio Jesus � quem diz, segundo Marcos
13:32
---Masa
respeito daquele dia ou da hora ni . ngu�m sabe, nem os anjos do c�u, nem o
Filho, sen�o somente o Pai.--�
� desnecess�rio qualquer coment�rio a
respeito da diferen�a entre o saber (limitado) de Jesus, e o Saber (ilimitado)
do Pai (Deus).
11 - 0 Alcor�o Sagrado, Livro dos mu�ulmanos,
apresenta um argumento fort�ssimo sobre a impossibilidade de Jesus ser DEUS, ou
seja: Que Jesus e sua m�e ingeriam alimentos.
Ingerir alimentos foi um fato real, e ineg�vel, na
vida de Jesus, de acordo com o Evangelho de S�o Mateus 11 19.
Veio o filho do homen, que com e bebe assim como
na vida da m�e dele, a Virgem Maria. E ingerir alimentos � uma necessidade
corp�rea e fisiol�gica, e a B�bli�
Sagrada dos crist�os diz, como j� o demonstramos na p�gina 40 deste
livro, que Deus � INCORP�REO, IMATERIALIZADO. N�o seria Deus quem necessitasse
de alimentar-se para sobreviver, porque Deus � AUTO-VIVENTE.
Jesus e a m�e dele viviam como todos os humanos.
Ingeriam alimentos como todos os seres vivos, pois eram de carne e osso. Quem
necessita de alimenta��o para viver - e sobreviver - obriga~se a urinar e
evacuar-se, a fim de eliminar os res�duos alimentares, e isto � INCOMPAT�VEL
com a natureza divina. Jesus dormia, cansava e descansava, aborrecia-se, etc.
Enfim, tinha, Jesus, todos os sentimentos e as rea��es comuns a todos os
humanos.
111 - Uma vez mais, vamos
procurar na B�blia Sagrada, o Livro dos crist�os, as provas que corroboram o
conte�do do Sagrado Alcor�o que diz: Deus n�o � Jesus, e Jesus n�o � Deus.
A - No VELHO TESTAMENTO, Livro de Isa�as 40:28
---N�osabes,
n�o ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos confins da terra, nem se
cansa nem se fatiga?"
Mas Jesus se cansava! (E Jesus n�o � CRIADOR da
terra!). Isto est� no Evangelho de S�o Jo�o 4:6
---...
cansado da viagem, assentara-se Jesus junto � fonte
B - No Velho Testamento, Livro N�meros 23:19
"Deus n�o � honrem, para que minta;
nem filho do honrem, para que se arrependa.
N�o cabe qualquer vacila��o diante deste versiculo
b�blico. Ele nega, CATEGORICAMENTE, ser Deus homem ou filho de homem! Contudo,
Jesus Cristo sempre se apresentou como: FILHO DO HOMEM. E isso est� repetido,
no Novo Testamento, por mais de oitenta (80) vezes! Assim como em muitas
passagens, o Novo Testamento refere-se a Jesus como: HOMEM ou VAR�O. Exemplos:
12 - Romanos 5:15
---0dom
pela gra�a de um s� homem, Jesus Cristo.
2o- - Evangelho de S�o Lucas
24:19 -. ��e explicaram o que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era var�o
profeta.-� 39 - Tim�teo 2:5
-Porquanto h�
um s� Deus, e um s� Mediador entre Deus e os homens: Cristo Jesus homem .-�
C - A B�blia Sagrada dos
crist�os, quer no Novo Testamento, quer no Velho Testamento, ensina que Deus
n�o pode ser visto pois n�o tem forma, e � esp�rito e n�o carne. Exemplos:
12 - �xodo 33:20 "E (Deus) acrescentou (a Mois�s): t�o
me poder�s ver a face, porquanto homem nenhum ver� a minha face, e viver�.
2o- - No Evangelho de S�o Jo�o 5:37, Jesus
diz:
---O Pai que
me enviou, esse mesmo � que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a
sua voz, nem visto a sua forma --�
Quanto a Jesus, foi visto por muitos e muitos, foi
ouvida a voz dele, tinha corpo e forma, inclusive crescia quando menino,
segundo o Evangelho de S�o Lucas 2:52
---Ecrescia
Jesus em sabedoria, estatura e gra�a diante de Deus e dos homens.-�
IV - O pr�prio Jesus disse que Deus � esp�rito, e
n�o carne: A - Evangelho de S�o Jo�o 4:24 ---Deus�
esp�rito.
B -Evangelho de S�oJo�o 1:18 "Ningu�m jamais viu a Deus�
C - Evangelho de S�o Jo�o 3:6 "0 que � nascido da carne � carne; e o
que � nascido do esp�rito � esp�rito.
Ningu�m questiona que Jesus nasceu da virgem Maria,
e ela era de carne!
N�o restando quaisquer d�vidas quanto � natureza
HUMANA de Jesus, a partir de vast�ssimos exemplos, textos, vers�culos e
conceitos da pr�pria B�bl�a Sagrada, o Livro dos crist�os, considerada por
eles: a Palavra de Deus, vamos conhecer o que a B�blia Sagrada sentencia a
respeito do homem de carne:
A - Romanos 1:23
---Emudaram a
gl�ria de Deus incorruptivel em semelhan�a do homem corrupt�vel.
13 - 1 Pedro 3:18
---Poistamb�m
Cristo morreu, uma �nica vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para
conduzir-vos a Deus; morto sim, na carne, mas vivificado no esp�rito.
OBSERVA��ES: Este texto do Novo
Testamento bastaria por si s�, e s� por si, para provar que Jesus n�o � Deus, e
que Deus n�o � Jesus. Vejamos:
19 - Afirma que "Cristo morreu". E a
B�blia diz que Deus n�o morre jamais, pois � Eterno, Imortal (Tim�teo 1:17).
22 - Afirma que "Cristo morreu... para
conduzir-vos a Deus". Ent�o Deus � outro!
32 - Afirma (pela segunda vez) a morte de Cristo
"morto sim" e acrescenta: "na carne". E Deus n�o � de
carne, � apenas ESP�RITO, conforme o diz o pr�prio Jesus Cristo (Jo�o 4:24)
42 - N�o deixa - o texto b�blico - qualquer d�vida
de que Jesus � humano, por ser composto de carne (mat�ria) e de esp�rito, como
todos os humanos!
SERIA, JESUS, FILHO DE DEUS?
Nenhuma frase criou tamanha controv�rsia, ao longo
dos s�culos, como a frase composta de tr�s palavras apenas, ou seja:
"FILHO DE DEUS".
O Alcor�o Sagrado, Palavra textual de Deus, nega,
CATEGORICAMENTE, que Jesus tenha sido Filho de Deus, no sentido que os humanos
entendem serem os filhos em rela��o a seus pais-genitores. Para o Alcor�o, Deus
n�o necessita de filhos, como necessitam os homens - mortais, finitos e fracos,
porque Deus �: IMORTAL, INFINITO e ONIPOTENTE!
Outra hip�tese rejeitada, veementemente, pelo
Alcor�o, � a de que Deus - para ter filho -- necessita de uma esposa.
Jesus nasceu de uma mulher: a Virgem Mana- Nasceu
de uma m�e, como todos os seres humanos nascem de uma m�e. A diferen�a,
portanto, entre Jesus e os demais humanos, reside no fato de COMO ele foi
concebido pela Virgem Maria. Enquanto todos os homens foram - e s�o -
concebidos a partir da fertiliza��o de um �vulo feminino por um espermatoz�ide
masculino, Jesus foi concebido pela Virgem Maria, sem a contribui��o de um
genitor masculino. Ali�s, todos... n�o. H� uma exce��o: AD�O! Ad�o n�o nasceu
do processo universal da uni�o, entre um homem e uma mulher- Ad�o, ali�s, foi
uma obra (cria��o) mais portentosa do que a de Jesus. Enquanto Jesus nasceu,
milagrosamente, sem um pai (genitor f�sico), Ad�o nasceu sem pai e sem m�e,
inclusive! Mas nem por isso, Ad�o adquire natureza divina. Este aspecto,
contudo, ser� por n�s analisado no Cap�tulo: TRINDADE ou UNIDADE?
Deus diz, no Alcor�o Sagrado, que no tocante � sua
cria��o (ou gera��o) miraculosa, Jesus assemelha-se a Ad�o:
"O caso de Jesus, perante Deus, � igual
ao caso de Ad�o: criou-o de barro, e disse-lhe: S�". E fez-se!"
Alcor�o 3:5957
Mas voltemos ao tema: FILHO DE DEUS.
Ningu�m em s� consci�ncia acredita - ou imagina -
que Jesus � filho de Deus, como eu e voc�s, leitores, somos filhos de nossos
pais. Nossos progenitores casaram-se com nossas m�es, e ent�o nascemos n�s. A
virgem Maria n�o foi esposada por Deus. Portanto, Deus n�o � Pai f�sico
(carnal, material) de Jesus. �, sim, Pai-Criador. E neste caso, Deus � o
Pai-Criador de todos os seres humanos, como todos os seres humanos s�o, pela
CRIA��O, filhos de Deus.
57 Surata de AL IMR�N.
Assim sendo, a qualifica��o de
Jesus como: "Filho de Deus" n�o o credencia para ser divino, nem para
ser Deus, nem para fazer parte da divindade, porque a B�blia Sagrada confere a
outros, al�m de Jesus, a qualifica��o de "Filho de Deus", e nem por
isso tornaram-se divinos, nem foram chamados "Deus" e nem foram
considerados "parte de Deus". Exemplos:
19 - O Novo Testamento diz que Ad�o � filho de
Deus:
"Cain�,
filho de Enos, Enos, filho de Sete, e este filho de Ad�o, filho de Deus.
Lucas 3:38
20- ----Ospacificadores s�o chamados filhos de Deus.--Mateus 5:9
30- -�������������������������� -V�s
fazeis as obras de vosso pai.
Disseram-lhe eles.- N�s n�o somos bastardos: temos um pai que � Deus.
Jo�o 8:41
40- -
"Pois todos que s�o guiados pelo Esp�rito de Deus s�o filhos de Deus.--�
����������������������������������� Romanos
8:14 58
Leonardo Boff, conhecido te�logo cat�lico. diz em
seu livro "Trindade, Sociedade e Liberta��o", 2a- edi��o, p�gina 220:
"Os
evangelhos sin�ticos nunca colocam na boca de Jesus a express�o filho de Deus.-�"
Igualmente, o VELHO TESTAMENTO, que abrange tempos
anteriores ao nascimento de Jesus Cristo, cont�m refer�ncias interessantes ao
termo 'Filho de Deus' Exemplos:
10- Deuteron�mio 32:19 . 'Viu isto 0 Senhor, e os desprezou, por causa da provoca��o de seus
filhos e suas filhas. Portanto: homens e mulheres s�o filhos e filhas de
Deus!
29 - lsa�as 1:2
-Ouvi,
� C�us, e d� ouvidos, � terra, porque 0 SENHOR � quem fala: criei filhos, e os
engrandeci.
39 - J� 38:7
-Quando
as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos
de Deus.-�
42 - Outros homens, al�m de Jesus, tiveram por
parte de Deus o tratamento individual de "Filho de Deus", como
Salom�o, e nem por isto Salom�o � considerado Deus, ou parte de Deus:
---Eulhe
serei por pai, e ele (Salorn�o) me
ser� porfilho.
11 Samuel 7:14
59 - Alguns chamam a Jesus, como para
diferenci�-lo, de "Filho Primog�nito ou Unig�nito de Deus". No Velho
Testamento, bem antes do nascimento de Jesus, Deus j� designara assim a outros,
e nem por isso mereceram a DIVINDADE, ou parte dela:
---Vir�ocom
choro, e com s�plicas os levarei, gui�-los-ei aos ribeiros de �guas, por
caminho reto em que n�o trope�ar�o,- porque sou pai . para Israel, e EFRAIM � o
meu primog�nito.-�
Jeremias 31:9
---Ele(Davi) me invocar� dizendo: Tu �s meu pai...
Fa-lo-ei por isso meu primog�nito.--
Salmos 89:26,27
---Eacontecer�
que no lugar onde se lhes dizia: v�s n�o sois meu povo, se lhes dir�: v�s
soisfilhos do Deus vivo.-�
Os�ias 1: 10
REFLEX�O: Se o uso do termo "Filho de
Deus" ou do termo "Filho Primog�nito de Deus" ou
"Unig�nito", ou o fato de referir-se a Deus como "Pai" ou
"Pai Celeste" justificasse, comprovasse ou credenciasse Jesus para a
divindade, ou para parte da divindade, seriam: Israel, Efraim, Davi e Salom�o
individualmente - com mais direito a tal, por serem anteriores, historicamente,
a Jesus! Ali�s, nesta linha de racioc�nio , seria Ad�o o mais credenciado, pois
al�m de ser o primeiro entre todos, e dele descendem, teria a seu favor o fato
de n�o ter nascido (e n�o ser gerado) nem de pai humano e nem de m�e!
E por �ltimo, todos os seres
humanos teriam este direito, pois s�o chamados na B�blia Sagrada, e em centenas
de vers�culos, de:
FILHOS DE DEUS.
Seria, ent�o, aceit�vel, quer
l�gica quer religiosamente, que os filhos de Deus, TODOS, inclusive Jesus,
Filho de Maria, fossem o pr�prio Deus? ou que fizessem parte de Deus?.
Al�m da constata��o do Frei Leonardo Boff de que: -Os evangelhos sin�ticos nunca colocam na
boca de Jesus a express�o Filho de Deus-, h�, ainda, a desautoriza��o do
pr�prio Jesus, EXPRESSA, para que n�o o chamassem de Filho de Deus, mas sim,
que o chamassem "0 Cristo". Isto est� no Evangelho de S�o Lucas 4:41
---Tamb�mde
muitos sa�am dem�nios gritando e dizendo: Tu �s o Filho de Deus! Ele (Jesus)
por�m os repreendia para que n�o
falassem, pois sabiam ser ele o Cristo.-�
E para encerrarmos este
cap�tulo, 59 transcrevemos este texto b�blico, significativamente importante:
-Ora, se
somos filhos (de Deus), somos tamb�m
herdeiros, herdeiros de Deus, co-herdeiros com Cristo.-�
Romanos 8:17
Este texto b�blico iguala todos os humanos a Jesus
Cristo, na condi��o de "CO-HERDEIROS" de Deus com o pr�prio Cristo.
Ainda o texto define duas partes.- quem herda e quem se herda. De quem se herda
� Deus, somente! E quem herdam s�o OS FILHOS, inclusive Jesus, pois todos s�o
HERDEIROS de DEUS!
TRINDADE?
ou UNIDADE? Deus: Seria TRINO, ou � UNO?
