�� ACREDITEM: MO�AMBIQUE AINDA VIR� A SER UM GRANDE "PA�S"

Mas a bela Mo�ambique h�-de ressurgir e voltar� a ser uma das terras mais ricas que h� sobre a Terra, como j� foi.

Vamos observ�-la.

Al�m das suas riqu�ssimas terras, est� colocada, geograficamente, numa posi��o privilegiada e embora a sua maior riqueza seja � base de produtos tropicais e sub�tropicais, ela pode produzir imensos produtos da Europa, dadas as altitudes de que tamb�m distinta.

Situada a Sul do Equador e a Norte do Oceano Glacial Ant�rctico, mais propriamente os meridianos 30�. e 41�. e os paralelos 11�. e 27�. de Latitude Sul, tem um clima quente mas suport�vel, sobretudo na orla mar�tima. No interior, Vila Cabral, Ang�nia e Mar�via o clima aproxima-se do mediterr�nico.

Mas, al�m de essencialmente agr�cola, n�o lhe faltam grandes recursos de sub�solo, grandes florestas com ricas madeiras e grandes possibilidades para a cria��o de gado.

O Oceano que banha todo este territ�rio, o Indico, f�-lo numa extens�o de quase dois mil quil�metros, com uma imensidade de rios a desaguar nele com destaque espe�cial para o Rio Zambeze, um dos maiores do Mundo e oferece as melhores qualidades de peixe e mariscos que j� v�o chegando a toda a Europa.

Numa divis�o de Norte para Sul, poder-se-� fazer uma ideia do seu potencial, quer por influ�ncia do mar, da terra ou do sub-solo. Assim, vamos dividi-la em meia d�zia de parcelas e apreciar:

I - Na primeira que come�a no Rio Rovuma que desagua em Quionga aparece logo do melhor peixe e marisco que se possa imaginar e esta d�diva da Natureza n�o deixar� de aparecer at� � extremidade Sul do territ�rio, a Ponta do Ouro.

� beira mar come�am os palmares que ir�o criar uma das culturas mais ricas e, quero dizer, que o coqueiro, essa �rvore prodigiosa que produz a valiosa copra s� se d�, olhando para o mar; quer dizer, � uma cultura somente de litoral. No interior n�o se d� e da�, estender-se por toda aquela orla mar�tima. Mas aparecem as manadas de toda a esp�cie de ca�a que existe em Mo�ambique, com grande preponder�ncia para o elefante que, numa �poca do ano � abatido, para lhes serem arrancados os dentes e, que da carne que cortada em tiras, salgada e seca ao sol, faz parte da alimenta��o dos habitantes da regi�o. � que nessa altura, muito seca, ele � perseguido na Tanz�nia e passa-se para o lado de c�, margem direita do Rovuma. Nesta regi�o encontram-se florestas com belas madeiras e mais ainda, esp�cies raras como o s�ndalo e o pau preto. Tem uma extens�o imensa que vai at� ao Lago Niassa, tamb�m um dos maiores do Mundo e � a� que apa�recem as grandes jazidas de ferro e carv�o, imensas, contudo de dif�cil acesso, por enquanto.

II - A parcela que se segue tem no mar as mesmas caracter�sticas e, quanto a ferro, relativamente perto do mar, tem jazidas fabulosas a ponto de estarem na emin�ncia de serem exploradas p�los japoneses, que se propunham fazer um Caminho de Ferro at� ao porto de Nacala, para escoamento, o que n�o se concretizou devido � Guerra Colonial. Come�a tamb�m a� uma das culturas que chegou a ser a n�mero um no Mundo, s� ultrapassada mais tarde, que � a do cajueiro. Aut�nticas florestas naturais que se prolongam em for�a quase at� ao Rio Zambeze, mais ou menos a meio deste territ�rio imenso. Sempre a acompanhar esta riqueza est� o maravilhoso coqueiro, que � aproveitado pelos ind�genas, para as mais simples e complicadas coisas da vida. Do mais tenro rebento que desponta l� no cimo da �rvore, eles extraem o "palmito", uma esp�cie de espargo muito saboroso que d� para um �pickles� muito apreciado. Dali tamb�m extraem um fermento �sura�, que al�m de ser �ptimo para o p�o, d� uma bebida que eles adoram. Do tronco que � bastante duro e resistente, fazem as suas casas.

