������ A TERR�VEL CAMINHADA DE UM RAPAZ QUE QUIS SER "AVIADOR"

H� muitos anos em Portugal, bem l� ao norte havia uma ponte de madeira entre uma aldeia, das mais lindas e evolu�das que existiam, pois j� nesse tempo possu�a um Cine-Teatro onde corriam todos os filmes da �poca e onde as Companhias de Teatro, portuguesas e brasileiras, nas suas digress�es pela prov�ncia, l� iam dar espect�culos e, mais � frente a Vila de Caminha bem na foz do Rio Minho.

Seixas tinha uma caracter�stica muito sua que sempre manteve. Os seus filhos eram de um bairrismo incr�vel. Emigravam especialmente para o Brasil onde alguns fizeram fortuna, n�o esquecendo nunca a sua terra que visitavam de vez em quando e foi assim que nasceu aquele belo Cine-Teatro e algumas belas vivendas onde pensavam acabar os seus dias. Faziam boas doa��es para que as Festas de S. Bento fossem as melhores daquela regi�o.

Mais tarde, oper�rios de l� e das redondezas dirigiam-se para Lisboa a fim de trabalharem nas obras e, � esta uma faceta engra�ada que diz algo sobre o seu bairrismo. Quando se sentiam diminu�dos por colegas que os procuravam rebaixar, eles, cheios de vaidade, afirmavam que as tr�s mais lindas Capitais do Mundo eram: Seixas, Paris e Londres. Isto deu aso a muita discuss�o mas o "slogan" prevaleceu e ainda hoje aparecem homens da �poca que o lembram.

Entre estas duas terras existia uma ponte de madeira e numa tarde de Outono, algu�m lhe lan�ou fogo e ela ardeu. A not�cia espalhou-se pela aldeia donde se via bem o grande inc�ndio.

Um rapazito de cinco anos estava ao p� da sua casa, numa esp�cie de miradouro onde o povo se come�ou a concentrar para melhor ver. A uns duzentos metros estava a Igreja de S. Bento cujos sinos badalavam doidamente, difundindo o alerta. Estendia-se um largo enorme que ca�a a pique sobre uma parte rochosa, mais abaixo. N�o havia guarda nenhuma para evitar o que aconteceu. O povo comprimia-se e o rapaz,

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