N�s, mu�ulmanos, acreditamos plenamente - e j� o
dissemos repetidas vezes, neste livro - que o Alcor�o Sagrado � Palavra textual
de Deus, portanto, todas as assertivas cor�nicas, para n�s, s�o verdadeiras e
definitivas.
E o Alcor�o nos diz que DEUS � �nico, UNO. E no
Cap�tulo anterior provamos, com base no Alcor�o e na B�blia Sagrada, que Jesus
Cristo � - e foi - de natureza HUMANA.
Resta analisarmos a figura do "Esp�rito
Santo", para concluirmos se Deus seria TRINO, ou � UNO.
ESP�RITO SANTO
O Sagrado Alcor�o adjetiva de "Esp�rito
Santo" ao arcanjo GABRIEL, o anjo da revela��o, isto �: o intermedi�rio
entre Deus e os Profetas-Ap�stolos, a quem trazia da parte de Deus As Mensagens
como o Alcor�o, o Tor�, o Evangelho, etc...
"Dize (� Muhammad): Foi (o
Alcor�o) trazido (como revela��o) pelo Esp�rito Santo, da parte de Seu Senhor,
verdadeiramente, para fortalecer os que creram, e � (o Alcor�o) Guia e Alv�ssara
para os mu�ulmanos."
Alcor�o 16:102 60
Ent�o, claro est�, que, o Esp�rito Santo -
conforme o texto cor�nico - � um ANJO (GABRIEL) que trazia, diretamente de
Deus, as revela��es a Muhammad, e antes as trazia aos outros Profetas.
Haveria algum texto semelhante na B�blia Sagrada? Sim. H�
v�rios.
1 - Na 2a- Ep�stola de S�o Pedro 1:21
---Porquejamais
qualquer profecia foi dada por
vontade humana, entretanto, homensfialaram da parte de Deus, movidos pelo
Esp�rito Santo.-�
11 Pedro 1:21
IMPRESSIONANTE: Este vers�culo da 2a- Ep�stola de S�o
Pedro coincide, inteiramente, com o entendimento isl�mico quanto � revela��o
divina, a saber:
1 - As profecias n�o se d�o por vontade humana, mas
de Deus.
2 - Os profetas (todos) s�o homens (inclusive
Jesus).
3 - Os profetas falaram o que Deus lhes ordenou, e
n�o o que eles quiseram.
4 - O mais importante: 0 Esp�rito Santo lhes traz a
mensagem.
Deste modo, temos tr�s partes distintas: A - Deus: quem
revela. B - 0 Profeta: a quem destina-se a revela��o. C - O Esp�rito Santo: o
intermedi�rio entre Deus e os profetas.
Seriam, estas tr�s partes, uma
UNIDADE?
11 - No Evangelho, segundo S�o Lucas 1: 19
--Respondeu-lhe
(a Jesus) o anjo: Eu sou Gabriel, que
assisto diante de Deus.-�
Lucas 1: 19
IMPRESSIONANTE (2): Aqui, no Evangelho de S�o Lucas, o
anjo � citado pelo nome: GABRIEL!
Por�m, a minha leitura da B�blia Sagrada dos
crist�os, especialmente o Novo Testamento, revelou-me que o termo 'Esp�rito
Santo" indica mais que uma significa��o, isto �: refere-se a mais de uma
entidade. Veremos:
1�������������������������������� O
Esp�rito Santo seria um anjo, como entende-se do Vers�culo 18 do Cap�tulo 1 do
Evangelho de S�o Mateus:
---Achou-se(Maria)
gr�vida pelo Esp�rito Santo.-�
Mateus 1:18
22 - H�, no Novo Testamento, passagens
interessantes a respeito do Esp�rito Santo, pois o mesmo n�o revelava APENAS a
Jesus, conforme o Evangelho de S�o Lucas 1:15
---Poisele (Jo�o
Batista) ser� grande diante do Senhor,
n�o beber� vinho, nem bebida forte, ser� cheio do Esp�rito Santo.-�
Lucas 1: 15
Atentemos: o que significa nesta passagem de S�o
Lucas, EXATAMENTE, o termo: Esp�rito Santo?
Poderia ser, este Esp�rito Santo, o mesmo referido
antes (em Mateus 1:18), por quem Maria achou-se gr�vida? Poderia ser o Esp�rito
Santo referido neste vers�culo. . . o mesmo que revelara a SIM�O:
-Revelara-lhe
(a Sim�o) 0 Esp�rito Santo que n�o
passaria pela morte antes de ver 0 Cristo do Senhor.
Lucas 2:6
E seria o Esp�rito Santo que Maria, por meio
dele, achou-se gr�vida, e Jo�o Batista "cheio" do mesmo, e SIM�O
avisado por ele "cle que n�o morreria sem ver antes 0 Cristo do
Senhor", e que Jesus o viu descendo como pomba vindo sobre ele (Mateus
3:16) e levou-O ao deserto, seria esse Esp�rito Santo o mesmo a quem referem-se
Marcos 3:29 e Lucas 12:10
---Todoaquele
que proferir uma palavra contra o filho do homem (Jesus), isso lhe ser� perdoado; mas para o que
blasfemar contra o Esp�rito Santo, n�o haver� perd�o.
Lucas 12:10
-Aquele
que blasfemar contra o Esp�rito Santo, n�o tem perd�o para sempre, visto que �
r�u de pecado eterno.-�
Marcos 3:29
REFLEX�ES: Estes dois �ltimos vers�culos do Novo
Testamento merecem uma leitura mais detida e ATENTA, pois apresentam um
Esp�rito Santo DIFERENTE daquele dos vers�culos dos itens V e 29. Por qu�?
Porque Este Esp�rito Santo � bem MAIOR - e mais
importante - do que o filho do homem (Jesus), uma vez que blasfemar contra
Jesus teria perd�o, contudo blasfemar contra o Esp�rito Santo n�o teria perd�o
para sempre, e quem o cometer � considerado: R�U DE PECADO ETERNO. Ora, na
escala dos tr�s componentes da TRINDADE Crist�, 0 Filho (que � Jesus) � maior
do que o Esp�rito Santo, e vem antes dele, mas nos vers�culos do Novo
Testamento (Lucas 1210 e Marcos 3:29) o Esp�rito Santo � INFINITAMENTE maior do
que o Filho do homem (Jesus).
Ali�s, estes dois vers�culos evang�licos nos fazem
entender que o termo ESP�RITO SANTO - na verdade - refere-se ao pr�prio Deus-
que � MAIOR do que Jesus, e maior de tudo. e de todos. E lembram-nos do
vers�culo do Sagrado Alcor�o:
"Deus n�o perdoa
quem lhe atribuam semelhantes, e perdoa tudo, menos para quem Ele quiser. . .�
����������������������������������� ALCOR�O 4:48,11 61
Mas voltemos �s nossas considera��es sobre o EXATO
significado do termo: Esp�rito Santo.
Leonardo Boff, te�logo cat�lico, assim o define em
seu livro: "Trindade, Sociedade e Liberta��o", 2a- edi��o, p�gina 63:
"Esp�rito Santo (= filologicamente significa
vento ou sopro)"
3o- No Evangelho, segundo S�o Jo�o 14:26
---Maso
Consolador, o Esp�rito Santo a quem o Pai enviar� em meu nome, esse vos
ensinar� todas as coisas e vosfiar� lembrar de tudo o que vos tenho dito.-�
Jo�o 14:26
Aqui temos uma nova - e diferente -
conceitua��o do Esp�rito Santo: Consolador, que poder� ser HUMANO!
49 - S�o Paulo, na 1a- ep�stola
aos Cor�ntios, d� uma outra conceitua��o ao Esp�rito Santo:
61 Surata de AL
NI��E.
---Acaso,n�o sabeis que o vosso corpo � santu�rio
do Esp�rito Santo, que est� em v�s, o qual tendes da parte de Deus. . .-�
1 Cor�ntios 6:19
50- - S�o Lucas, em seu Evangelho, d� uma
interessante conceitua��o ao Esp�rito Santo:
-Ora, se v�s
que sois maus, sabeis dar boas d�divas aos vossos filhos, quanto mais o Pai Celestial dar� o Esp�rito Santo �queles que
lhos pedirem.
Lucas 11:13
Como essas diferentes conceitua��es do
Esp�rito Santo nos revelam que este termo n�o se limita � designa��o de uma
�nica entidade, na B�blia Sagrada, revelam tamb�m, juntamente com outros ( Jo�o
4:2) (1 Pedro 1:12) uma quest�o grav�ssima, ou seja: a quest�o da
TRADU�AO das Escrituras Sagradas, cujo tema ser� alvo de um cap�tulo
espec�fico, no fim deste livro .
Depois de tecermos estas
considera��es a respeito do terceiro termo da Trindade - o Esp�rito Santo -
retomamos o tema principal:
Deus, seria
Trino? ou Uno?
A divindade seria: TRINDADE? ou UNIDADE?
O Sagrado Alcor�o, assim fala,
sobre a Trindade:
"� adeptos do Livro: n�o
vos fanatizeis em vossa religi�o e n�o dizeis sobre Deus sen�o a verdade. 0
Messias, Jesus, Filho de Maria, � Enviado de Deus, e Sua Palavra (Verbo, Logos)
que lan�ou � Maria, � um Esp�rito D'Ele (Deus). Acreditai, pois, em Deus, e em
seus Ap�stolos (Enviados), e n�o dizeis: "TRINDADE", abstendevos
disso, ser� melhor para v�s, porque Deus � UNO (�nico), Ador�vel, glorificado
seja, imposs�vel que tenha Ele (Deus) um filho (no sentido de gerar, procriar).
Pertence a Ele tudo quanto h� nos c�us e na terra.
Alcor�o 4:171 62
Neste �nico vers�culo, o
Alcor�o Sagrado diz tudo sobre a natureza de Deus, sobre a natureza de Jesus, e
sobre a Trindade.
12 - Diz que Jesus � ENVIADO de
Deus. E a B�blia Sagrada coincide com o
Alcor�o sobre isto, nas palavras do pr�prio Jesus:
---Quem me
recebe, recebe aquele que me enviou.
Mateus 10:40
62. Surata de AL NI��E.
---Esle.,
por�m, lhes disse: � necess�rio que eu anuncie o evangelho do reino de Deus...
pois para isso � que.fui enviado.-�
Lucas 4:43
---Equalquer
que a mim me recebe, Pi�o recebe a
mim, mas ao que me enviou
Marcos 9:37
---Disse-lhes
Jesus: A minha comida consiste em.fazer a vontade daquele que me enviou.
Jo�o 4:34
Portanto, nos quatro
evangelhos, aceitos pelos crist�os como parte da B�blia Sagrada, o pr�prio
Jesus afirma que � ENVIADO de Deus. Poderia ser, ele, o enviado, e quem envia,
SIMULTANEAMENTE?
20- 0 vers�culo cor�nico diz
que Jesus �: ESP�RITO DE DEUS. Este conceito poderia causar alguma d�vida �s
pessoas. Mas Deus diz na B�blia Sagrada dos Crist�os:
---Poreiem
v�s (em todos, portanto) o Meu
Esp�rito, e vivereis.
Ezequiel 37:14
39 -J� o dissemos, antes, que a
express�o Cor�nica: "Filho de Maria" indica a natureza humana de
Jesus, como o indica a express�o evang�lica: "Filho do homem".
Inclusive v�rios textos evang�licos n�o deixam d�vida alguma quanto �s rea��es
humanas de Jesus, como: ter fome, ter sono, dormir, despertar, cansar e
sentar-se, amar, chorar, comer, beber, sentir alegria, tristeza, medo, etc...
A - teve fome Mateus 21:18, Marcos 1112
B
----... Despertando-se Jesus---. Lucas 8:24 (Deus n�o dorme).
C -
-Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto � fonte Jo�o 4:6 (Deus n�o se
cansa, nem se fatiga, segundo a B�blia Sagrada Isa�as 40:28). D - -Ora, amava Jesus Marta. . "� Jo�o 11: 5
E - "Jesus chorou (por L�zaro). . ." Jo�o
11:35 (Deus n�o chora),
49 - Pelo texto do Alcor�o,
Deus manda que n�o se diga TRINDADE, e sim: que Deus � UM S�, �NICO ador�vel,
Deus UNO: Unidade!
Vejamos o que diz o Novo Testamento:
---MasJesus
lhe respondeu: Ao Senhor teu Deus adorar�s, e s� a Ele dar�s culto.
Lucas 4:8
---Ea
vida eterna � esta: que te conhe�am a ti o �nico Deus verdadeiro, e a Jesus
Cristo, a quem enviaste.
Jo�o 17:13
Resta alguma d�vida, depois de
ler este texto do Evangelho de S�o Jo�o, de que Deus � �nico, a quem se dedicam
culto e adora��o, e que Jesus � o enviado dele?
N�o � EXATAMENTE isto que afirma o Alcor�o?
50- - H� um texto evang�lico
que dirime qualquer d�vida, ou seja: fala textualmente em UNIDADE e n�o em
TRINDADE:
---Sejais aperfei�oados na Unidade. . .- (Jo�o 17:23)
IMPORTANTE: A nossa leitura do Novo
Testamento n�o nos permitiu ver em nenhum dos quatro evangelhos, em nenhuma
ep�stola dos ap�stolos, qualquer refer�ncia sobre Deus TRINO. Ao contr�rio:
somente, apenas e unicamente vimos que TODO o Novo Testamento - al�m do Velho
Testamento -- quando refere-se a Deus, qualifica-o de: Deus �nico, UNO, UM S�.
Fomos procurar num livro da
autoria de um te�logo crist�o, cat�lico, cujo t�tulo � EXATAMENTE:
"Trindade, a Sociedade e a Liberta��o", 2a- edi��o, cujo autor � o
famoso e respeitado padre Frei Leonardo Boff.
Lemos o referido livro para entendermos a tem�tica
"TRINDADE" a partir da cren�a crist�, pois a cren�a isl�mica � clara,
muito clara, a respeito.
Na p�gina 52, diz Leonardo
Boff:
"No Novo Testamento
n�o existe ainda uma doutrina trinit�ria." Portanto, confere com o que
dissemos h� pouco!"
Na p�gina 194, diz Boff:
"N�o devemos nunca esquecer que o Novo
Testamento jamais usa as express�es: trindade de pessoas e unidade de
natureza."
Na p�gina 195, diz Leonardo
Boff: "Trindade foi consagrada no fim do s�culo 11 por Te�filo de
Anti�quia e por Tertuliano."
OBSERVEMOS: Leonardo Boff confirma que a concep��o
trinit�ria n�o consta dos evangelhos do Novo Testamento, e nem foi professada
pelos ap�stolos de Jesus Cristo, nem pelos crist�os nos dois primeiros s�culos.