Alguns, j� com mais possibilidades, serram e transformam o tronco em t�buas que servem at� para fazer mais um andar. Mas em cima desses troncos, j� com a estrutura do telhado bem montada, procedem � montagem da cobertura muito curiosa e muito perfeita. H� a folha do coqueiro que tem uma parte central em v�rios metros e � dali que saem as folhas propriamente ditas. Extraem essa parte central que � aproveitada para, em paralelas distanciadas conforme o tamanho da casa, virem a assentar as folhas muito bem distribu�das que fazem assim o papel de zinco ou as telhas da constru��o normal. E s�o quase todos ex�mios nessas coberturas que depois de bem assentes, n�o deixam entrar qualquer pingo de �gua na casa. Mas o fruto, o coco, tem uma polpa muito volumosa a envolv�-lo, que d� para colch�es e toda a esp�cie de almofadados.

Do coco, quando est� ainda na fase de amadurecimento, extrai-se um l�quido maravilhoso para refrescos. � o "lanho", que at� chega a ser gasoso e, quando no fim se parte a casca que � bastante rija, pode-se comer � colher o creme, branco de neve, muito saboroso, que est� em forma��o para a copra, o principal e riqu�ssimo produto que se extrai dessa �rvore. E quando se extrai a casca da copra, essa, riqu�ssima em calorias, ainda d� para alimentar os fornos que ir�o dar o toque final antes da sua exporta��o e ainda, para fazerem utens�lios dom�sticos como copos, instrumentos de m�sica, adornos, etc..

� uma �rvore fabulosa!

A copra � um produto altamente procurado porque tem muitas aplica��es, desde o �leo, o sab�o, margarinas, temperos e tudo o que diz respeito a produtos gordurosos. Como curiosidade, existia na Zamb�zia o maior Palmar do Mundo, isto �, um Palmar com um milh�o de palmeiras compactadas sem qualquer nesga de terreno a estragar esse conjunto. Era no Macuse, norte de Quelimane.

E � nesta parcela que se d� a maior produtividade de caju, copra, tabaco e tamb�m outras culturas j� com caracter�sticas muito pesadas para a sua economia: o algod�o e o sisal.

III - Agricolamente, toda a regi�o da Zamb�zia � a privilegiada. Desde os produtos mais necess�rios a todos os habitantes daquelas vastas terras, como o milho, a mandioca, o feij�o, o arroz, tudo se cultiva e, com a ben��o de Deus, todos t�m uma boa produ��o.

A cultura do ch� apresentava-se tamb�m como um produto de largo interesse sendo as suas exporta��es canalizadas para a Gr�-Bretanha. Outra cultura de interesse extraordin�rio, � o a��car. S� uma companhia j� produzia perto de duzentos mil toneladas por ano e, preparava-se para produzir mais a curto prazo, dados os canais de irriga��o que mandara construir atrav�s daquelas imensas plan�cies que faziam parte das suas planta��es. Calculava-se em centenas de milhares de cabe�as, perten�a de Companhias e de particulares que se estavam a dedicar ao gado, de corpo e alma, que existiam nessas plan�cies, sobretudo gado bovino.

A precipita��o com que se deu a independ�ncia a Mo�ambique criou situa��es dif�ceis de acreditar, mas que aconteceram mesmo. Esta � uma delas: esta parcela com belas terras, grandes florestas, muitos rios, � das mais habitadas de todo o Mo�ambique. Aquele povo que pela propaganda deixou de trabalhar n�o se apercebeu que, dadas as doen�as e a falta de comida, o que nunca lhes acontecera, em breve seria torturado, sobretudo pela fome. Foi-se aonde era mais f�cil mitig�-la, a esses rebanhos e, dizimou-os praticamente. Perdia-se o respeito, ningu�m mandava, ningu�m obedecia e em pouco tempo acabou-se com uma riqueza que tantos anos e tanto trabalho levou a criar.

IV - Mas chega-se ainda no vale do Zambeze, margem direita do Rio, com essas fabulosas plan�cies onde ainda hoje prolifera quase toda a esp�cie de animais selvagens, que povoam grande parte de �frica e que, s� visto, se pode fazer a devida aprecia��o. E isto no futuro ser� das maiores atrac��es tur�sticas que existem. Haver� em Mo�ambique tr�s zonas ideais para safaris, uma das fontes de grande receita na economia de Mo�ambique.

