DA 7.� EDI��O 1971:

 

 

As palavras que antecedem foram escritas em meados de 1963.

Mas, entretanto, deu-se um salto espectacular para o futuro. Na �ltima d�cada, para sempre marcada com os sinais sangrentos do terrorismo. Angola duplicou o n�mero das suas cida�des, triplicou o valor do seu com�rcio externo, quintuplicou o montante das suas receitas p�blicas, multiplicou por quatro o valor das suas exporta��es, por dez a quilometragem das suas estradas asfaltadas e por trinta e cinco o n�mero das suas escolas. As ind�strias extractivas aumentaram para onze milh�es de toneladas anuais com o valor de mais de cinco bili�es de escudos, o parque das ind�strias transformadoras valorizou-se com centenas de novas f�bricas, os centros populacionais cresceram num ritmo sem precedentes, as popula��es abor�genes puseram-se em mar�cha acelerada nos caminhos da promo��o humana e Luanda, que tem j� hoje meio milh�o de habitantes, subiu para o segundo lugar entre as cidades de todo o espa�o portugu�s, transfor�mando-se numa das mais belas e progressivas cidades do continente africano.

]� com uma estrutura econ�mica que possibilita o crescente aproveitamento das riquezas do solo e do subsolo, com uma rede de comunica��es e telecomunica��es que torna agora muito mais f�ceis e r�pidas as rela��es humanas, com meio milh�o de estudantes nas escolas, a maior Prov�ncia de Portugal pode olhar para o futuro com uma saud�vel confian�a.

Na toada e na cad�ncia de uma verdadeira marcha triunfal, soando e ressoando como os tambores da vit�ria, ouvem-se por toda esta vasta Angola os passos da civiliza��o.

Recordando, nas p�ginas deste livro, as horas amargas e gloriosas dos anos mais tr�gicos do terrorismo, nenhum portugu�s suficientemente conhecedor de toda a verdade desta batalha poder� deixar de dizer:

 

� valeu a pena.

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