Nasceu, portanto, de acordo com um padre crist�o e cat�lico, 200 anos depois de
Cristo!
Transcrevemos este trecho do livro do padre
Leonardo Boff, p�gina 197:
"A Trindade � um mist�rio estrito, pois
escapa � raz�o humana compreender como tr�s pessoas distintas possam estar de
tal forma umas nas outras que constituam um �NICO DEUS-, � incompreens�vel �
raz�o humana a absoluta igualdade das pessoas (da Trindade), dado o fato de que
o Filho "procede" do Pai e o Esp�rito Santo do pai e do/ mediante o
Filho' foge � raz�o humana o combinar a radical simplicidade de Deus com a
trindade de pessoas."
As linhas que acabamos de transcrever s�o de
autoria de Leonardo Boff, o grifo, contudo, � nosso.
O Frei Boff, na sua referida obra, p�gina 48, diz:
"O Pai possui uma anterioridade ao
filho, o Pai d� origem ao filho."
N�s dizemos:
Deus � o CRIADOR, e tem ANTERIORIDADE.
Jesus � CRIADO (ou gerado), e � POSTERIOR a Deus, e
�, Jesus como humano -da g�nese do barro.
O Esp�rito Santo � CRIADO (ou espirado), e tem
anterioridade em rela��o ao Filho, por�m � posterior ao Pai (Deus), al�m de ser
da g�nese da luz, por ser anjo.
Formariam, assim mesmo, uma UNIDADE?
"Santo Hil�rio de Poitier
escreve: "A gera��o � o segredo do pai e do filho. Se algu�m acusar a
fraqueza da intelig�ncia pelo fato de n�o conseguir compreender este mist�rio,
embora compreenda separadamente as palavras Pai e Filho, certamente ficar�
ainda mais acabrunhado ao saber que eu tamb�m estou na mesma ignor�ncia. Sim,
tamb �rn eu n�o sei, e desisto de saber embora me console, pois os arcanjos o
ignoram, os anjos n�o possuem a intelig�ncia deste mist�rio, os s�culos n�o o
podem compreender, o profeta n�o o entende, o Ap�stolo n�o o indagou e o
pr�prio Filho n�o nos disse nada acerca disto. Deixemos, pois, de
lamentar-nos."
����������������������������������� Preferimos
nada comentar acerca destes dizeres de um santo crist�o sobre a TRINDADE.
Entretanto, antes de encerrarmos este Cap�tulo, n�o podemos deixar de assinalar
a dificuldade - ali�s, reconheci d �ssi ma por Santo Hil�rio - de entender a
unidade de Deus na trindade das pessoas, al�m da gravidade de estender a
diviniza��o a outras pessoas. Basta transcrever alguns trechos do livro de
Leonardo Boff, "Trindade":
Maria por for�a do
Esp�rito Santo, � elevada � altura divina, para que sua maternidade fosse
divina e ela, verdadeiramente, sem figura ou met�fora, fosse a m�e de
Deus" (p�gina 256). "Maria: morada de Deus" (p�gina 256).
... que o feminino ter� na eternidade bem como o
masculino uma suma participa��o na comunh�o trinit�ria" (p�gina 257).
Maria seria, ent�o... n�o
apenas o templo de Deus, mas o pr�prio Deus no templo, isto �, o Deus que mora
em Maria e que faz nela o templo vivo e verdadeiro" (p�gina 258).
A partir deste racioc�nio
nosso, avaliamos bem o gesto de reprova��o do Papa Jo�o Paulo li, quando da sua
�ltima visita ao Brasil, e de sua passagem pela capital ga�cha, Porto Alegre,
quando a multid�o dissera-lhe:
"VOC� � JESUS CRISTO!"
O Papa, com o gesto
caracter�stico que fez com o dedo, e na pr�pria voz alta, de manifesta
contrariedade, respondeu � multid�o: "N�o, n�o".
� que o Papa, mais do que ningu�m, sabe que aquela
multid�o tem, em Jesus Cristo, o pr�prio Deus, e se chama o Papa de "Jesus
Cristo", facilmente pode associ�-lo (o Papa) a Deus, tamb�m!
A
PALAVRA "SENHOR", NA B�BLIA SAGRADA
A exemplo do termo:
"Esp�rito Santo", que na B�blia designa mais de uma entidade -como j�
vimos -, e emprega-se para significar mais de um sentido, o voc�bulo SENHOR �
usado na B�blia Sagrada (vers�o portuguesa) para designar diferentes pessoas.
Tanto neste caso, como no outro, o motivo a nosso ver, est� no �mbito da
tradu��o das Escrituras Sagradas para diferentes idiomas. Para n�o nos
estendermos, transcrevemos, a seguir, alguns exemplos, apenas:
12 - Onde o voc�bulo SENHOR
designa Jesus:
A - -V�s me
chamais o Mestre e o Senhor, e dizeis bem; porque eu o sou.-�
Mateus 20:30
13 -
-Sabendo que aquele que ressuscitou ao Senhor Jesus, tamb�m nos ressuscitar�
com Jesus.
11 Cor�ntios 4:14 Aqui, o
voc�bulo SENHOR est� designando Jesus, mas o texto � inequ�voco de que Jesus
foi ressuscitado por um outro, e n�o por ele pr�prio. Como, pois, �
poss�vel que algu�m ressuscite a si mesmo e aos outros com ele, se � mortal, e
Deus � IMORTAL, Eterno?
22 - Onde o voc�bulo SENHOR
designa Deus:
A ----Poisele
(Jo�o Batista) ser� grande diante do
Senhor... E a m�o do Senhor
estava com ele.
Lucas 1: 15 Senhor, aqui, n�o
se refere � pessoa de Jesus!
B - -�nico
soberano, o Rei dos reis, e Senhor dos senhores.
Tim�teo 6:15 Tamb�m, SENHOR, aqui, n�o se refere �
pessoa de Jesus!
C - -Tendes
ouvido da paci�ncia de J�, e vistes que fim o Senhor lhe deu.
Tiago 5:11 Jesus n�o havia nascido
ainda quando J� sofreu com paci�ncia!
32 - Onde o voc�bulo SENHOR n�o
se refere, de modo algum, � pessoa de Jesus, e onde fica indubit�vel que Jesus
n�o � Deus, e que Deus n�o � Jesus.
A
----Revelara-lheo Esp�rito Santo que
n�o passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.�
A palavra SENHOR, neste
vers�culo, n�o poderia - de modo algum - estar designando JESUS, e sim: designa
DEUS, uma vez que o termo: "Cristo do Senhor' n�o deixa nenhum equ�voco
quanto a Cristo pertencer a Deus (o Senhor), e assim, s�o duas entidades
distintas.
13 -
"Bendito o que vem em nome do SENHOR.-�
Mateus 21:9 / Marcos 11:9
SENHOR, neste vers�culo
constando nos dois evangelhos, jamais pode estar designando a JESUS, e sim: a
Deus. E deixa evidente que Deus � um, e Jesus � outro, pois n�o poderia Jesus
vir em seu pr�prio nome, diante da reda��o do vers�culo que n�o deixa margem
para tal.
A HUMANIDADE DOS ENVIADOS DE
DEUS
O Alcor�o Sagrado estabelece, de modo
inequ�voco, que todos os Profetas-Ap�stolos (Enviados de Deus) foram humanos,
inclusive Jesus e Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.
"N�o enviamos (N�s:
Deus) antes de ti (� Muhammad) sen�o homens, aos quais revel�vamos. Indaga!
aqueles que t�m Mensagem (Divina) se o desconheceis. N�o os fizemos de natureza
que prescindam de alimentar-se, e nem eram imortais."
Alcor�o 21:7,8 63
Estes dois vers�culos cor�nicos nos informam de que
Deus, dirigindo-se a Maom�, disse-lhe que nenhum enviado de Deus era de outra
natureza, n�ohumana, evidente est� que Jesus inclui-se nisto, uma vez que,
historicamente, � anterior a Maom�.
Como humanos, os enviados de Deus foram CRIADOS
(ou gerados). Logo, n�o poderiam caracterizar-se pela Eternidade
(IMORTALIDADE). A isso, refere-se, o Sagrado Alcor�o:
"Nenhum humano anterior a ti (� Muhammad) teve
a imortalidade. Se tu �s mortal, como seriam os outros imorredouros?"
Alcor�o 21:3464
Portanto, expressa o Alcor�o, de modo expl�cito,
que nenhum ser humano possui a imortalidade, nem mesmo os Profetas (Mois�s,
Abra�o, Jesus, Maom�, etc. ..).
Vamos � B�blia Sagrada dos crist�os, para verificar
que conceito tem a mesma, a respeito da humanidade dos Enviados de Deus:
A - 11 Pedro 1:21
---Porquenunca
jamais qualquer profecia foi dada por
vontade humana, entretanto, homens falaram da parte de Deus, movidos pelo
Esp�rito Santo.-�
13 - Tim�teo 2:5 (humanidade de
Jesus).
---Porquantoh�
um s� Deus, e um s� mediador entre Deus e os homens: Cristo Jesus homem.--.
C - Vejamos a diferen�a entre: HOMEM e Deus:
---Emudaram
a gl�ria de Deus incorrupt�vel em semelhan�a da imagem do homem corrupt�vel. �� Romanos1:23
D - Atentemos BEM para estes
dizeres de Jesus Cristo, no Evangelho de S�o Jo�o 3:6
---O que �
nascido da carne � carne; e o que � nascido do Esp�rito � esp�rito.-�
Jesus nasceu, ou n�o, da Virgem
Maria? Maria era, ou n�o, de carne?
63. Surata dos Profetas. 64.
Surata dos Profetas.
Logo: Jesus � carne (nascido
de carne), � humano, portanto!
E - Romanos 5:15
---O dom pela
gra�a de um s� homem, Jesus Cristo.
F - E, finalmente, vejamos este
texto b�blico, do Novo Testamento, que encerra palavras de S�o Paulo:
---Dadescend�ncia
deste (Davi) conforme a promessa,
trouxe Deus a Israel, o salvador, que � Jesus.
Atos 13:23
Portanto, na palavra do Novo
Testamento, parte integrante da B�blia Sagrada dos crist�os, e pela boca de S�o
Paulo, Jesus � da descend�ncia de Davi: Homem descendendo de homens!
A HUMANIDADE DE MUHAMMAD
(S.A.A.W.S.)
Dentro do cap�tulo destinado a provar a humanidade
(natureza humana) de todos os Profetas-Ap�stolos (Enviados de Deus) n�o podemos
esquecer de abordar a condi��o humana do Profeta Maom�, do mesmo modo que
abordamos a humanidade de Jesus.
Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.
sempre foi considerado pelos mu�ulmanos: UM SER HUMANO, jamais o consideraram -
e nunca o considerar�o - como divino, ou como parte da divindade. Para n�s,
mu�ulmanos, Maom� � CRIATURA de Deus, � SERVO de Deus, � ENVIADO de Deus.
Esta cren�a dos mu�ulmanos tem
profundo significado e alcance: consolida a UNICIDADE de Deus, que n�o tem
parceiros, nem semelhantes, nem componentes e nem partes.
Jamais um verdadeiro mu�ulmano
pensou - tampouco tempensar� em todos os tempos, e em todos os lugares do
universo, em elevar Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.) a n�vel da divindade. N�s,
mu�ulmanos, obedecemos - e seguimos - a Maom� - porque tudo que ele disse,
transmitiu e pregou, era por ele recebido, em revela��o, vinda da parte de
Deus! Deus que nos ordenou obedecer a Maom�. Esta cren�a na natureza humana de
Maom� est� baseada, total e firmemente, no Sagrado Alcor�o:
"Muhammad n�o � sen�o um
Enviado de Deus, que f�ra precedido por outros Ap�stolos (enviados). Se, acaso
ele morrer ou for morto, retrocedereis? Quem retroceder (na f�) em nada
prejudicar� a Deus. E Deus recompensa os que Lhe s�o agraciados."
Alcor�o 3:14465
65. Surata de AL IMR�N.
"Dize (� Muhammad):
"Eu sou humano como v�s recebo revela��o de que vosso Deus � um Deus
�nico."
Alcor�o 18:11066
Estes vers�culos cor�nicos
(mais 21:45 e 6:50) afirmam categoricamente, que Maom� (Muhammad) � APENAS um
ser humano, como todos os demais seres humanos; n�o tem - ele - o conhecimento
do futuro que a Deus pertence, n�o possui a eternidade, � um ser humano,
MORTAL, como os outros homens, POR�M, com uma diferen�a.. . enorme, b�sica e
divis�ria:
JESUS
ANUNCIA A VINDA DE MAOM�
Como j� o dissemos muitas vezes neste livro, n�s,
mu�ulmanos, cremos que o Alcor�o Sagrado � Palavra de Deus, e assim, � TODO
Verdadeiro e anuncia unicamente VERDADES.
OAlcor�o nos diz na Surata 61, Versiculo 6, que
Jesus Cristo ANUNCIOU a vinda de Maom� (Muhammad S.A.Affi.S.) como Enviado de
Deus:
"E quando Jesus, Filho de Maria, disse:
"� filhos de Israel, eu sou o Enviado de Deus para v�s, confirmo o que
ainda h� (autenticamente) da Tor�, e anuncio a vinda de um Ap�stolo (de Deus),
depois de mim, e chamar-se-� Ahmad (Muhammad)."
Alcor�o 61:6
Neste vers�culo cor�nico, temos afirma��es claras,
indubit�veis e nominais: Jesus diz aos israelenses de seu tempo que ele �
"Enviado de Deus" para eles (e n�o diz que � Deus). Diz, Jesus, que
veio para confirmar a Tor�. E diz que vir�, depois dele, um NOVO Enviado de
Deus, cujo nome ser� AHMAD (sin�nimo de Muhammad -Maom�).
Para n�s, mu�ulmanos, isto �
CABAL. Por�m, vamos ao Novo Testamento, Escritura Sagrada para os crist�os,
para verificarmos se existe algum registro que coincida com o texto do Alcor�o,
referente � ANUNCIA��O feita por Jesus sobre a vinda de Maom�.
No Evangelho, segundo S�o Jo�o,
h� estes textos:
66. Surata de AL
KAHF.
---Eeu (Jesus)
rogarei ao Pai, e Ele vos dar� outro
Consolador.
Jo�o 14:16
---Masaquele
Consolador, o Esp�rito Santo, que o Pai enviar� em meu nome, esse vos ensinar�
todas as coisas, e vos far� lembrar de tudo quanto vos tenho dito.-�
Jo�o 14:26
--- J� n�o falarei muito convosco: porque se aproxima o pr�ncipe deste
mundo. ---
Jo�o 14:30
---Mas,quando
vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Esp�rito de
verdade que procede do Pai, ele testificar� de mim.-�
Jo�o 15:26
-Todavia
digo-vos a verdade, que vos conv�m que eu v�; porque se eu n�o for, o Consolador
n�o vir� a v�s... E quando ele vier, convencer� o mundo do pecado e da justi�a
e do ju�zo.