Vamos tamb�m falar do peixe de �gua doce que � tamb�m oferecido em quantidades incalcul�veis que s� o futuro desvendar�. E a �gua doce come�a l� bem a Norte, Rio Rovuma, que por sua vez nasce no Lago Niassa, este que vai alimentar quase todas as linhas de �gua que se dirigem para o Rio Zambeze. E assim, fazendo fronteira com a Tanz�nia, temos o Rovuma. Mas o Lago Niassa que faz a fronteira com o Malawi, alimenta por sua vez o Lago Pamalombe onde nasce o Rio Shire, que um pouco a Sul de Blantyre (Malawi) se vem juntar a um afluente, o Rio Ruo, que vem l� do Norte a manter a fronteira, seguindo ent�o para o Zambeze. De permeio, temos o Lago Chirua, onde apareciam j� pequenas empresas a explorar o peixe que, devidamente seco e enfardado, era vendido em toda a Zamb�zia, sobretudo �s grandes Companhias, que tinham como obriga��o imposta pelo Governo, fornecer carne e peixe aos seus trabalhadores. E � fant�stica a fartura de peixe que h�, a come�ar no Lago Niassa e percorre com vastas linhas de �gua doce toda a fronteira lan�ando-se no Rio Zambeze a desaguar no Oceano �ndico, no Chinde.

N�o esquecer que l� para cima, no interior, al�m mesmo da cidade de Tete est� Cabora Bassa, das maiores maravilhas criadas pelo homem, a Hidro-Electrica. Chegar� o dia em que, bem distribu�das essas �guas, como estava previsto, chegar�o � grande plan�cie que come�a um pouco a norte da Cidade da Beira e chega l� acima a sul da Cidade de Mo�ambique, proporcionar� a possibilidade de produ��o, transformando novamente esta terra numa das mais ricas do Mundo dando ainda para exporta��es.

Mas, do belo peixe e marisco do litoral at� � fronteira com a antiga Rod�sia, al�m de v�rios min�rios fracamente explorados, predominavam as grandes florestas. Muitas e belas madeiras foram exportadas para toda a parte do Mundo. Existia um Caminho de Ferro que muito ajudou a desenvolver esta regi�o. J� iam surgindo poderosas unidades industriais. A� se encontra o monte mais alto de Mo�ambique, o Ximanimane com perto de dois mil e oitocentos metros de altitude, situado entre Vila Manica e Espungabera.

V - Surge ent�o uma regi�o j� n�o t�o rica em todos aqueles potenciais, mas com fortes promessas para grandes cria��es de gado por ali abaixo, j� que no litoral era razoavelmente explorada a grande promessa de Mo�ambique, a pesca do peixe e do marisco e ainda o j� grande desenvolvimento da pesca desportiva que atra�a ali entusiastas de todo o Mundo. Era o grande Turismo a despontar ! As Ilhas do Bazaruto!

Mas, sempre a acompanhar o �ndico e at� ao extremo Sul nunca deixam de aparecer os palmares e os cajueiros.

Se a verdade � que essa parcela, extens�ssima, � a menos povoada pelo homem, facilita a expans�o de grandes manadas de ca�a que um dia ser�o substitu�das por, manadas de gado e orientadas convenientemente. � talvez a zona mais pobre de Mo�ambique devido a secas que, por vezes, a assolam e � grande exporta��o de homens que todos os anos seguem para as minas da �frica do Sul, o que tem dado como resultado o fraco desenvolvimento dessa popula��o.

N�o esquecer tamb�m que � nesta parcela que se encontram as grandes reservas de g�s natural, uma das grandes riquezas pronta a servir Mo�ambique e n�o s�, quando chegar a altura. � a regi�o de Panda.

VI - E ent�o surge a �ltima parcela em que nos propusemos dividir este grandioso territ�rio e � nela que vamos encontrar o mostru�rio do bom que j� conhecemos l� para cima.

E a� h� de tudo e mais o grande desenvolvimento industrial que se vinha processando nos �ltimos anos em que fazia parte de Portugal.