Mas, quando
vier aquele Esp�rito de verdade, ele vos guiar� em toda a verdade; porque n�o
falar� de si mesmo, mas dir� tudo o que tiver ouvido, e vos anunciar� o que h�
de vir.-�
Jo�o 16:7,8,13
Terminaram os textos
evang�licos de S�o Jo�o.
Antes de mais nada, conv�m
esclarecer aos leitores que o Evangelho de S�o Jo�o -conforme o dizem os
pr�prios crist�os -, foi escrito originalmente em GREGO, e do grego foi
traduzido para outros idiomas, inclusive o portugu�s. Pois bem, o voc�bulo
grego que se traduziu: CONSOLADOR, �: PERIOLYTOS, cuja tradu��o fiei e correta
seria: o mais c�lebre, o ilustre, o glorioso, e n�o CONSOLADOR, que em grego
corresponde a PARACALON.
AHMAD, ou MUHAMMAD, em �rabe,
significa exatamente o que significa em grego o voc�bulo PERULYTOS.
A �nica dificuldade aqui reside
em sabermos o termo SEMITA usado por Jesus, que se expressava em ARAMAICO e em
HEBRAICO.
Novamente, seremos for�ados a nos referirmos �
TRADU��O das Escrituras Sagradas para outros idiomas, fato respons�vel por
muitos equ�vocos, contradi��es e confus�es at�!
Mas o nosso objetivo priorit�rio, neste cap�tulo, �
comprovarmos, baseado na B�blia Sagrada, de que Jesus Cristo ANUNCIOU a vinda,
depois dele, de um outro Enviado de Deus, cujo nome ser� MUHAMMAD (Ahmad), exatamente
como o diz o Alcor�o (61:6).
O Velho Testamento cont�m, igualmente, v�rias
anuncia��es sobre a vinda de Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.), um Profeta das terras
da AR�BIA (terra de Tema), descendente de QUEDAR, filho de lsmael 67.
Em Deuteron�m�o 18:18,19
---Suscitar-lhes-ei
um Profeta do meio de seus irm�os, semelhante a ti (� Mois�s), em cuja boca porei as minhas palavras, e ele
lhes falar� tudo o que eu lhes ordenar. ' '
Sabe-se que os irm�os dos
israelitas (filhos de lsaac) s�o os �rabes (filhos de lsmael). E como se sabe
que Maom� n�o sabia ler, ent�o Deus p�s na sua boca (de Muhammad) as palavras
divinas (por revela��o). E � interessante RELER as palavras de Jesus:
---Porque n�o
falar� de si mesmo, nus dir� tudo o que tiver ouvido.
Jo�o 16:13
� interessante, igualmente,
ressaltarmos outros pontos j� abordados por n�s, em outros cap�tulos deste
livro:
12 - 0 texto cor�nico (61:6)
afirma que Jesus foi enviado por Deus aos filhos de Israel. E a B�blia Sagrada
confirma isto, nas palavras do pr�prio Jesus:
---N�ofui enviado sen�o �s ovelhas perdidas da casa de Israel.-�
Mateus 15:24
E isto repete-se em: Mateus
10:6 / 15:31 e Atos 11:19.
20- - 0 texto cor�nico (61:6
diz que Jesus afirmara que veio para confirmar a Tor�. A B�blia Sagrada
coincide com o Alcor�o sobre isto. Jesus diz: ---N�openseis que vim revogar a lei (Tor�) ou os profetas.- n�o vim para revogar, vim para cumprir.--�
����������������������������������� Mateus
5:17
39 - Os textos evang�licos, segundo S�o Jo�o,
14:26 / 14:30 1 15:26 1 16:13 trazem, como referentes � mesma pessoa (portanto
sin�nimos), as seguintes denomina��es:
- Consolador
- Esp�rito Santo
- Esp�rito da verdade - Pr�ncipe
do mundo. A n�s, interessa sobremaneira, dentre as quatro denomina��es a:
"Esp�rito Santo", pois j� dedicamos � mesma um cap�tulo pr�prio, onde
demonstramos que esta designa��o refere-se - na B�blia Sagrada dos crist�os - a
diferentes pessoas, e usa-se para qualificar mais de uma entidade, pessoa ou
significa��o. Nosso entendimento � que tal fato, que causa v�rias, e
diversificadas concep��es sobre a figura do Esp�rito Santo, decorre da TRADU��O
das Escrituras Sagradas, cujo tema mereceu um capitulo pr�prio neste livro.
O MODO
DE JESUS ORAR
Como este livro objetiva demonstrar, sobretudo,
pontos de semelhan�as - e de converg�ncia - entre islamismo e cristianismo,
achamos por bem fazer um paralelo entre o modo dos mu�ulmanos orarem (rituais)
e o modo de Cristo orar, conforme o descreve o Novo Testamento.
Impressionou-nos a semelhan�a.
1 - Mostramos abaixo a posi��o
de prostra��o, obrigat�ria, nas ora��es (SALAT) dos mu�ulmanos:
2 - Vejamos estes textos b�blicos que nos relatam -
com detalhes - como Jesus orava:
A - Mateus 26:39 ---Adiantando-se um pouco, (Jesus) prostrou-se sobre o seu rosto, orando.
B - Marcos 14:35
Prostrou-se (Jesus)
em terra, e orava.
C - 1 Cor�ntios 14:25
-Prostrando-se
com a face na terra, adorar�s a Deus.-�
D - Apocalipse 7:11
---E,ante o
trono se prostraram sobre os seus rostos e adoraram a Deus.-�
---E,ante
o trono se prostraram sobre os seus rostos e adoraram a Deus.-�
O EVANGELHO, ou OS EVANGELHOS?
0 Alcor�o Sagrado diz, em muitos vers�culos, que
Deus revelou a Jesus Cristo, Filho de Maria, por interm�dio do arcanjo Gabriel
- o Esp�rito Santo um Livro Celestial chamado: AL INJ�L (evangelho), o qual
cont�m os preceitos de Deus dados a Jesus para os transmitir e ensinar aos
homens, especialmente ao povo daquela �poca. Diz Deus:
"Depois enviamos Jesus, Filho de Maria,
confirmando o que havia na Tor�, e lhe concedemos o Evangelho contendo
guiamento e luz e confirma��o � Tor�, anterior a ele, e com orienta��es e
exorta��es para os piedosos. Que os adeptos do Evangelho julguem conforme as
leis de Deus (reveladas no pr�prio Evangelho). Os que n�o julgam
com base na revela��o divina, considerar-se-�o prevaricadores."
Alcor�o 5:46,4768
Temos, destarte, neste texto cor�nico, inequ�vocas
e clar�ssimas afirma��es ditas por Deus, a saber:
12 -Jesus foi enviado por Deus. Isto o confirma a
B�blia Sagrada dos crist�os em mais de cem (100) passagens do Novo Testamento,
como esta: ---E quem
me recebe (diz Jesus), recebe
aquele que me enviou.
Mateus 10:40
22 - Jesus veio para confirmar a Tor�, diz o
Alcor�o. Isto, tamb�m, confirma-o a B�blia, na palavra de Jesus:
---N�o penseis que vim revogar
a lei (Tor�) ou os
profetas: n�o vim para revogar, vim para cumprir.-
Mateus 5:17
68. Surata de AL MADAH,
3o- -0 Alcor�o diz que Deus concedeu a Jesus: o
Evangelho (no singular), sendo este o tema deste cap�tulo. A B�blia Sagrada dos
crist�os coincide, plenamente, com o Sagrado Alcor�o quanto ao Evangelho ser
origin�rio de Deus:
---Depois de Jo�o ter sido
preso, foi Jesus para a Galil�ia, pregando o evangelho de Deus
Marcos 1:14
Portanto, temos neste texto de S�o Marcos a
confirma��o de duas afirmativas cor�nicas: de que o evangelho � um s� (no
singular), e de que o evangelho � de Deus.
4o- 0 Sagrado Alcor�o diz que o Evangelho cont�m
guiamento e luz. A B�blia, tamb�m:
---Porque de ti (Bel�m)
sair� o guia. (Mateus
2:6)
Cabe, aqui, uma observa��o: Jesus � GUIA, e n�o
Deus!
-Lembrai-vos dos vossos guias,
os quais vos pregam a palavra de Deus.
Hebreus 13:7
Cabe, outra vez, a mesma observa��o: os guias
pregam (inclusive Jesus) a palavra de Deus, e n�o a deles!
5o- - 0 Alcor�o Sagrado conclama os crist�os, na
qualidade de Adeptos do Evangelho, para julgarem de conformidade com o mesmo.
Isto constitui uma prova indubit�vel de que o Alcor�o reconhece o Evangelho (no
singular) como: LEI DIVINA!
Depois destas cinco (5) observa��es � luz do texto
cor�nico (5:46,47) retomemos o nosso tema: � o Evangelho? ou seriam: os
evangelhos?
0 Sagrado Alcor�o jamais cita o Evangelho no
plural! Sempre refere-se ao Evangelho no singular. Isto �: para os mu�ulmanos,
h�, houve e deveria haver APENAS UM EVANGELHO, o Evangelho revelado por Deus a
Jesus Cristo. Isto para n�s mu�ulmanos, � parte da nossa f�, uma vez que o
Alcor�o � Palavra de Deus!
Vamos acompanhar o que a B�blia Sagrada dos
crist�os nos diz a respeito do Evangelho:
1 Nossa leitura do Novo Testamento comprovou de
que em nenhum texto do mesmo fala-se em EVANGELHOS, no plural, mas sempre, e
sempre em: o Evangelho (no singular). Basta ler os seguintes exemplos:
Marcos 1: 1 / 1: 14 / 1:15 18:35 / 10:29 / 13:10 /
14:9 / 16:15
Mateus 4:23 / 9:35 / 11:5 / 24:14 / 26:13
Lucas 7:22 / 8:1 / 9:6 / 16:16
Atos 11 :20 / 14:7 / 20:24 / 14:21 15:7 / 1610
Romanos 1:1 / 2:16 / 10:16 1:9 1:15 / 1:16 / 15:16
/ 15:19 / 16:25 1 Cor�ntios 9:12 / 1:17 4:15 9:14 11 Cor�ntios 2:2 12:12 10:14
11:7 Ainda em: G�latas, Filipenses, 1 Tessalonicenses, Tim�teo, 1 Pedro e
Apocalipse.
Portanto, em mais de 55 vezes, o Novo Testamento
fala em UM S� EVANGELHO, e em nenhuma vez fala em evangelhos (no plural). Isto
coincide com o Alcor�o:
A - Marcos 10:29
---Por amor a mim e por amor do
evangelho.-
B - Lucas 8:1
---Andava Jesus de cidade em
cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho.
2 - Nossa leitura do Novo Testamento comprovou que
a B�blia Sagrada diz, tamb�m, que: o Evangelho � de Deus, exatamente como o diz
o Alcor�o Sagrado:
A - Marcos 1:14 ---Depois
de Jo�o ter sido preso, foi Jesus
para a Galil�ia, pregando o evangelho de Deus.-
B - Romanos 1 : 1
-Separado para o evangelho de
Deus.
C - Romanos 15:16
---No sagrado encargo de anunciar
o evangelho de Deus.-
D - 11 Cor�ntios 11:7
---Visto que gratuitamente vos
anunciei o evangelho de Deus.
E - 1 Pedro 4:17
-Qual ser� o fim daqueles que
n�o obedecem o evangelho de Deus ?-
Assim, depois destes exemplos, n�o resta qualquer
d�vida de que tanto Jesus, como seus disc�pulos, pregaram - e sabiam que
pregavam - um s� evangelho: o evangelho de Deus. � isto que diz o Alcor�o!
32 - Em outros textos do Novo Testamento, aparece
a designa��o: "o Evangelho de Cristo". N�o constitui isto - a nosso ver
- qualquer contradi��o, pois Jesus recebeu de Deus a miss�o de pregar, anunciar
e divulgar o Evangelho. Ent�o pode-se dizer que o evangelho - que foi revelado
por Deus a Jesus - � de Cristo, uma vez que Deus lhe deu aquele Livro para
anunciar. 0 importante � que o Novo Testamento fala em UM S� EVANGELHO (no
singular), que � de origem divina, dado a Cristo para ser pregado. Eis alguns
textos b�blicos falando em "Evangelho de Cristo":
A - Marcos 1:1
---Princ�pio do evangelho de
Jesus Cristo.
13 - Atos 11:20
---Anunciando-lhes o evangelho
do Senhor Jesus.
C - 11 Cor�ntios 2:2
---Para pregar o evangelho de
Cristo.
Disto que dissemos at� aqui, baseado no Novo
Testamento, conclu�mos que havia um s� Evangelho, o qual foi pregado por Jesus
Cristo por seus disc�pulos, e depois, por seus ap�stolos. Esse evangelho, ora
designado "Evangelho de Deus", ora designado "Evangelho de Jesus
Cristo", � reconhecido pelo Sagrado Alcor�o, o Livro Divino no qual
baseia-se a f� isl�mica.
Mas qual � a realidade de hoje?
Os crist�os t�m, atualmente, quatro evangelhos, ou
quatro vers�es do Evangelho, a saber:
- 0 Evangelho de Mateus, ou segundo S�o Mateus;
- 0 Evangelho de Marcos, ou segundo S�o Marcos;
- 0 Evangelho de Lucas, ou segundo S�o Lucas;
- 0 Evangelho de Jo�o, ou segundo S�o Jo�o.
Se havia um s� Evangelho: o de Jesus Cristo,
revelado a ele por Deus, por que existem, hoje, quatro vers�es, com v�rias
diferen�as entre si, e inclusive, com algumas contradi��es?
E o mais importante: o Evangelho - a exemplo da
Tor� e do Alcor�o � de origem divina, � revela��o de Deus, e por isto, tem - ou
teria que ter - o car�ter da imutabilidade, da uniformidade, da
inalterabilidade. Em outras palavras: o texto divino do Evangelho - como
Palavra de Deus - � Escritura Sagrada, � de autoria de Deus, e a nenhum humano,
seja quem for ele, � dada a autoridade, ou o direito, ou o credencial para
modificar, alterar ou revogar as Palavras de Deus.
Pois bem. N�o pretendemos enveredar pelo caminho
da an�lise mais minuciosa dos quatro evangelhos, porque tememos que isto possa
ser interpretado como agressivo de nossa parte. E n�s, de modo algum,
intentamos agredir, porque o nosso objetivo � APROXIMAR (com compreens�o) e n�o
afastar, e muito menos acirrar �nimos ou provocar pol�micas. Todavia, n�o
podemos deixar de registrar, a bem da verdade, que buscamos algumas evid�ncias,
com o �nico prop�sito de ajudar, na busca da pr�pria verdade.
Isto posto, dizemos que a TRADU��O das Escrituras
Sagradas, muitas vezes, � respons�vel por altera��es nas mesmas, por modifica��es
dos textos, e �s vezes do sentido. Ali�s, neste livro h� um cap�tulo espec�fico
onde abordamos a tem�tica da tradu��o dos Livros Sagrados.
Voltando � unidade do Evangelho, � singularida de
O Evangelho , dizemos que o Novo Testamento - parte integrante da B�blia dos
crist�os - nos informa que houveram outros evangelhos al�m dos quatro
existentes hoje em dia. Exemplos:
1 10- - 0 Ap�stolo Paulo (ex-Saulo) tinha um
evangelho, ao qual se refere: "meu evangelho", em mais de uma
ep�stola.
A - Romanos 2:16
---No dia em que Deus, por meio
de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens de conformidade com meu
evangelho.-
Aproveitamos este texto para chamar a aten��o dos
leitores mais uma vez, sobre a compreens�o de S�o Paulo quanto � diferen�a
entre Deus e Jesus.
B - E o ap�stolo Paulo, em sua ep�stola aos
Romanos, reafirma que tinha um evangelho dele:
---Para vos confirmar segundo o
meu evangelho.-
Romanos 16:25
C - Numa terceira vez, j� em sua segunda ep�stola
aos Tessalonicenses, o ap�stolo Paulo fala de um evangelho dele com o ap�stolo
Barnab�:
---Vos chamou mediante o nosso
evangelho.
11 Tessalonicenses 2:14
(A prop�sito: existe um evangelho n�o reconhecido
- ap�crifo - de autoria do ap�stolo Barnab�, em �rabe pronuncia-se: BARN�BA.)
22 -A leitura atenta do Novo Testamento revela que
nos primeiros anos do cristianismo, houve quem apresentasse outro evangelho,
diverso daquele de Cristo. Isto confirma-o a palavra abalizada do ap�stolo
Paulo, em sua ep�stola aos G�latas:
---Admira-me que estejais
passando t�o depressa daquele que vos chamou na gra�a de Cristo para outro
evangelho. 0 qual n�o � outro sen�o que h� alguns que vos perturbaram e querem
perverter o evangelho de Cristo.-
G�latas 1:6,7
Reiteramos, portanto, que da leitura atenta destes
vers�culos do Novo Testamento, aceito pelos crist�os como Livro Sagrado,
conclui-se:
A - Havia na �poca dos ap�stolos de Jesus UM
evangelho que chamava-se: 0 EVANGELHO DE CRISTO.
B - Que na mesma �poca houvera OUTRO EVANGELHO.
C - Os "Perturbadores" de ent�o
empenharam-se em perverter (falsificar) o Evangelho de Cristo.
D - Que o ap�stolo Paulo (S�o Paulo) recebeu em
revela��o (ou inspira��o?) um evangelho.
Onde estaria - agora - o evangelho de S�o Paulo?
32 - No Apocalipse 14:6, l�-se:
---... tendo um evangelho
eterno para pregar.
Pois bem.- "um evangelho eterno" faz
entender que, al�m de singular, � ETERNO, isto �: IMUT�VEL, INALTER�VEL,
Infal�vel, DIVINO. Eterno, como o entendem - e acreditam - os mu�ulmanos, pois
se � Palavra de Deus, n�o pode sofrer varia��es, nem esteja sujeito a
modifica��es, exatamente como entendem os mu�ulmanos e acreditam ser o Alcor�o
Sagrado: desde a sua revela��o a Maom� (Muhammad S.A.A.W.S.) por Deus, e at�
hoje, e at� sempre, �, e ser�, o mesmo texto, sem tirar nem p�r uma palavra,
uma letra sequer!
N�o obstante, constata-se no Evangelho, segundo
S�o Lucas 1:1,2,3
---Visto que muitos houve que
empreenderam uma narra��o coordenada dos fatos que entre n�s se realizaram...
Igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investiga��o de tudo desde
sua origem, dar-te por escrito, excelent�ssimo TE�FILO, uma exposi��o em
ordem.-
Destarte, v�-se que S�o Lucas escreveu sua vers�o
do Evangelho, depois dele constatar de que muitos outros empreenderam igual
trabalho (escrever vers�es dos fatos). E S�o Lucas o fez depois de muito
investigar... a fim de d�-lo a um excelent�ssimo TE�FILO.
Outro ponto important�ssimo a considerar, �: o
relato de S�o Lucas (sua vers�o dos fatos) abrange a fase posterior � morte de
Jesus Cristo, enquanto a REVELA��O de Deus (o Evangelho de Deus) foi feita a
Jesus APENAS. Deste modo, h� incorporado � narra��o de S�o Lucas, algo
que n�o � dito por Jesus, portanto de autoria humana!
49 - No Evangelho, segundo S�o Jo�o 21:24, l�-se:
---Este � o disc�pulo que d�
testemunho a respeito destas cousas, e que as escreveu; e sabemos que o seu
testemunho � verdadeiro.
H� neste texto do Evangelho de S�o Jo�o tr�s
coisas importantes a destacar
A - 0 Evangelho � apresentado como escrito por
Jo�o (disc�pulo).
B - Afirma-se que � "seu testemunho",
portanto a 3a- pessoa do singular (de quem est� se falando) e n�o na 1a-
pessoa.
C - 0 verbo "sabemos" est� na 3a- pessoa
do plural!
Conclus�o: teria sido o disc�pulo Jo�o o autor
real deste evangelho? Teria o escrito sozinho? Sabendo-se que o 42 evangelho
f�ra escrito em grego, e Jesus Cristo falava hebraico e aramaico?!
Lembramos de dois vers�culos do Velho Testamento,
do Livro de Jeremias: (23:36) e (8:8).
DIFEREN�AS
ENTRE OS QUATRO EVANGELHOS.
A partir da constata��o irrefut�vel de que Jesus
Cristo, seguido por seus disc�pulos enquanto com eles, e por seus ap�stolos,
depois dele, pregou UM EVANGELHO que o Novo Testamento designa "Evangelho
de Deus", e �s vezes: "Evangelho de Jesus Cristo", e outras
vezes � designado: "Evangelho eterno" (no Apocalipse 14:6).
A partir disto, conclui-se que este evangelho no
singular, tem um texto uniforme e coerente, pois as Palavras de Deus s�o
IMUT�VEIS e INALTER�VEIS, e nisto, o Sagrado Alcor�o concorda plenamente.
T�m - ou teriam - estas caracter�sticas (da
unidade do texto) os quatro evangelhos reconhecidos como sagrados?
Para a resposta, vamos transcrever textos dos
evangelhos de S�o Mateus, S�o Marcos, S�o Lucas e S�o Jo�o, falando todos do
mesmo assunto:
12 - Quem carregou, efetivamente, a cruz de Jesus?
A - S�o Jo�o 19:17
---Tomaram eles, pois, a Jesus;
e ele pr�prio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calv�rio.--
Assim, S�o Jo�o afirma, CATEGORICAMENTE, que Jesus
carregou a pr�pria cruz.
B - Todavia, no Evangelho de S�o Mateus 27:32,
lemos:
---Ao sairem, encontraram um
Cirineu, chamado Sim�o, a quem obrigaram a carregar-lhe a cruz.
C - No que concorda S�o Marcos 15:21
---E obrigaram a Sim�o Cirineu
que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz.
PERGUNTA-SE: Quem, realmente, carregou a cruz de
Jesus, ele ou Sim�o?
22 - Qual foi, efetivamente, a hora da
crucifica��o de Jesus?
A - No Evangelho de S�o Marcos 15:25
---Era a hora terceira quando o
crucificaram.
B - Mas no Evangelho de S�o Jo�o 19:14
---E era a parasceve pascal,
cerca da hora sexta.-
C - J� no Evangelho de S�o Mateus 27:46
---Por volta da hora nona, clamou Jesus em
alta voz: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
PERGUNTA-SE: Qual foi, precisamente, a hora? 3a-
6a- ou 9a- PERGUNTA-SE (2): Como Jesus � Deus, e chama a outro: Deus meu, Deus
meu?
32 -Os evangelhos de S�o Mateus e de S�o Marcos
relatam o milagre da cura da cegueira, operado por Jesus.
A - No Evangelho de S�o Marcos:
--- ... Bartimeu,
cego mendigo... diz a Jesus: -Jesus, Filho de Davi, tem compaix�o de mim... e
Jesus lhe diz: -vai, a tua f� te
salvou - . E imediatamente tornou a ver. -
Marcos 10:46,47,52
B - No Evangelho de S�o Mateus, dois cegos dizem a
Jesus:
1 'Senhor,
que se nos abram os olhos. . .---Condo�do, Jesus tocou-lhes os olhos, e imediatamente
recuperaram a vista.
Mateus 20:30,33,34
PERGUNTA-SE: Eram dois cegos, ou um cego somente?
42 - Sabe-se que Jesus Cristo entrou em Jerusal�m,
no domingo de ramos, montado. Eis como os quatro evangelistas relatam esse
epis�dio:
A - Mateus 21:2 a 7
---Ide � aldeia que ai est�
diante de v�s e logo achareis presa uma jumenta, e com ela um jumentinho.
Desprendei-a e trazei-mos. . . Trouxeram a jumenta e o jumentinho. e sobre eles
Jesus montou. -
Mateus 21:2 a 7
B - Marcos 11:2
---E disse-lhes: ide � aldeia
que a� est� diante de v�s e, logo ao entrar, achareis preso um jumentinho no
qual ainda ningu�m montou: desprendei-o e trazei-o.
Marcos 11:2
C - Lucas 19:30
---Dizendo-lhes: Ide � aldeia
fronteira, e ali, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que jamais homem
algum montou; soltei-o e trazei-o. -
Lucas 19:30
D - Jo�o 12:14
---E Jesus, tendo conseguido um
jumentinho, montou nele.
Jo�o 12:14
PERGUNTA-SE:
1 - Eram dois, ou um jumentinho apenas?
11 - Era jumenta, ou jumento?
111 - Como pode algu�m montar sobre dois jumentos,
simultaneamente?
IV - Como poderiam (os disc�pulos) trazer os
jumentos (ou o) sem o consentimento do dono?
V -0 texto de S�o Jo�o difere dos demais, pois n�o
faz entender qualquer 11 profecia".
52 - Os evangelistas narram um feito milagroso de
Jesus, ocorrido na terra dos GADARENOS. Vejamos:
A ----... Vieram-lhe ao encontro dois
endemoninhados.
Mateus 8:28
13 ----Ao desembarcar,
logo veio ao seu encontro um homem possesso.
Marcos 5:2
C - -Logo ao desembarcar, veio... ao seu encontro um homem possesso...
Lucas 8:27
PERGUNTA-SE: Vieram dois, ou um s�?
62 -Jesus, segundo os evangelistas S�o Mateus, S�o
Marcos e S�o Lucas, fez a seus disc�pulos recomenda��es de austeridade.
Vejamos:
A
----Nem de alforje para o caminho, nem de duas t�nicas, nem de
sand�lias, nem de bord�o, porque digno � o trabalhador do seu alimento. -
Mateus 10:10
13 -
-Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto apenas um bord�o. .
Marcos 6:81C C ----E disse-lhes: Nada leveis para o caminho,
nem bord�o, nem alforje nem p�o, nem dinheiro.
Lucas 9:3
PERGUNTA-SE: Jesus recomendou - ou n�o - o bord�o?
7o- - Este ponto, a nosso ver, al�m de importante,
�, tamb�m, de extrema gravidade, pois trata da genealogia de Jesus:
A - -Jess� gerou ao Rei Davi; e o Rei Davi, a Salom�o.--- Mateus
1:6
B - Men� filho de Matat�, este filho de Nat�, filho de Davi .--
Lucas 3:31 PERGUNTA-SE: A qual dos dois filhos de
Davi remonta a genealogia de Jesus Cristo: a Nat�? ou a Salom�o?
C ----Jac� gerou a Jos�, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se
chama o Cristo.--- Mateus 1:16
D ----Era, como se cuidava, filho de Jos�, filho de Heli Lucas
3:23
PERGUNTA-SE: Quem gerou Jos�: Jac� ou Heli?
PERGUNTA-SE (2): E o mais grave, Jesus considera-se da genealogia de Jos�? ou
apenas da de Maria?
82 - No mesmo evangelho - o de S�o Jo�o -
depara-se com dois pronunciamentos de Jesus, aparentemente contradit�rios, a
saber:
A ----Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho
n�o �
verdadeiro.--- Jo�o 5:31
B - -Respondeu Jesus e disse-lhes: Posto que eu testifico de mim mesmo, e
meu testemunho � verdadeiro, porque sei donde vim e para onde VOU.
Jo�o 8:14
PERGUNTA-SE: Seria - esta contradi��o -
conseq��ncia de m� tradu��o? Ou � de outra natureza?
C E L I B A T 0
Um dos pontos em que divergem, ATUALMENTE, algumas
igrejas crist�s e a religi�o mu�ulmana, � o CELIBATO dos religiosos dos dois
sexos. Dissemos "algumas igrejas crist�s" porque v�rias seitas
crist�s permitem o casamento a seus prelados. Ent�o a diverg�ncia, neste ponto,
existe entre crist�os e crist�os, inclusive.
Nosso objetivo, todavia, � enfocar os princ�pios
cor�nicos e seus correspondentes b�blicos, concementes a este tema, uma vez que
o Islamismo baseia-se no Alcor�o Sagrado, e todas as correntes crist�s se
baseiam na B�blia Sagrada.
No tocante � vida mon�stica, hoje vigente em
algumas igrejas crist�s, e preceituada a religiosos e religiosas como condi��o
para o exerc�cio do Sacerd�cio, devemos dizer que a religi�o mu�ulmana n�o
imp�e o celibato a seus religiosos; ao contr�rio: recomenda e incentiva que os
religiosos mu�ulmanos sejam CASADOS.
No que concede � vida mon�stica, no �mbito do
cristianismo, o Alcor�o Sagrado diz:
"... E enviamos (Deus enviou) Jesus,
Filho de Maria, a quem concedemos o Evangelho, e dotamos o cora��o dos que o
seguiram de compaix�o e miseric�rdia. Estes institu�ram (para si mesmos) a
vida mon�stica (celibato) com o objetivo de agradarem (mais) a Deus.