Quanto a peixe e marisco a zona de Inhambane era e continuar� a ser famosa. Um pouco a Norte, na Ponta da Barra Falsa, existem os maiores caranguejos do Mundo, mais para Sul eram as lagostas, camar�es, mexilh�es, am�ijoas e tudo o mais que diz respeito a bom marisco. Inhambane tem um carapau, muito redondinho, diferente de qualquer outro, que � apreciad�ssimo. As lulas de Inhambane s�o famosas. A garoupa � pescada e vendida com o peso que vai de um a tr�s quilos. Estas as mais saborosas, mas pescam-se garoupas que v�o aos cento e cinquenta quilos, que s�o transportadas em grandes varas e depois esquartejadas em v�rios locais e vendidas como bifes gigantes. Mas a agricultura estava num surto de desenvolvimento avassalador. Muitas dezenas de anos antes j� aparecia a cana de a��car que era produzida, n�o em grande escala, porque era proibida pelas autoridades, pois era principalmente aproveitada para grandes alambiques, clandestinos, que destilavam quantidades imensas de aguardente, altamente apreciada e consumida por aquelas popula��es. Da� a proibi��o. Mais tarde, grandes companhias transformaram aquelas grandes plan�cies, �ptimas para aquela cultura, em grandiosas planta��es de cana de a��car. Imensas �reas eram aproveitadas para bananais e de comboio seguiam diariamente vag�es e vag�es de bananas para a �frica do Sul. O arroz era outra cultura largamente divulgada.

Mas as pastagens eram magn�ficas e ia subindo a quantidade de gado que delas se aproveitava. Fabricava-se, al�m de outros, o c�lebre queijo Limpopo em quantidades assinal�veis. O leite era �ptimo e dele sa�am todos os derivados. At� � fronteira, l� ao Sul, com condi��es �ptimas para as cria��es, as terras eram divididas em talh�es enormes e um novo Texas estava a despontar, para engrandecer mais este Pa�s. E estamos na zona que mais se industrializava.

Desde a prepara��o do belo marisco e peixe para exporta��o, moagens dos v�rios produtos, f�bricas de �leos, de farinhas, de prepara��o da am�ndoa do caju, de arroz, de amendoim, de cal�ado, enfim, tudo servia para fazer o Mundo ver que Mo�ambique em breve seria uma pot�ncia no com�rcio de �frica.

Mas n�o. Toda esta grandiosidade tinha de despertar a cobi�a que viria a transformar esta terra numa das mais miser�veis de toda a �frica. E n�o foi preciso muito tempo. Logo a seguir �quela independ�ncia que todos conhecem, aquele povo come�ou a sentir os efeitos da fome que nunca conhecera antes. As doen�as, a mal�ria, a tuberculose, a lepra, a sida, at� � maldita droga e esta, teve a responsabilidade da �ltima soldadesca que chegou duma Metr�pole tamb�m em degrada��o e que ainda mais contribuiu para prostrar esta grande leoa, j� muito ferida, apareciam em for�a e, � preciso que pulsos de ferro surjam para travar esta desgra�ada situa��o, e que conven�am com propaganda s�ria e justa, que Mo�ambique s� se poder� erguer de novo com o trabalho do seu generoso povo, levado �quela situa��o por uma propa�ganda criminosa.

Triste, muito triste, foi o fim em que se viram envolvidos aqueles que muita guerra, muitos sacrif�cios fizeram para um desfecho t�o desgra�ado.

Muitos milhares de soldados que, por l� defenderam a sua bandeira, viram-se obrigados a fugir para os pa�ses lim�trofes, �frica do Sul, Rod�sia, Malawi e de l�, quando podiam faziam as suas incurs�es de vingan�a.

Na Rod�sia contactei com um que fora oficial das nossas For�as Armadas, du�rante todo o tempo em que houve luta, chegou a capit�o do nosso ex�rcito, pertencendo sempre a for�as secretas e actuando quase sempre nas regi�es dif�ceis do Rio Rovuma, onde a guerra colonial foi mais assanhada. Ele conhecia todas aquelas zonas como as suas m�os.

Nascera no Algarve mas fora para Mo�ambique ainda novo, j� com o 1�. ano da Universidade, fazendo-se a� um grande ca�ador de elefantes, passando portanto a maior parte da sua vida embrenhado no mato.

E tinha qualidades e intui��o extraordin�rias para viver num Pa�s como aquele. Era o Cristina!