E eles, contudo, n�o a observaram como deveriam."
Alcor�o 57:27
Este texto cor�nico nos diz que Deus concedeu o
Evangelho a Jesus, depois de envi�-lo Ap�stolo, e Deus dotou os cora��es dos
crist�os (seguidores fi�is de Jesus) de compaix�o, miseric�rdia e bondade,
portanto, altos elogios do Alcor�o para os bons crist�os. Entretanto, o que
mais nos interessa neste cap�tulo � o que o texto cor�nico diz a respeito de um
tema crucial, e sempre palpitante: o celibato dos religiosos de algumas
correntes crist�s.
Seria isto. (o celibato) da ESS�NCIA da religi�o
pregada por Jesus Cristo? Seria, o celibato, uma ordem de Deus transmitida por
Jesus Cristo? 0 Alcor�o Sagrado nos diz que n�o!
Diz, o Alcor�o Sagrado, que a vida
mon�stica foi institu�da por seguidores de Jesus, para si mesmos
institu�ram-na, com objetivos nobres: agradar mais a Deus! Todavia, essa vida
mon�stica n�o foi observada, como deveria ser, pelos que a institu�ram. Isto �:
foi, por alguns (ou por muitos), em diferentes �pocas, DESVIRTUADA!
Isto posto, fomos procurar na B�blia Sagrada, mais
precisamente no Novo Testamento, se havia algum texto sagrado dito por Jesus,
ou por seus disc�pulos, ou ainda pelos ap�stolos que se encarregaram de
divulgar a doutrina de Cristo, posteriormente... se havia algum texto
evang�lico que DETERMINASSE a vida mon�stica (celibato) aos religiosos
crist�os. Eis o que encontramos:
1o- - Na primeira ep�stola de S�o Paulo aos
Cor�ntios:
A ----... � melhor casar do que viver
abrasado.--- 1 Cor�ntios 7:9
B ----E tamb�m o de fazer-nos acompanhar de esposa
crente, como fazem os
demais ap�stolos. . .--- 1 Cor�ntios
9:5
22 - Na primeira ep�stola de S�o Paulo a Tim�teo:
A - -� necess�rio, portanto, que o bispo seja
irrepreens�vel, esposo de unia
s� mulher. . .--- 1 Tim�teo
3:2
B ----E que (o bispo) governe bem
a sua pr�pria casa, criando os filhos, sob disciplina com respeito. Pois se algu�m
n�o sabe governar a pr�pria casa, como cuidar� da igreja de Deus.?
1 Tim�teo 3:4,5
C ----0 di�cono seja marido de uma s� mulher, e
governe bem seus filhos e sua pr�pria casa.
1 Tim�teo 3:12
32 - Vamos agora trazer dois textos do Novo
Testamento, extraordinariamente significativos, no tocante � vida mon�stica:
A ----Digno de honra entre todos seja o matrim�nio,
bem como o leito sem m�cula; porque Deus julgar� os impuros e os ad�lteros
Hebreus 13:4
B - Solicita-se muita ATEN��O na leitura
do texto que segue: -Ora, o Esp�rito afirma expressamente que, nos �ltimos
tempos alguns apostatar�o do f�, por
obedecerem a esp�ritos enganadores e a ensinos de dem�nios. Pela hipocrisia dos
que falam mentiras, e que t�m cauterizada a pr�pria consci�ncia. Que pro�bem o
casamento, exigem abstin�ncia de alimentos, que Deus criou para serem recebidos
com a��es de gra�a, pelos fi�is e por
quantos conhecem plenamente a verdade. Pois tudo que Deus criou � bom. . .-
1 Tim�teo 4:1,2,3,4
REFLEX�ES SOBRE ESTES TEXTOS B�LICOS:
Nos itens 12, 22 e 3o- transcrevemos vers�culos do
Novo Testamento, que � a Escritura Sagrada referente a Jesus, e ao per�odo
p�s-Jesus.
E o que conclui-se da leitura atenta dos mesmos?
1 - Conclui-se, mui especificamente, que o Livro
Sagrado dos crist�os NADA cont�m de favor�vel ao celibato, muito AO CONTR�RIO:
recomenda que � melhor CASAR-SE. (1 Cor�ntios 7:9)
11 - Conclui-se que os ap�stolos de Jesus
faziam-se acompanhar de suas esposas. (1 Cor�ntios 9:5)
111 - Conclui-se que ser o bispo CASADO fazia-se
necess�rio. (1 Tim�teo 3:2)
IV - Conclui-se que o bispo que n�o sabia cuidar
bem dos pr�prios filhos, da esposa e da pr�pria casa (e fam�lia) n�o era
habilitado para cuidar da igreja de Deus! (1 Tim�teo 3:4,5)
V - Conclui-se que o di�cono (religioso, evidentemente)
deveria ser marido e pai de filhos. E, a exemplo do bispo, deveria cuidar bem
dos filhos e da pr�pria casa. (1 Tim�teo 3:12)
Vi - Que o matrim�nio seja honrado ENTRE TODOS
(sem excluir ningu�m e nenhuma categoria). E que Deus julgar� os ad�lteros
(casados infi�is) e os impuros (n�o-casados que fornicam). (Hebreus 13:4)
Vil - Important�ssimo observar nos vers�culos
1,2,3,4 do cap�tulo 4 da 1 ep�stola de S�o Paulo a Tim�teo, que ele, S�o Paulo,
chama de Ap�statas, de mentirosos e de hip�critas, aqueles que PROIBIR�O -
entre outras coisas - 0 CASAMENTO!
Fica, deste modo, mais do que comprovada a
veracidade do texto do Sagrado Alcor�o (57:27) que diz n�o ter sido Deus quem
instituiu, aos crist�os, a vida mon�stica (o celibato), mas foram eles que a si
mesmos a institu�ram, muito depois do tempo de Jesus Cristo, e muito depois
do tempo dos ap�stolos dele, S�o Paulo, S�o Jo�o, S�o Pedro e outros.
E a outra constata��o que comprova a veracidade do
texto cor�nico que diz: 11 os crist�os n�o observaram a vida
mon�stica como deveriam", est� no fato de que no BRASIL h� uma associa��o
de ex-padres (atualmente casados) que congrega alguns milhares de ex-sacerdotes
crist�os que abandonaram o celibato e se casaram, e hoje t�m esposas, filhos e
lares, como os bispos e os di�conos do tempo do ap�stolo S�o Paulo. S� que no
tempo de S�o Paulo, bispos e di�conos casavam-se e continuavam padres
(religiosos). Todavia, nos tempos presentes, os prelados que se casam s�o
for�ados a renunciar sua condi��o de religiosos.
E por �ltimo, fazemos uma observa��o: o texto de 1
Tim�teo 3:5, diz: a igreja de Deus".
SALVA��O
Todos os homens que acreditam na imortalidade da
alma, e que cr�em na ressurrei��o ap�s a morte, e que cr�em no julgamento de
Deus no Juizo Final, sonham com a salva��o, porque depois do julgamento de
Deus, cada qual ter� sido sentenciado conforme seus pr�prios atos e
comportamento na vida terrena. Deste racioc�nio decorre a cren�a na Justi�a de
Deus, e mais do que isso: o reconhecimento da soberania e da autoridade de Deus
sobre tudo e sobre todos. A partir disto, indaga-se: como salvar-se? E mais:
quem salva? As duas indaga��es conduzem a uma resposta quase �nica: salva-se
seguindo os mandamentos de Deus, porque Ele - Deus - e apenas ELE � quem salva!
E quais s�o os mandamentos de Deus?
Quase todas as religi�es coincidem quanto aos
mandamentos de Deus: resumem�-se na f� em Deus �nico, UNO, e no cumprimento de
tudo que Deus preceituou como deveres religiosos, como: ORAR, JEJUAR, FAZER
CARIDADE, e como deveres e regras de conv�vio e relacionamento familiares e
sociais: amar e honrar pai e m�e, amar e educar filhas e filhos, amar os
semelhantes e respeitar os direitos deles.
Evidentemente que nem todos conseguem, por raz�es
e motivos v�rios, cumprir todos os mandamentos de Deus. Destarte, TODOS
necessitam do perd�o de Deus para salvar-se. Deste modo, chegamos a um dado
prec�puo:
Todos dependem do perd�o de Deus para se salvar.
Por qu�?
Porque Deus � a Autoridade M�xima, o Juiz-Mor, o
Soberano Absoluto, a Derradeira inst�ncia! E isto est� registrado de modo
indubit�vel, tanto no Sagrado Alcor�o, quanto na B�blia Sagrada. Por�m, o
Alcor�o nos informa de que h� um �nico pecado, se cometido, para o qual n�o h�
perd�o. Qual �?
"Deus
n�o perdoa que sejam adorados outros juntamente com Ele, e perdoa todo o mais
para quem Ele quizer. quem cr� em algo(ou algu�m)al�m de Deus, comete grandioso
pecado."
Alcor�o 4:48 70
Vamos explicitar este vers�culo cor�nico: Deus,
que � Bondade, Amor e Miseric�rdia, perdoa as faltas menores das criaturas,
porque Ele - Deus sabe que as criaturas -por- Ele mesmo criadas - s�o fracas,
fr�geis e fal�veis. Por�m, h� uma falta, por ser de natureza sumamente grave,
Deus n�o a perdoa: � a falta que algum ser humano comete quando dedica adora��o
- e cultos � alguma entidafr associando-a a Deus. Estende-se este conceito �
pr�tica do polite�smo, da idolatria e do ate�smo.;
Ser� que a B�blia Sagrada, o Livro dos crist�os,
coincide com o Alcor�o Sagrado dos mu�ulmanos, neste ponto? Vejamos:
A - No Evangelho de S�o Marcos, encontramos:
-Qual o principal de todos os mandamentos?
Respondeu Jesus: 0 principal �: Ouve � Israel, o Senhor nosso Deus � o �nico
Senhor.
Marcos 12:28,29,30
13 - No Evangelho de S�o Lucas:
---Mas Jesus lhe respondeu: ---Ao Senhor teu Deus
adorar�s, e s� a Ele dar�s culto.
C No Evangelho de S�o Lucas:
����������������������������������� 'lodo
aquele que proferir uma palavra contra o Filho do homem, is�
����������������������������������� so
lhe ser� perdoado,- mas, para o que blasfemar contra o Esp�rito
Santo, n�o haver� perd�o ---- ������ Lucas 12:10
OBS.. Nosso entendimento que o termo
"Esp�rito Santo", neste vers�culo (e no vers�culo 3:29 Marcos)
refere-se a DEUS!
E no Evangelho de S�o Marcos 3:29, a senten�a �
mais categ�rica:
---Aquele que blasfemar contra o Esp�rito Santo
n�o tem perd�o para sempre, visto que � r�u de pecado eterno�
V�-se, claramente, que o texto dos evangelhos
coincide com o texto do Alcor�o, conforme os exemplos transcritos antes, os
quais querem dizer o seguinte:
1 - Jesus diz que Deus � o �nico Senhor.
11 -Jesus diz que somente a Deus dever� ser dado
culto.
III - Jesus diz que blasfemar contra o Esp�rito
Santo (na nossa opini�o designando Deus) n�o tem perd�o para sempre, e o
classifica de pecado eterno.
Contudo, algu�m poder� alegar que a express�o
"Esp�rito Santo", nos textos evang�licos, n�o se refere a Deus. N�s
concordamos. Todavia, entendemos que o termo "Esp�rito Santo" usado
no texto b�blico em quest�o: (Marcos 3:29) e (Lucas 12:10), n�o se refere ao
anjo GABRIEL, e sim ao pr�prio Deus,
e entendemos que esse uso (talvez inadequado) � decorrente da tradu��o. Com que
l�gica? � f�cil: na ordem que os crist�os colocam as pessoas da TRINDADE, o
Esp�rito Santo vem em �ltimo lugar, sendo pela ordem:
1o- - 0 Pai;
22 - 0 Filho;
32 - 0 Esp�rito Santo.
� Pai � o Maior! � o Criador!
� Filho � posterior ao Pai e "procede"
do Pai. � criado.
0 Esp�rito Santo "procede" do Pai e do
Filho, ou mediante o Filho, portanto � tamb�m criado, e menor que o Pai e o
Filho. Inclusive, houve um bom lapso de tempo (no s�culo IV) em que o Esp�rito
Santo n�o fez parte da DIVINDADE dos crist�os, a qual -a DIVINDADE -
restringiu-se ao Pai e ao Filho.
Pois bem. 0 texto em quest�o (Marcos 3:29 e Lucas
12:10) faz entender que o Esp�rito Santo (referido) � maior, BEM MAIOR que o
Filho do homem (que � Jesus), pois enquanto blasfemar contra o FILHO �
perdoado, n�o haver� perd�o para quem blasfemar contra o Esp�rito Santo, porque
constitui pecado eterno. Como o texto b�blico, em quest�o, omite qualquer
considera��o � pessoa do Pai, entendemos que o anjo n�o poderia ser maior que o
Filho e o Pai!
Isto posto, voltamos � salva��o. Para uma pessoa
que Cr� em Deus �nico e UNO, e a Ele somente dedica cultos e adora��o, a
salva��o � poss�vel, desde que se procure, honestamente, agir de acordo com os
mandamentos deste Deus. Em outras palavras: salva-se quem acredita,
verdadeiramente, em Deus, o Verdadeiro. E esta cren�a, esta f� traduz-se em
a��es. Provavelmente a esta f� referia-se Jesus quando dizia:
---A tua f� te Salvou 9:22)
E isto est� registrado, tanto no Alcor�o, quanto
na B�blia
A - No Alcor�o: "Os que cr�em (em Deus) e praticam boas a��es, ter�o o para�so
como moradia."
Alcor�o 18:107
B - No Novo Testamento: -Meus irm�os, qual o
proveito, se algu�m disser que tem f� mas n�o tiver obras? Pode, acaso,
semelhante f� salv�-lo?
--A f�. se n�o tiver obras, por si s� est� morta.
Tiago 2:14
Para aprofundar-se mais no conceito: SALVA��O,
recomendamos a leitura dos seguintes textos b�blicos: Mateus 7:24 / Marcos
16:15 / Lucas 19:9 / Romanos 1: 16 1 M ateus 9:22,29.
A
TRADU��O DAS ESCRITURAS SAGRADAS
Deixamos este cap�tulo para o final do nosso
livro, porque n�s nos referimos muito ao tema ao longo de quase todos os outros
cap�tulos. A quest�o da tradu��o das Escrituras Sagradas � importante, e mais
ou menos controversa e perigosa em todas as religi�es.
Para a unanimidade dos te�logos mu�ulmanos
(ULEM�S), a tradu��o do Sagrado Alcor�o para qualquer idioma n�o se considera
Alcor�o, e sim: Tradu��o dos significados (sentido) dos vers�culos cor�nicos.
Por qu�?
Antes de respondermos, queremos evitar equ�vocos.
Deve-se traduzir os
significados do Alcor�o para todas as l�nguas
faladas - e que venham a ser -
no mundo, pois a Mensagem Cor�nica � UNIVERSALISTA,
e como tal, deve
chegar a todos os homens, em todos os lugares e em
todos os tempos. Isto �
extensivo a todas as Mensagens Divinas! Por�m, com
uma ressalva impor�
tant�ssima:
Deve, a Mensagem de Deus, chegar a todos: genu�na,
aut�ntica, pura, fiei, verdadeira! E isto nem sempre � poss�vel. A� reside a
reserva em n�o considerar a TRADU��O como se fosse a PR�PRIA Escritura Sagrada.
Pois quem realiza a tradu��o pode n�o conhecer plenamente o idioma original da
Revela��o Divina, esta � a primeira raz�o.
A segunda raz�o: Certamente o tradutor n�o alcan�a
todo o objetivo de Deus, contido nos vers�culos sagrados, pois ao passar dos
anos e dos s�culos, as Palavras Divinas v�m revelando novos significados, � luz
da EVOLU��O. A terceira raz�o � que o tradutor pode n�o dominar TOTALMENTE o
idioma para o qual verte as Escrituras Sagradas, e, ent�o, recorre-se a
sin�nimos e composi��es que, nem sempre expressam fielmente o conte�do do
original.
Fazemos esta breve introdu��o para demonstrarmos a
eventualidade da ocorr�ncia de deturpa��es n�o intencionais, e de distor��es,
quando traduzem-se textos Sagrados. Isto sem falar em distor��es e deturpa��es
INTENCIONAIS, fruto de interpreta��es casu�sticas, as quais ocorrem - e
ocorreram - em maior ou menor profundidade em todas as religi�es.
Para ilustrarmos a primeira hip�tese, isto �: da
tradu��o deturpada sem m�s inten��es, transcrevemos a seguir duas vers�es do
mesmo vers�culo cor�nico, para a l�ngua portuguesa,
constantes nas �nicas duas tradu��es efetuadas no Brasil.
Exemplo: Vers�culo 48 da Surata 3, assim traduzido
por Samir Hayek:
"Ele lhe ensinar� a escrita, a sabedoria, a
Tor� e o Evangelho."
Agora o mesmo vers�culo, traduzido por Mansour
Challita:
"E Deus ensinar-lhe-� as Escrituras e a sabedoria
e a Tor� e o Evangelho."
OBSERVA��ES:
Um tradutor usou: "Ele", o outro usou: "Deus".
Um tradutor usou o voc�bulo "a escrita", o outro usou:"as Escrituras". S�o
duas diferen�as decorrentes de diferentes entendimentos, numa linha apenas do
texto cor�nico, sendo uma das diferen�as bem significativa:
� a escrita... ou: as Escrituras?
Pois, convenhamos, n�o s�o sin�nimos.
22
Exemplo: Vers�culo 55, Surata 3, tradu��o de Samir
Hayek: "E quando Deus disse: �
Jesus, por certo que porei termo � tua estada na terra; ascender-te-ei at� Mim
e salvar-te-ei dos incr�dulos.
Agora o mesmo vers�culo, na tradu��o de Mansour
Challita:
"E
quando Deus disse: "� Jesus, matar-te-ei e elevar-te-ei at� Mim, e
purificar-te �ei dos que descr�em. . ."
Deus! Quantas diferen�as num �nico vers�culo!
OBSERVA��ES:
� ascender-te-ei... ou: elevar-te-ei? � salvar-te-ei... ou:
purificar-te-ei?
�: dos que descr�em... ou: dos incr�dulos?
E estas
diferen�as, n�o s�o t�o graves, embora d�em a quem n�o conhece o original �rabe
id�ias diversificadas, por�m a gravidade est� no que Deus disse a Jesus:
Teria dito: "Por certo porei termo � tua estada na
terra"? ou: "Matar-
te-ei"?
0 voc�bulo
constante no original em �rabe � UMA �nica PALAVRA, assim transliterada:
"MUTAUAFFICA", e nada mais! MUTAUAFFICA, deriva-se de UAFAT que se
traduz por MORTE. 0 �nico voc�bulo em quest�o poderia ser traduzido por um
outro voc�bulo apenas: MORRER�S!
Entretanto, um
tradutor usou nove (9) palavras para verter SOMENTE UM voc�bulo ao portugu�s, e
o outro tradutor n�o foi bem sucedido, uma vez que traduziu-o por
"Matar-te-e�", absolutamente incorreto!
Bastam, a nosso
ver, estes dois exemplos para ilustrarmos a nossa tese, e ressalt�-�la, embora
tenhamos encontrado deturpa��es, distor��es,
acr�scimos e
omiss�es (exclus�es) nas duas tradu��es aludidas do Alcor�o. Por�m,
acrescentamos outro exemplo:
Alguns exegetas
do Alcor�o, em s�culos passados, entenderam o voc�bulo �rabe: "ZARRAH", que indica tamanho
bem diminuto, entenderam traduzi-lo por FORMIGA,
uma vez que naqueles tempos n�o havia sido descoberto, ainda, 0 �TOMO, tradu��o correta de ZARRAH, e hoje ainda, encontramos em
l�ngua portuguesa a palavra ZARRAH traduzida
como FORMIGA!
Mas o nosso
objetivo, neste cap�tulo, n�o � tanto comentarmos a tradu��o do Alcor�o, pois
ele, felizmente, conserva-se no original �rabe, num texto UNO, UNIFORME, IGUAL,
desde a sua Revela��o, e qualquer erro, � imediatamente detectado e facilmente
corrigido.
Nosso objetivo
principal � a tradu��o da B�blia Sagrada, mais precisamente: o EVANGELHO, o
qual foi revelado por Deus a Jesus em HEBRAICO (ou em ARAMAICO, segundo
outros), e os estudiosos da B�blia, que s�o crist�os, sabem que o Evangelho de
S�o Jo�o - por exemplo - foi traduzido de um original GREGO, n�o hebraico, nem
aramaico.
A partir disso,
sabe-se que o Novo Testamento foi traduzido - ou parte dele - de uma outra
tradu��o, e n�o do original, da l�ngua na qual foi revelado a Jesus. Disso
decorrem muitas diferen�as de um evangelho - dos quatro - para outro, embora
refiram-se � mesma senten�a dita por Jesus. E decorre, tamb�m, o fato de
constar, de algum dos quatro evangelhos, algum epis�dio, �s vezes
important�ssimo, e o mesmo n�o constar dos outros. Como exemplo apenas, citamos
o fato de n�o constar no Evangelho de S�o Jo�o o epis�dio da Santa Ceia, um dos
pontos angulares da f� crist�.
Mas para
exemplificar sobre a asser��o que desenvolv�amos, transcrevemos estes textos
evang�licos:
1 - Evangelho de S�o Jo�o 5:2
-Ora, existe ali junto � porta das ovelhas, um tanque chamado em
Hebraico, BETESDA. . .
Logo: Este texto
j� � uma tradu��o de outra tradu��o, portanto n�o se encontrava no idioma
original.
11 - Evangelho de
S�o Jo�o 20:16
����� ---Ela lhe disse,
em hebraico, RAB�M; que quer dizer mestre.
Ali�s, nos quatro
evangelhos encontram-se v�rios voc�bulos traduzidos - todos - por: MESTRE,
como: RABBI, RABI, RABONA, RAB�M, RABINA, etc.
111 - No
Evangelho de S�o Jo�o 9:7
---No tanque de SILO� que quer dizer Enviado.
��� No Evangelho de
S�o Lucas 13:14
-Desabou a torre
de SILO�... PERGUNTA-SE: SILO� era torre, ou tanque?
JESUS CRISTO NA VIS�O DE UM
MU�ULMANO
Como os exemplos
citados 71 comprovam, cabalmente, a nossa tese, vamos, em seguida, transcrever
alguns textos - e epis�dios - do Novo Testamento que, al�m de refor�ar a tese,
comprovam sua gravidade:
1 - Texto de 1 Cor�ntios 1:25
---Porque a
loucura de Deus � mais s�bia que os homens; e a fraqueza de Deus � mais forte
do que os homens.-�
� simplesmente
inaceit�vel atribuir a Deus fraqueza, quanto mais loucura!!! E o pior: em
outras tradu��es, para outros idiomas, a express�o: "loucura de Deus"
aparece como: "estupidez de Deus" ou "ignor�ncia de Deus".
Simplesmente LAMENT�VEL!
11 - Texto de
G�latas 3:13
---Cristo nos
resgatou da maldi��o da lei, fazendo-se ele pr�prio maldi��o em nosso lugar,
porque est� escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro.
Para n�s,
mu�ulmanos, Jesus � BENDITO, � ABEN�OADO, por Deus (onde quer que Jesus esteja)
conforme diz o Alcor�o 19:33. E nos evangelhos encontramos:
-Bendito quem vem
em nome do Senhor.-�
Portanto, �
absolutamente dif�cil - e imposs�vel - associar "Maldi��o" e
"Maldito" � pessoa de Jesus Cristo!
111 - Quem
conhece BEM o Novo Testamento, sabe da import�ncia do disc�pulo' PEDRO, tanto
para Jesus, quanto para o cristianismo como um todo. Mas no Evangelho de S�o
Mateus 16:23, lemos:
-Jesus disse a
Pedro: Arreda! SATAN�S! Tu �s para mim pedra de trope�o, porque n�o cogitas das
cousas de Deus. . . "
� dif�cil aceitar
que Jesus tenha chamado PEDRO de Satan�s e de pedra de trope�o, quando em outro
texto Jesus diz que sobre Pedro edificar� sua igreja!
Mais dif�cil ainda de aceitar, � o
texto do Evangelho de S�o Marcos 8:32
71.������������������������� Para um conhecimento
mais amplo sobre isto, recomendamos verificar os seguintes textos b�blicos,
entre outros: Marcos 5:41 / 7:34 / 14:45; Jo�o 1:38 / 1:41 / 1:42 / 19:13 /
19:171 Atos 9:36
26:14; Apocalipse 9:11.
---Mas Pedro,
chamando-o � parte (a Jesus), come�ou a
reprov�-lo.-�
Como, e com que autoridade,
pode Pedro reprovar Jesus? S� pode ser erro de tradu��o!
IV - Jesus � quem
teria dito, segundo S�o Mateus 19:24
---E ainda vos
digo que � mais dif�cil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que
entrar um rico no reino de Deus.-�
Um camelo jamais
vai passar pelo fundo de uma agulha, logo: um rico jamais vai entrar no reino
de Deus!
� DIF�CIL crer
que Jesus tenha dito isto, assim t�o genericamente. Salvo... qualquer equ�voco,
ou supress�o, em rela��o ao texto original. Pois Jesus � bondoso, � justo, e
al�m de tudo, falava as palavras que o Pai (Deus) lhe transmitia, e o Pai
(Deus) n�o barrar� a entrada de todos os ricos a Seu Reino, porque existem
ricos bons, caridosos, honestos, retos, bondosos, benfeitores e cumpridores de
seus deveres. E embora possam ser poucos, ser� que Deus impediria a entrada
deles para Seu reino, somente por serem ricos? Jesus n�o teve seguidores e
simpatizantes ricos?
S� podemos atribuir isto � tradu��o
equivocada.
V - Neste
contexto tamb�m, inclu�mos o di�logo havido entre Jesus e a mulher canan�ia
segundo o Evangelho de S�o Mateus 15:24,25,26
-Jesus respondeu
(� mulher): N�o fui enviado
sen�o �s ovelhas perdidas da casa de Israel. Ent�o, ele (Jesus), respondendo � mulher), disse: N�o � bom tornar os p�es dos filhos e lan��-los
aos cachorrinhos�
Mateus 15:24-26
Neste caso, s�
admite-se ter havido confus�o na tradu��o, pois custa nos acreditar que Jesus,
que � todo bondade, ternura, e gentileza, al�m de ser SALVADOR, tenha comparado
a mulher canan�ia aos cachorrinhos. No m�nimo, seria inusitado, pois denota
viol�ncia, rudeza e discrimina��o, nada compat�veis com a miss�o humanizante e
igualit�ria de Cristo, al�m de aspereza com uma MULHER, comparando-a a
cachorrinhos.
Inegavelmente,
para n�s, � um caso de equ�voco na tradu��o. Ali�s, esse caso suscita outra
estranheza: se a miss�o de Jesus � UNIVERSALISTA, como seria coerente
compatibiliz�-la com estes dizeres atribu�dos a Jesus:
---N�o fui enviado sen�o �s ovelhas perdidas da casa
de Israel.---?
Vi - Para
finalizarmos este cap�tulo, dedicado � tradu��o de Escrituras S�
gradas, com
eventuais distor��es, deturpa��es e equ�vocos, transcrevemos do Evangelho de
S�o Marcos o seguinte relato:
---No dia seguinte, quando sa�ram de Bet�nia, (Jesus) teve fome. E, vendo de longe unia figueira com
folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma cousa. Aproximando-se dela,
nada achou sen�o folhas; porque n�o era tempo de figo.
Ent�o lhe disse Jesus: Nunca mais coma algu�m fruto de ti. E seus
disc�pulos ouviram isto.
Marcos 11:12,13,14
A nosso ver, este
relato deve estar prejudicado pela tradu��o de um idioma para outro. Porque se
fosse aut�ntico, nos obrigaria a considerar:
A -Se n�o era
tempo de figo, como exigir-se de uma figueira contrariar a pr�pria natureza?
B - Como
acreditar que Jesus Cristo, todo AMOR e COMPREENS�O, amaldi�oaria uma figueira,
secando-a, se a mesma n�o. era respons�vel pela falta de seus frutos?
C - A figueira
n�o era propriedade de Jesus. Como admitir que ele causaria danos ao
propriet�rio da figueira, inutilizando-a para sempre?
Neste contexto sobre equ�vocos
provocados pela tradu��o, lembramos a abordagem dos m�ltiplos sentidos dos
termos: "Esp�rito Santo" e "Senhor', por n�s detalhados neste
livro, e outros coment�rios nossos, ao longo de toda a mat�ria do mesmo.
E para fechar, citamos uma not�cia
interessante, veiculada por �rg�os da imprensa escrita do Brasil, em maio deste
ano de 1989 72 vinda dos E.U.A., informando de que a B�blia est� sendo
submetida a uma revis�o que modificar� o texto da mesma, texto esse editado em
1952. Essa revis�o inclui altera��es que incorporam descobertas hist�ricas e
reduzem discrimina��es de sexo e a confus�o de linguagem, de acordo com
declara��es de autoridades eclesi�sticas do Conselho Nacional de Igrejas dos
E.U.A.