Logo aprendeu, porque tinha uma habilidade �nica, v�rios dialectos ind�genas. Desde o Suaili, o Macua, o Sena at� ao Landim, ele falava fluentemente. Metia-se mato dentro e com a ca�a que abatia, trocava parte por farinha, feij�o, amendoim, etc., e assim se mantinha por meses e meses.

Veio a guerra e ele em qualquer das margens do Rio Rovuma fez trabalhos incr�veis para o ex�rcito portugu�s, transformando-se num aut�ntico Lawrence da Ar�bia, vers�o africana, com certeza.

Teve um fim triste, pois foi assassinado num seu apartamento de seguran�a que habitava, quando ia � �frica do Sul, em 1978, a tiro e trai�oeiramente pelo homem em quem mais confiava, subornado e aliciado pela Frelimo. Este, um exemplo dos muitos casos que aconteceram com portugueses que nunca concordaram com aquela entrega e juraram lutar, convencidos que ainda pudesse haver uma reviravolta, at� ao fim.

Mas tudo voltar� a aparecer. A Europa est� esgotada de mat�rias primas. A �frica, um pouco ao Norte e Sul do Equador, est� ainda quase virgem e com um subsolo riqu�ssimo. Agora � que se vislumbram os seus potenciais. E eles t�m de ser explorados at� para bem da humanidade, amea�ada como est� pela falta de alimentos, existindo territ�rios imensos que nunca foram devidamente aproveitados e, que hoje, despertam a cobi�a do Mundo.

Mas propriamente Mo�ambique, um desses Pa�ses que contribuir� para que o Mundo viva melhor, creio que ser� dos primeiros a erguer-se, a desenvolver-se e a� como em todos os outros de �frica, uma coisa aparecer� em sistema de acompanhamento, se n�o mesmo a andar � frente desse renascimento: a avia��o civil que j� estava num surto de desenvolvimento fant�stico, apresentando-se ao lado da �frica do Sul e de Angola, no cimo dessa nova arma de desbravamento com o qual, daqui para a frente, muito ter� que se contar.

Muitas e muitas conversas com o meu velho companheiro da d�cada de 1930, Lu�s Branco, que atingiu os pontos mais altos alcan�ados por um piloto a n�vel Mundial, abordaram o aproveitamento da nossa avia��o que, contribuir� para o ressurgimento da terra que tem mesmo o seu renascer certo.

� que o avi�o, do mais pequeno ao maior, chegava j� aos recantos mais remotos desse Pa�s. Caminhos de Ferro e Estradas de constru��o morosa e car�ssima levar�o muito mais tempo a solucionar problemas em �reas vast�ssimas, se bem que tenham tamb�m que l� chegar.

E �, por isso, que auguro um grandioso futuro, qu�o breve quanto poss�vel, e acredito que chegar� depressa, a esta bela e riqu�ssima terra que se chama: MO�AMBIQUE!

E julgo que expliquei tudo o que se passou na minha vida e porque, na realidade, eu era tamb�m um deficiente, mas reparem: ainda tive o privil�gio de assistir � volta ao Mundo dada por um deficiente motor num avi�o que s� possu�a um motor, que fora como eu comandante nessa primeira grande Companhia Nacional de Avia��o que foi a D.E.T.A. e que s� via nos avi�es a justifica��o de se viver os ef�meros anos que se passam sobre a Terra e a quem uma infeliz interven��o cir�rgica deixou afastado para sempre dos grandes avi�es que tripulava e a� est�: voar fora sempre o seu sonho. E o que � que ele fez?

Um grande feito her�ico e hist�rico a n�vel "Mundial".

Na nossa Hist�ria da Avia��o, fora o feito de Gago Coutinho e Sacadura Cabral - a Travessia do Atl�ntico - nada se lhe compara!

Ele deu a volta ao Mundo, sobrevoando tr�s Oceanos - Atl�ntico, �ndico e Pac�fico, num perigo constante, sempre alegre, a concretizar o sonho de uma vida que era "Voar�, lutando mesmo contra o infort�nio do destino que o deixara em condi��es p�ssimas para prosseguir.

Foi a demonstra��o do "Querer" do homem que n�o desiste nunca do seu ideal.

Que a Hist�ria da sua P�tria nunca o esque�a e o ponha sempre no lugar dos seus "Maiores".

Esse homem �: ANT�NIO DE SOUSA FARIA E MELLO.

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