"Teremos uma b�blia adequada
aos nossos tempos", declarou o Secret�rio Geral adjunto do referido
Conselho.
A not�cia diz que "A revis�o
elimina o uso da palavra homem nas passagens b�blicas em� que o texto se refere a homens e a mulheres
em geral". E foi citado como exemplo, um texto do Evangelho de S�o Mateus
onde se l� "Nem s� de p�o vive o homem", o qual passar� a ter,
na nova edi��o, este texto: "Nem s� de p�o se vive". Outra
modifica��o citada pela autoridade crist�, prende-se a um texto do C�ntico de
Salom�o (V.T.) onde se l�: "Sou negro, por�m belo", o qual passar� a
ter outra reda��o, ou seja: "Sou negro e belo". Fim da not�cia do
jornal.
Apenas dizemos que, not�cias como esta, refor�am
nossa reserva em rela��o �s tradu��es de "Escrituras Sagradas",
porque alteram, pela vontade dos homens, as Palavras de Deus que s�o
INALTER�VEIS.
"Fundamentalismo"
como
entendido no ocidente,
� um
conceito estranho ao Islam
Abdullah bin Ali al-�Ulayyan
escritor e jornalista de Oman
Em um mundo repleto de tens�es, envolvimentos em
conflitos, padr�es duplos e julgamentos apressados, fica dif�cil propor
crit�rios espec�ficos com rela��o aos v�rios problemas intelectuais que ocorrem
e estud�-los cuidadosa e imparcialmente. Um termo problem�tico, por exemplo, �
"fundamentalismo" isl�mico (ou mu�ulmano), uma palavra que carrega em
si, conota��es crist�s e uma associa��o com o conflito entre a Igreja e outras
filosofias durante o s�culo XVII. O objetivo deste conflito, existente h� longo
tempo, foi vencer o argumento intelectual e religioso daquele tempo e assentar
o violento choque entre o poder temporal e religioso na Europa. O resultado foi
o triunfo do poder temporal e a limita��o e redu��o do papel e influ�ncia da
Igreja.
Para a mente ocidental, fundamentalismo significa uma
rejei��o � moderniza��o e ao novo, acoplado a uma mentalidade dogm�tica. Mais
comumente, representa uma atitude psicol�gica e mental oposta � ci�ncia e �
reforma. Esta impress�o surgiu quando o fundamentalismo crist�o era visto como
se opondo � ci�ncia e � inova��o e perseguindo cientistas e intelectuais, com
base em acusa��es fr�geis, argumentos falsos e princ�pios dogm�ticos
irracionais. A Igreja imp�s um regime intelectual brutal que incapacitava a mente
e todo o esfor�o intelectual e cient�fico. A Religi�o se tornou monop�lio da
Igreja, elevando o clero
humano � condi��o divina e for�ando homens a um sistema
desumano de celibato, advogando id�ias e opini�es sem base na l�gica e no senso
comum. A Igreja interferia em todos os assuntos cient�ficos, concedia
indulg�ncia aos pecadores e instituiu e conduziu a Inquisi��o. A expans�o deste
estilo ocidental de "fundamentalismo" levou ao surgimento de
filosofias e movimentos contra a Igreja, tais como a Reforma e o Iluminismo. Ao
se opor � pesquisa cient�fica e � inven��o, e perseguir cientistas e
intelectuais, a Igreja distorceu e minou os verdadeiros fundamentos da
religi�o, relegando-a a um monte de dogmas e mitos. Esta forte rea��o contra a
Igreja, contribuiu para o alargamento do fosso entre a religi�o e a ci�ncia,
n�o somente por raz�es meramente cient�ficas, mas, tamb�m, psicol�gicas e
filos�ficas. A Igreja, de sua parte, procurou representar todas as religi�es e
isto levou a uma distor��o das no��es religiosas independentemente de seu
conte�do, id�ias ou princ�pios.
Contudo, apesar das diferen�as m�nimas no significado do
termo "fundamentalismo", no Ocidente e no Islam, o pensamento
ocidental permanece prisioneiro de sua experi�ncia hist�rica e de seu longo
conflito com o fundamentalismo crist�o. � esta vis�o paroquial que o Ocidente
est� tentando, agora, aplicar ao Islam, admitindo uma atitude da Igreja com
rela��o ao poder temporal no Ocidente. Isto, � claro, n�o tem base na verdade
ou na realidade, porque o "fundamentalismo", de acordo com o Islam, �
o exato oposto ao daquele existente no Ocidente. Muitos pensadores ocidentais
est�o, na verdade, conscientes disto, mas eles escolheram ignorar o fato por
muitas raz�es, inclusive por causa da profunda hostilidade ao Islam e da sua
imagem distorcida, promovida por orientalistas de v�rias gera��es e, mais
recentemente, em raz�o das alega��es de que, com a queda do comunismo, o Islam
emergiu como um novo inimigo. Os escritos de Samuel Huntington s�o t�picos desta
tend�ncia.
Consequentemente, o Ocidente tem muito da
responsabilidade por fortalecer o entendimento do "fundamentalismo
isl�mico" como nos mesmos moldes do fundamentalismo crist�o do s�culo
XVIII. O orientalista alem�o, Redolf Peters, escreve:
"� necess�rio criticar nossa imprensa porque ela vai
longe para vender um falso conceito, repetindo o entusiasmo excessivo visto
durante a Guerra Fria, em rela��o ao inimigo presumido. A imprensa usa o
fundamentalismo para atrair leitores porque, por um lado adota a viol�ncia e o
terrorismo e, por outro, discorda. No conflito com o Ocidente os jornalistas
podem ter boas inten��es, mas, n�o podemos nos esquecer de que aqueles mais
pr�ximos dos c�rculos pol�ticos t�m um capital investido na manipula��o e
condu��o da opini�o p�blica.
"Mesmo jornalistas objetivos, encaram obst�culos
profissionais quando cobrem assuntos isl�micos. Os editores est�o depois das
not�cias e, qualquer esclarecimento ou coment�rio moderado, n�o s�o
considerados not�cia e n�o atrai leitores!"
Este �, sem d�vida, um problema de abordagem e uma
"crise de objetividade" que est� acontecendo no Ocidente, o qual,
solidamente democr�tico e liberal como o �, deve permitir considera��es mais
leves e vis�o mais realista de tal fen�meno. � claro que toda experi�ncia
humana tem seu passado, suas ra�zes e suas causas, e deve, portanto, ser
tratada em profundidade; caso contr�rio, todo o problema se transforma em
crise, sem solu��o sob qualquer �ngulo.
Este recuo do "impasse da objetividade", como
Borhan Ghalioun chama, refletiu-se no trabalho do orientalista franc�s, Maxime
Rodinson, intitulado "A Fascina��o do Islam", no qual ele aponta
como, a partir do s�culo XVII, o Islam, diferentemente do cristianismo, foi
visto no Ocidente como o ep�tome da toler�ncia e raz�o. O Ocidente ficou
fascinado pela �nfase do Islam no equil�brio entre a adora��o e as necessidades
da vida, e entre a necessidades morais e �ticas e as necessidades corporais, e
entre o respeito ao indiv�duo e a �nfase sobre o bem-estar social.
Em seu confronto com o cristianismo, intelectuais
ocidentais salientaram o papel reformista do Islam e a racionalidade de suas
cren�as religiosas. Mas, como Dr. Ghalioun diz, foi somente a partir da segunda
metade do s�culo XIX, que os europeus come�aram a olhar para o cristianismo
como uma for�a de progresso e conquista na Europa e para o Islam como uma causa
de estagna��o e retrocesso no mundo ar�bico-isl�mico. Em lugar de usar o Islam
como um modelo para uma religi�o civilizada e racional em sua luta contra o
cristianismo "b�rbaro e fan�tico", o panorama modificou-se
completamente para projetar o Islam como um ep�tome de barbarismo que amea�ava
o Ocidente. A impress�o que cresceu � que a Europa � o ber�o da civiliza��o e
que qualquer um que se oponha a ela � hostil � civiliza��o e que o Islam, como
uma cultura, civiliza��o e uma sociedade � o principal, mas n�o o �nico,
obst�culo que impede a expans�o do Ocidente em dire��o ao sul e a outros
continentes e culturas. L� emergiu uma necessidade por uma ideologia que
galvanizasse a hostilidade em rela��o ao Islam e que a justificasse para os
europeus e o mundo como um todo.
Deste entendimento r�gido, veio o "fundamentalismo
secularista" no Ocidente, que aceita somente suas pr�prias proposi��es e
id�ias. Deve-se dizer que, quando o Ocidente se voltou contra a Igreja, ele a
despiu de todo seu autoritarismo e desalojou-a da posi��o proeminente que
ocupava na sociedade. No entanto, n�o abandonou completamente as aspira��es
papais e a disputa de que a Europa central seja o cora��o da civiliza��o humana
e da hist�ria. Nem abandonou o desejo de eliminar "o outro", ou
marginaliz�-lo intelectual e culturalmente, e criar uma mem�ria hist�rica mais
recente, baseada no "ego" e na distin��o do Ocidente sobre o resto;
mental, cultural e etnicamente. Esta mentalidade persistiu, mesmo ap�s a queda
do poder papal e a emerg�ncia do secularismo.
Diz o Dr. Muhammad Abid al-Jabiri: "Cometer�amos um
erro se pens�ssemos que o Ocidente est� completamente livre de sua bagagem
cultural e religiosa, racional e pragm�tica, porque se esta atitude est� ainda
ativa nas mentes fan�ticas e na Igreja, por toda a Europa e Am�rica, ela �
evidente nos elementos . . . seculares e liberais. Esta heran�a cultural e
religiosa continua a influenciar os jornalistas locais e os pol�ticos que se
encontram entre os liberas e secularistas." (A Quest�o da Identidade)
Em sua rivalidade com a Igreja, sobre a influ�ncia e o
status social na sociedade europ�ia, o secularismo tem buscado reviver a
autoridade do clero, pela distin��o e domina��o, atrav�s da reivindica��o da
"globaliza��o" e da singularidade do Ocidente, como tamb�m do ponto
de vista dos pr�prios fil�sofos. Eles estimularam o colonialismo. Este padr�o
duplo sobre parte do secularismo no Ocidente, tem, na mente de alguns, minado a
credibilidade de suas alega��es com rela��o � liberdade, toler�ncia e
pluralismo democr�tico dos outros. Contudo, isto ainda n�o foi materializado de
uma forma adequada.
N�o � coincid�ncia, mas antes conformidade intelectual,
como Roger Garaudy se refere, que o maior campe�o desta escola secularista,
Julies Ferry, tenha sido tamb�m o maior incentivador da invas�o colonialista de
Madagascar, Tun�sia e Vietnam. Ele era o te�rico franc�s mais ardente do
colonialismo, da mesma forma que John Stuart Mill o era na Inglaterra, e um
estudante do positivismo de Auguste Comte. Em seu discurso no Parlamento, em
27.07.1885, ele declarou: "Na verdade, n�s sustentamos a pol�tica de
expans�o colonial, baseada em um sistema que consiste em tr�s pilares:
econ�mico, humano e pol�tico." Ele tamb�m disse: "Eu n�o devo hesitar
em declarar que isto n�o � nem pol�tica nem hist�ria, mas metaf�sica pol�tica.
Deve ser dito, em voz alta e com a maior franqueza, que as ra�as mais elevadas
t�m um direito pr�tico sobre as ra�as inferiores. (Fundamentalismos
Contempor�neos)
Este "secularismo" seletivo produziu um
tend�ncia filos�fica conhecida como "globalismo", baseada no
monop�lio da ci�ncia e civiliza��o e no isolamento dos outros que se oponham a
seus dogmas ou, como o Professor Robert Solomons coloca, "a cultura da
domina��o". Isto induziu o cientista ingl�s, Richard Webster a imaginar se
� um processo retr�grado com v�nculo coletivo, atrav�s do qual uma cultura
velha espera reviver um pouco de sua inf�ncia; ou se � uma condi��o que
permitiu ao secularismo deixar cair sua m�scara de racionalidade, a fim de
revelar sua verdadeira identidade, a qual, no fundo do cora��o, � uma
identidade religiosa. Webster acrescenta: "Uma vez compreendida melhor
nossa heran�a religiosa, come�amos a duvidar se o secularismo, apesar da
frustra��o da heran�a judaico-crist�, provou, de fato, sua superioridade. O que
eu imaginaria � que se os valores religiosos n�o desempenham um papel
importante na sociedade secular, isto n�o significa que ela os tenha abandonado
ou marginalizado, mas seria a prova de sua penetra��o na mente do indiv�duo e
em nossa identidade secular, a um grau que n�o temos necessidade de mostrar
externamente"!! (Semin�rio sobre "Secularismo" - Londres, 1994)
O problema �, portanto, mais do que uma vis�o ing�nua
superficial ou emocional, e a proposi��o dupla em rela��o ao Islam estanca um
passado, determinando que o estudante perca os crit�rios de exatid�o e
credibilidade. Quando vem o "fundamentalismo", apesar das claras
diferen�as de entendimento do termo, o Ocidente continua a insistir em
descrever o Islam como um fundamentalista e ligando a express�o ao velho
conceito eclesi�stico crist�o. Fundamentalismo no Islam, significa ades�o ao
modo de comportamento e aos valores de sua primeira gera��o, como compreendido
e definido pelos primeiros mu�ulmanos atrav�s da ijtihad e da an�lise de suas
regras e ensinamentos. No Ocidente, contudo, fundamentalismo denota rigidez
dogm�tica, oposto � ci�ncia, inova��es e moderniza��o, uma atitude que �
denunciada pelo Islam.
O Ocidente tamb�m tenta ligar o fen�meno contempor�neo da
viol�ncia, do extremismo e do terrorismo com as origens do Islam e sua natureza
interior, o que n�o � correto. O Islam e seus m�todos legislativos rejeitam a
viol�ncia, o terrorismo e o extremismo, independentemente das raz�es que
estejam por tr�s deles. N�o � exagero dizer que o fen�meno moderno da viol�ncia
� parcialmente devido � injusti�a no Ocidente e aos padr�es duplos, porque
justi�a e imparcialidade s�o os primeiros requisitos para a erradica��o da
viol�ncia e do extremismo. O Alcor�o diz: "N�o permita que seu �dio �s
pessoas o torne injusto. Seja am�vel; � o mais pr�ximo de ser verdadeiramente
consciente de Deus". Do contr�rio, como Dom Quixote, ser�amos encaminhados
para os moinhos de vento.
Compilado no dia 22 de
Outubro de 2001� por� Yacub A Latif.